Uma Família de Violeiros de Itajobi-SP: "Vieira e Vieirinha", "Zico e Zeca" e "Liu e Léu"









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Esse trem agora fará uma parada em Itajobi-SP onde a Apreciador conhecerá um pouquinho de uma tradicional família de Violeiros, Catireiros e Fabricantes de Instrumentos de Cordas: conheça um pouquinho da excelente dupla Vieira e Vieirinha e também de seus primos, os quatro irmãos Zico e Zeca e Liu e Léu:



Vieira e Vieirinha:


Os "Reis do Catira", notáveis principalmente pela dimensão a que elevaram a tradicional dança de origem ameríndia, Vieira e Vieirinha foram durante muitos anos uma das duplas musicais mais importantes do País, além de pertencerem à Família Vieira, de enorme Tradição Musical, família essa na qual todos cantavam ou tocavam algum instrumento musical e também conhecida pela excelência na fabricação dos tradicionais instrumentos de cordas.

A família, de origem portuguesa, utilizando canivete, fabricava Violas utilizando como matéria-prima a madeira das caixas de bacalhau, oriundas de Lisboa.

Apenas para citar alguns exemplos, são primos de Vieira e Vieirinha os quatro irmãos que formam duas das mais renomadas duplas de nossa Música Caipira Raiz, que são "Zico e Zeca" e "Liu e Léu"!

Rubens Vieira Marques, o Vieira, nasceu em Itajobi-SP, no dia 20/09/1926 e faleceu em São José do Rio Preto-SP no dia 09/10/2001. Rubião Vieira, o Vieirinha, nasceu no dia 26/08/1928 também em Itajobi-SP e faleceu em São Paulo-SP no dia 07/04/1991.

Filhos de Maria Gabriela de Jesus, mãe cabocla, e Bernardino Vieira, imigrante português, influenciados pelos próprios pais e parentes, Rubens e Rubião, na época os "Irmãos Vieira", começaram compondo e cantando em festas de São João e também em reuniões familiares. E foi no ano de 1949 que aconteceu a primeira apresentação da dupla, a qual se deu na Rádio Tietê de Novo Horizonte-SP. Nessa época, montaram também a fábrica de instrumentos de corda.

Após dois anos na Rádio Tietê, seguiram para a PRI-2, a Rádio Clube de Marília-SP, onde tiveram um programa exclusivo que fez parte da programação da emissora de 1950 a 1952.

Rubens e Rubião partiram, com apenas 20 e 18 anos, respectivamente, para a Paulicéia Desvairada, firmes para o sucesso na cidade grande, com a bênção dos pais, os quais tiveram mais sete herdeiros, além de Vieira e Vieirinha.

Participaram também de comícios para o Getúlio Vargas quando ele se candidatava à Presidência da República. É importante citar que, na época, esse tipo de campanha política não pagava cachê: caso Getúlio vencesse, como aconteceu, Vieira e Vieirinha tinham a promessa de poder cantar na Rádio Nacional, onde, com o resultado positivo, acabaram permanecendo por 22 anos.

Foi nessa época, mais precisamente em 1953, que Rubens e Rubião assumiram os nomes artísticos de Vieira e Vieirinha, sugeridos pela já famosa dupla Tonico e Tinoco.

E foi em abril desse mesmo ano que Vieira e Vieirinha gravaram seu primeiro disco, um 78 RPM com o cururu "O Canoeiro Não Morreu" (Teddy Vieira - Ado Benatti) e a moda de viola "Nova Londrina" (Teddy Vieira - Serrinha).

Dentre as diversas emissoras onde atuaram, destaca-se a Rádio Bandeirantes, com a apresentação mensal no programa "Na Beira da Tuia" e também a TV Cultura de São Paulo-SP, no conceituadíssimo "Viola Minha Viola". Calcula-se que a dupla tenha gravado aproximadamente 50 LPs, além de diversos "bolachões" 78 RPM.

Quero aqui dar um destaque ao CD "Dose Dupla - Vieira e Vieirinha" lançado em 1995 pela Warner Music e que é uma remasterização de dois antigos LPs dos Reis do Catira. Nas diversas faixas que compõe o CD, podemos ouvir exemplares bem característicos desse ritmo incluindo o som dos famosos sapateados sobre o tablado os quais fazem parte da dança. Apesar da música "Botão de Rosa" não constar no CD por problemas de cronometragem, o CD contém 23 belíssimas páginas bastante representativas da dupla Vieira e Vieirinha. Destaque para "Quatro Coisas" (Vieira - Vieirinha), que é a 19ª faixa do CD, composição bem humorada gravada originalmente pela dupla em Abril de 1976, e que também fez parte do LP incluso no fascículo especial "Música Sertaneja" da coleção "Música Popular Brasileira" lançada em 1982 pela Editora Abril.

Esperamos que a Warner Music remasterize o mais breve possível em outras coletâneas não só o "Botão de Rosa" mas também as demais faixas as quais acabaram não constando em outros CD's "Dose Dupla" devido ao mesmo problema de cronometragem.

Após o falecimento de Vieirinha, em 07/04/1991, Vieira praticamente "pendurou a Viola" e passou a se dedicar quase que exclusivamente à venda de instrumentos musicais em São José do Rio Preto-SP.

E em 1996, Vieira formou com seu filho Ailton Estolano Vieira a dupla "Vieira e Vieira Júnior" que lançou o CD "Dona de Mim" pela gravadora Warner Music.

Nos últimos anos, Rubens Vieira Marques, o Vieira, lutava contra o câncer no intestino que fatalmente o levou para o "andar de cima", em 09/10/2001.

E é o próprio Vieira Júnior, o filho do Vieira, Ailton Estolano, no site da Revista Mundo Valente, que nos conta alguns aspectos da vida e da fama de um Grande Violeiro:

"A viola representa alegria e tristeza ao mesmo tempo. Alegria por eu ter conseguido aprender a tocá-la, a viver no meio dela, e nosso pai ter conseguido criar a gente por meio dela. E tristeza, pelas dificuldades que trouxe pra nossa casa (...) A Viola não era reconhecida (...) Quando o nosso pai cantava, viajando por esse Brasil, na época em que chegou a gravar mais de setenta discos-elepês, ninguém dava valor (...) Quando o pai cantava com o tio, o Vieirinha, as pessoas mais ricas, ou remediadas, e que tinham condições, tinham vergonha de admitir que gostavam da Viola, de ser Caipira, de cantar Moda Caipira. Então não compravam os discos... Vendiam-se poucos discos naquela época. E pagavam quase nada por uma apresentação. Desprezavam a gente até no Grupo Escolar aqui da cidade (...) A gente, minha mãe, meu irmão... a gente sempre viveu sem dinheiro e no meio de preconceito. A gente não teve uma infância muito boa, não teve muita fartura lá em casa. Esse é mais um lado da tristeza que a Viola trouxe. Digo isso não por mim mesmo, mas pelo nosso pai, que já está velho e ainda precisa trabalhar aqui na loja, por necessidade. Ele não pôde dar uma infância gostosa pra gente, uma educação boa, propiciando à família o que achava que seria de bom".

"Trabalhava muito, lutando, viajando de carro, de trem, jardineira e caminhão por esse Brasil, de ponta a ponta. Se expondo de tudo quanto é modo, campeando serviço. Era em praça pública, era em circo, era em quermesse, era em rádio, era em fazenda... era onde fosse chamado, ao preço de uns trocados. Eu e meu irmão, com saudade do pai; minha mãe, sentindo falta dele, se mordendo de ciúmes; e todos nós, dias e dias separados. O certo é que a vida ficou diferente depois que nosso pai e nossa mãe pegaram os trens da casa, no sítio, e foram viver na cidade, para facilitar os compromissos de cantorias do pai (...)"

"Mas a viola deu alegria também, no sentido de hoje a gente ver o pai, com 70 anos, benquisto, cheio de si, reconhecido na TV, com tese estudada em Universidade... todo mundo conhece, e foi através da Viola mesmo, e do catira, que o pai propiciou felicidade, com o Vieirinha, a tanta e tanta gente!!"


A "Musicais Vieira", lamentavelmente, fechou as portas em 2001. Resta-nos preservar a Memória dos Reis da Catira e dar valor aos seus primos que continuam firmes "na estrada" defendendo e valorizando a Música Caipira Raiz!! Conheça agora um pouquinho sobre esses quatro irmãos: "Zico e Zeca" e "Liu e Léu":


Clique aqui e ouça a Moda de Viola "Laço Criminoso" (Jaime Ramos - Teddy Vieira) interpretada por Vieira e Vieirinha, numa gravação histórica do Disco 78 RPM - 16845 - Lado A - Gravadora Continental - Gravado em 13/04/1953 - do Acervo de José Ramos Tinhorão - num excelente Arquivo Musical pertencente ao IMS - Instituto Moreira Salles, excelente site que se preocupa com a Preservação de Inestimáveis Acervos Brasileiros em termos de Música, Fotografia, Artes Plásticas e Biblioteca, o qual convido o Apreciador a visitar!


Clique aqui e ouça o Cateretê "Festa de Janeiro " (Alcides Freire - Nhô Zé) interpretado por Vieira e Vieirinha, numa gravação histórica do Disco 78 RPM - 16845 - Lado B - Gravadora Continental - Gravado em 13/04/1953 - do Acervo de José Ramos Tinhorão - num excelente Arquivo Musical pertencente ao IMS - Instituto Moreira Salles, excelente site que se preocupa com a Preservação de Inestimáveis Acervos Brasileiros em termos de Música, Fotografia, Artes Plásticas e Biblioteca, o qual convido o Apreciador a visitar!



Zico e Zeca:


Primos de Vieira e Vieirinha e irmãos de Liu e Léu, Antônio Bernardes da Costa, o Zico e Domingos Paulino da Costa, o Zeca, nasceram em Itajobi-SP no ano de 1931 e em 12/09/1932, respectivamente (alguns autores citam 1930 como o ano de nascimento de Zico). Tratava-se do período da Revolução Constitucionalista na Capital Paulista. Zico faleceu em Ribeirão Preto-SP no dia 30/05/2007. E Zeca faleceu em São José do Preto-SP no dia 28/09/2013.

Filhos de Maria Rosa Costa e Gabriel Paulino Costa, começaram a cantar ainda crianças, apresentando-se em circos, festas dominicais e quermesses em sua cidade natal. E o casal teve mais 9 filhos, além de Zico, Zeca, Liu e Léu.

Em 1947, Zico e Zeca começaram a cantar na Rádio Novo Horizonte de Itajobi-SP. Em 1952, trocaram sua Itajobi natal pela Paulicéia Desvairada, a convite da Rádio Bandeirantes, tendo recebido o apoio do compositor Serrinha, que conseguiu inclusive novos instrumentos musicais para a dupla. E, na mesma emissora, participaram em 1953 do programa "Serra da Mantiqueira", de Sílvio Mota. Nesse mesmo programa, um concurso popular escolheu o nome da dupla.

Procurados pela famosa marca de conhaque, Zico e Zeca conseguiram em pouco tempo um contrato de patrocínio para um programa exclusivo que se chamava "Palhinha Ao Sertão".

Em 1954 assinaram contrato com a gravadora Columbia, para onde foram levados incentivados pelo compositor Teddy Vieira, que era um verdadeiro observador de novos talentos. Gravaram nesse ano na Columbia o seu primeiro 78 RPM, com o cururu "Pracinha" (Teddy Vieira) e a moda de viola "Besta Bailarina" (Teddy Vieira - Capitão Balduíno).

E, logo em seguida, gravaram e fizeram bastante sucesso com a fábula "A Enxada E A Caneta" (Teddy Vieira - Capitão Barduíno) e a toada "Capelinha do Chico Mineiro" (Teddy Vieira - Comendador Biguá).

A partir de então foi uma sucessão de diversas gravações de sucesso, tais como "Namoro No Portão (Teddy Vieira - José Maria Gomes), "Sinhá Juana" (Francisco Lacerda - Teddy Vieira), "Duas Balas de Ouro" (Lourival dos Santos), "Cabecinha de Vento" (Bolinha - Brioso), "Prisioneira" (Bolinha - Zé do Rancho), "Luar do Sertão" (Catulo da Paixão Cearense - João Pernambuco), "Arrependimento" (Sebastião Vitor - Tuta), "Luz Vermelha" (Benedito Seviero - Tião Carreiro), "Meu Destino" (Luiz de Castro), "Deusa da Madrugada" (Benedito Seviero - Sebastião Vitor), "Engano do Carteiro" (Léo Canhoto) e "Querer Bem" (Zico - Tuta), apenas para citar algumas.

Em 1967, venceram o Festival de Música Sertaneja promovido e transmitido pela Globo com a música "Catira" (José Di - Michel).

E no ano de 1980, Zico e Zeca encerraram suas atividades artísticas, porém, para nossa felicidade, retornaram aos shows em 1998, mantendo as atividades artísticas por mais 9 anos.

Porém, em Abril de 2007, Zico sofreu uma queda acidental após uma apresentação na Cidade de Santa Rita do Passa Quatro-SP, tendo batido fortemente a cabeça. Internado durante várias semanas em observação médica na cidade de Ribeirão Preto-SP, Zico passou por uma cirurgia para retirada de um Coágulo. Seu quadro de saúde, porém, vinha oscilando e, no dia 30/05/2007, por volta das 18:30, em Ribeirão Preto-SP, calou-se a belíssima voz de um dos maiores nomes da História da nossa Verdadeira Moda Raíz.

De acordo com Ramiro Vióla, que forma com Pardini em Botucatu-SP uma das melhores Duplas Raízes da atualidade, Zico "...para mim é a Corda Sol da nossa Viola Caipira que se emudece aqui na Terra para ecoar lá no Céu ao lado de tantos Cantadores Caipiras que lá estão... Zico, meu querido amigo, que sua Alma descanse em Paz e, obrigado por todo esse Legado de Autenticidade que você nos deixou ao lado de seu irmão e eterno parceiro o Zeca..."

O corpo de Zico foi sepultado em Itajobi-SP, sua cidade-natal no dia 31/05/2007.


Na foto ao lado, Zico (à direita), Zeca (à esquerda) e Ricardinho (no centro), por ocasião do II Encontro de Violeiros que teve lugar em Ribeirão Preto-SP, no dia 13/03/2004, ocasião na qual pude conhecer pessoalmente a excelente dupla, bem como seu Empresário, Gilberto B. Carvalho, da Giba Produções, e que também era na época o Empresário de Liu e Léu.


Clique aqui e conheça o Tributo Ao Zico, dentro do excelente site dedicado à Dupla Liu e Léu, desenvolvido por Eder Alves Paula (ver logo abaixo). Conheça também os belíssimos Poemas "O Silêncio do Cantador" (escrito por Batista dos Santos) e "Tributo A Zico" (escrito por Ademyr Rico).

Pouco tempo depois do falecimento do Zico, Zeca formou com seu sobrinho Jarbas Bernardo da Costa (nascido em Itajobi-SP no dia 25/10/1951) a Dupla "Zeca e Zico Filho"!!!

Clique aqui e conheça esse excelente site dedicado às Duplas "Zico e Zeca" e "Zeca e Zico Filho", desenvolvido também por Eder Alves Paula, com Biografia das Duplas, Fotos, Apresentações em vídeo, telefones e e-mails de contatos para shows da nova Dupla, que, apesar da pouca duração, manteve viva a Memória Musical da Dupla "Zico e Zeca" e também a Memória Musical da Autêntica Música Caipira Raiz!!!

E foi também com profunda tristeza que a Cultura Caipira recebeu a notícia do falecimento do Zeca, no dia 28/09/2013, por volta das 11:00 da manhã, no Hospital de Base, em São José do Rio Preto-SP, onde estava internado desde o dia 26/09/2013, devido a uma pneumonia...

Vítima de uma parada cardíaca, Zeca passou para o Oriente Eterno nessa data, quando contava 81 anos de idade, deixando, sem dúvida, um enorme vazio na Música Caipira Raiz...

Seu corpo foi sepultado no Cemitério de Itajobi-SP, sua cidade-natal, no dia 29/09/2013 às 16:00...

Com certeza, mais um excelente Músico que agora faz parte, junto com seus Irmãos Zico e Liu, além de seus Primos Vieira e Vieirinha, da Grande Orquestra Celestial de Violeiros, Regida pelo Grande.·. Arquiteto.·. Do.·. Universo.·. ...

Zeca: receba de Ricardinho essa singela homenagem...





Liu e Léu:


Primos de Vieira e Vieirinha e irmãos de Zico e Zeca, conforme já foi dito acima, Lincoln Paulino da Costa, o Liu, e Walter Paulino da Costa, o Léu, nasceram em Itajobi-SP no dia 07/08/1934 e 02/04/1937, respectivamente, filhos de Maria Rosa Costa e Gabriel Paulino Costa. Liu faleceu no dia 04/08/2012 em Itajobi-SP.

Ambos começaram a cantar e a compor bem cedo, influenciados pelos próprios pais e também pela já famosa dupla Tonico e Tinoco. Liu também declamava poesias e cantava musicas do inesquecível tenor Vicente Celestino; Léu cantava no grupo de catira com outros meninos mais velhos e, aos 16 anos, formou uma dupla com um amigo da adolescência, tendo participado de alguns programas de rádios locais.

Liu e Léu mudaram-se com a família que havia decidido trocar a vida no campo pela Paulicéia Desvairada. Na Capital Paulista, estiveram presentes no aniversário do programa "Brasil Caboclo" na Rádio Bandeirantes onde, após a transmissão do programa, a festa teve prosseguimento nos bastidores, ocasião na qual algumas duplas já conhecidas, incluindo os irmãos Zico e Zeca e os primos Vieira & Vieirinha prosseguiam com a animação.

Estavam presentes alguns radialistas como o Comendador Biguá, Zacarias Mourão e o Capitão Barduíno, entre outros, que pediram que eles cantassem; e a interpretação de Liu e Léu agradou a todos e, naquele momento, caracterizou-se a junção dos irmãos e o início da carreira artística com reconhecimento e orgulho nacional.

Iniciaram portanto a carreira artística em 1957, na rádio Bandeirantes em São Paulo-SP: durante a semana, trabalhavam na lavoura de café e cereais e, nos fins de semana, cantavam (de graça) na rádio. E, mesmo com bastante trabalho, para poder garantir o sustento, Liu e Léu não deixavam de se divertir nas festas de catiras.

E em 1959 passaram a cantar em outras emissoras, tais como a Nacional, a Record e a Tupi, entre outras. Foi também nesse ano que gravaram na Chantecler o primeiro disco 78 RPM.

Diferentemente da escolha por concurso popular na Rádio Bandeirantes, como aconteceu com Zico e Zeca, o nome artístico da dupla Liu e Léu veio de um antigo apelido que os dois já haviam arrumado antes mesmo da gravação do primeiro disco, em 1959.

Em 1978, Liu e Léu criaram o Selo Tocantins, gravadora que é um "laboratório de talentos", com bastante riqueza no gênero Caipira Raiz. Lançaram também vários artistas, além de trabalhos próprios e sucessos consagrados tais como "A Sementinha" (Dino Franco - Itapuã), "O Ipê E O Prisioneiro" (José Fortuna - Paraíso), "Rei do Café" (Carreirinho - Teddy Vieira), "Boiadeiro Errante" (Teddy Vieira), "Rainha do Paraná" (Nízio) e "Caminheiro" (Jack), apenas para citar alguns.

Liu e Léu tocavam Viola e Violão fabricados por Pepinele. E Liu também cuidava de sua fazenda, a 15 km de Ibiraci-MG, nas horas de lazer; e a Dupla continuou musicalmente ativa, durante vários anos, fazendo shows constantemente por todo o Brasil. E na foto acima e à direita, Liu e Léu participando da estréia do excelente programa Viola Minha Viola pela TV Cultura de São Paulo-SP em Março de 1980.

Tive a felicidade de conhecer pessoalmente os irmãos Liu e Léu por ocasião da apresentação que fizeram no dia 12/10/2007 no Clube Atlético Carrão, na Capital Paulista. Na foto à esquerda, Liu e Léu nessa apresentação, ocasião na qual pude conhecer também as duplas "Nelson BS e Manelito", "Martins e Waldemar", "Toninho e Manoel", "Denis e Faisão", "Padovan e João Vilarim", além dos meninos "Silas e Samuel" que, com bem pouca idade e vozes bem afinadas, prometem para um futuro bem próximo uma excelente Dupla Caipira Raiz (foto à direita)!

E, na foto abaixo, da esquerda prá direita, Liu, o "Cumpadre" Joselito (In Memoriam) (Irmão de minha esposa Netinha, e que também apreciava a autêntica Música Caipira Raiz), Ricardinho e Léu, após a apresentação da dupla no dia 12/10/2007 no Clube Atlético Carrão. O "Cumpadre" Joselito passou para o Oriente Eterno.·. no dia 22/01/2014, após mais de 2 anos de sofrimento com hemodiálises e lutando contra o mieloma múltiplo, do qual foi vítima...




Clique aqui e conheça esse excelente site dedicado à Dupla Liu e Léu, desenvolvido por Eder Alves Paula, com Biografia da Dupla, Fotos, Apresentações em Vídeo, além do repertório da Dupla listado em ordem alfabética.


Encontrei-me novamente com o Léu no dia 18/01/2011, em Belo Horizonte-MG, por ocasião do Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira!

Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Léu (representando a Dupla "Liu e Léu", a qual foi premiada na Categoria "Dupla Masculina"), Índio Cachoeira (premiado na Categoria "Violeiro (Solo)"), Ricardinho, Cido Garoto (premiado na Categoria "Guardiões Das Raízes" no Cururu) e Édson Alves Fontes (premiado pelo DVD "Os Favoritos Da Catira"), no SESC Venda Nova, no dia 18/01/2011, momentos antes da entrega dos prêmios no Minas Centro.




E, na foto abaixo, da esquerda prá direita, Léu e o Radialista Roldão Bueno, que foi premiado na Categoria "Programa De Rádio" pelo seu excelente Programa Casa de Caboclo, que vai ao ar aos Sábados, das 13:00 às 14:30, nos 1380 kHz da Rádio Integração AM de Toledo-PR!!




Clique aqui e ouça a Toada "Triste Cabana" (Geraldo Meirelles - Zé Claudino) interpretada por Liu e Léu, numa gravação histórica do Disco 78 RPM - 505 - Lado A - Gravadora Caboclo/Continental - Lançado em Janeiro de 1962 - do Acervo de José Ramos Tinhorão - num excelente Arquivo Musical pertencente ao IMS - Instituto Moreira Salles, excelente site que se preocupa com a Preservação de Inestimáveis Acervos Brasileiros em termos de Música, Fotografia, Artes Plásticas e Biblioteca, o qual convido o Apreciador a visitar!


Clique aqui e ouça a Moda de Viola "Ladrão de Gado" (Nelson Gomes - Teddy Vieira) interpretada por Liu e Léu, numa gravação histórica do Disco 78 RPM - 505 - Lado B - Gravadora Caboclo/Continental - Lançado em Janeiro de 1962 - do Acervo de José Ramos Tinhorão - num excelente Arquivo Musical pertencente ao IMS - Instituto Moreira Salles, excelente site que se preocupa com a Preservação de Inestimáveis Acervos Brasileiros em termos de Música, Fotografia, Artes Plásticas e Biblioteca, o qual convido o Apreciador a visitar!


Liu partiu para o Oriente Eterno por volta das 23:00 do dia 04/08/2012, três dias antes de completar seus 78 anos de idade, em Itajobi-SP, vítima de uma gravíssima doença pulmonar contra a qual ele vinha lutando há dois anos, deixando, sem dúvida, um enorme "vazio" na autêntica Música Caipira Raiz...

Por outro lado, a Grande Orquestra Celestial de Violeiros, regida pelo Grande Arquiteto do Universo.'. recebeu mais um Integrante e continua se enriquecendo cada vez mais, em Harmonia, com os excelentes Músicos que partiram e nos deixaram saudades...

Clique Aqui e veja a reportagem que foi ao ar no Programa "Globo Rural" da Rede Globo, noticiando o falecimento do Liu...

Liu: receba de Ricardinho essa singela homenagem...



Obs.: As informações contidas no texto desta página são originárias principalmente dos sites Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira, Gravadora Revivendo e Viola Caipira - Yassír Chediak, bem como do Livro "Música Caipira - Da Roça ao Rodeio" de Rosa Nepomuceno. Ver mais detalhes e links na página Para saber mais... onde constam as Referências Bibliográficas sem as quais a elaboração deste site teria sido impossível.


Essa viagem pela Música Caipira Raiz não pára por aqui: Clique aqui e pegue o trem, que ele agora irá para Santa Cruz do Rio Pardo-SP: conheça um pouquinho dessa excelente Dupla Caipira Raiz que foi a primeira a vender discos além das nossas fronteiras: os irmãos Aníbio e Belizário, também conhecidos como Zilo e Zalo.


Ou então, se você preferir outro compositor ou intérprete, clique aqui e "pegue outro trem para outra estação", na Página-Índice dos Compositores e Intérpretes.

















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