Elomar









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"Minha vida é chiqueirar e pastorar, tangerino de ovelhas e bodes."

A frase acima resume a filosofia de vida de Elomar Figueira Mello, filho do Sr. Ernesto Santos Mello e de Dona Eurides Gusmão Figueira Mello.

Primeiro filho do jovem casal, Elomar nasceu no dia 21/12/1937, na Zona Rural de Vitória da Conquista-BA.

Quando o menino contava 3 anos de idade, em face da fragilidade da sua saúde, seus pais alugaram, na cidade de Vitória da Conquista-BA, uma pequena casa, na rua Nova. Seu Ernesto se ausentava por longos períodos, na lida de tanger boiadas, enquanto que Dona Eurides ganhava o pão de cada dia na velha máquina de costura.

Elomar estava então com 7 anos, quando Seu Ernesto e Dona Eurides deixaram em definitivo a vida urbana e voltaram para a vida no campo, onde Elomar, com seus irmãos Dima e Neide, passou essa parte da infância em São Joaquim, Brejo, Coatis de Tio Vivaldo e Palmeira de Tio Kelé. Foi em São Joaquim que Elomar cursou parte da Escola Primária.

A Formação Musical de Elomar foi sui-generis com influência em diversos Estilos Eruditos e Populares!!!

Bem cedo o menino passou a si interessar pela Música e pela Poesia!!!

Com 7 anos de idade, ainda no São Joaquim, Elomar teve os primeiros contatos com a Música "Profana" de menestréis errantes, como Zé Krau, Zé Guelê e Zé Serradô. Não pode ser deixado de mencionar que, até então, Elomar só tinha ouvido a Música Eclesiástica do Hinário Cristão, do Culto Batista Evangélico, que era a Fé única de sua família materna.

Bastou ouvir os primeiros acordes de Viola, Violão e Sanfona, bem como as primeiras estrofes das Tiranas, dos Cocos e parcelas dos três Zés, começara a acontecer as primeiras "fugidas de casa", pelas "bocas-de-noite", não só para ouvir, mas também, para aprender as primeiras notas no Violão, que passou a ser o seu Instrumento Musical.

Lógico que tais proezas se davam às voltas e muito às escondidas, pois, no conceito de seus pais e parentes, e também para toda sociedade, de então, de um modo geral, lidar com Música era "coisa para vagabundo"... Tocador de Violão, Viola ou Acordeon, era "sinônimo de irresponsável"...

Suas primeiras composições datam dos 11 anos de idade; mas já a partir dos 7 - 8 anos, quando ia à cidade, toda noite ia à casa do Tio Flávio e ouvia no rádio uma Música "estranha", executada com Instrumentos também muito estranhos, diferentes do Violão, da Viola e da Sanfona, que lhe eram tão familiares...

Alguns anos mais tarde, em Salvador-BA, foi que Elomar descobriu que aquela Música era a Abertura ("Protofonia") da célebre Ópera "O Guarani" de Antônio Carlos Gomes!!! Elomar também descobria a Escrita Musical, a Partìtura e, para seu "espanto", a existência de milhares de Músicas, escritas por milhares de Compositores que viveram a partir de centenas de anos passados...

Após concluir o Ginasial, em 1953, Elomar deixou (a contragosto) o curral, o roçado e os folguedos da vida pastoril, e foi cursar o Científico no Palácio do Conde dos Arcos em Salvador-BA.

Elomar contava 17 anos. Lia bem, porém mal escrevia... Nessa época começava a compor suas Obras Literárias e Musicais, numa seqüência interminável, mas sem ter ainda uma linha definida... Data dessa época: Calundu e Kacorê, Prelúdio Nº Sexto, Samba do Jurema, logo após, Mulher Imaginária, Canção da Catingueira e Abertura de O Retirante.

Entre 1959 e 1960, começou com trabalhos de maior envergadura e ia compondo aleatoriamente o ciclo das canções. Sempre preso à mesma temática, as vicissitudes do homem, seus sofrimentos, suas alegrias na terrível travessia que é a sua vida e, sobretudo, seu relacionamento com o Criador. E, lógico, a partir do seu elemento circunstancial, o Sertão, sua Pátria. Verdadeiramente, onde vive.

Em 1956, Elomar serviu o Exército, no seu "torrão natal", onde passou a morar com sua avó paterna, na fazenda vizinha que era bem próxima da velha casa onde havia nascido. E esse era a partir de então o endereço onde Elomar passava suas férias, quando retornava da Capital Baiana...

Até que Elomar concluiu o Científico em 1958, em Salvador-BA. Tentou ingressar, mas não conseguiu passar no vestibular para o curso de Geologia. Nessa época, já era notável o grande "enredamento" com a Música nos meios intelectuais da "Terra da Felicidade".

Em 1959, Elomar iniciou a Faculdade de Arquitetura, tendo se formado em 1964. E, como não poderia deixar de ser, regressou decidida e definitivamente ao Sertão para poder escrever sua Obra Musical, tendo na formação em Arquitetura o suporte econômico mínimo, para que tal coisa fosse possível...

Em 1966, o Arquiteto Elomar morava no Sertão, tendo se casado com Adalmária, que era filha de Salvador-BA e Doutora em Direito!!! Sua Esposa era Soteropolitana, mas era também de origem sertaneja!!! E dessa União nasceram os filhos Rosa Duprado, João Ernesto e João Omar.

Exercendo então a Profissão de Arquiteto, como não poderia deixar de ser, Elomar sonhava com uma certa estabilidade econômica, a qual jamais chegou... Porém, sempre foi o seu maior sonho ele poder se dedicar integralmente à Música!!!

Seu filho João Omar, Maestro e Compositor, passou a acompanhar o pai Elomar a partir dos 9 anos de idade.!!!

Quero aqui "passar a palavra" para o Grande Poeta e Compositor Vinícius de Moraes (foto à esquerda), que escreveu um texto muito interessante na contra-capa do LP de Elomar intitulado "Elomar... Das Barrancas do Rio Gavião", gravado em 1973, pela Gravadora Philips/Polygram (Nº 6349 073), texto esse o qual merece ser lido (e "sentido"...) na íntegra:

" A mim, me parece um disparate que exista mar em seu nome, porque um nada tem a ver com o outro, No dia em que 'o sertão virar mar', como na cantiga, minha impressão é que Elomar vai juntar seus bodes, de que tem uma grande criação em sua fazenda 'Duas Passagens', entre as serras da Sussuarana e da Prata, em plena caatinga baiana, e os irá tangendo até encontrar novas terras áridas, onde sobrevivam apenas os bichos e as plantas que, como ele, não precisam de umidade para viver; e ali fincar novos marcos e ficar em paz entre suas amigas as cascavéis e as tarântulas, compondo ao Violão suas lindas baladas e mirando sua plantação particular de estrelas que, no ar enxuto e rigoroso, vão se desdobrando à medida que o olhar se acomoda ao céu, até penetrar novas fazendas celestes além, sempre além, no infinito latifúndio.

Pois assim é Elomar Figueira de Melo
(sic): um príncipe da caatinga, que o mantém desidratado como um couro bem curtido, em seus 34 anos de vida (sic) e muitos séculos de cultura musical, nisso que suas composições são uma sábia mistura do romanceiro medieval, tal como era praticado pelos reis-cavalheiros e menestréis errantes e que culminou na época de Elizabeth, da Inglaterra; e do cancioneiro do Nordeste, com suas toadas em terças plangentes e suas canções de cordel, que trazem logo à mente os brancos e planos caminhos desolados do sertão, no fim extremo dos quais reponta de repente um cego cantador com os olhos comidos de glaucoma e guiado por um menino-anjo a cantar façanhas de antigos cangaceiros ou 'causos' escabrosos de paixões espúrias sob o sol assassino do agreste.

Elomar nasceu em Vitória da Conquista-BA, cidade que também deu vez a Glauber Rocha e Zu Campos, e depois de formar-se em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), ocupa atualmente o cargo de Diretor de Urbanismo em sua cidade. Mas do que gosta realmente é de sua caatingueira, uma das mais ásperas do Sertão Brasileiro, onde cria bodes e carneiros. Já me foi contado que um de seus reprodutores, o famoso bode 'Francisco Orellana', quando a umidade do ar apresenta seus índices mais baixos - que usualmente é 10 graus - senta-se em posição estratégica sobre as patas traseiras e não se peja de urinar na própria boca, de modo a aproveitar, num instintivo e engenhoso recurso ecológico, a própria água do corpo para dessedentar-se.

E tem a onça. Vez por outra, a madrugada restitui a carcaça sangrenta de um bode ou um carneiro, e todas as preocupações cessam, a não ser chumbar a bicha. E a conversa entre os fazendeiros fica sendo apenas essa: onça, suas manias, suas manhas, seus pontos fracos.

Todo mundo se oncifica. Elomar sai à noite para tocaiá-la, e quando a avista só atira nela de frente:
'Um bicho que vem de tão longe para matar meus bodes, esse eu respeito!' - diz ele em seu sotaque matuto (apesar da boa cultura geral que tem) e que faz questão de não perder por nada, enojado que está da nossa suposta civilização.

Quando lhe manifestei desejo de passar uns dias em sua companhia e de sua família (Elomar é casado e tem um par de filhos, sendo que a menina tem o lindo nome de Rosa Duprado) para descobrir, em sua companhia e ao som do excelente Violão que toca, essas estrelas reconditas que já não se consegue mais ver nos nossos céus poluídos, Elomar me disse:
'Pode vir quando quiser. Deixe só eu ajeitar a casa, que não está boa, e afastar um pouco dali minhas cascavéis e minhas tarântulas...'

É... Quem sabe não vai ser lá, no barato das galáxias e da Música de Elomar, que eu vou acabar amarrando um bode definitivo e ficar curtindo uma de pastor de estrelas... "


(Vinícius de Moraes)
(Abril de 1973)




Esse excelente LP ("Elomar... Das Barrancas do Rio Gavião") foi o segundo Disco e o primeiro LP de Elomar, o qual contou com a Direção e Produção de Roberto Santana; Técnicos de Gravação: Djalma e Bahia; Gravado no Estúdio J. S. Gravações Bahia; Fotos de Jamison Pedra e Sílvio Robatto; Corte: Joaquim Figueira. E, para nossa felicidade, o mesmo foi remasterizado em CD!!!

Dentre as belíssimas Composições (todas de sua autoria!!!) merecem destaque "O Pedido" (Elomar), "Cantiga de Amigo" (Elomar), "Retirada" (Elomar), "Na Estrada das Areias de Ouro" (Elomar), "Cavaleiro do São Joaquim" (Elomar), e "Canção da Catingueira" (Elomar), além da famosíssima primeira faixa "O Violeiro" (Elomar) (a Música cujo trecho o Apreciador ouve ao acessar essa página) que resume em poucas palavras o "modo de existir" desse excelente Músico e que também já foi gravada em Espanhol pelo excelente Grupo "Raíces de América", no LP "Fruto do Suor", gravado em 1982 pelo selo Eldorado (65.82.0349). Essa versão de "O Violeiro (El Guitarrero)" foi feita por Enrique Bergen, que na época era integrante do "Raíces de América"!!!


O primeiro Disco de Elomar foi um Compacto Simples independente gravado em 1968, tendo no Lado A "O Violeiro" (Elomar) e no Lado B "Canção da Catingueira" (Elomar), que são também, respectivamente, a 1ª e a 12ª faixas do LP "Elomar... Das Barrancas do Rio Gavião"!!!


Quero aqui destacar também as gravações históricas do quarteto "Cantoria" formado por Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo, no Teatro Castro Alves, em Salvador-BA, no início de 1984!!!

Dessa parceria, nasceram 3 maravilhosos Discos que, para nossa felicidade, também foram remasterizados em CD pela Gravadora Kuarup:


"Cantoria 1": Gravado ao vivo em PCM-Digital no Teatro Castro Alves, em Salvador-BA, nos dias 13, 14 e 15 de Janeiro de 1984. Esse foi, diga-se de passagem, o primeiro Disco gravado ao vivo no sistema Digital no Brasil!!! Produzido por Mario de Aratanha; Produção Fonográfica: Kuarup; Gravado por Filipe Cavalieri; Espetáculo Original criado por Antonio Carlos Limongi; Capa: Janine Houard (Criação) e Artur Ikissima (Foto Capa).

Merecem destaque as belíssimas interpretações de "Desafio do Auto da Catingueira (Elomar)", com Elomar e Xangai, Voz e Violão; "Sete Cantigas Para Voar" (Vital Farias), com Vital e Xangai, no Vocal, e Geraldo, no Violão; "Cantiga do Boi Incantado" (Elomar), com Elomar e Xangai nos Vocais; "Ai que Saudade de Ocê" (Vital Farias), com Vital, os Violões de Geraldo e Elomar, e Xangai, no Vocal; "Ai d'Eu Sodade (O ABC do Preguiçoso)" (Tradicional), com Xangai; "Cantiga do Estradar" (Elomar), com Elomar; "Violêro" (Elomar), com Xangai, mais a brilhante participação de Jaques Morelenbaum no Violoncello; "Saga da Amazônia" (Vital Farias), com Vital e "Cantiga de Amigo" (Elomar), com Xangai, mais os Violões de Vital, Geraldo e Elomar, apenas para citar algumas!!!


"Cantoria 2": Gravado nos mesmos dias e no mesmo Teatro, produzido por Mario de Aratanha e Janine Hovard; Produtor fonográfico: Kuarup Discos; Idealização do espetáculo original: Antonio Carlos Limongi; Engenheiro de Gravação: Filipe Cavalieri; Masterização: Carlos de Andrade e Mario Leco Possolo; Edição e Montagem: Mario de Aratanha; Capa: Janine Hovard (criação) e Arthyr Ikissima (fotos). Agradecimentos especiais à Valéria Colella, Maria Clara Jorge, Anne Duquesnois e Emilia Veras.

Merecem destaque as belíssimas interpretações de "Na Quadrada das Águas Perdidas" (Elomar), com Elomar, Geraldo, Vital e Xangai nos vocais; "Arrumação" (Elomar), com a participação especial de Francisco Aafa; "Saga de Severinin" (Vital Farias), com Vital e "Cantiga de Amigo" (Elomar), com Elomar, Xangai, Geraldo e Vital!!!


"Cantoria 3": Nesse Disco estão registrados os momentos solos de Elomar durante a grande "Cantoria" que deu origem aos três álbuns no total, e muitos sonhos e viagens por este Grande Sertão... Produzido por Mario de Aratanha; Produtor fonográfico: Kuarup Discos; Gravado em PCM Digital por Filipe Cavalieri também no Teatro Castro Alves, em Salvador-BA, em Janeiro de 1984, com excessão das faixas 4 e 9, que foram gravadas em Abril do mesmo ano, no Palácio das Artes em Belo Horizonte-MG; Masterizado na Microservice por Luis Hoffer; Editado por Américo Pinto; Texto da capa: Mario de Aratanha; Espetáculo original idealizado por Antonio Carlos Limongi; Capa: Janine Houard (criação) e Ricardo de Aratanha (foto).

Merecem destaque as belíssimas interpretações de "A Donzela Tiadora" (Elomar), "Canto de Guerreiro Mongoió" (Elomar), "Ecos de uma Estrofe de Abacuc" (Elomar), "Corban" (Elomar), "Calundú e Cacoré" (Elomar), "Seresta Sertaneza" (Elomar), "Cantiga do Estradar" (Elomar), "Duvê Esse Chão Quêma Meus Pé" (Elomar) e "Faviela" (Elomar)!!!


E, conforme mencionei acima, a formação musical de Elomar também foi influenciada pela Música Erudita!!! E, dessa maravilhosa influência, nasceram também alguns Discos que são, sem dúvida, um "harmonioso casamento" entre a Música Erudita e a Música do Sertão Brasileiro!!! Dentre eles merecem destaque esses dois Discos que, para nossa felicidade, também foram remasterizados em CD, pela Kuarup:


"Parcelada Malunga": Gravado em 1980, foi, até então, um dos maiores Encontros Musicais de nossos tempos. Além da brilhate parceria de Elomar com o exímio Pianista Arthur Moreira Lima, o Disco também conta com as participações mais que especiais de Xangai e do Violinista Zé Gomes (que também já participou em diversos Discos de Almir Sater!!!). Produção: Discos Marcus Pereira; Direção Artística: Marcus Vinícius; Fotos: Wilson Chumbo; Assistente de Produção: Fábio Pereira; Técnico de Gravação: Egídio Conde; Mixagem: Vice-Versa (São Paulo-SP).

Merecem destaque as belíssimas interpretações de "O Violeiro" (Elomar), "As Curvas do Rio" (Elomar), "Lovação" (Elomar), "Cantiga de Amigo" (Elomar), "Chula no Terreiro" (Elomar), "Peão na Amarração" (Elomar), "Cantada" (Elomar), "Estrela Maga dos Ciganos" (Elomar), "Puluxias" (Elomar) e "Clariô" (Elomar)!!!


E, como se "Parcelada Malunga" não bastasse, o maravilhoso Disco "ConSertão" foi gravado pela Kuarup em 1982!!! Outro "fruto de uma grande malungagem", onde os geniais Arthur Moreira Lima (Piano), Paulo Moura (Saxofone) e Heraldo Dumonte (Viola Caipira), numa noite de Festa Brasileira, executaram belíssimas Obras de Waldir Azevedo, Villa-Lobos e Elomar!!! Produzido por Mario de Aratanha e Arthur Moreira Lima; Produtor fonográfico: Kuarup Produções Ltda.; Direção Artística: Arthur Moreira Lima; Coordenação: Janine Houard; Engenheiro de Gravação e Edição: Carlos Fontenelle; Produção Musical: João Pedro Borges; Assistente de Produção: Grace Elizabeth; Fotos: Ricardo de Aratanha; Layout e Arte: Daniel Welman; Gravado com a acústica natural da Sala Cecilia Meireles, no Rio de Janeiro-RJ, em 1982; Remasterizado para CD por Denilson Campos e Henrique Cazes; Produção original do espetáculo "ConSertão": Geraldo de Souza Vieira, Luiz Paulo Lucena.

Destaque para as belíssimas interpretações de "Na Estrada das Areias de Ouro" (Elomar), "Campo Branco" (Elomar); "Incelença prá Terra que o Sol Matou", precedida da abertura "No Que Trata da Desolação Causada Pelo Sol, o Gafanhoto e a Locusta, conforme o texto do Profeta Joel" (Elomar), "Pau de Arara" (Luiz Gonzaga), "Festa no Sertão (do Ciclo Brasileiro)" (Heitor Villa-Lobos), "Valsa da Dor" (Heitor Villa-Lobos), "Valsa de Esquina Nº 12 em Fá Menor" (Francisco Mignone), "Espinha de Bacalhau" (Severino Araújo), "Pedacinhos do Céu" (Waldir Azevedo) e "Corban" (Elomar), apenas para citar algumas!!!


A vasta Produção Musical de Elomar como Compositor, além das Canções mais conhecidas, inclui Galopes Estradeios, Canções de Alta Influência Regional, além de Óperas e Autos já registradas em partituras, inéditas até então. Merecem ser citadas:

  • 11 Óperas;
  • 11 Antífonas;
  • 4 Galopes estradeiros;
  • 1 Concerto para Violão e Orquestra;
  • 1 Concerto para Piano e Orquestra - composto e a ser partiturado;
  • 1 Pequeno Concerto para Sax Alto e Piano - composto e partiturado;
  • 1 Sinfonia - quase toda composta;
  • 12 Peças para Violão-Solo (As Composições para Violão na maioria já estão partituradas).


    Cancioneiro:

  • Um caderno de oitenta Canções, sendo que a maioria delas já se encontram gravadas e uma pequena parte ainda inédita.


    Dentre as Óperas:

    Bespas Esponsais Sertana - São cinco trágicos que se encontram nos seguintes estágios:

  • A Carta - Ópera com 4 Cenas, compostas e partituradas;
  • A Casa das Bonecas - composta e 30% partiturada;
  • Faviela - toda composta e nada partiturada;
  • O Peão Mansador - composta e a ser escrita;
  • Os Poetas São Loucos (Mas Conversam Com Deus) - composta em partes;
  • Auto da Catingueira - composta, partiturada e gravada em disco.


    Clique aqui, e ouça "Retirada" (Elomar Figueira Mello) interpretada por Elomar, que é a 9ª Faixa do Disco "Das Barrancas Do Rio Gavião" (6349 073), lançado em 1973 pela Gravadora Philips. Essa belíssima Composição também foi tema da Novela "Gabriela", exibida pela Rede Globo pela primeira vez em 1975. Arquivo Musical pertencente ao excelente Site MPBNet!


    Clique aqui, ou na foto abaixo, e conheça a Porteira Oficial de Elomar, que é o Site Oficial desse excelente Músico e Cantador, com fotos, biografia detalhada, "Co-rel", "Estado do Sertão", "Curriculum Operae", "Modus Vivendi", Discografia e "Locanda"!!!

    Destaque especial para a Página intitulada Modus Vivendi, na qual Elomar mostra fotos e seu "Modo de Viver" em sua famosíssima Casa dos Carneiros, localizada em Gameleira, a 20 Km de Vitória da Conquista-BA!!!




    De acordo com sua Porteira Oficial, "Elomar possui duas pequenas fazendas no semi-árido do Sudoeste da Bahia onde cria miunça - carneiros e cabras, às vezes um pouco de gado graúdo. A fazenda 'CASA DOS CARNEIROS' situa-se na região da Gameleira, Serra da Tromba, Município de Vitória da Conquista-BA. Ali tem passado grande parte da sua vida em lidas de currais e campo: ferra de animais, vacinação, abalizando cercas, montando cancelas e outros tantos afazeres. E, na maior parte do tempo compondo, é claro..."


    No mês de Junho de 2007, a Casa dos Carneiros passou a abrigar uma Fundação, que tem como objetivo tornar-se um Centro de Pesquisas, oferecendo cursos e atividades ligadas à Música Erudita, ao Teatro, à Educação e à Ecologia, visando incentivar o desenvolvimento de estudos sobre a Cultura Nordestina.

    Esse Projeto, encaminhado por seu filho, o Maestro João Omar, também pretende concretizar diversas idéias de Elomar, dentre elas, a criação de uma Universidade Leiga Sertaneja e uma Tutoria Experimental da Música.

    Na inauguração da Fundação foi realizado um Concerto ao ar livre no local, sob a regência de João Omar e a participação de Músicos da Escola Lírica Mineira e da Orquestra de Belo Horizonte-MG, além de Intérpretes do quilate de Xangai, Saulo Laranjeira e Andréa Daltro!!!

    O evento também inaugurou a exposição "Cenas Brasileiras", mostrando réplicas de quadros de Portinari. A idéia já existia entre João Omar e João Cândido, esse último, filho do inesquecível Pintor brasileiro. Com a inauguração da Fundação, ambos somaram as Obras dos pais, montando essa importante exposição!!!


    E, de acordo com Elomar, "Tenho uma missão a ser cumprida. A tradição oral me trouxe do meu bisavô, que contou os fatos ao meu avô, que me contou e hoje eu conto para os meus filhos, que amanhã contarão para os filhos seus. Com isso é assegurada a preservação da história e dos acontecimentos. Numa sociedade tradicional, como a catingueira, a herança é oral e depositada em olhos e memórias privilegiadas. Esta é a missão do Cantador."

    E foi inspirado no Elomar que o inesquecível Cartunista Henfil criou seu personagem Bode Orelhana...


    Contato para shows:

    e-mail: [email protected].





    Obs.: As informações contidas no texto dessa página são originárias principalmente dos Sites: Porteira Oficial de Elomar, Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, Fundação Clóvis Salgado, MPB-Net e Wikipedia.

    Ver também mais detalhes e links na página Para saber mais... onde constam as Referências Bibliográficas sem as quais a elaboração desse site teria sido impossível.



    Essa "Viagem de Trem" pelo Interior Musical do Brasil não pára por aqui: nessa estação existem vários ramais para que o Apreciador possa conhecer ou rever Grandes Personagens que fizeram e continuam fazendo a História de nossa Boa Música Brasileira e da Autêntica Música Caipira Raiz: Clique aqui e "pegue o trem para outra estação", na Página-Índice dos Compositores e Intérpretes.

















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