Assim como aconteceu comigo há alguns anos atrás, quando comecei a me interessar pela Boa Música,
é provável que muita gente não saiba quem foi, por exemplo,
Teddy Vieira,
Goiá ou
Antenógenes Silva,
mas, com certeza, quase todos conhecem grandes sucessos como "Menino da Porteira",
"Saudade da Minha Terra" ou "Saudade de Matão" que continuam sendo gravados até hoje pelos
melhores intérpretes!
Quero, nessa página, homenagear um tipo de personagem de fundamental importância para a nossa
Música Caipira Raiz e que no entanto "quase não aparece", ou seja, é mui pouco divulgado.
Quando ouvimos a música nas emissoras de rádio, o locutor, na maioria das vezes, costuma
mencionar apenas o nome da mesma e do intérprete (isso quando menciona, pois muitas emissoras
apenas tocam a música sem nada dizer sobre a mesma); também na Internet, quando encontramos
links musicais, é comum vermos apenas o nome da composição e do intérprete, sem mencionar o
nome do(s) compositor(es).
Considero uma injustiça o fato de termos em geral tanta dificuldade em saber o nome de quem
compôs o trabalho do qual tanto gostamos e que nem sempre é de autoria do intérprete! Até
mesmo as capas dos LP's e CD's costumam omitir a informação e muitas vezes precisamos ler
o nome dos autores das músicas no rótulo do LP ou então dentro do encarte do CD, pois nas
"contra-capas", muitas vezes consta apenas e tão somente o nome da música!
Temos alguns exemplos clássicos na nossa Boa Música Brasileira que podem causar confusão e fazer
até com que não acertemos na hora da compra de um disco, pois não basta saber o nome da música:
é preciso também saber o nome do autor da mesma. Temos por exemplo duas belíssimas músicas
que foram gravadas por Nélson Gonçalves e também por Roberto Luna, cujo nome é "Castigo": uma
delas foi composta por Dolores Duran ("A gente briga / Diz tanta coisa que não quer
dizer..." ) e a outra foi composta por Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves ("Eu
sabia que você um dia me procuraria em busca de paz...").
E, na Música Caipira Raiz, temos também um exemplo de duas músicas gravadas por
Tião Carreiro e Pardinho
em dois discos diferentes e que possuem o mesmo nome, porém de diferentes compositores:
"Novo Amor" (Jesus Belmiro - Lourival dos Santos) ("Você não é mais meu grande amor /
não adianta querer voltar...") e "Novo Amor" (Retrato e Retrois) ("Estes
versos tão tristes que eu canto / só você pode compreender...").
Os compositores são de fundamental importância na criação musical, assim como um belo quadro
jamais existiria se não tivesse sido pintado. E, no caso de um quadro, é comum até
ser chamado não pelo nome da obra, mas pelo nome do pintor ("O milionário adquiriu um Van
Gogh naquele leilão por 10 milhões de dólares...").
Para ilustrar a real importância do Compositor, quero contar um "causo" que me foi contado pelo
excelente compositor
Roberto Stanganelli,
o qual também está presente nessa página:
Conta-se que um matuto possuía na gaiola dois belíssimos canários, dos quais um ficava o
tempo todo quietinho, sem sair do lugar e sem emitir nenhum som, enquanto que o outro cantava
e alegrava o ambiente durante horas a fio!
Até que apareceu um "cumpadre" que queria comprar a ave canora a qualquer preço, mas somente o
passarinho que cantava. Ao que o matuto respondeu que só venderia se fossem os dois juntos e
com a gaiola! De outra forma, nada feito!!
- Mas, por quê, ocê só vende os dois?!
- É porque aquele que está quietinho alí no seu cantinho é que compõe o que o outro está
sempre a cantar... É o Compositor!!
Pensando nessa importância fundamental, foi que resolvi criar essa página dedicada a
COMPOSITORES E POETAS
da Música Caipira Raiz
Lógico que grandes intérpretes também foram e/ou ainda são grandes compositores, como por
exemplo
João Pacífico,
Raul Torres,
Serrinha,
Tonico e Tinoco,
Tião Carreiro,
Carreirinho,
Teixeirinha,
Rolando Boldrin,
Pena Branca e Xavantinho,
Zé Mulato e Cassiano,
Renato Teixeira e
Almir Sater,
os quais possuem páginas a eles dedicadas nesse site.
Cornélio Pires e seu sobrinho
Ariowaldo Pires, o Capitão Furtado
também foram grandes composítores que, devido à sua importância
histórica fundamental no começo de tudo na Música Caipira, também têm páginas a eles dedicadas.
Alguns deles inclusive não compuseram apenas Repertório Caipira, como é o caso de
Antenógenes Silva,
Catulo da Paixão Cearense,
Zica Bergami e
Joubert de Carvalho,
que compuseram também
Modinhas, Serestas e outros estilos da Boa Música Brasileira, alguns dos quais bem próximos
do Erudito. Como exemplo, podemos citar "Maringá" (Joubert de Carvalho) a qual foi composta
no piano, embora tenha um "Sabor Bem Caipira" na interpretação de excelentes intérpretes tais
como
Pena Branca e
Tonico e Tinoco.
Clique no nome do compositor desejado e a página rolará automaticamente para a sua
respectiva biografia resumida:
Ademar Braga
Ado Benatti
Aleixinho
Anacleto Rosas Jr.
Antenógenes Silva
Arlindo Pinto
Athos Campos
Bariani Ortêncio
Biá
Caetano Erba
Capitão Barduíno
Catulo da Paixão Cearense
Comendador Biguá
Dino Franco
Elpídio dos Santos
Ely Camargo
Genésio Tocantins
Geraldo Meirelles
Goiá
Índio Vago
Jeca Mineiro
Jesus Belmiro
José Fortuna
Joubert de Carvalho
Juraíldes da Cruz
Laureano
Lourival dos Santos
Mário Zan
Moacyr dos Santos
Muybo César Cury
Nhô Chico
Nhô Pai
Nonô Basílio
Palmeira
Patativa do Assaré
Piraci
Roberto Stanganelli
Sulino
Teddy Vieira
Tião do Carro
Valdemar Reis
Zacarias Mourão
Zé Paioça
Zica Bergami
Ademar Braga:

Nascido em Pindorama-SP no dia 12/05/1939, o Compositor Ademar Braga foi criado nas fazendas de café daquela região situada entre
Catanduva-SP e Itajobí-SP, onde ele já compunha desde os 16 anos de idade.
Quando chegava o Domingo, Ademar Braga caminhava até a cidade para mostrar as suas Composições às diversas Duplas Sertanejas que se
apresentavam na antiga Rádio Difusora. Nessa ocasião, Ademar conviveu com Violeiros que depois vieram a se tornar famosos, dentre os quais
Liu e Léu,
Vidoco,
Abel,
Dema e
Primas Miranda,
apenas para citar alguns.
Em 1959 Ademar se mudou juntamente com a família para o município de Guarulhos-SP, onde ele passou a trabalhar numa empresa multinacional.

Ademar Braga chegou a gravar algumas obras na ocasião, no entanto, o trabalho e os estudos acabaram por afastá-lo das Composições por
vários anos. O Dom de Compor, no entanto, ficou "guardado lá no fundo" para "vir à tona" mais tarde, como vem acontecendo recentemente,
através de novas Composições de sua autoria que vêm sendo gravadas por diversos excelentes interpretes do quilate de
Tião do Carro e Santarém,
Pedro Bento e Zé da Estrada,
Ivan Lobo e Vitor César, Rio Pardo e Odilon,
Cacique e Pajé,
Dario e Delmonte, Pedro Paulo e Tião Lourenço, Valdo Reis e Pratini,
Lourenço e Lourival,
Dino Franco e Fandangueiro e muitos outros.

E, como Compositor, Ademar Braga vem recebendo significativas premiações em diversos Festivais de Música Sertaneja. Para ele, é também
uma honra ter suas letras musicadas por renomados parceiros tais como:
Tião do Carro,
Paraíso,
Pedro Bento,
João Miranda e
Dino Franco,
além da indescritível satisfação de poder dar a sua pequena contribuição a nossa maravilhosa Música Caipira Raiz.
Clique aqui
e conheça o Site Oficial do Compositor Ademar Braga onde o Apreciador poderá ouvir algumas de suas belíssimas Composições com excelentes
intérpretes, além poder entrar em contato com o Compositor.
Algumas composições de Ademar Braga:
A Escolha Certa (Ademar Braga - Valdo Reis)
Aonde Eu Moro (Ademar Braga - Rio Pardo)
A Semente (Ademar Braga - Tião do Carro)
Baú de Saudade (Ademar Braga - Tião do Carro - Toni Gomide)
Caboclo Castiço (Ademar Braga - Dino Franco)
Caboclo do Mato (Ademar Braga - Paraíso)
Casinha Velha (Ademar Braga - Cacique)
Cenas de Saudade (Ademar Braga - Lucemir - Lucemar)
Cenas do Passado (Ademar Braga - Tião do Carro)
Coração de Gelo (Ademar Braga - Tião do Carro)
Depois A Gente Se Fala (Tião do Carro - Ademar Braga)
Espada Azul (Tião do Carro - Ademar Braga)
Estradinha de Areião (Ademar Braga - Brazando)
Figueira Velha (Ademar Braga - Zelinho - Lucas Lourenço)
Folhas de Outono (Ademar Braga - Valdo Reis)
Grande Amor de Minha Vida (Ademar Braga - Dino Franco)
Harmonia Sertaneja (Ademar Braga - Paraíso)
O Bom Pescador (Ademar Braga - Cacique)
O Cachorro Manco (Ademar Braga - João Miranda)
O Executivo Caipira (Ademar Braga - Paraíso)
O Paciente da Janela (Ademar Braga - Tião do Carro)
O Som da Minha Chibata (Ademar Braga - Cacique)
Pedaço da Minha Infância (Ademar Braga - Lorito)
Porto da Saudade (Ademar Braga - Dino Franco)
Presença Divina (Ademar Braga - Paraíso)
Preto Velho Sebastião (Ademar Braga - Pedro Bento)
Recanto dos Violeiros (Cacique - Ademar Braga)
Sonho de Caboclo (Ademar Braga - Tião do Carro)
Velho Querido (Ademar Braga - João Miranda)
Viagem Encantada (Ademar Braga - Brazando)
Na foto abaixo (na Churrascaria Tião Carreiro, no dia 26/03/2008, por ocasião do lançamento do segundo CD de Poemas de autoria de
José Caetano Erba,
declamados por Kleber Oliveira), da esquerda prá direita,
Pajé,
Ramiro Vióla,
Marina Franco (Irmã do Compositor
Dino Franco -
uma das "Irmãs Franco") e o Compositor Ademar Braga; foto de autoria do Radialista José Francisco (que apresenta junto com Maikel Monteiro
o Programa
Brasil Caboclo
nos 630 kHz da
Rádio Paraná Educativa - AM
de Curitiba-PR, no ar todos os Domingos das 06:00 às 07:00 da manhã).
E, na foto abaixo, da esquerda prá direita, Ricardinho, o Compositor Ademar Braga,
Laura
e o Radialista José Francisco, também na Churrascaria Tião Carreiro em São Paulo-SP, no dia 26/03/2008.
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Ado Benatti:

Nasceu em Taquaritinga-SP no dia 23/09/1908 e faleceu em Pirapora do Bom Jesus-SP no dia
04/11/1962.
Iniciou sua carreira artística compondo emboladas e cantando em programas de
calouros. Em 1939 atuou na Rádio Educadora Paulista com o Regional de Caxangá, cantando
emboladas. Mais tarde seguiu para a Rádio Difusora de São Paulo.
Deixou de cantar em 1940 e passou a se dedicar mais à composição. Tornou-se popular com o
pseudônimo de Zé do Mato e em 1947 teve sua primeira composição gravada: a Moda de Viola
“Destino de um Caboclo” (Ado Benatti - Tonico), na interpretação da dupla
Tonico e Tinoco
na Continental. A partir daí, passou a se dedicar exclusivamente ao gênero Sertanejo, com
inúmeras composições gravadas pelos mais renomados intérpretes e duplas caipiras, tais como
"
Palmeira
e
Biá",
"
Serrinha
e Caboclinho", "Zé Carreiro e
Carreirinho",
"Tonico e Tinoco",
Inezita Barroso,
"Sulino
e Marrueiro",
Duo Guarujá,
"Cascatinha e Inhana" e
"Vieira e Vieirinha",
entre outros.
Foi também autor de várias peças caipiras, entre elas, “O Filho do Sapateiro”, “Sindicato dos
Malucos”, “Arma Secreta” (em colaboração com Humberto Pelegrini) e “Mão Criminosa” (em
colaboração com
Tonico e Tinoco).
Publicou também diversos livros de poemas e contos populares.
Algumas composições de Ado Benatti:
A Dama de Vermelho (Jeca Mineiro - Ado Benatti)
Adeus Querida (Ado Benatti - Arlindo Pinto)
A Morte do Dioguinho (Ado Benatti - Anacleto Rosas Jr. - Serrinha)
As Duas Cruis De Ferro (Ado Benatti - Limeira)
A Vida do Aleijadinho (S. Pauletti - A. Benatti - Carijó)
A Volta do Corumba (Ado Benatti - Sulino)
Bandeirante Fernão (Ado Benatti - Campos Negreiro)
Besta Ruana (Ado Benatti - Tonico)
Bom Jesus de Pirapora (Ado Benatti - Serrinha)
Burro de Aço (Ado Benatti - Serrinha)
Caçador De Esmeraldas (Ado Benatti - Cascatinha - Campos Negreiros)
Campeão Piracicabano (Teddy Vieira - Ado Benatti)
Chofer da Estrada (Ado Benatti – Luizinho)
Cuiabana (Ado Benatti - Tonico)
Destino de um Caboclo (Ado Benatti - Tonico)
Encontro Divino (Piraci - Ado Benatti)
Falso Juramento (Ado Benatti)
Filho De Fazendeiro (Brioso - Brinquinho - Ado Benatti)
Gaúcho Independente (Ado Benatti - Jeca Mineiro)
Idade Da Inocência (Luisinho - Ado Benatti)
Madrasta Perversa (Ado Benatti - Américo Campos)
Mandamentos do Chofer (Ado Benatti - Sulino)
Morena dos Olhos Pretos (Sulino - Ado Benatti)
Norte do Paraná (Ado Benatti - Teddy Vieira)
O Azar É Festa (Ado Benatti - João Izidoro Pereira "Zé do Rancho")
O Fim Do Zé Carreiro (Ado Benatti - Serrinha)
O Gosto do Caipira (Luiz Lauro - Ado Benatti)
Os Crimes do Dioguinho (Ado Benatti - Anacleto Rosas Júnior - Serrinha)
Paixão de Carreiro (Lourival dos Santos - Ado Benatti)
Paixão do Divino (Américo de Campos - Ado Benatti)
Pé na Tábua (Ado Benatti - Luizinho - Biguá)
Potro Selvagem (Brioso - Ado Benatti - Brinquinho)
Promessa Do Batistinha (Moacyr dos Santos - Ado Benatti - Marrueiro)
Resposta (Roque José de Almeida - Juvená - Ado Benatti)
Rita De Cássia (Rodolfo Vila - Ado Benatti)
Roceiro Do Brasil (Zé Pagão - Ado Benatti)
Rosa De Sangue (Ado Benatti - Luizinho)
Sagrado Ofício (Teddy Vieira - Ado Benatti)
Santa Cecília (Ado Benatti - Carlos Piazolli)
São Cristóvão (Luizinho - Ado Benatti)
Sombra de Mulher (Silveira - Ado Benatti)
Sucuri (Zé Carreiro - Ado Benatti)
Terra De Anchieta (Ado Benatti - Poly)
Transporte de Boiada (Ado Benatti - Ruy de Oliveira)
Triste Lembrança (Piraci - Ado Benatti)
Vida De Barbeiro (Luizinho - Ado Benatti)
Violeiro Sem Medo (Ado Benatti - Brinquinho - Lourival dos Santos)
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Aleixinho:

José Paulo Bueno nasceu em Piracaia-SP no ano de 1927. Com apenas treze anos de idade já cantava em dupla
com seu irmão Alcides, tendo passado por diversas cidades do Interior Paulista, tais como a
sua própria Piracaia natal, além de Nazaré Paulista-SP, Joanópolis-SP, Bragança Paulista-SP e Atibaia-SP.
Na década de 1940, José Paulo fez seu primeiro trabalho no Rádio com o programa "A Voz de
Piracaia"; na mesma época, participou também de diversos espetáculos circenses e foi vencedor
do Festival de Violeiros de Joanópolis-SP.
Foi em 1954 que Aleixinho compôs a célebre “Mãe Amorosa” (Tanabi - Aleixinho), homenageando
sua própria mãe que ficara em Piracaia-SP, enquanto ele seguia sua carreira artística na
Cidade Grande! Gravada pela primeira vez somente em 1966, foi com essa Música que Aleixinho
conquistou o reconhecimento dos admiradores da Música Caipira Raiz em todo o Brasil. E essa
belíssima composição foi e continua sendo gravada até hoje por artistas do quilate de
Abel e Caim,
Vadico e Vidoco,
Pedro Bento e Zé da Estrada e
Sérgio Reis,
apenas para citar alguns.
Ainda na década de 1950, Aleixinho foi contratado pela Rádio Padre Bento em Guarulhos-SP, cidade
onde residiu até o fim de seus dias. Em 1955, Aleixinho foi vencedor no Festival de Violeiros da Rádio Clube de
Santo André. E, em 1956, foi apresentador de um programa sertanejo na extinta Rádio São Paulo.

Em 1977 Aleixinho passou a cantar em dupla com seu filho Hélio Bueno. A nova dupla participou
do primeiro programa “Canta Viola” na TV Record de São Paulo-SP e, em 1983, Aleixinho e Hélio
Bueno se apresentaram pela primeira vez no "Viola Minha Viola" que vai ao ar pela
TV Cultura
de São Paulo, apresentado pela "Madrinha"
Inezita Barroso.
Desde então, foram centenas de shows em cidades do Interior Paulista e também em diversos
Estados Brasileiros.
Aleixinho também teve diversos reconhecimentos na década de 1990. Dentre eles, o
Destaque Cultural na Área de Música, na Semana de Educação e Cultura, promovido pela
Secretaria de Cultura de Guarulhos-SP, em 1990, ano no qual foi também homenageado pelos seus
50 anos de carreira, pela Super Rádio Tupi, no programa Arte Brasil. Recebeu também o
o título de Cidadão Guarulhense, em 1992. E, em 1998, foi homenageado pelo programa "Viola Viva",
com o apoio da Secretaria de Cultura de Guarulhos-SP.

Durante vários anos Aleixinho cantou em dupla com seu filho Hélio Bueno, tocou a Viola Caipira,
dançou Catira, declamou Poemas, contou piadas e "causos". E continuava compondo quando vinha inspiração,
jamais "forçando" para compor, já que havia momentos menos férteis e outros em que compunha bastante,
corforme ele próprio comentava.
Aleixinho se manteve em constante atividade praticamente até o final de seus dias. Estava prevista a sua participação na Festa do Peão de
Boiadeiro de Barretos-SP, no ano de 2007. No entanto, tendo se sentido mal, precisou ser internado no dia 24 de Agosto num hospital de Guarulhos-SP,
onde veio a falecer um mês depois, no dia 24/09/2007, vítima de diverticulite.
Suas Composições Musicais continuam sendo gravadas por excelentes intérpretes tais como
Cacique e Pajé,
Brazando e Brazandinho,
Pininha e Verinha,
Tapajós e Tocantins, Joseval e Joseane, Duo Canto da Terra,
Rodrigo Mattos,
Os Favoritos da Catira e também as
Irmãs Galvão,
dentre muitos outros.
O Radialista Zé Leite divulgou bastante o trabalho musical de Aleixinho na época em que apresentava o programa
"No Mourão Da Porteira" que ia ao ar pela Rádio Regional de Guarulhos aos Domingos das 11:00 às 13:00. Atualmente o trabalho
desse excelente Radialista pode ser ouvido na
Rádio Tupi AM
de São Paulo-SP - 1150 kHz - emissora que apresenta excelente Programação dedicada à Música Caipira Raiz, tendo também o Radialista e Compositor
Toni Gomide na Programação Musical da Emissora.
Algumas composições de Aleixinho:
A Cilada (Aleixinho - Cacique - Pajé)
A Força Da Viola (Cacique - Aleixinho)
A Indigente (Cacique - Aleixinho)
Amigo do Copo (Aleixinho - Cacique - Pajé)
Bonito Avião (Aleixinho - Cacique - Antonio L. Duarte)
Caipira Feliz (Zé Batuta - Aleixinho)
Chá de Canela (Cacique - Aleixinho)
Dose De Amor (Aleixinho - Cacique)
Força da Viola (Cacique - Aleixinho)
Índios Do Brasil (Cacique - Aleixinho)
João Corisco (Tião do Carro - Aleixinho)
Mãe Amorosa (Tanabi - Aleixinho)
Meu Lugar É Na Roça (Aleixinho - Cacique)
Não Sei O Que É Que Eu Tenho (Athos Campos - Aleixinho)
O Folgazão e o diabo (Aleixinho - Athos Campos)
O Velho Jequitibá (Cacique - Aleixinho)
Pai Protetor (Jesus do Chapéu - Aleixinho - Rodrigo Mattos)
Última Mancada (Aleixinho - Oswanil Vieira Pinto - Cacique)
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Anacleto Rosas Jr.:

Nasceu em 18/07/1911 em Mogi das Cruzes-SP e faleceu em 04/02/1978 em Taubaté-SP. Filho de
Anacleto Rosas, Espanhol e de dona Maria Bourdon, Italiana. Após morar algum tempo em Poá-SP,
seguiu para São Paulo-SP onde em 1942, conheceu o
Capitão Furtado,
que se interessou por suas composições e o apresentou a
Palmeira e
Piraci,
que em 1944 gravaram pela Continental sua primeira composição, a toada "Promessa de Caboclo".
Anacleto foi compositor de Música Caipira sem nunca ter estudado música: compunha com o Violão
nas mãos. Suas primeiras composições, feitas por volta de 1930, foram rancheiras, valseados,
sambas e tangos.
Sua obra foi gravada por diversos intérpretes, tais como
"Tonico e Tinoco"
e também "Luizinho e Limeira".
Foram seus parceiros de composição, entre outros,
Tonico,
Serrinha,
Ado Benatti e
Brioso.
Arlindo Pinto,
foi seu maior parceiro, com o qual compôs mais de 20 músicas.
Um de seus maiores sucessos, foi o valseado "Os Três Boiadeiros", um Clássico Caipira que
conta a longa viagem dos amigos tocando a boiada e dos percalços sofridos; foi gravada por
Pedro Bento e Zé da Estrada
e também por
Sérgio Reis.

Outro grande sucesso de Anacleto Rosas Jr. foi "Aparecida do Norte", em parceria com Tonico:
a música foi composta dentro de um ônibus, quando Anacleto voltava da cidade de Aparecida-SP,
onde vendia seus discos. Anacleto foi o primeiro compositor a homenagear a cidade e a Santa
Padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Aparecida.
Anacleto também teve um programa de rádio que se iniciava com a seguinte frase:
"Acoooorda muierada! Vão prepará o leite do marido que ele tem que trabaiá! Bota a
garrafa prá fora que o caminhão vai passá!".
Foi autor de cerca de 430 composições, segundo dados da “Revista Sertaneja” de 1959, e 60
delas foram feitas para a dupla
Tonico e Tinoco.
Em 1960, Anacleto foi também diretor artístico do Selo Sabiá da gravadora Copacabana.
Recebeu o título de “Cidadão Taubateano” em 1977, um ano antes do seu falecimento.
Algumas composições de Anacleto Rosas Jr.:
A Cruz Do Caminho (Anacleto Rosas Jr. - Arlindo Pinto)
A Fronha (Belmonte - Anacleto Rosas Jr.)
A Morte do Canoeiro (Anacleto Rosas Jr.)
A Mulher do Canoeiro (Elpídio dos Santos - Anacleto Rosas Jr.)
Aparecida do Norte (Dia do Sertanejo) (Anacleto Rosas Jr. - Tonico)
Baldrana Macia (Anacleto Rosas Jr. - Arlindo Pinto)
Boi De Carro (Anacleto Rosas Jr. - Tinoco)
Boi Penacho (Anacleto Rosas Jr.)
Brasil (Arlindo Pinto - Anacleto Rosas Jr.)
Burro Picaço (Anacleto Rosas Jr. - Geraldo Costa)
Caboclo (Capitão Barduíno - Anacleto Rosas Jr.)
Cavalo Preto (Anacleto Rosas Jr.)
Cortando Estradão (Anacleto Rosas Jr.)
Filho de Mato Grosso (Anacleto Rosas Jr.)
Flor Cobiçada (Anacleto Rosas Jr. - Sulino)
Fogo no Rancho (Anacleto Rosas Jr. - Elpídio dos Santos)
Londrina Rainha (Anacleto Rosas Jr.)
Luar de Aquidauana (Zacarias Mourão - Anacleto Rosas Jr.)
Mil E Quinhentas Cabeças (Anacleto Rosas Jr.)
Moda do Pescador (Anacleto Rosas Jr. - Serrinha)
Não Sinto Saudade (Anacleto Rosas Jr. - Patativa)
Não Sou Gaúcho (Anacleto Rosas Jr. - Torino)
Noite De Lua (Zé Cocão - Anacleto Rosas Jr.)
Os Três Boiadeiros (Anacleto Rosas Jr.)
Peito Magoado (Anacleto Rosas Jr.)
Promessa De Caboclo (Anacleto Rosas Jr.)
Querência Amada (Anacleto Rosas Jr. - Luizinho)
Rancho Vazio (Anacleto Rosas Jr. - Arlindo Pinto)
Recado (Anacleto Rosas Jr. - Arlindo Pinto)
Rei Da Guasca (Anacleto Rosas Jr. - Tonico)
Romaria (Anacleto Rosas Jr. - Dois Turunas)
Solteiro É Mió (Anacleto Rosas Jr.)
Triste Despedida (Tonico - Tinoco - Anacleto Rosas Jr.)
Trucada (Anacleto Rosas Jr. - Limeira)
Zé Valente (Anacleto Rosas Jr.)
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Antenógenes Silva:

Antônio Honório da Silva, ou Antenógenes Silva, Compositor e Acordeonista, conhecido como “O Mago do Acordeon”. Nasceu em Uberaba MG, em 30/10/1906, onde fez os seus primeiros estudos. Aprendeu a tocar Acordeon e também estudou Teoria Musical. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 09/03/2001.
Em 1929 fez suas primeiras gravações, em solo de Acordeon, na RCA-Victor: o choro “Gostei da tua Caída”, a valsa “Norma”, o maxixe “Saudade de Uberaba” e a valsa “Feliz de Quem Ama” (todas de sua autoria). Autor de sucessos como: “Alegria” (1933), as valsas “Pisando Corações” (com Ernâni Campos, 1936) e “Saudades de Matão” (com Jorge Gallatti e Raul Torres, 1937) (esta conhecidíssima valsa descoberta por
Raul Torres
na Estação Ferroviária de Bebedouro-SP, e que gerou inúmeras controvérsias com relação à autoria da mesma), “Saudades de Petrópolis” (1942), “Mês de Maria” (1947) e outros mais.
Manteve também durante vários anos no Rio de Janeiro uma escola de Acordeon para
profissionais, que incluía cursos de teoria, solfejo e harmonia.
Trabalhou no rádio e na TV, onde apresentou o programa “O Rancho Alegre de Paulo Bob”. Em 1957, ganhou o primeiro prêmio num festival na Alemanha tocando Sanfona de Oito Baixos.
Antenógenes Silva faleceu em 09/03/2001 no Rio de Janeiro, aos 94 anos, vítima de
insuficiência renal.
Algumas composições de Antenógenes Silva:
Alegria (Antenógenes Silva)
Até O Mar Chorou (Antenógenes Silva)
Feliz de quem Ama (Antenógenes Silva)
Gostei da tua Caída (Antenógenes Silva)
Norma (Antenógenes Silva)
Pisando Corações (Antenógenes Silva - Ernani Campos)
Saudade de Uberaba (Antenógenes Silva)
Saudade Eu Tenho (Antenógenes Silva - De Moraes)
Saudades de Matão (Antenógenes Silva – Jorge Galatti – Raul Torres)
Saudades de Ouro Preto (adapt.: Antenógenes Silva - Edmundo Lys)
Se Amas, és Feliz (Antenógenes Silva - Oswaldo Santiago)
Sueli (Antenógenes Silva - Miguel de Lima)
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Arlindo Pinto:

Arlindo Pinto dos Santos nasceu em São Paulo-SP no dia 19/09/1906 e faleceu também na Capital
Paulista no dia 29/04/1968.
Tendo trabalhado como gráfico, Arlindo Pinto adquiriu o gosto pela leitura e começou a escrever
versos e paródias, os quais apresentava em diversas festas, circos e teatros. Arlindo também
interpretou monólogos de sua própria autoria no Teatro de Comédia.
Em 1928, Arlindo passou a fazer parte da Guarda Civil de São Paulo, tendo permanecido durante
25 anos na Corporação.
Ao final da década de 1940, Arlindo Pinto já vinha sendo considerado como um dos mais
importantes Compositores Sertanejos. Sua primeira composição gravada foi a moda "Desafio Nº 2"
(Arlindo Pinto), interpretação que ficou a cargo de Nhá Zefa.
Arlindo compôs suas Músicas em ritmos diversos, tais como Xote, Arrasta-Pé, Samba, Chorinho,
Valsa, Moda De Viola, Foxtrote, Tango, Polca, Guarânia e Rasqueado, entre outros.
Em 1945, sua composição "Alô Mister Johnny" (Arlindo Pinto - Hélio Sindô) foi gravada pela dupla
Brinquinho e Brioso.
E em 1947, seu Foxtrote "Vaqueiro de Verdade" (Arlindo Pinto - Anacleto Rosas Jr.) foi gravado
por Monte Alegre e, nesse mesmo ano,
Tonico e Tinoco
gravaram as Modas De Viola "A Cruz Do Caminho" (Arlindo Pinto - Anacleto Rosas Jr.) e
"Boiadeiro Entrevado" (Arlindo Pinto - Geraldo Costa). A
Dupla Coração do Brasil
também gravou em 1949 a Moda De Viola "Rancho Vazio" (Arlindo Pinto - Anacleto Rosas Jr.) e,
na mesma época, Sólon Sales gravou "Segue Teu Caminho" (Mário Zan - Arlindo Pinto) composição
que foi um dos primeiros grandes sucessos de autoria de Arlindo Pinto.
Arlindo teve também diversas de suas composições gravadas pela dupla "
Palmeira e
Luizinho",
tais como a Valsa "Marcaremos Casamento" (Arlindo Pinto - Anacleto Rosas Jr.), o Xote "O Estoro
da Boiada" (Mário Zan - Arlindo Pinto), a Moda De Viola "Chico Raimundo" (Arlindo Pinto) e o
Cururu "Bom Jesus de Pirapora" (Arlindo Pinto - Palmeira).
Curiosamente, a cantora
Inhana
gravou em 1949 o baião "O Segredo Está No Molho" (Arlindo Pinto - Palmeira), que foi uma rara
interpretação dela sem o seu esposo e parceiro
Cascatinha.
Em 1953,
Luizinho e Limeira
gravaram o galope "Gaúcho Amigo" (Arlindo Pinto - Luizinho), enquanto que "
Palmeira e
Biá"
gravaram "O Preço do Pecado" (Arlindo Pinto - Palmeira), no mesmo ano.
E foi no ano seguinte, 1954, que o inesquecível Acordeonista
Mário Zan
lançou pela gravadora RCA Victor (hoje BMG) o célebre Rasqueado "Chalana" (Mário Zan - Arlindo
Pinto), Rasqueado esse que foi sem dúvida o maior sucesso de Arlindo Pinto como compositor, e
que também foi gravado (cantado ou na forma instrumental) por inúmeros intérpretes do quilate de
Tonico e Tinoco,
Trio da Vitória,
Irmãs Castro,
Irmãs Galvão,
Suzamar,
Pena Branca e Xavantinho,
Sérgio Reis,
Almir Sater,
Tetê e Alzira Espíndola,
Inezita Barroso,
Roberto Corrêa,
Helena Meirelles,
Pereira da Viola,
Mazinho Quevedo,
Nestor da Viola,
Enúbio Queiroz,
Zé do Rancho,
Luís Bourdon e Hélio Rios, apenas para citar alguns!
Outros dois grandes sucessos de autoria de Arlindo Pinto foram a Valsa "Cantando" (Arlindo
Pinto - Mário Zan), gravada em 1957 pelo
Duo Irmãs Celeste
(que, para nossa felicidade, foi remasterizada no CD "50 Anos de Música Sertaneja" lançado
em 1999 BMG) e o rasqueado "Baldrana Macia" (Arlindo Pinto - Anacleto Rosas Jr.), gravada por
Luiz Gonzaga no LP "Luiz 'Lua' Gonzaga" em 1961. Esse rasqueado também foi gravado por diversos
outros intérpretes, dentre os quais,
Sérgio Reis,
"Brasão e Brasãozinho" e "
Biá e
Dino Franco".
Arlindo Pinto contou com diversos parceiros na Composição tais como
Mário Zan,
Tonico,
Priminho, Geraldo Costa,
Palmeira,
Luizinho
e Hélio Sindô, apenas para citar alguns. E, seu maior parceiro foi sem dúvida
Anacleto Rosas Jr.
que dividiu com Arlindo a autoria de mais de 15 belíssimas composições.
O riquíssimo repertório de Arlindo Pinto foi gravado pelos mais diversos intérpretes da Música
Caipira Raiz e também da Fina Flor da MPB. Além dos já citados acima, merecem destaque também "
Raul Torres
e Florêncio", Trio Orixá, Zé Cupido, Duo Batuíra,
Campanha e Cuiabano,
Duo Guarujá,
Vieira e Vieirinha
e muitos outros!
Ayrton Mugnaini Jr., na página 153 do seu livro "Enciclopédia das Músicas Sertanejas" - Editora
Letras & Letras - 2001 - adverte o Apreciador para que não confunda o Compositor Arlindo Pinto
dos Santos com o jornalista Arlindo Pinto de Souza, que foi o fundador da revista "Moda e
Viola" e também autor de "Minha Viola" (Tonico - Nhô Moraes - Arlindo Pinto de Souza) (gravada
pela dupla
Tonico e Tinoco).
É comum, no entanto, encontrarmos em algumas biografias o nome do compositor tendo o
sobrenome Dos Santos que é na verdade o sobrenome do mencionado jornalista.
E, na foto abaixo, da esquerda prá direita, quatro grandes Compositores da Música Caipira Raiz:
Anacleto Rosas Jr.,
Teddy Vieira,
Arlindo Pinto e
Ado Benatti.
Algumas composições de Arlindo Pinto:
A Cruz Do Caminho (Anacleto Rosas Jr. - Arlindo Pinto)
Adeus Querida (Ado Benatti - Arlindo Pinto)
Amor De Caboclo (Anacleto Rosas Júnior - Arlindo Pinto)
A Morte do Gavião (Arlindo Pinto)
Apenas Uma Cartinha (Geraldo Costa - Arlindo Pinto)
Ausência (Arlindo Pinto - Mário Zan)
Baldrana macia (Arlindo Pinto - Anacleto Rosas Jr.)
Boiadeiro Entrevado (Arlindo Pinto - Geraldo Costa)
Brasil (Arlindo Pinto - Anacleto Rosas Jr.)
Briga Na Festança (Arlindo Pinto - Zezé Campos)
Cantando (Arlindo Pinto - Mário Zan)
Cidades de Mato Grosso (Mário Zan - Arlindo Pinto)
Cigana (Arlindo Pinto - J. Alves)
Chalana (Arlindo Pinto - Mário Zan)
Galopando (Arlindo Pinto - Torino - Isaías Vieira)
Gaúcho Amigo (Luizinho - Arlindo Pinto)
Jerimum (Arlindo Pinto)
O Segredo Está No Molho (Arlindo Pinto - Palmeira)
Rancho Vazio (Anacleto Rosas Jr. - Arlindo Pinto)
Recado (Anacleto Rosas Jr. - Arlindo Pinto)
Remorso (Anacleto Rosas Júnior - Arlindo Pinto)
Rio Grande Do Sul (Arlindo Pinto - Luizinho)
Segue Teu Caminho (Mário Zan - Arlindo Pinto)
Violão Amigo (Arlindo Pinto - Priminho)
Quando o Destino (José Alfredo Gimenez - Arlindo Pinto)
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Athos Campos:

Athos Campos, assim como
Rolando Boldrin,
possui também o nome artístico igual ao seu nome completo. Nasceu em 14/07/1923 na cidade de
Bebedouro-SP e faleceu no dia 01/11/1992 em Bragança Paulista-SP.
Compositor, Violeiro, Folclorista e Radialista, em 1939, com apenas 16 anos de idade,
em parceria com
Serrinha,
compôs "Chitãozinho e Xororó", sua primeira música que foi justamente o seu maior sucesso, e
que foi regravada várias dezenas de vezes pelos mais renomados intérpretes da Música Caipira
Raiz tais como "
Tonico e Tinoco", "
Serrinha e Caboclinho", "
Serrinha e
Zé do Rancho" e "
Pedro Bento e Zé da Estrada",
apenas para citar alguns.

Essa belíssima composição conta a estória do "inhambuxintã" e do "inhambuxororó"
(Crypturellus tataupa e Crypturellus parvirostris, respectivamente, dois pássaros
da família dos Inhambus) e ressalta também a beleza e a simplicidade da vida
no campo, mesmo vivendo num "ranchinho amarradinho de cipó", sem vizinhos ao redor, ouvindo o
canto do galo carijó, além dos pios da coruja, do jaó, do "inhambu-chitã" e do "xororó". Na foto
acima e à esquerda, o Inhambuxintã.

E na foto à direita, o "inhambuxororó", que em outras regiões é também conhecido como "sururina":
a mesma "sururina" que à tarde "chora a sua viuvêz" que foi imortalizada no belíssimo poema
do "Luar do Sertão" (
Catulo da Paixão Cearense - João Pernambuco). Ver também artigo sobre o "inhambuxororó" no
Blog O Violeiro
em matéria publicada pelo "Cumpadre" Luiz Viola em 10/02/2005, intitulada "Etimologia Enviolada".
Athos Campos também foi radialista na Capital Paulista e, durante 17 anos foi produtor do
excelente programa "Viola Minha Viola" na
TV Cultura
de São Paulo-SP, apresentado por
Inezita Barroso.
Athos Campos passou a residir em Mairiporã-SP no final da década de 1930, tendo inclusive
composto o Hino Municipal da respectiva cidade, a qual se orgulha de ter sido a terra querida e
amada pelo compositor.
Além de "Chitãozinho e Xororó" (Serrinha - Athos Campos), Athos Campos também compôs outras
belíssimas obras-primas do repertório Caipira Raiz, dentre elas, "Sinhazinha" (Athos Campos -
Índio Vago), "Bate na Viola" (Athos Campos), "Samba de Roda (Athos Campos - Geraldo Meireles)"
e "Viola Sem Defeito" (Athos Campos), apenas para citar algumas.
Fazendo imitações de animais, Athos Campos também participou do primeiro LP da dupla
Chitãozinho e Xororó ("Os Garotinhos Do Paraná"), quando eles ainda eram adolescentes e não
haviam "mudado a voz"; e nesse LP, os meninos também interpretaram sua célebre composição que
também deu o nome à nova dupla que surgia! Curiosamente, a preferida de Athos Campos não era
famosa toada já mencionada que homenageia os dois passarinhos. A que ele mais gostava era
"Sinhazinha" (Athos Campos - Índio Vago).
Athos Campos foi, sem dúvida, um dos artistas mais importantes do nosso país e sempre defendeu
as Raízes Culturais do povo. Através de seus programas de rádio e TV, costumava sempre denunciar
o mercantilismo que já começava a deturpar a Música Caipira Raiz.
Lamentavelmente, Athos Campos veio a falecer no dia 01/11/1992 em Bragança Paulista-SP em
precárias condições financeiras, não tendo podido tratar eficientemente de duas pneumonias e
de dois derrames de que foi vítima. Seus últimos dias ele passou fazendo diálises no porão da
casa de sua filha num abandono total...
Algumas composições de Athos Campos:
A Saudade Continua (Athos Campos - Índio Vago)
Bate Na Viola (Athos Campos)
Boiada Saudosa (Athos Campos - Serrinha)
Chitãozinho e Xororó (Athos Campos - Serrinha)
Divertimento de Violeiro (Serrinha - Athos Campos)
Não Sei O Que É Que Eu Tenho (Athos Campos - Aleixinho)
O Folgazão e o diabo (Aleixinho - Athos Campos)
Onde Canta O Chororó (Athos Campos)
Samba De Roda (Athos Campos - Geraldo Meireles)
Sinhazinha (Athos Campos - Índio Vago)
Viola Sem Defeito (Athos Campos)
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Bariani Ortêncio:

Nascido em Igarapava-SP, Valdomiro Bariani Ortêncio, além de Compositor, é também Escritor,
Pesquisador da Cultura Popular e Presidente da Comissão Goiana de Folclore, além de ser
também membro da Academia Goiana de Letras.
Como escritor, publicou diversos livros, dentre os quais
"Dicionário do Brasil Central" - Editora Ática - 1983,
"O Homem Que Não Teimava" - Editora Saraiva - 2000,
"Cartilha do Folclore Brasileiro" - Editora da UCG - Universidade Católica de Goiás - 1997,
"O Enigma do Saco Azul" - Editora Atual,
"Cozinha Goiana - Estudo e Receituário" - Kelps Editora - 2001 e
"Medicina Popular do Centro-Oeste" (1997).
Caso deseje, o Apreciador poderá adquirir livros escritos por Bariani Ortêncio na
Submarino. Para isso, basta clicar no "banner" abaixo:
Como compositor, Valdomiro é autor de tangos, guarânias, congadas e corridos, entre outros
ritmos e teve suas primeiras composições gravadas a partir de 1957, por diversos intérpretes,
dentre os quais "Irmãs Santos", "Duo Paranaense", "Trio da Vitória", "Duo Estrela D'Alva" e
"Duo Guarujá", entre outros.
Também a Orquestra e Coro RGE gravou a marcha "Brasília, 21 de abril",
que homenageou a inauguração da nova Capital Federal, em 21/04/1960.
Além de seu excelente trabalho pelo Folclore e pela Boa Música Brasileira, esse
"Paulista de
Coração Goiano", também é famoso pelo seu "Bazar Paulistinha" (o "Bazar do Valdomiro") em
Goiânia-GO, que é inclusive citado em diversos clássicos do repertório Caipira Raiz, como por
exemplo "Pagode em Brasília" (Lourival dos Santos - Teddy Vieira), "Visita a Goiás"
(Goiá - Sidon Barbosa) e "Saudade de Goiás" (Goiá - Amaraí). O "Bazar do Valdomiro" pode ser
visitado no
Goiania-Shop.
Algumas composições de Bariani Ortêncio:
13 de Dezembro (Valdomiro Bariani Ortêncio)
A Última Serenata (Valdomiro Bariani Ortêncio)
Acalma Coração (Valdomiro Bariani Ortêncio)
Brasília, 21 de Abril (Valdomiro Bariani Ortêncio)
Despedindo de Ti (Valdomiro Bariani Ortêncio - Rezendinho)
Destinos Iguais (Valdomiro Bariani Ortêncio - Caetano Somma)
Entre Copas (Valdomiro Bariani Ortêncio - Zacarias Mourão - João de Deus)
Folia de Reis (Waldomiro Bariani Ortêncio)
Folia de São João (Valdomiro Bariani Ortêncio)
Folia do Divino (Valdomiro Bariani Ortêncio)
Galo de Briga (Valdomiro Bariani Ortêncio - Augusto Roselen)
Não me Pergunte (Valdomiro Bariani Ortêncio - Nízio)
Não Saberei Sofrer (Valdomiro Bariani Ortêncio)
No Abandono (Valdomiro Bariani Ortêncio)
Nossa Senhora da Guia (Valdomiro Bariani Ortêncio)
O Que é o Amor (Valdomiro Bariani Ortêncio - Zacarias Mourão)
Quinta Comarca (Valdomiro Bariani Ortêncio - Odilon Faria)
Santa Isabel (Valdomiro Bariani Ortêncio)
Senhora da Abadia (Valdomiro Bariani Ortêncio)
Voltarás (Valdomiro Bariani Ortêncio - Heitor Cardoso)
Vou-se Embora (Valdomiro Bariani Ortêncio - Ramiro Hernández)
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Biá:

Sebastião Alves da Cunha, o Sabiá e, posteriormente, o Biá, nasceu em Coromandel-MG em 1927 e
faleceu em São Paulo-SP no dia 02/09/2006.
Após algum tempo trabalhando como garimpeiro, Sebastião iniciou a carreira artística em Araguari-MG no ano de 1947,
formando o trio "Sabiá-Canarinho-Albertinho", juntamente com seu irmão Elias e o acordeonista paulista Alberto Calçada
(Alberto de Souza Calçada nasceu em São Paulo-SP no dia 06/08/1929 e faleceu também na Capital Paulista no dia 29/07/1983 -
celebrizou-se por excelentes interpretações de diversas Valsas de Zequinha de Abreu, tais como "Branca", "Aurora", "Tardes
em Lindóia", "Último Beijo" e "Rosa Desfolhada").
Seu irmão Elias mais tarde integrou o "Trio Gaúcho", com o nome artístico Gauchito.
O Trio "Sabiá-Canarinho-Albertinho" atuou na Rádio Araguari até 1950, ano em que os três músicos seguiram para a Capital
Paulista e passaram a se apresentar em diversos programas, tais como "Hora dos Municípios" (de Blota Junior na Rádio Record)
e "Arraial da Curva Torta" (do
Capitão Furtado
na Rádio Difusora). No mesmo ano, Sebastião resolveu encurtar o nome artístico (Sabiá) para Biá.
O trio porém acabou por se desfazer e Biá formou então uma dupla com o Mariano (Mariano da Silva que já integrou a
inesquecível Turma de
Cornélio Pires
juntamente com seu irmão, o Caçula - Mariano e Caçula também foram respectivamente pai e tio do acordeonista Caçulinha –
conhecidíssimo na Rede Globo). "Biá e Mariano" gravaram, na ocasião, "Onde Foi Você" (Bolinha) e "Pelejo Prá Te Deixar"
(Biá - Gauchinho), na gravadora Continental (hoje Warner Music).
A dupla com Mariano foi desfeita e Biá formou então, em 1952, outra dupla, dessa vez com Diogo Mulero, o
Palmeira:
a famosíssima dupla "Palmeira e Biá", que fez sucesso durante oito anos.

Palmeira e Biá foram contratados pela Rádio Piratininga para o programa que ia ao ar todas as Terças-Feiras às 21:00.
E a dupla era também acompanhada pelo já mencionado acordeonista Alberto Calçada. No primeiro ano de existência,
a dupla chegou a gravar 10 discos 78 RPM, ou seja, quase um por mês!
Dentre os diversos sucessos da dupla "Palmeira e Biá", merecem destaque "Garimpeiro do Brasil" (Biá), "A Voz Dos
Sinos" (J. M. Alves), "Baião Da Serra Grande" (Palmeira - Fred Williams), "O Milagre De Tambaú" (Palmeira - Teddy Vieira),
"Couro De Boi" (Palmeira - Teddy Vieira), "Disco Voador" (Palmeira), além do famosíssimo bolero caipira "Boneca Cobiçada"
(Biá - Bolinha), que foi gravado em 1956.
Inusitado, para a época, incluindo novas temáticas, arranjos e instrumentação, esse bolero caipira que Biá compôs em
parceria com Euclides Pereira Rangel (o Bolinha), permaneceu por mais de 10 semanas nas paradas de sucesso, tendo vendido
mais de 500 mil cópias, ocasião na qual
Palmeira
foi nomeado Diretor Artístico dos discos sertanejos da RCA (hoje BMG).
Esse bolero tornou-se um clássico não só na Música Sertaneja, mas também na MPB de um modo geral, já que também foi
gravado por diversos artistas renomados, do quilate de Carlos Galhardo, além de ter dado origem a um filme homônimo.
Eis abaixo a letra de "Boneca Cobiçada" (Biá - Bolinha):
Quando eu te conheci,
Do amor desiludida
Fiz tudo e consegui
Dar vida à tua vida.
Dois meses de aventura,
O nosso amor viveu
Dois meses com ternura,
Beijei os lábios teus.
Porém eu já sabia
Que perto estava o fim
Pois tu não conseguias
Viver só pra mim.
Eu poderei morrer,
Mas os meus versos, não.
Minha voz hás de ouvir,
Ferindo o coração!
Boneca cobiçada,
Das noites de sereno
Teu corpo não tem dono,
Teus lábios tem veneno...
Se queres que eu sofra,
É grande o teu engano
Pois olha nos meus olhos,
Vê que não estou chorando!
E "Boneca Cobiçada" ganhou também em 1957 uma versão satírica gravada pelo famoso humorista Zé Fidélis (Gino Cortopassi,
nascido em São Paulo-SP em 23/09/1910 e falecido em 1985 também em São Paulo-SP), intitulada
"Boneca Cabeçuda",
também em ritmo de bolero.
Consta também que Biá chegou a formar com seu conterrâneo a dupla "Biá e Goiá" na década de 1950, na Capital Paulista. Na
ocasião, o compositor
Goiá,
(nascido também em Coromandel-MG) já havia deixado o Trio "Goiá, Goiazinho e Zé Micuim" e também já havia trocado Goiania-GO
pela Paulicéia Desvairada.
E, em 1961, Sebastião passou a cantar em dupla com seu outro irmão, o Sílvio: a dupla "Biá e Biazinho" gravou o LP
"Relíquias Sertanejas". No ano seguinte, Biá gravou na Chantecler (hoje Warner Music) um LP no qual fez uma
"dupla
com ele mesmo": "Um Cantor Em Duas Vozes", tendo usado o nome de Sid Biá.
Mais tarde, juntamente com
Dorinho
(o mesmo da famosa dupla com
Nenete),
Biá formou a dupla "Dorinho e Biá" a qual gravou três LP's, entre 1966 e 1968.
Biá também atuou na Rádio Nacional de São Paulo-SP, com o conjunto "Biá e Seus Batutas" (formado por Biá, Sirley e Gonzales),
ocasião na qual gravou também o LP "Os Grandes Sucessos de Palmeira e Biá", na gravadora Cantagalo, onde Biá trabalhou
também como Diretor Artístico. Esse conjunto voltou a se reunir em 1982, a convite do Selo Rodeio da gravadora Warner Music,
para a gravação de mais um LP.
E foi em 1972 que Biá formou com
Dino Franco
a famosa dupla "Biá e Dino Franco", dupla que gravou diversos LP's destacando-se, dentre outras, músicas como "Cruz do Meu
Rosário" (Biá - Sílvio Cunha), "Encontro de Poetas" (João Pacífico), "Travessia do Araguaia" (Dino Franco - Dicró dos
Santos), "Que Será De Nós" (Dino Franco - Nhô Cido) e "Pescador Do Luaí" (Dino Franco - Adolfinho), composição que também
foi utilizada como fundo musical em um documentário da B.B.C. de Londres! A dupla durou até o ano de 1979 quando
Dino Franco
resolveu encerrar a carreira artística, ainda que de forma temporária.
De acordo com Ayrton Mugnaini Jr. na página 56 de seu livro "Enciclopédia das Músicas Sertanejas",
"Biá poderia disputar
com
Raul Torres
uma menção no Guinness como o cantor sertanejo que cantou em maior número de duplas".
Biá foi ainda Produtor Sertanejo da Rádio Tupi de São Paulo-SP (a qual fechou suas portas em 1980, juntamente com a
inesquecível primeira emissora brasileira de televisão); e, na Rádio Imprensa FM, também de São Paulo-SP, Biá apresentou, de
1984 a 1986, um programa que foi, por sinal, o primeiro programa sertanejo numa emissora FM em todo o Brasil.
Um acidente doméstico no entanto fez com que Biá interrompesse em definitivo sua carreira artística, no ano de 1987. E diabete crônica
transportou Biá para o "Andar de Cima", no dia 02/09/2006, na Capital Paulista.
Algumas composições de Biá:
ABC Do Coração (Palmeira - Biá)
A Andorinha (Biá - João Borges)
Amigo Heleu (Biá - J. M. Alves)
A Volta Da Morena (Palmeira - Biá)
Boneca Cobiçada (Biá - Bolinha)
Calúnia (Palmeira - Biá)
Céu De Goiás (Palmeira - Biá)
Coração Sabe O Que Faz (Biá - Bolinha)
Cruz Do Meu Rosário (Biá - Sílvio Cunha)
Dois Corações (Palmeira - Biá)
Flor Do Lodo (Biá - Goiá)
Garimpeiro do Brasil (Biá)
Pelejo Prá Te Deixar (Biá - Gauchinho)
Resposta Do Couro De Boi (Palmeira - Biá)
Se Ela Voltasse (Biá - Bolinha)
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Caetano Erba:

José Caetano Erba nasceu no dia 11/09/1937 em Pederneiras-SP. Juntamente com seus pais,
trabalhou nas lavouras de café até os 18 anos.
Desde os 11 anos já escrevia seus primeiros versos, influenciado que foi pela convivência com
as freqüentes festas da roça, catiras e bailes de terreiros onde ouvia a música de violeiros,
sanfoneiros e cantadores da região e adjacências que por lá se apresentavam. Em 1958, formou-se
em Contabilidade e dois anos depois foi trabalhar no extinto “Banco de São Paulo S.A”, ocasião
na qual se mudou para a Paulicéia Desvairada, onde ocupou o cargo de bancário até 1976.
Em São Paulo, conheceu
João Salvador Perez, o
Tonico,
através de
Craveiro e Cravinho,
que foi, inclusive a dupla que gravou em 1968 a primeira composição de Caetano Erba,
"Pai da Aviação".
Participou também de diversos festivais sertanejos, tendo obtido o segundo lugar nos de Santa
Izabel e também no da inauguração do Parque Ecológico, em São Paulo-SP. Tirou o primeiro lugar
nos concursos de Garça-SP e Jacareí-SP. Em 1972, recebeu o título de "Cidadão Pederneirense".
Participou de diversos programas de rádio na Capital Paulista e também foi jurado em diversos
festivais, em cidades como Santo André-SP, Jacareí-SP e Guarulhos-SP.
Também foi José Caetano Erba que escreveu o prefácio do livro "Da Beira da Tuia ao Teatro
Municipal", escrito por
Tonico e Tinoco.
Diversos intérpretes gravaram e continuam gravando suas composições, entre os quais,
Craveiro e Cravinho,
Tonico e Tinoco,
Liu e Léu,
Vieira e Vieirinha,
Cacique e Pajé,
Mococa e Paraíso,
Pena Branca e Xavantinho,
Tião do Carro e
Jackson Antunes”,
apenas para citar alguns.

José Caetano Erba esteve presente no Programa “Viola Minha Viola” que foi ao ar no dia
28/05/2003 na
TV Cultura
de São Paulo, apresentado pela
Inezita Barroso,
programa no qual estiveram presentes, entre outros, interpretando suas composições,
Pena Branca
com o conjunto "Viola de Nóis" (que na época ainda se chamava "Mano Véio"),
"César e Paulinho" e também a dupla “
Tião do Carro
e Odilon”.
Pena Branca
interpretou inclusive a belíssima composição "Procissão de Gado" (Caetano Erba -
Xavantinho
-
Tião do Carro).
E, segundo,
Inezita,
José Caetano Erba é um
"Poeta Paulista que as antologias ainda não registram por pura
ingratidão"...

Tive o prazer de conhecer pessoalmente esse grande Compositor e Poeta na
Praça Caipira do Vila Country na Paulicéia Desvairada, no dia 04/11/2003, por ocasião do
5º. aniversário do Programa
Celia e Celma,
que na época ia ao ar pelo Canal Rural.
E, com seus 70 anos de idade, José Caetano Erba continua compondo, com bastante Inspiração e tem centenas de Poemas até então inéditos. "Mala Amarela"
(José Caetano Erba - Paraíso), "Saco de Ouro" (Paraíso - Caetano Erba) e "Mãe De Carvão" (Tião do Carro - Caetano Erba), são, nessa ordem, suas três
Composições preferidas, segundo seu próprio depoimento!
Clique aqui
e ouça "Capiau" (José Caetano Erba - Tião do Carro) interpretada por Júlio César e Santiago, Dupla Caipira de
Itararé-SP, divulgada pela
Rádio Educadora FAFIT-FM de Itararé-SP - 88,7 MHz.
Na foto abaixo, José Caetano Erba e o Radialista José Francisco (
Rádio Paraná Educativa
de Curitiba-PR) em São Paulo-SP, no dia 13/09/2007:
Na foto abaixo, José Caetano Erba e Ricardinho, em São Paulo-SP, no dia 13/09/2007:
Algumas composições de Caetano Erba:
A Formiguinha (Tião do Carro - José Caetano Erba)
A Mudança (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Aquele Homem (José Caetano Erba - Rodrigo Mattos - Garutti)
Asilo (José Caetano Erba - Rodrigo Mattos - Cuiabá)
A Volta do Filho (Tião do Carro - Caetano Erba)
Berço de Espinhos (José Caetano Erba - Tião do Carro)
Bolha de Sabão (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Brasil 500 Anos (Cacique - Pajé - Caetano Erba)
Cabritinha de Ouro (Caetano Erba - Da Costa - Cacique)
Cadeira de Balanço (Caetano Erba - Paraíso)
Cama de Areia (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Campo de Batalha (Caetano Erba - Cacique)
Capiau (José Caetano Erba - Tião do Carro)
Caquinho de Saudade (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Casa de Infância (Caetano Erba - Luciano - Cacique)
Cobra Enrolada (Caetano Erba - Cacique)
Consulte Sempre Um Caipira (Cacique - Caetano Erba - Da Costa)
Cortina Dourada (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Dois Astros (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Dr. Coração (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Dr. da Agricultura (Tonico - Tinoco - José Caetano Erba)
Duelo Sem Espada (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Exemplo de Cão (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Fazenda do Braga (Caetano Erba - Cacique - Russo)
Francisco de Assis (Tião do Carro - Caetano Erba)
Garganta do Mundo (Tião do Carro - Caetano Erba)
Graça Divina (José Caetano Erba - Rodrigo Mattos - Barbosa)
Guerra De Trinta Segundos (Vicente P. Machado - José Caetano Erba)
Hino Sertanejo (Tonico - José Caetano Erba)
Joãozinho Da Favela (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Lembrança da Roça (José Caetano Erba - João Pinheiro)
Lembrança do Carreiro (José Caetano Erba - Ramiro Vióla)
Lembranças do Meu Pai (José Caetano Erba - Mazinho Quevedo)
Mãe De Carvão (Tião do Carro - Caetano Erba)
Mala Amarela (José Caetano Erba - Paraíso)
Mala de Ouro (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Meu Cachorro Fiel (Tonico - Tinoco - Caetano Erba)
Meu Pai (Tião do Carro - Caetano Erba)
Meu Retrato (Tião do Carro - Caetano Erba)
Moça Canavieira (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Natal no Sertão (Tonico - Caetano Erba)
Ninho de Andorinha (José Caetano Erba - Tião do Carro)
Nóis É Do Mato Mais Nóis Conhece (Cézar - José Caetano Erba)
O Cachorro e o Andarilho (Tião do Carro - José Caetano Erba)
O Choro da Goteira (Tião do Carro - José Caetano Erba)
O Escravo (Caetano Erba - Paraíso)
O Homem de Sorte (Caetano Erba - José Luís - Cacique)
O Repórter Andarilho (Tião do Carro - José Caetano Erba)
O Trouxa e a Fera (José Caetano Erba - Pajé)
Patrono do Infinito (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Peões Veteranos (José Caetano Erba - Cacique)
Primeiro Brinquedo (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Procissão de Gado (Caetano Erba - Xavantinho - Tião do Carro)
Professor Galdino Chagas (José Caetano Erba - Cacique)
Puro Caboclo (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Recado de Carreiro (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Roldão Bueno (Cacique - José Caetano Erba - Alexandre)
Saco de Ouro (Paraíso - Caetano Erba)
Sala dos Milagres (José Caetano Erba - Rodrigo Mattos - Gina)
São Paulo Antigo (Cacique - José Caetano Erba)
Sebastião Gomes (Cacique - José Caetano Erba - Fernando Gaspar)
Sem Terra E Sem Caminho (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Trilhas da Vida (José Caetano Erba - João Pinheiro)
34 Anos (Tonico - Tinoco - José Caetano Erba)
33 Anos (Tonico - José Caetano Erba)
Um Peso, Duas Medidas (Tião do Carro - José Caetano Erba)
Vaca Maiada (José Caetano Erba - Cacique - Nil)
Velhos Retratos (José Caetano Erba - Rodrigo Mattos)
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Capitão Barduíno:

Pedro Anestori Marigliani, o Capitão Barduíno nasceu em Socorro-SP no dia 13/11/1904 e faleceu em São Paulo-SP no dia 01/08/1967. Filho de italianos, como se pode observar no sobrenome, desde criança sonhava trabalhar em rádio.
Em 1937, foi levado pelo
Ariowaldo Pires, o Capitão Furtado,
à Odeon, onde estreou como compositor, quando “Nhá Zefa e Juca Matias” lançaram sua Moda de
Viola
“Casá?!... Só Ansim” (Capitão Barduíno - Nhá Zefa (Maria de Léo)).
Foi em 1939, na Rádio Bandeirantes, de São Paulo-SP, quando foi contratado por Otávio Gabus
Mendes, diretor artístico da emissora, que Pedro Anestori Marigliani acabou recebendo o apelido
pelo qual ficou conhecido em toda a sua carreira artística.
Capitão Barduíno também comandou o programa ”Brasil Caboclo” na Rádio Bandeirantes, que era na
época o programa de maior audiência no Brasil. A mesma emissora também apresentava o programa
“Na Serra da Mantiqueira”, que era comandado pelo
Comendador Biguá,
outro grande sucesso do Rádio.
Um fato curioso é que na mesma época, as meninas iniciantes
Mary Zuil Galvão
(Ourinhos-SP 04/05/1940) e
Marilene Galvão
(Palmital-SP 27/04/1942), as
Irmãs Galvão,
desde 1954 se apresentavam nessa emissora (inicialmente no programa “Na Serra da Mantiqueira”
e posteriormente no “Brasil Caboclo”) e seus nomes já eram pronunciados com admiração pelos
profissionais e ouvintes.
E, ouvindo o programa “Brasil Caboclo”, comandado pelo Capitão Barduíno, foi que
Diogo Mullero,
também conhecido como
Palmeira,
que era na época diretor artístico da RCA, “previu o futuro" da dupla feminina e convidou
Mary e Marilene
para gravar seu primeiro disco, o que aconteceu no Rio de Janeiro em 1957.
Capitão Barduíno dedicou-se esporadicamente à composição; merece destaque a belíssima
mensagem na letra de “A Enxada e a Caneta” (Capitão Barduíno - Teddy Vieira), lançada por
Zico e Zeca
na gravadora Columbia, e gravada também por outros renomados intérpretes, tais como
Nestor da Viola e também
Lourenço e Lourival.
Como redator e apresentador de programas de rádio, destacou-se também com o programa
“A Câmara dos Despeitados”, sátira política que fez também bastante sucesso na época.
E, em sua homenagem, a SP-08, Estrada que liga os municípios de Bragança Paulista-SP e
Socorro-SP, recebeu o nome de Rodovia Capitão Barduíno.
Ao contrário dos demais compositores e poetas homenageados nessa página, há pouquíssima
informação disponível sobre o Capitão Barduíno e seus dados biográficos foram encontrados
somente no
Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira
e na
Enciclopédia Musical Brasileira.
Algumas composições de Capitão Barduíno:
Abre a Janela (Capitão Barduíno - Piraci)
A Enxada e a Caneta (Capitão Barduíno - Teddy Vieira)
A Vingança do Soldado (Capitão Barduíno - Chiquinho)
Caboclo (Capitão Barduíno - Anacleto Rosas Jr.)
Carmen Miranda (Palmeira - Capitão Barduíno)
Casá?!... Só Ansim (Capitão Barduíno - Nhá Zefa)
La Gilota (Capitão Barduíno)
Marcha do Tubarão (Capitão Barduíno - Hélio Sindo)
Moreninha do Pinhal (Capitão Barduíno - Rielinho)
Ritinha (Capitão Barduíno - Flauzino - Florêncio)
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Catulo da Paixão Cearense:

Catulo da Paixão Cearense (São Luís-MA 08/10/1863 – Rio de Janeiro-RJ 01/05/1946): Nascido na
verdade em 1866, como ele mesmo confidenciou. Apesar do nome com que era conhecido, ele era
Maranhense e morou no Estado do Ceará dos 10 aos 17 anos de idade.
Em 1880, seguiu
com a família para o Rio de Janeiro. Com Flauta e Violão freqüentava as rodas dos estudantes
cariocas, o que não era visto com bom olhos pelo seu pai que era dono de uma loja de ourives
e relojoaria.
Na época, o Violão era desprezado e perseguido, “sinônimo de malandragem” e, na
época de Catulo, foi adquirindo prestígio nos “Salões da Elite” (Naturalmente, não podemos nos
esquecer também do excelente Dilermando Reis que popularizou o tão célebre Instrumento Musical,
que por sinal é o meu instrumento musical preferido).
Grande parte do trabalho de Catulo da
Paixão Cearense foi voltada às Modinhas e Serestas, no entanto, ao citar esse nome é realmente
inevitável que nos venham à lembrança os versos de seu famoso “Luar do Sertão” (Catulo da
Paixão Cearense – João Pernambuco):
”Não há, oh gente, oh não
Luar como esse do sertão...”
Quanto à autoria de “Luar do Sertão”, por “falhas na impressão” na edição partitura original,
ficou esquecido e negligenciado o co-autor João Pernambuco, que, ao que consta, torna-se cada
vez mais evidente que o nome dele não deve ser omitido juntamente com o do Catulo na autoria
da célebre composição. No CD “Ribeirão Encheu”, de
Pena Branca e Xavantinho,
gravado pela
Velas,
a excelente dupla fez também um belo registro dessa composição e o nome de João
Pernambuco aparece como co-autor juntamente com o de Catulo da Paixão Cearense.
Ao que consta, nenhum intérprete gravou até hoje o belíssimo "Luar do Sertão" na íntegra, já
que esse Verdadeiro Poema, segundo informações, possui um total de 12 estrofes mais o refrão.
De acordo com o compositor
Roberto Stanganelli,
o Poema originalmente ocupava todo o conteúdo de um Livro, a exemplo do "Canto Geral" do Poeta Chileno Pablo Neruda.
Adauto Santos
chegou a gravar 7 estrofes da belíssima composição, em seu excelente CD intitulado
"Varanda Sertaneja" (gravado pela
Movieplay).
Eis a seguir a letra de "Luar do Sertão" (Catulo da Paixão Cearense - João Pernambuco), com 12
estrofes e o refrão: a letra
"menos incompleta" que consegui encontrar até o
momento:
Oh! Que saudades do luar da minha terra
Lá na serra branquejando folhas secas pelo chão!
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade do luar lá do sertão.
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertão!
Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata prateando a solidão.
E a gente pega na viola que ponteia,
E a canção é a lua cheia a nos nascer no coracao!
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertão!
Quando vermelha no sertão desponta a lua
Dentro d'alma onde flutua também rubra nasce a dor!
E a lua sobe e o sangue muda em claridade
E a nossa dor muda em saudade branca... assim... da mesma cor.
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertão!
Ai!... Quem me dera que eu morresse lá na serra,
Abraçado à minha terra e dormindo de uma vez!
Ser enterrado numa grota pequenina,
Onde à tarde, a sururina chora a sua viuvez!
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertão!
Diz uma trova, que o sertão todo conhece,
Que se, à noite, o céu floresce, nos encanta, e nos seduz,
É porque rouba dos sertões as flores belas,
Com que faz essas estrelas lá do seu jardim de luz!!
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertão!
Mas como é lindo ver, depois por entre o mato
Deslizar calmo, o regato, transparente como um véu,
No leito azul das suas águas, murmurando,
Ir por sua vez roubando as estrelas lá do céu!
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertão!
A gente fria desta terra sem poesia
Não se importa com esta lua nem faz caso do luar!
Enquanto a onça, lá na verde capoeira,
Leva uma hora inteira, vendo a lua a meditar!
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertão!
Coisa mais bela neste mundo nao existe
Do que ouvir um galo triste no sertão se faz luar.
Parece até que a alma da lua é que descanta,
Escondida na garganta desse galo a soluçar!
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertão!
Se Deus me ouvisse com amor e caridade,
Me faria esta vontade o ideal do coração.
Era que a morte a descantar me surpreendesse
E eu morresse numa noite de luar no meu sertão!!
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertão!
E quando a lua surge em noites estreladas,
Nessas noites enluaradas, em divina aparição,
Deus faz cantar o coração da Natureza,
Para ver toda beleza do Luar do Maranhão. (*)
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertão!
Deus lá no céu, ouvindo um dia, essa harmonia,
A canção do meu sertão, do meu sertão primaveril,
Disse aos arcanjos que era o Hino da Poesia,
E também a Ave-Maria da grandeza do Brasil. (**)
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertão!
Pois só nas noites do sertão de lua plena,
Quando a lua é uma açucena, é uma flor primaveril,
É que o Poeta, descantando a noite inteira,
Vê, na Lua Brasileira, toda a alma do Brasil. (**)
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertão!
(*) De acordo com Pinho, editor da excelente
Revista Viola Caipira,
"Essa estrofe inédita foi escrita especialmente para (...) interpretá-la em São Luís-MA. Era desejo de Catullo que o
seu famoso 'Luar do Sertão'
, quando cantado em sua Terra Natal (...) terminasse sempre, com ela.".
(**) Também de acordo com Pinho (
Revista Viola Caipira),
"...uma dessas estrofes, à escolha do intérprete, deverá encerrar o célebre 'Luar do Sertão'
, quando cantado
em solenidades comemorativas de nossa Pátria."
Valeu, "Cumpadre" Pinho!! Muito obrigado pela colaboração!!

A vivência do “Catulo Sertanejo” com as noites de “Luar do Sertão” foi apenas naquele período
dos 10 aos 17 anos em que ele viveu no Ceará. Ele era na verdade um “homem de cidade”, no
entanto, cantava a natureza, nossa terra e nossa gente. Tinha o mérito de “não conhecer o
sertão porém descrevê-lo de modo admirável!".
Não se pode afirmar, no entanto, que Catulo tenha escrito alguma melodia. Era, sim poeta, e
possuía uma singular habilidade de “encaixar versos” em qualquer melodia conhecida. Não tivesse
sido a composição dos versos de Catulo, muitas dessas belíssimas músicas instrumentais teriam
caído logo no esquecimento, apesar de tão bem compostas e do indiscutível valor que possuem em
termos de melodia.
Catulo morava em uma casa bem simples, de madeira, no bairro carioca Engenho de Dentro (o mesmo
bairro onde nasceu e se criou Orlando Silva, o célebre Cantor das Multidões), residência essa à
qual deu o nome de “Palácio Choupanal”. E não se acanhava em receber visitas de grandes
nomes das Letras, das Artes e da Política. Ao falecer em 01/05/1946, já tinha assistido
à inauguração de seu busto e era uma indiscutível Glória Nacional.
Algumas composições de Catulo da Paixão Cearense:
Ai De Mim! (Catulo da Paixão Cearense)
Ao Luar (Catulo da Paixão Cearense)
Até As Flores Mentem (Catulo da Paixão Cearense - Juventino Rosas)
Caboca Bunita (Catulo da Paixão Cearense)
Clélia (Catulo da Paixão Cearense - Luiz de Souza)
Fechei O Meu Jardim (Catulo da Paixão Cearense)
Flor Amorosa (Catulo da Paixão Cearense - Callado)
Luar do Sertão (Catulo da Paixão Cearense – João Pernambuco)
Não Vê-La Mais (Catulo da Paixão Cearense - Viriato Figueira da Silva)
O Meu Ideal (Catulo da Paixão Cearense - Irineu de Almeida)
Ontem Ao Luar (Catulo da Paixão Cearense - Pedro de Alcântara)
O Que Tu És (Catulo da Paixão Cearense - Anacleto de Medeiros)
Os Olhos Dela (Catulo da Paixão Cearense - Irineu de Almeida)
Palma De Martírio (Catulo da Paixão Cearense - Anacleto de Medeiros)
Porque Eu Fui Poeta (Catulo da Paixão Cearense - José "Juca" Kallut)
Por um Beijo (Catulo da Paixão Cearense - Anacleto de Medeiros)
Quando Ela Passa (Catulo da Paixão Cearense - Mário Álvares)
Rasga o Coração (Catulo da Paixão Cearense - Anacleto de Medeiros)
Recorda-Te De Mim (Catulo da Paixão Cearense)
Sertaneja (Catulo da Paixão Cearense Ernesto Nazareth)
Talento e Formosura (Catulo da Paixão Cearense - Edmundo Octavio Ferreira)
Templo Ideal (Catulo da Paixão Cearense - Albertino "Carramona" Pimentel)
Tu Passaste Por Este Jardim (Catulo da Paixão Cearense - Alfredo Dutra)
U Poeta Du Sertão (Catulo da Paixão Cearense)
Vai, Meu Amor, Ao Campo Santo (Catulo da Paixão Cearense - Irineu de Almeida)
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Comendador Biguá:

O Compositor e Radialista José Ângelo de Campos, também conhecido como Comendador Biguá
nasceu em Paraguaçu Paulista-SP no dia 28/09/1924 e faleceu em Tupã-SP no dia 29/07/1974.
Tendo iniciado sua carreira na Rádio Propaganda de Paraguaçu (PRP), onde atuou como
declamador e apresentador de programa sertanejo, Biguá dedicou-se ao rádio durante a vida
inteira.

Mudou-se para a Capital Paulista em 1947 e, dois anos depois, começou a apresentar o programa
"Na Serra da Mantiqueira", na Bandeirantes. Esse programa foi criado pelos Irmãos Mota,
que o dirigiam até que o Comendador Biguá assumiu a direção do mesmo e transformou-o num líder
de audiência. Foi também nesse programa que Biguá contratou a dupla feminina que se iniciava
naquela época: as
Irmãs Galvão,
que haviam encantado o Comendador Biguá. Na foto à esquerda, Biguá e as
Irmãs Galvão.
Além da Bandeirantes, Biguá também trabalhou nas Rádios Tupi e Cultura também de São Paulo-SP.
Atuação em circo também fez parte da carreira artística de Biguá, que viajou durante cinco
anos com o "Circo Oni", da família Stuart.
Em 1954,
Zico e Zeca
gravaram a toada "Capelinha de Chico Mineiro" (Comendador Biguá - Teddy
Vieira) e, no ano seguinte, gravaram o cateretê "Desprezo" (Comendador Biguá - Priminho). E,
ainda no mesmo ano de 1955, sua valsa "Amor Passageiro" (Comendador Biguá - Teddy Vieira) foi
gravada pela dupla "Souza e Monteiro". Luizinho e Limeira também gravaram uma das mais famosas
composições do Comendador Biguá que é "Pé Na Tábua" (Ado Benatti - Luizinho - Biguá).
Algumas composições de Comendador Biguá:
Amarga Saudade (Goiá - Comendador Biguá)
Amor Passageiro (Comendador Biguá - Teddy Vieira)
Capelinha de Chico Mineiro (Comendador Biguá - Teddy Vieira)
Criador de Passarinho (Teddy Vieira - Biguá)
Desprezo (Comendador Biguá - Priminho)
Desventura (Zacarias Mourão - Biguá - Zé do Rancho)
Os Degraus da Fama (Lourival dos Santos - Biguá)
Pé Na Tábua (Ado Benatti - Luizinho - Biguá)
Pescadô e Canoêro (Benedito Seviero - Biguá - Teddy Vieira)
Santa Cruz da Serra (Benedito Seviero - Comendador Biguá - Teddy Vieira)
Saudades Do Passado (Biguá - Roque José de Almeida)
Se Os Animais Falassem (Biguá - Taubaté - Teodomiro)
Velha Querência (Comendador Biguá - Benedito Seviero)
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Dino Franco:

Oswaldo Franco nasceu em Paranapanena-SP no dia 08/09/1936. Na infância já ouvia no rádio
excelentes Duplas Caipiras, tais como
Tonico e Tinoco,
e
"
Raul Torres e Florêncio",
entre outras. Aos 12 anos trocou o trabalho na enxada pela carreira artística,
abandonando em definitivo a lavoura que era seu "ganha-pão" na época.
Na década de 1950, trocou o Interior Paulista pela Capital e adotou inicialmente o nome artístico
de Pirassununga. Atuou com
Tibagi
(o mesmo que havia acabado de desfazer a dupla com Zé Marciano e que depois havia feito dupla
com
Miltinho).
A Dupla "Tibagi e Pirassununga" gravou em 1959 pela Gravadora RGE o Disco 78 RPM N° 10.186, tendo no Lado A o Xote "Peão De Minas" (Anacleto Rosas Júnior - Zé Claudino)
e, no Lado B, a Valsa "Falsos Carinhos" (Benedito Seviero - Pirassununga).
Oswaldo também se apresentava no inesquecível programa "Arraial da Curva Torta" (produzido e apresentado por
Ariowaldo Pires,
o Capitão Furtado).
Em São Paulo, na década de 1960, Oswaldo Franco cantou com diversos parceiros usando também nomes artísticos
diversos. Em 1960, por exemplo, adotou o nome artístico de Junqueira quando cantou em dupla
com Juquinha. Foram 15 parceiros com os quais Dino Franco cantou em dupla nessa década, dentre
os quais
Biá,
Belmonte
e Piratininga.
A Dupla "Piratininga e Pirassununga" gravou no início da década de 1960 três Discos 78 RPM: pela Gravadora Farroupilha, o Disco N° FR-2.002, tendo no Lado A
a Chula intitulada "A Dança Do Chula" (Arlindo Pinto - José Cupido) e, no Lado B, a Moda Campeira "Tafurela" (Mirinho - Ado Benatti); pelo Selo Caboclo, o
Disco N° CS-639, tendo no Lado A a Chula "Cuidado Moço" (Arlindo Pinto - Zé Cupido) e, no Lado B, o Tango "Somos De Alguém" (Piratininga - Pirassununga);
e pela CBS, o Disco N° 3.355-1, tendo no Lado A a Guarânia "Aventureira" (Pirassununga) e, no Lado B, a conhecidíssima Valsa "Capricho Do Destino" (Piratininga - Pirassununga).

E a Dupla "Juquinha e Junqueira", ao que consta, gravou 11 Discos 78 RPM e dois LP's ("Mineiro Não Perde o Trem" e "Percorrendo Goiás"), pelos Selos
RCA-Camden e Sertanejo, também no início da década de 1960.
Em 1968, Oswaldo adotou em definitivo o nome artístico de Dino Franco, pelo qual é conhecido e consagrado até os dias atuais.

Em 1972, Dino Franco firmou contrato com a gravadora Chantecler como produtor e diretor da
Linha Sertaneja. Em seguida, formou a dupla com
Biá.
"Biá e Dino Franco", foi uma dupla de sucesso, sendo que Biá (ou Sabiá - Sebastião Alves de
Cunha nascido em Coromandel-MG em 1927) foi o mesmo que também fez dupla com
Palmeira.
A Dupla "Biá e Dino Franco" gravou 7 LP's, além de alguns Compactos e Discos de Coletâneas, entre 1973 e 1977, pelo Selo Sertanejo/Chantecler. Dentre as
diversas Músicas gravadas pela Dupla, merecem destaque as belíssimas "A Sementinha" (Dino Franco - Itapuã) e "Pedaço de Poema" (Flávio Mattes - Milongueiro).

E, em 1979, Dino Franco formou dupla com Mouraí (Luiz Carlos Ribeiro que nasceu em Ibirarema-SP
no dia 19/07/1946 e faleceu em Catanduva-SP no dia 16/10/2005). "Dino Franco e Mouraí" foram
pioneiros na regravação de antigos sucessos da Música Sertaneja, tais como "Sertaneja" e "A
Volta do Caboclo".

Em seu trabalho, "Dino Franco e Mouraí" procuraram sempre cultivar a Música Caipira Raíz e se destacaram também com temas de Inspiração Ecológica, tais
como "Manto Estrelado" (Dino Franco - Tenente Wanderley), "Serra Molhada" (Dino Franco - Waldemar Reis), "Amanhecer Divino" (Tenente Wanderley - Dino Franco),
"Cheiro de Relva" (Dino Franco - José Fortuna) e "Por do Sol" (Jesus Belmiro - Cláudio Balestro), apenas para citar algumas. Na foto acima e à esquerda,
Dino Franco, de camisa vermelha, cantando juntamente com o saudoso parceiro Mouraí, ao centro, de camisa branca, no programa
Viola Minha Viola
que foi gravado na cidade de Araras-SP, e que foi ao ar no dia 25/06/2003, pela
TV Cultura de São Paulo-SP.

Quero aqui destacar o CD "Dino Franco - 50 Anos de História", lançado em 2004 pela Atração Fonográfica (com Fonogramas gentilmente cedidos pela Warner
Music e Paradoxx Music), que brinda o Apreciador com algumas das mais belas e inspiradas Composições de Dino Franco, em consagradas interpretações a cargo de
"Dino Franco e Mouraí", Duo Esperança,
Liu e Léu,
Jackson Antunes,
Chico Lobo,
Abel e Caim e
Milionário e José Rico,
dentre outros, além da participação de Marina Franco e Marisa Franco, irmãs do excelente Compositor e que também formam a Dupla "Irmãs Franco". Destaque
para "Amargurado" (Dino Franco - Tião Carreiro), "Festança em Brasília" (Dino Franco), "Medo" (Dino Franco - José Neves),
"A Sementinha" (Dino Franco - Itapuã), "Berço De Deus" (José Rico - Dino Franco) e "Manto Estrelado" (Dino Franco - Tenente Wanderley).
Dino Franco também produziu e apresentou algumas peças teatrais juntamente com
Liu e Léu,
Abel e Caim e
Zico e Zeca.
Dino Franco tem merecido destaque como excelente compositor, especialmente na Moda de Viola, com
inúmeras composições que têm sido gravadas pelas mais renomadas Duplas Caipira Raiz.
Dino Franco é também "Dono" da Cadeira N° 14 da Academia Municipalista de Letras do Brasil, conforme narrado por Siderley Clein no início do CD
"Dino Franco - 50 Anos de História"!
Clique aqui
e veja a nota de 20/01/2006 no Site Oficial da
Prefeitura Municipal de Rancharia-SP
a qual documenta o evento no qual Dino Franco recebeu das mãos do Presidente da Câmara Pedro
Ávila o Título de Cidadão Ranchariense, no dia 06/01/2006!

E, após o falecimento do Mouraí, Dino Franco passou a cantar em Dupla com o Fandangueiro (Nestor de Souza Prado, nascido em Iepê-SP - na foto à esquerda,
junto com Gauchito do Acordeon). Quero aqui destacar o CD "Sertão, Viola e Amor", gravado em Outubro de 2007 pela Águia Pro Audio Records, produzido por
Dino Franco e Fandangueiro e com a participação de Thiago Viola (Violão, Viola, Baixo e Percussão)

e Gauchito do Acordeon (Sanfona e Ritmo). Destaque para "O Dilúvio" (Dr. Manoel Algusto), "Sertão, Viola e
Amor" (Alcino Alves Costa - Dino Franco), "Porto da Saudade" (Ademar Braga - Dino Franco), "Temporal de Lágrimas" (Dino Franco - Fandangueiro),
"A Fuga" (Nhô Chico - Dino Franco), "Caboclo Castiço" (Ademar Braga - Dino Franco) e "Flores Do Meu Caminho" (Dino Franco).
Na foto abaixo, Dino Franco e Fandangueiro no Programa "Espaço Cultura" na TV Assembleia de Mato Grosso Do Sul:

Quero também destacar o excelente CD "Integração Artística - Volume 01", lançado em 2008, produzido por Maciel Corrêa, que também participa do mesmo
solando o Acordeon. Importante mencionar que Maciel Corrêa é primo do saudoso Zé Corrêa (O "Rei do Chamamé", mito da Música Sul-Mato-Grossense, que morreu
assassinado no dia 09/04/1974, com apenas 29 anos de idade e que deixou um legado de 9 LP's e um Compacto). O CD também conta com a participação de Wando
(Violão e Baixo), Ozéias (Viola), Oziel (Percussão), além das belíssimas vozes de "Dino Franco e Fandangueiro", "Irmãs Franco" e as declamações de Wilson
de Aquino e Dino Franco. Destaque para "Altar da Natureza" (Dino Franco - Anízio Antônio Moreira), "Eu, Boi e Boiada" (Maciel Corrêa - Dino Franco),
"Garoto do Pantanal" (Dino Franco), "Cidade Morena" (Nhô Pai - Rielinho), além das belíssimas versões de "Guavira Poti (Flor de Guavira)"
(Mauricio Cardozo Ocampo - Emiliano R. Fernandez) e "Kilometro 11" (Transito Cocomarola - José Aguer Constante - Adaptação: Dino Franco).
Um CD "imperdível" para quem aprecia a Música Típica do Estado de Mato Grosso do Sul e sua influência com a Fronteira Paraguaia!!
Contato para shows e venda de CD's:
(18) 3265-6021
(falar com Marina Franco)
(18) 3265-3718
(falar com Nestor de Souza Prado, o Fandangueiro)
Na foto abaixo (na Churrascaria Tião Carreiro, no dia 26/03/2008, por ocasião do lançamento do segundo CD de Poemas de autoria de
José Caetano Erba,
declamados por Kleber Oliveira), da esquerda prá direita,
Pajé,
Ramiro Vióla,
Marina Franco (Irmã de Dino Franco e que forma com Marisa Franco a Dupla "Irmãs Franco") e o Compositor
Ademar Braga;
foto de autoria do Radialista José Francisco (que apresenta junto com Maikel Monteiro
o Programa
Brasil Caboclo
nos 630 kHz da
Rádio Paraná Educativa - AM
de Curitiba-PR, no ar todos os Domingos das 06:00 às 07:00 da manhã).
Tive a honra de conhecer pessoalmente o Compositor Dino Franco e sua irmã Marisa, além de rever Marina Franco em Rancharia-SP, no dia 19/10/2008, ocasião na
qual estava visitando o "Cumpadre"
Luciano Queiroz,
que é Violeiro e Luthier em Assis-SP.
Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Ricardinho, Luciano Queiroz e Dino Franco, em sua residência em Rancharia-SP, no dia 19/10/2008:
Na foto abaixo, Suzzi (Esposa do Luthier Luciano Queiroz), ouve as Irmãs Franco, em sua residência em Rancharia-SP, na tarde de 19/10/2008:
Na foto abaixo, Suzzi (Esposa do Luthier Luciano Queiroz), Ricardinho, Sr. Expedito e Dona Edna (os Pais de Luciano Queiroz) ouvem as Irmãs Franco,
na tarde descontraída de 19/10/2008, em Rancharia-SP:
Na foto abaixo, da esquerda prá direita, o Poeta e Escritor Anízio Antônio Moreira (pertencente à Academia de Letras de Mato Grosso do Sul, e também
Compositor de algumas belíssimas Músicas do CD "Integração Artística"), Ricardinho e o Acordeonista Maciel Corrêa (que participou da gravação do CD
"Integração Artística" - ver acima), na tarde descontraída de 19/10/2008, na residência de Dino Franco em Rancharia-SP:
Na foto abaixo, as Irmãs Franco: Marina (à esquerda) e Marisa (à direita), irmãs do Compositor Dino Franco, na mesma tarde descontraída de 19/10/2008,
na residência de Dino Franco em Rancharia-SP:
Na foto abaixo, as Irmãs Franco: Marisa (à esquerda) e Marina (à direita) e Ricardinho, na tarde de 19/10/2008. Ao fundo, diversos Prêmios Honorários e
Títulos de Cidadão de diversas Cidades, os quais Dino Franco conquistou pelo seu Dom de Compor:
Na foto abaixo, as Irmãs Franco, Dino Franco e Ricardinho, na mesma tarde descontraída de 19/10/2008:
E, na foto abaixo, Dino Franco e Ricardinho, na mesma tarde de 19/10/2008 em Rancharia-SP:
Clique nos links abaixo (do
YouTube)
e conheça um pouquinho do trabalho das Irmãs Franco e da nova Dupla "Dino Franco e Fandangueiro":
Irmãs Franco:
Marina e Marisa Franco, ensaiando a musica "Arraste" (Fátima Leão - Juraíldes Da Cruz), acompanhadas pelo Gauchito Do Acordeon, na residência de Dino Franco
em Rancharia-SP. Vídeo adicionado por Sérgio Rodrigues.
Dino Franco e Fandangueiro
interpretando e comentando o grande sucesso "Amargurado" (Dino Franco - Tião Carreiro), no Programa "Espaço Cultura" na TV Assembleia de Mato Grosso Do Sul.
Vídeo adicionado também por Sérgio Rodrigues.
Algumas composições de Dino Franco:
Abandono (Dino Franco - Fabiano)
A Cachaça E O Fumo (Dino Franco - Nhô Chico)
A Fuga (Nhô Chico - Dino Franco)
A Inflação E O Salário (Chrysóstomo - Dino Franco)
Altar da Natureza (Dino Franco - Anízio Antônio Moreira)
Amanhecer Divino (Tenente Wanderley - Dino Franco)
Amargurado (Dino Franco - Tião Carreiro)
A Moda Do Cachaceiro (Dino Franco - Nhô Chico)
Amor e Saudade (Dino Franco - José Milton Faleiros)
Amores Perdidos (Dino Franco - Tião Carreiro)
A Sementinha (Dino Franco - Itapuã)
As Três Namoradas (Dino Franco - José Fortuna)
Baile Na Fazenda (Dino Franco - Gauchito do Acordeon)
Bailinho do Matão (Dino Franco - Zé Maringá)
Berço De Deus (José Rico - Dino Franco)
Boiadeiro Da Saudade (Sebastião Ferraz - Dino Franco)
Brasil 85 (Dino Franco - Tenente Wanderley)
Caboclo Castiço (Ademar Braga - Dino Franco)
Caboclo Centenário (Dino Franco - Nhô Chico)
Caboclo De Sorte (Dino Franco - Tião Carreiro)
Caboclo Na Cidade (Dino Franco - Nhô Chico)
Caçada De Onça (David Vieira - Dino Franco)
Candidato Caipira (Nhô Chico - Dino Franco)
Canta Canta Pantaneira (Mário Zan - Dino Franco)
Capricho Do Destino (Dino Franco)
Casa Pobre (Dino Franco)
Céu de Mato Grosso (Dino Franco - Orlando Ribeiro)
Cheiro de Relva (Dino Franco - José Fortuna)
Cusco Do Pago (Dino Franco)
Derradeira Morada (Dino Franco)
Desencanto da Natureza (Alcino Alves Costa - Dino Franco)
Desesperado (Dino Franco - Tião Carreiro)
Eu, Boi e Boiada (Maciel Corrêa - Dino Franco)
Exemplo de Humildade (Dino Franco - Tião Carreiro)
Festança em Brasília (Dino Franco)
Festa Pantaneira (Mário Zan - Dino Franco)
Festa Paraguaia (Mário Zan - Dino Franco)
Filho De Ninguém (José Rico - Dino Franco)
Flor Do Campo (Dino Franco)
Flor Predileta (Dino Franco - Tertuliano Amarilla)
Foi Demais o que Fizeste Comigo (Dino Franco - Tertuliano Amarilha)
Fonte Dos Namorados (Dino Franco)
Fundão De Serra (Dino Franco - Cláudio Rodante)
Garoto do Pantanal (Dino Franco)
Grã Fino Na Roça (Dino Franco - Nhô Chico)
Grande Amor da Minha Vida (Ademar Braga - Dino Franco)
He He Goiás (Dino Franco)
Herói Do Brasil (Dino Franco - Oswaldo de Andrade)
Homem Descrente (Dino Franco - Aparecida Mello)
Ideal do Caboclo (Dino Franco - Ari Guardião)
Ida Sem Volta (Anízio Antônio Moreira - Dino Franco)
Inconfidência Mineira (Dino Franco - Oswaldo de Andrade)
Ingrata (Dino Franco)
Jóia Perdida (Dino Franco - Tenente Wanderley)
Juramento (Dino Franco)
Lavoura de Maconha (Dino Franco - Jesus Carlos)
Mágoa (Dino Franco - Zeca)
Manhã Do Nosso Adeus (Zé do Rancho - Dino Franco)
Manto Estrelado (Dino Franco - Tenente Wanderley)
Medo (Dino Franco - José Neves)
Mestiça Arisca De Laço (Dr. Alves Lima - Dino Franco)
Meu Amor É Todo Seu (Dino Franco)
Meu Erro (Dino Franco - Mococa)
Meu Passado (Dino Franco)
Meu Pequeno Itajobi (Dino Franco)
Meu Ranchinho (Sebastião Victor - Dino Franco)
Milagrosa Nossa Senhora (Tonico - Tinoco - Dino Franco)
Minha Infância (Dino Franco)
Minha Mensagem (Dino Franco - Nhô Chico)
Minha Vida, Minha Cruz (Dino Franco - Tião Carreiro)
Namoro Proibido (Dino Franco - Zezito)
Natal De Esperança (Dino Franco)
Natureza (Dino Franco)
Noites De Angústia (Dino Franco - Tião Carreiro)
Nossa Raiz (Dino Franco - Mouraí)
O Jeitinho Da Chica (Dino Franco)
Oração do Nosso Amor (Dino Franco - Lusmar)
Paineira Velha (Dino Franco - Juquinha)
Passos Na Calçada (Dino Franco)
Pedaço de Chão (Dino Franco - Décio Polônio)
Pescador de Ivaí (Dino Franco - Adolfinho)
Pinguinho de Gente (Dino Franco)
Pombinha Mensageira (Belmonte - Dino Franco)
Porto da Saudade (Ademar Braga - Dino Franco)
Por Que Me Deixaste (Dino Franco - Liu)
Pousada De Boiadeiro (Dino Franco - Tião Carreiro)
Presente de Deus (Aparecido Abel - Dino Franco)
Primeira Ilusão (Dino Franco)
Punhal Da Falsidade (Dino Franco - Tião Carreiro)
Quando A Saudade Machuca (Dino Franco)
Rebanho Brasileiro (Dino Franco - Julio Paiva)
Regresso (Dino Franco)
Rei Da Capa (Dino Franco)
Retrato Do Boi Soberano (Dino Franco)
Santa Helena De Goiás (Liu - Dino Franco)
Serra Molhada (Dino Franco - Waldemar Reis)
Sertão, Viola e Amor (Alcino Alves Costa - Dino Franco)
Sopro de Brisa (Dino Franco - Tenente Wanderley)
Temporal de Lágrimas (Dino Franco - Fandangueiro)
Travessia Do Araguaia (Dino Franco - Décio dos Santos)
Trova Campeira (Jorge Neves - Cândido - Dino Franco)
Um Pouco De Minha Vida (Dino Franco)
Velhas Ruínas (Tenente Wanderley - Dino Franco)
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Elpídio dos Santos:

Elpídio dos Santos nasceu em
São Luiz do Paraitinga-SP,
em 14/01/1909 e faleceu a 03/09/1970. Filho de Benedito Alves que era maestro da Banda Santa
Cecília, na mesma cidade, foi nesse ambiente “saudavelmente contaminado pela música”, que
Elpídio dos Santos passou a infância, a adolescência e o início de sua juventude e descobriu
o gosto pelas harmonias, ritmos e melodias.
Elpídio trabalhou como apontador de jogo do bicho, funcionário de cartório e bancário. A Arte
Musical, porém, já estava incorporada à sua vida. Elegeu o Violão como seu instrumento
preferido, apesar de também tocar com destreza outros instrumentos de cordas e também de
sopro.
Foi também em São Luiz do Paraitinga que Elpídio conheceu
Amácio Mazzaropi,
que não era até então conhecido pelo grande público e que viera se apresentar num circo. Depois
do primeiro espetáculo, Elpídio dos Santos tocou Violão a noite inteira e, a partir dali,
ficaram amigos até a morte. Quando
Mazzaropi
começou a produzir seus filmes, chamou Elpídio para encarregar-se das trilhas sonoras. Elpídio
foi realmente o compositor preferido de
Mazzaropi,
e era sempre convidado para criar as músicas específicas para cada filme, muitas das quais eram
cantadas pelo próprio
Mazzaropi.
Casado com Cinira Pereira dos Santos, mudou-se para São Paulo, para onde havia sido transferido
pelo banco onde trabalhava. Mesmo trabalhando em período integral, não parou de compor nem de
dar aulas de Violão. Em São Paulo, estudou na Escola Paulista de Canto Orfeônico.
Elpídio faleceu em 03/09/1970, deixando mais de mil composições as quais são preservadas e
divulgadas pelos seus filhos, que também são responsáveis pelo Grupo Paranga, que vem fazendo
um importante trabalho de resgate da produção musical do Vale do Paraíba.
Elpídio teve diversas composições gravadas não só pelo
Mazzaropi,
mas também por intérpretes consagrados tais como
Cascatinha e Inhana,
Titulares do Ritmo,
Irmãs Galvão,
Tonico e Tinoco,
Sérgio Reis,
Almir Sater e
Pena Branca e Xavantinho, dentre outros.
Algumas composições de Elpídio dos Santos:
Alma Solitária (Elpídio dos Santos)
A Mulher do Canoeiro (Elpídio dos Santos - Anacleto Rosas Jr.)
Ave-Maria do Sertão (Elpídio dos Santos - Pádua Muniz)
Cai Sereno (Rama Da Mandioquinha) (Conde - Elpídio dos Santos)
Coração De Mineiro (Elpídio dos Santos - Zé Pagão)
Despertar Do Sertão - (Elpidío dos Santos - Pádua Muniz)
Dona Do Salão (Elpídio dos Santos - Conde)
Dor Da Saudade (Elpídio dos Santos)
Fogo no Rancho (Elpídio dos Santos – Anacleto Rosas Jr.)
Ingratidão (Elpídio dos Santos)
Jeca Magoado (Elpídio dos Santos)
Lamparina Do Nordeste (Elpídio dos Santos)
Longe Dos Olhos (Armando Neves - Elpídio dos Santos)
Me Leva (Priminho - Elpídio dos Santos)
Menina De Escola (Elpídio dos Santos)
Meu Burrinho (Elpídio dos Santos)
Não Vá (Elpídio dos Santos - Pininha)
O Lingüiceiro (Elpídio dos Santos)
Recordando Minha Terra (Bruno Linhares - Elpídio Medeiros)
Rede De Tabôa (Elpídio dos Santos)
Sopro Do Vento (Elpídio dos Santos)
Você Vai Gostar (Lá no Pé de Serra) (Elpídio dos Santos)
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Ely Camargo:
"No Brasil, entre esses raros artistas dedicados à tarefa de levar o canto das grandes
camadas à gente tão desinformada das cidades, está a cantora Ely Camargo. Desde seu
primeiro LP - muito significativamente intitulado "Canções de Minha Terra" - o que Ely
Camargo tem feito, e agora confirma neste CD que todos teremos prazer em ouvir, é exatamente
isto: fazer cantar por sua voz, tão cheia de emoção, de sonoridade, a voz anônima do povo
que, apesar de tudo, canta e traduz no seu canto a alma da própria terra."
(comentário de José Ramos Tinhorão no texto do encarte do CD
"Cantigas do Povo - Água da Fonte",
lançado pelas
"Paulinas Comep - Edições Paulinas"
- CD 12235-1 de 1999).
A Música Folclórica do Estado de Goiás não poderá jamais ser citada sem incluir o nome de sua
maior representante que é a Folclorista Ely Camargo.
Cantora, Pesquisadora de Folclore, Violonista, Professora e Farmacêutica, Ely Camargo é uma das
principais intérpretes do riquíssimo Folclore Brasileiro. Nasceu no dia 12/02/1930 na cidade de
Goiás-GO (a antiga e histórica capital do Estado, também conhecida como "Goyaz Velho", que
também é a cidade natal da Cora Coralina!) e é filha de Joaquim Edison Camargo (1900-1966) que
foi Maestro da Orquestra Sinfônica de Goiânia-GO.
Durante a infância cantou em coros de Igreja. Foi integrante em 1960 do Trio Guairá de Goiânia
e em 1961 e 1962, apresentou-se na Rádio Brasil Central de Goiânia-GO em programa que era
por ela produzido e que também era retransmitido em Brasília pela Rádio e TV Nacional.
Em 1962, passou a morar na Capital Paulista onde assinou seu primeiro contrato com a
extinta TV Tupi e, no mesmo ano, gravou o já mencionado LP "Canções da Minha Terra"
pela gravadora Chantecler.
Em 1964, gravou o LP "Folclore do Brasil" no qual interpretou Cantos de Trabalho nas Plantações
de Arroz, de São João da Boa Vista-SP, e também um Canto de Ferreiro, de Botucatu-SP.
Pesquisando folclore, reuniu enorme e riquíssimo acervo que Ely coletou em viagens pelo
Norte e Nordeste.

Além de alguns "compactos", Ely Camargo gravou cerca de 15 LP's, alguns dos quais foram lançados
também em países como África do Sul, Alemanha, Itália e Portugal.
Integrou também o Conselho da Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia-GO e, na Rádio da
Universidade Federal de Goiás, Ely Camargo apresentou os programas "Brasil de Canto a Canto",
"Eli Camargo Convida" e "Alma Brasileira".
Em 1978 lançou pela gravadora Chantecler/Alvorada o LP "Minha Terra", o qual foi bastante
elogiado por José Ramos Tinhorão no Jornal do Brasil.
Um dos maiores sucessos de Ely Camargo como compositora foi sem dúvida "O Menino e o Circo",
que ficou conhecida nas belíssimas vozes de
Cascatinha e Inhana,
gravação que está presente na 15ª faixa do CD "Meio Século de Música Sertaneja - Volume 02" da
BMG (gravação original RCA).

No final dos anos 1990, Ely Camargo passou a trabalhar na Secretária Municipal de Cultura de
Goiânia-GO. Seus trabalhos mais recentes são os CD's
"Cantigas do Povo - Água da Fonte"
(que conta com a participação especial da Banda de Pífanos de Caruaru e de um Coral regido
por Sérgio Vasconcellos Corrêa), lançado em 1999 pelas "Edições Paulinas" e "Lembranças de
Goyaz", um "disco-tributo" que Ely gravou em 2001 por ocasião do centenário de nascimento
de seu pai.
Não podemos nos esquecer, no entanto, dos diversos LPs que Ely Camargo gravou, os quais esperamos
que sejam remasterizados e lançados em CD o mais breve possível, dada a importância fundamental
da compositora para o Riquíssimo Folclore Brasileiro!
Algumas composições de Ely Camargo:
Bendito de Santa Luzia (Juazeiro do Norte-CE - temas recolhidos e adaptados por Ely Camargo)
Cantiga de Mendiga (Palmeira dos Índios-AL - temas recolhidos e adaptados por Ely Camargo)
Deus Te Salve A Casa Santa (Goiás-GO - temas recolhidos e adaptados por Ely Camargo)
O Menino e o Circo (Ely Camargo)
Reizado (Ely Camargo)
Pastorinhas (Pirenópilis-GO - temas recolhidos e adaptados por Ely Camargo)
Puxada do Mastro de São Sebastião (Ilhéus-BA - temas recolhidos e adaptados por Ely Camargo)
Que Noite Tão Bonita (Nova Resende-MG - temas recolhidos e adaptados por Ely Camargo)
Reizado (Ely Camargo)
Reizado de Alagoas (Maceió-AL - temas recolhidos e adaptados por Ely Camargo)
Santos Reis (recolhido e adaptado por Ely Camargo)
25 de Dezembro (Goiás-GO - temas recolhidos e adaptados por Ely Camargo)
Para Contato:
(62) 215-5176
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Genésio Tocantins:

Genésio Sampaio Filho é Compositor e também Cantador, nascido em Goiatins-TO, à beira do Rio
Tocantins onde, com seu pai (Genésio Sampaio Rodrigues que era lavrador, trovador e
cordelista), aprendera a entoar os primeiros versos nas feiras locais.
Quanto a essas feiras, Genésio, por sinal, considera-as importantíssimas para a Cultura
Popular, já que, segundo ele,
"... sua inspiração musical vem de um Universo Cultural
formado pela convivência com artistas populares, repentistas e cantadores, que fazem das
feiras uma explosão de Cultura Popular, apresentada por diferentes linguagens”.
Ainda menino, Genésio seguiu,
"no lombo de animais", rumo a Araguaína-TO, às margens da
rodovia Belém-Brasília, numa comitiva com mais de vinte famílias que seus pais haviam
organizado. E foi nessa cidade que Genésio começou seus estudos básicos, continuando-os
mais tarde em Ceres-GO.

Aprendeu sozinho o toque do Violão; desde criança, estava decidido e queria ser artista.
Quanto ao seu gosto musical, Genésio o atribui à sua mãe, pois ela o levava com freqüência
às Rodas de Folias, onde ele ouvia as Rezas, os Benditos, os Cantos do Divino e, como não
poderia deixar de ser, o Forró, que sempre acontecia após as Orações...
Genésio Tocantins iniciou sua carreira artística participando de diversos festivais regionais
e também por todo o Brasil. Dentre os prêmios conquistados, destaca-se o Prêmio Sharp de 1989 e
o Prêmio Fiat de 1990.
E foi no "Festival Novos Talentos", com início em Março de 2000, que Genésio Tocantins,
defendeu a famosíssima composição de
Juraíldes da Cruz
"Nóis É Jeca Mais é Jóia", em ritmo de Forró, que é uma crítica bem humorada a certos
preconceitos que muita gente tem com relação ao Caipira e ao seu linguajar. O compositor
Juraíldes da Cruz
também havia ganho o Prêmio Sharp com essa composição em 1997.
No mesmo ano de 2000, Genésio foi classificado para as eliminatórias do Festival da Música
Brasileira promovido pela Rede Globo, do qual participou com sua composição "Baião Internauta",
feita em parceria com Beirão.
Como compositor, Genésio Tocantins possui composições em parceria com
Juraíldes da Cruz,
Braguinha Barroso, Wanda D'Almeida, Hamilton Carneiro, João Gomes, Beirão, Salgado Maranhão e
Telma Tavares.
E, como intérprete, Genésio gravou em 1988 o seu primeiro disco, o LP "Rela Bucho", pela
RGE (hoje Som Livre), disco esse que lhe conferiu no ano seguinte II Prêmio Sharp de Música,
ocasião na qual recebeu o Troféu Ano Dorival Caymmi na categoria Revelação da Música
Regional Brasileira.
Genésio também gravou os CD's "U-Cantante", pela Gravadora Mercosom e "Brasis - As Canções e o
Povo", pela Gravadora Brasis, além de um "single" que contém a famosa composição humorística de
Juraíldes da Cruz
"Nóis É Jeca Mais É Jóia", já mencionada logo acima.
Genésio também gravou algumas músicas junto a excelentes intérpretes tais como Fagner,
Pena Branca e Xavantinho e
Rolando Boldrin,
entre outros.

O trabalho musical de Genésio Tocantins, no entanto, não consiste apenas em compor e
interpretar. Também é apaixonado pela pesquisa e produção musical. Para a FIETO - Federação
das Indústrias do Tocantins, Genésio é personagem fundamental para a conservação e divulgação
da Riqueza Cultural de seu povo, guardada na memória e nos sentimentos da gente de sua terra.