Nessa página será mostrado um pouquinho de um trabalho muito interessante que vem sendo feito
pela nossa Música Caipira Raiz, por músicos que "nem sempre cantam", mas tocam em solo de
forma virtuosística a tradicional Viola Caipira.
Como se sabe, a Viola foi trazida para o Brasil pelos Colonizadores Portugueses oriundos de
diversas regiões, principalmente do Norte de Portugal; a partir do Litoral Brasileiro, as
Violas foram seguindo rumo ao Interior e se espalhando por todo o país.
A Viola era na
época o instrumento musical mais popular em Portugal com diferentes estilos regionais para
o instrumento, sem fugir, no entanto, do seu padrão típico.
Aliás também herdamos de Portugal
o culto ao São Gonçalo do Amarante (desde 1551), "Protetor dos Violeiros" que tocava e dançava
com as prostitutas, para que elas não pecassem. Por esse motivo, São Gonçalo é reverenciado
com danças tanto em Portugal como também no Brasil que herdou a tradição.
E, conforme o Apreciador já observou, é muito comum que o Violeiro tenha as famosas
fitinhas coloridas amarradas no braço do tradicional instrumento musical caipira raiz.
Suas cores possuem significado de acordo com as tradicionais Folias de Reis que acontecem no
mês de Janeiro em diversas regiões do Brasil. A Fita
Branca
representa Jesus, enquanto que a
Cor-De-Rosa
representa José e a
Azul
representa Maria, ao passo que os Três Reis Magos são
representados pelas Fitas
Amarela
(Belchior),
Vermelha
(Baltazar) e
Verde
(Gaspar).
E, caso seja observada a existência de uma fita
preta
, essa representa o "coisa ruim", com o qual o violeiro pode ter feito o famoso pacto... No
entanto, diversos excelentes Violeiros, tais como
Chico Lobo
e também o "Cumpadre"
Luiz Viola
(foto à direita) de Bauru-SP não têm a fita preta em sua Viola Caipira!! Aliás, quero convidar
o Apreciador a visitar freqüentemente o
Blog do Violeiro,
que é desenvolvido por Luiz Viola e contém informações preciosas sobre a Viola e a Cultura
Caipira!!
Naturalmente que não poderemos jamais falar em Solistas de Viola sem mencionar
Tião Carreiro
pois foi ele que, em 1976, numa iniciativa corajosa para a época, gravou pela primeira vez no
Brasil um disco onde predominam solos de viola tendo pouquíssimas músicas cantadas.
Além do "É Isto Que O Povo Quer", de 1976, Tião Carreiro também gravou o LP "Em Solo de Viola
Caipira", em 1979, e os dois LP's foram lançados no CD "Tião Carreiro - Dose Dupla - Volume 2"
pela Warner Music, em 1995.
Também não podemos jamais deixar de mencionar o Pantaneiro
Almir Sater
também excelente Solista de Viola que aprendeu parte de sua técnica com o próprio Tião Carreiro.
Tanto
Tião Carreiro
como
Almir Sater
têm páginas e eles dedicadas nesse site. Existem tambem
grandes músicos, alguns dos quais de "formação erudita" que desenvolveram de tal forma a técnica
da Viola, mantendo, no entanto, o sentimento Raiz do Interior que enriquecem nossa Música Caipira
Raiz e merecem muito mais do que esta página a eles dedicada!
Conheça um pouquinho da obra de grandes "Solistas de Viola":
Adauto Santos
Adelmo Arcoverde
Braz da Viola
Enúbio Queiroz
Fernando Caselato
Fernando Deghi
Fernando Sodré
Gedeão da Viola
Helena Meireles
Índio Cachoeira
Ivan Vilela
Junior da Violla
Luciano Queiroz
Marcus Biancardini
Mazinho Quevedo
Nestor da Viola
Neto Stefani
Paulo Freire
Renato Andrade
Roberto Corrêa
Rodrigo Delage
Zeca Collares
Zé Coco Do Riachão
E, para saber mais sobre a Viola Caipira,
Clique aqui
e visite o
Site de Paulo Moura Castro
na página do mesmo dedicada à Viola Caipira num artigo do
Professor Alceu Maynard de Araújo publicado em artigos, na Revista Sertaneja Nºs. 4, 5, 6, 7, 8, 9, 13 e 14, de
Julho de 1958 a Maio de de 1959. Temos, nessa página, um verdadeiro tratado sobre o
tradicional instrumento da Música Caipira Raiz.
Vamos então aos resumos biográficos de alguns excelentes Solistas de Viola:
Adauto Santos:
"Considero Adauto Santos o maior compositor do gênero nos dias de hoje. E o que dizer da
voz? É aquela que vai lá dentro do coração despertar tudo o que andava adormecido na gente.
É mesmo uma voz de anjo bom. Adauto, você é um filme precioso que precisamos revelar com
todas as cores para o mundo". (
Inezita Barroso).
Adauto Antonio dos Santos foi Cantor, Compositor, Violonista e Violeiro, tendo sido
excelente solista no tradicional instrumento da Música Caipira. Nasceu em Bernardino de Campos-SP
no dia 22/04/1940 (algumas fontes bibliográficas dizem que Adauto nasceu em São Bernardo do Campo-SP) e faleceu em São Paulo no dia 22/02/1999.
Paulista criado em Londrina-PR, está entre os "símbolos da resistência dentro da Música
Caipira Raiz, ao lado de Renato Andrade, Zé Mulato e Cassiano, Almir Sater, Pena Branca e
Roberto Corrêa, apenas para citar alguns.
Adauto Santos situa-se entre as maiores preciosidades de Voz e Viola do Brasil. Foi na cidade
de Londrina-PR, onde se criou, que iniciou sua carreira artística cantando ao lado de sua
irmã com quem formou o "Duo Havaí", que venceu inclusive o Festival Roda de Violeiros, do
Capitão Furtado,
naquela cidade, tendo gravado nessa época o seu primeiro disco.
Em 1962, Adauto mudou-se para São Paulo, e passou a cantar na Noite Paulistana. Além de sua
bela e afinadíssima voz, foi aos poucos introduzindo o toque da Viola Caipira em suas
interpretações, o que chamou a atenção de muita gente, inclusive de clientes estrangeiros
hospedados nos hotéis da Capital Paulista. Durante vários anos, apresentou-se no Jogral,
renomado bar paulistano onde tocava Viola.
Em suas apresentações, mostrava um repertório eclético, misturando obras de compositores
como
João Pacífico,
Milton Nascimento, Mário Lago e
Rolando Boldrin,
além de suas próprias
composições. Mesclando a "Fina Flor da MPB" com a Música Caipira, o efeito tomou um caráter
positivo e, aos poucos foi conquistando espaço no rádio, na TV e nos jornais, apesar de ter
sido de modo bastante limitado, muito aquém do verdadeiro talento de Adauto. Segundo ele
próprio, seu trabalho "foi sempre muito artesanal com muito suor e pouco
reconhecimento".
Suas primeiras composições foram gravadas em 1963 pelo grupo "Os Amantes do Luar", que
interpretou o bolero "Não Me Esquecerei de Ti" e o rasqueado "Deita Em Meus Braços".
Participou algumas vezes do inesquecível programa "Som Brasil" apresentado por
Rolando Boldrin
na Rede Globo aos Domingos pela manhã, no início da década de 80, ocasião na qual
o nome de Adauto Santos e seu trabalho começaram a ganhar projeção nacional.
Sua primeira composição que realmente marcou foi, sem dúvida "Triste Berrante", que fez
parte da trilha sonora da novela Pantanal da extinta TV Manchete e também foi gravada por
excelentes duplas caipiras a exemplo de Pena Branca e Xavantinho. E como compositor, teve
como parceiros "feras" da MPB, tais como Mário Lago, Paulo Vazolini, Eduardo Gudin e João
Pacífico, com quem compôs "Juca", "Vontade de Voltar" e "Homenagem da Montanha", entre
outras.
Seu primeiro disco foi "Triste Berrante" e o último foi "Tocador de Vida e Viola", gravado
em 1997 pela gravadora do CPC/UMES, o qual foi indicado para o Prêmio Sharp de Música
Regional daquele ano. Merecem destaque também os CDs “Adauto Santos: Brasil Viola” e
“Varanda Sertaneja”, lançados pela Brasis / Movieplay. No CD "Brasil Viola" (acima e à direita),
Adauto apresenta
11 das 14 faixas em excelente solo de Viola: são verdadeiros Clássicos Caipiras tais como
"Recordação" (Nenete - Goiá), "Pagode" (Tião Carreiro - Carreirinho) e "Mágoa de Boiadeiro"
(Índio Vago - Nonô Basílio), além de clássicos da MPB de "Inspiração Rural", tais como
"No Rancho Fundo" (Ary Barroso - Lamartine Babo) e "Ponteio" (Edu Lobo - Capinam).
No mesmo CD, além dos solos de Viola, Adauto também mostrou sua belíssima voz em
"Flor do Cafezal" (Luíz Carlos Paraná), "Doce de Cidra" (João Pacífico) e "Cantiga À
Moda Mineira" (Raymundo Prates).
Em 1980, Adauto Santos participou da trilha sonora do filme "Cabocla Tereza".
Faleceu com 58 anos no dia 22/02/1999. No dia anterior à sua morte, ele deixou gravada uma participação na composição "Rosa" (Pixinguinha), que faz parte do CD "Mulheres em Pixinguinha", lançado pela gravadora do CPC-Umes.
Segundo Paulo Vanzolini, "Adauto representa um marco na manutenção da integridade de nossas tradições musicais, caipiras e talvez acanhadas, mas com personalidade máscula e duradoura".
"Amigo Adauto Santos, todos os Santos estão orando por você". (
João Pacífico
- parceiro e amigo).
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Adelmo Arcoverde:

Adelmo de Oliveira Arcoverde, excelente Violeiro, também formado em Direito, nasceu em Serra
Talhada-PE em 31/07/1955.
Pode-se dizer que seu primeiro contato com a Viola foi graças à sua vó, que ouvia os Repentistas
Nordestinos nos programas de rádio da região, na época em que Adelmo tinha apenas 5 anos de
idade.
Com 13 anos Adelmo começou a tocar, com a influência dos programas de Jovem Guarda que eram
mostrados na época nos programas de TV.
E quando contava 17 anos foi que adquiriu uma Viola Dinâmica de Repentista de marca Del Vecchio
e passou a se dedicar ao Solo do Tradicional Instrumento Musical. Foi então que Adelmo formou
um grupo de Música Regional, tendo aprendido a "afinação dos Repentistas" com um colega de
Juazeiro-BA. Adelmo também compôs nessa época "Dança da Morte" e "Morte do Valente".
No ano de 1962, Adelmo, juntamente com a família, trocou Serra Talhada-PE por Nazaré da Mata-PE,
cidade onde passou a ouvir verdadeiros nomes da nossa riquíssima Música Regional, tais como o
"Quinteto Violado" e a "Banda Pau E Corda". Adelmo, por sinal, fez parte da "Banda Pau e Corda"
durante 5 anos.
Em 1981 Adelmo trocou Nazaré da Mata-PE por Recife-PE, onde, a convite do Maestro Cussy de
Almeida, passou a tocar na Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco, grupo por ele criado
na década de 1980, e que combinou três Violas Sertanejas com três Bandolins, Cavaquinho,
Violão, Percussão e Contrabaixo. Foi também nessa época, na Capital Pernambucana, que Adelmo
passou a estudar Música, já que, até então, a sua formação era "de ouvido". De acordo com o
próprio Adelmo
"... eu não sabia ler Música e passei a estudar. Em 6 meses já estava lendo.
Foi inclusive nessa época que comecei a usar a Viola de 10 Cordas".
Na Capital Pernambucana, com sua incrível versatilidade, Adelmo Arcoverde também conquistou
diversos prêmios em Festivais como Arranjador, Compositor e Instrumentista.
Adelmo conhece a Cultura Nordestina e, segundo ele, existem diferenças entre as Regiões Nordeste
e Sudeste, não apenas nos tipos de modelos de Violas e suas respectivas afinações, mas também no
que inspira o Músico a compor os temas. Para Adelmo, o Violeiro Caipira é mais romântico no modo
de compor, colocando em sua Música os temas do campo, da natureza, da roça. Por outro lado, o
que mais inspira o Violeiro Nordestino (em outras palavras, o "mote") é a seca, a miséria e a
violência da região.
Foi num Encontro de Violeiros do Brasil que Adelmo conheceu
Roberto Correa
com quem aprendeu a afinação "Rio Abaixo", na qual também passou a compor. Adelmo é defensor
Nº. 1 desses encontros, em vista das riquíssimas diversidades aqui encontradas.

Apesar de mais de 35 anos de carreira, Adelmo não gravou ainda um "Disco-Solo", tendo tido
apenas participações especiais em alguns CD's como por exemplo o excelente "Ao Capitão Furtado -
Marvada Viola", lançado em LP em 1986 e, para nossa felicidade, remasterizado em CD em 1997 pela
Atração Fonográfica,
fazendo parte da Série "Acervo FUNARTE - Música Brasileira" e com participação de Sivuca,
Rolando Boldrin,
Roberto Corrêa,
João Lyra e
Zé Mulato e Cassiano.
Nesse CD, Adelmo Arcoverde, solando a Viola, interpreta "Disparada" (Geraldo Azevedo - Théo de
Barros), "No Quintal do Matuto" (João Lyra) e "Três Histórias" (João Lyra - Ivanildo Maciel),
ao lado de excelentes Violonistas do quilate de João Lyra, Maurício Carrilho e João de Aquino!

Adelmo Arcoverde participa também do CD "Violeiros do Brasil" (um excelente trabalho da
gravadora
Núcleo Contemporâneo,
gravado ao vivo no Teatro SESC-Pompéia em São Paulo-SP, em Agosto de 1997), com a música
"Antônio Conselheiro e o Arraial do Bom Jesus" (Adelmo Arcoverde). Além de Adelmo, também
participam desse CD, dentre outros, excelente Violeiros tais como
Almir Sater,
Roberto Corrêa,
Paulo Freire,
Renato Andrade,
Passoca e
Zé Coco do Riachão,
além da excelente dupla
Zé Mulato e Cassiano.
Religiosidade e Espiritualidade também influenciam bastante as composições de Adelmo Arcoverde.
Sobre a afinação "Rio Abaixo" que, segundo o Folclore, teria ligação com o "coisa ruim", Adelmo
menciona que o "dito cujo" é
"...plagiador e mentiroso, que ele pega as coisas feitas por
Deus e fala que é dele; portanto, essa afinação não seria do diabo, mas sim, de Deus".
Violeiro Nordestino, não apenas pelo tipo de Viola que toca, ou também pela Região onde nasceu,
mas também por defender com unhas e dentes a Cultura e a Música Nordestina, Adelmo considera que
"...a Viola Nordestina não está sendo valorizada e o Violeiro Repentista deve aprimorar seus
conhecimentos sobre a Viola para preservar essa Cultura".
Além de ser um dos raríssimos Compositores e Solistas de Viola Caipira no Nordeste, Adelmo
Arcoverde também leciona Violão e Viola no Conservatório Pernambucano de Musica. E, sendo
Advogado, pode-se dizer que Adelmo também conhece bem "as Leis da Viola" usada na Região
Nordeste!
Foi bastante difícil encontrar dados para a elaboração do resumo biográfico desse excelente
Violeiro que há bastante tempo eu desejava "embarcar nesse trem". Além do
Dicionário de MPB Ricardo Cravo Albin,
quero aqui cumprimentar também o Pinho, Editor da excelente
Revista Viola Caipira
que publicou uma excelente matéria sobre Adelmo Arcoverde, na Edição Nº. 05 de Janeiro/Fevereiro
de 2004, com texto de Geovana Jardim e Maria Carolina Coelho, além das fotos de Angélica Del
Nery, que aqui também aparecem.
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Braz da Viola:

Braz Roberto da Costa é Violeiro, Regente, Professor e Luthier: Nasceu em 1961 em
Consolação-MG e, em 1965, mudou-se juntamente com os pais para São José dos Campos, no Vale do
Paraíba, no Estado de São Paulo.
Seu pai era operário e, como tal, antes de sair para o trabalho, ouvia no rádio a Música
Caipira Raiz na voz dos Cantadores e Violeiros da época. Sem saber, Braz já estava assimilando
canções, ritmos e instrumentos que definiriam seu futuro e explodiriam mais tarde através da
Viola Caipira.
Em visitas a seus parentes em Paraisópolis–MG, Braz conheceu melhor o tio, Braz Aparecido, que
era radialista e compositor e que teve inclusive músicas gravadas por “Tonico e Tinoco”, “Vieira e
Vieirinha” e “Liu e Léu” as quais eram ouvidas no rádio por Braz da Viola e seu pai.
Foi aos 15 anos que Braz aprendeu a tocar violão e, como estava crescendo em “Cidade
Desenvolvida”, tocava o que acontecia na MPB daquele momento. Aos 18 anos, porém, acampando numa
praia de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, ouviu de longe uma "cantoria estranha"
que "de alguma forma o envolveu". Ao se aproximar da cantoria ficou ali, ouvindo até acabar, sem
saber que se tratava de uma Folia de Reis.
Em 1989, Braz estudava música com o Professor Jorge Luis em São José dos Campos-SP e, por
curiosidade comprou uma Viola Caipira. Ao procurar saber da afinação e técnicas para tocar
o instrumento, deparou-se com um Brasil que não conhecia, com as canções que ouvia no rádio
quando menino e com a Folia de Reis que tanto o havia envolvido.
Encantado com o som do instrumento e com as tradições com que se deparou, tentou passar para
a Viola tudo que já sabia no Violão, o que não funcionava, pois, na verdade, Violão é Violão
e Viola é Viola.
Em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, foi que conheceu o músico Dino Barioni, Violeiro
que foi seu Mestre e com quem aprendeu os ritmos e teve base para as técnicas que veio a
desenvolver.
Desenvolveu métodos próprios de ensino, que foram editados em forma de livros, CD's e
Vídeo-Aulas. Ministrou “oficinas”, no projeto "Violeiros do Brasil" no SESC-Pompéia em
São Paulo e nos SESC’s de Catanduva-SP, São Carlos-SP, Bauru-SP, Ribeirão Preto-SP e São
José do Rio Preto-SP. Ministrou oficinas também em Londrina-PR, Itamonte-MG e, dentro do
“Festivale” no Vale do Jequitinhonha em Bocaiúva-MG e Montes Claros-MG. Em 1990, começou
a lecionar Viola no SESC de São José dos Campos-SP e, no ano seguinte, fundou com seus alunos
a Orquestra de Viola Caipira na mesma cidade, com o objetivo de divulgar e popularizar a Viola
e também de formar e agrupar violeiros.
Desenvolveu trabalho semelhante em Londrina-PR com a "Orquestra Viola de Coité" desde Agosto
de 1999. Fundou, também em 1999 o grupo "Viola Serena" em Itamonte-MG.
Sua principal preocupação era sistematizar o ensino da Viola Caipira no Brasil, para que se
formassem escolas com técnicas específicas para o instrumento. Publicou inclusive dois
métodos de aprendizado, "A Viola Caipira - Técnicas de Ponteio" e "Manual do Violeiro".
Aprendeu o ofício de Luthier com Renato Vieira, também Luthier e proprietário da fábrica de
violas “XADREZ” de Catanduva-SP. Implantou em 1994, duas oficinas de construção em São José
dos Campos-SP e uma oficina em São Francisco Xavier-SP, além de ter ministrado oficinas de
construção em diversas cidades do Interior de Paulista. Atualmente constrói em oficina
própria a Viola de Cocho, que é um instrumento típico do Pantanal Matogrossense. As Violas
de Cocho de sua fabricação vêm sendo tocadas por renomados Violeiros como Paulo Freire,
Pereira da Viola, Passoca e a Orquestra de Viola Caipira de Londrina, entre outros. Além
de fabricar o tradicional instrumento, Braz também ensina desde a confecção da forma até
a marchetaria, na mesma seqüência que lhe foi ensinada por Renato Vieira.

Braz participou também de projetos importantes como "Instrumental SESC Brasil", "Balaio Brasil",
"Música do Brasil" (produzido por Hermano Vianna para a Abril Cultural), "Brasil 500" (da
Fundação Roberto Marinho), "Viola Brasileira" (do Centro Cultural do Banco do Brasil no Rio
de Janeiro), e também do projeto "Violeiros do Brasil" (que incluiu um memorável show gravado
ao vivo no SESC Pompéia em São Paulo, editado em CD (foto da capa acima e à direita), além
de uma série de programas exibidos pela TV Cultura).

Merece destaque o CD “Feito na Roça” (foto da capa à direita), o qual tive recentemente a
felicidade de adquirir, em contato com o próprio Braz da Viola. Este CD conta também com a
participação especial de
Zé Mulato e Cassiano,
Inezita Barroso,
Pereira da Viola e
Paulo Freire,
entre outros, juntamente com a excelente Orquestra de Viola Caipira regida por
Braz da Viola.
A idéia deste CD, como o próprio Braz da Viola menciona no encarte, foi a gravação da
Viola Caipira em seu ambiente natural. Foram três dias em contato com a natureza (24, 25 e
26/04/1998) no Sítio Santa Tereza na Serra da Mantiqueira em São José dos Campos-SP, que
produziram este excelente disco gravado ao ar livre.
Braz da Viola tem divulgado o seu trabalho na TV em programas como o do Jô Soares e
o “Viola Minha Viola”, entre outros.
Tem se apresentado também pelo Brasil juntamente com intérpretes e compositores renomados
tais como Paulo Freire, Roberto Corrêa, Ivan Vilela, Pereira da Viola, Renato Andrade,
Inezita Barroso, Zé Mulato e Cassiano, apenas para citar alguns.
Bráz atualmente leciona em sua residência, em São José dos Campos e a Orquestra de Viola
Caipira tornou-se um grupo independente que continua trabalhando com a mesma paixão com o
intuito de popularizar cada vez mais o tão tradicional Instrumento Musical de Nossa Terra
e Nossa Gente.
Clique aqui,
"toque as cordas da viola com o mouse" e conheça o novo site de
Braz da Viola, o qual nos apresenta uma biografia mais completa escrita por ele próprio,
bem como informações sobre os atuais cursos que ele mesmo ministra em São José dos Campos-SP.
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Enúbio Queiroz:

Enúbio Divino de Queiróz: esse exímio Violeiro, Compositor, Professor de Viola Caipira e, que,
além de tudo isso, toca também o Violão e o Cavaquinho, nasceu na Fazenda Barreiro, no Município
de Iturama-MG, numa Segunda-Feira, 01/10/1953, às 05:15 da manhã.
Filho de Aparecida de Souza Queiroz e Rodolfo Ferreira de Queiroz, Enúbio foi criado na roça,
onde trabalhou na lavoura e na lida de gado, juntamente com seu pai. Seu interesse pela Viola
Caipira surgiu ainda na infância, já que seu pai também tocava o tradicional Instrumento Musical
Caipira Raiz.
Enúbio teve um Cavaquinho como seu primeiro Instrumento Musical, o qual aprendeu a tocar
com Otaviano Francisco da Silva, o Baiano. Mais tarde, além de algumas aulas de Canto, estudou
também o Violão Clássico, tendo se formado no Conservatório Renato Fratesh na cidade de
Uberaba-MG. Enúbio estudou também no Conservatório Carlos Gomes na cidade de São José do Rio
Preto-SP, na Academia Santa Cecília, em Goiânia-GO e na Academia de Música de Osasco-SP. No
Estado de São Paulo, Enúbio também teve aulas com o Violonista e Professor Paulo Barreiros.
Ainda bem jovem, Enúbio começou a tocar profissionalmente, acompanhando ao Cavaquinho alguns
conjuntos de Forró em bailes de fazenda pelo Interior das Minas Gerais, recebendo então os
primeiros cachês, com força de vontade, segurando a barra até o sol raiar...
De acordo com Romildo Sant' Anna (Pesquisador de Cultura Popular Brasileira e Professor de
História da Arte da UNESP - São José do Rio Preto-SP), no encarte do CD "Viola Refinada" (ver
mais detalhes sobre o mesmo logo abaixo), Enúbio Queiroz
"foi beber na mesma fonte dos
antigos jograis e menestréis da Idade Média Européia, época e lugar em que a Vihuela de Mano
embalava o imaginário coletivo, adornando cantares trovadorescos e as pequenas gestas
romanceadas (...) Enúbio registra (...) a sua Arte da Viola, instrumento musical submetido ao
mais severo de todos os críticos de arte: o filtro do tempo. Tecnicamente muito refinado, o
tinir rasqueado e dedilhado da Viola abrange os variados campos harmônicos, dos médios aos
agudos, como se fosse o entoar de uma dupla de cantadores (...) Enúbio nunca esquece a cor do
chão, a exuberância tropical de nossas matas, o cântico dos aboios de vaqueiros, tropeiros e
carreiros do sertão. Por isto, o choramingo de um carroção de bois, no virtuosismo instrumental
de Enúbio, acaba expressando o sensorial e a etnologia do Mundo Caipira."
De acordo com o Violeiro Pinho, em sua excelente
Revista Viola Caipira -
Nº. 12 - Pág. 10,
"Sua primeira composição para Viola 'Revoada Das Andorinhas'
data
de 1985 e virou notícia em todos os programas de jornalismo da Globo, chegando a passar duas
vezes no 'Fantástico'
. A partir daí abraçou o cinturado da Viola, dando aulas e
estudando. Foram horas, dias, meses, anos de dedicação, e o resultado foi chegando aos poucos,
com muitos alunos e admiradores."
Além do excelente Solista de Viola que é, Enubio Queiroz também criou Métodos e Vídeo-Aulas não
apenas de Viola Caipira, mas também de Violão Sertanejo. Enúbio foi também um dos autores do
Método de Viola intitulado "Repertório De Ouro Para Viola Caipira", editado pela Editora
Ricordi do Brasil.
Considerado um dos principais Violeiros da Música Caipira Raiz, Enúbio Queiroz, antes de gravar
seus excelentes CD's como Solista, gravou dois LP's, fazendo parte da dupla "Economista e
Contador", juntamente com João Roberto Costa. Enúbio gravou também o terceiro LP juntamente com
Abssoir José Correia. E o passo seguinte foram os CD's em Solos de Viola!

Quero aqui destacar o CD "Viola Refinada - Volume 1" que Enúbio lançou em 1997 pela
Movieplay,
com diversos ritmos que incluem Valsa, Choro, Quadrilha, Country, Forró e Polca Paraguaia,
dentre outros, contendo inesquecíveis Clássicos do Repertório Caipira Raiz, como por exemplo,
"Menino da Porteira" (Teddy Vieira - Luizinho), "Saudades de Matão" (Antenógenes Silva - Jorge
Gallati - Raul Torres), além de uma Peça Erudita arranjada para Viola que é o "Minueto em Sol
Maior" (Ludwig Van Beethoven), tendo também uma adaptação da conhecidíssima Canção Natalina
"Noite Feliz" (Franz Grübber - Joseph Mohr) (como se fosse uma "Caixinha de Música").
Além desse maravilhoso repertório, o CD ainda brinda o Apreciador com belíssimas composições
próprias bastante originais, dentre as quais, a Oração "Santa Cecília" (Enúbio Queiroz), (em
forma de "tremulo" homenageando a Padroeira da Música), o Baião "Visões do Nordeste" (Enúbio
Queiroz) (baseado no canto dos Trovadores Nordestinos) e a "Moda de Viola Para Mão Esquerda"
(Enúbio Queiroz) que, segundo o próprio Intérprete e Compositor,
"Às vésperas de um recital,
uma repórter perguntou o que eu tinha de diferente no repertório; era uma novidade em
composição; então mostrei a Moda de Viola, somente tocada com a mão esquerda".
E, de acordo com Romildo Sant' Anna, no respectivo encarte,
"Este CD, muito além do prazer
estético que, com certeza, propiciará aos ouvintes, é um atestado de amplo alcance musical da
Viola, já incursionado por magníficos Violeiros, como
Renato Andrade,
Tião Carreiro,
Roberto Nunes Corrêa e
Almir Sater.
Trazendo a Viola para a modernidade, intersecciona os ornatos acústicos da Viola à sonoridade
acústica, percussiva e eletrônica de vários instrumentos, preenchendo e criando campos
harmônicos que se rejuvenescem e perduram no tempo (...) um novo caldo brasileiro que, na maior
das radicalidades, é espelho da nossa identidade. Como a nossa própria Cultura Mestiça,
fazemo-nos, como escreveu Lévi-Strauss, da Alquimia de ingredientes crus e cozidos. É ouvir,
admirar e sentir-se refletido no espelho."
Sem dúvida, um excelente CD que faz jus ao nome que tem!! Enúbio também lançou pela mesma
gravadora o CD "Viola Refinada - Volume 2".

Merece destaque também o CD "Riacho dos Passarinhos", gravado em Maio de 2002 e lançado pela
Live Music em 2003, o qual brinda o Apreciador com belíssimas interpretações de Clássicos
Caipiras tais como "Chalana" (Mário Zan - Arlindo Pinto), "Pagode Em Brasília" (Lourival dos
Santos - Teddy Vieira), além de "Acordes Orientais" (Gaúcho da Fronteira) e de belíssimas
composições próprias, dentre as quais, o Fado "Serenata Portuguesa" (Enúbio Queiroz), o
Cururu "Viola Bernardino" (Enúbio Queiroz), a Polca Paraguaia "Nas Asas Do Tico-Tico"
(Variações Sobre o Tema de "Tico-Tico No Fubá") (Zequinha de Abreu - Enúbio Queiroz), além da
faixa-título que é a Querumana "Riacho Dos Passarinhos" (Enúbio Queiroz) e do Depoimento em
"Conversa Ao Som Da Viola" (Enúbio Queiroz).
Nesse CD, Enúbio toca Viola Caipira, Violão, Cavaquinho e Viola-Banjo, tendo a participação de
Nilson Toledo (Primeiro Violão-Base) e Felipe Giacchetto de Queiroz (Acordeon). De acordo com o
próprio Enúbio, esse CD
"... é resultado de uma pesquisa imaginária aproximando a Viola
Caipira em vários Estilos Musicais."

Quero aqui destacar também o DVD (também editado em CD) "A Viola E Um Violeiro", no qual Enúbio brinda o Apreciador com um magnífico recital na Igreja
Basílica de São José do Rio Preto-SP no dia 04/08/2006, com a participação de Nilson Toledo no Violão. No repertório, além de belíssimas Composições de
Enúbio Queiroz, o Apreciador também pode ouvir arranjos para Viola Caipira de belíssimas páginas musicais tais como "Sons de Carrilhões" (João Pernambuco),
"Abismo de Rosas" (Américo Jacomino) e "Trenzinho do Caipira" (das Bachianas Brasileiras N° 2) (Heitor Villa-Lobos).
Enúbio Queiroz também foi semi-finalista do Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola no
ano de 2004. O excelente Solista de Viola é também autor de dois "Vídeos-Cursos" intitulados
"Viola Caipira" e "Violão Sertanejo".

Enúbio Queiroz tem orgulho de sua origem, já que considera o autêntico Caipira como uma "espécie
em extinção". "Unido o útil ao agradável", Enúbio fundou a loja "Danúbio Instrumentos Musicais" e
também se apresenta em dupla com seu filho Felipe Queiroz.
E, em entrevista ao Pinho, editor da excelente
Revista Viola Caipira -
Nº. 12 - Pág. 10, Enúbio Queiroz afirma que o que o chamou para a estrada
"...foram as
insistentes solicitações dos que acreditam na sinceridade de mais um Violeiro das Gerais.
Tem-me sido extraordinariamente gratificante a cobrança, pelos mais diversos meios - cartas,
telefonemas, e-mails... - vinda de todo o país e até de fora, como Estados Unidos, Japão e
Portugal: - 'E aí, quando é que você vem fazer um show por aqui?'...
Some-se a isso o
natural desejo de dividir com o público os muitos anos de busca daquele som, o qual persegue
todo tocador de Viola. É o lado bom da mineira espera pelo momento mais propício (...) A hora é
agora: menos loja, mais Viola! Como cantou o mineiro ilustre: 'É preciso ir aonde o povo
está'!"
Contato para shows:
Danúbio Queiroz - Cursos e Manutenção:
Rua Marechal Deodoro, 2423 - Boa vista
15.025-070 - São José do Rio Preto-SP
Fone: (17) 3234-4769
Fax: (17) 3233-6716
e-mail:
enubio@enubioviola.com.br
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e conheça o Site Oficial de Enúbio Queiroz, o qual nos apresenta uma biografia mais completa
escrita por ele próprio, bem como sua loja "Danúbio Queiroz - Cursos e Manutenção" em São José
do Rio Preto-SP, onde o Apreciador poderá adquirir seus CD's, DVD's, Métodos de Viola Caipira,
bem como Instrumentos Musicais e acessórios diversos, além de Partituras e Livros Diversos sobre
Música.
Na foto abaixo, Ricardinho e Enúbio Queiroz, na Loja de Instrumentos Musicais "Danúbio Queiroz" em São José do Rio Preto-SP,
no dia 16/03/2009 (foto de autoria de minha Esposa (a Netinha)):
Na foto abaixo, da esquerda prá direita, o Violonista Nilson Toledo, Teca (Maria do Carmo das
Primas Miranda),
Enúbio Queiroz, o Harpista Arsênio, minha Esposa (a Netinha) e Ricardinho, na Loja de Instrumentos Musicais "Danúbio Queiroz" em São José do Rio Preto-SP,
no dia 16/03/2009 (foto de autoria de Dilson Vaz Cipolli):
Na foto abaixo, Ricardinho, Enúbio Queiroz e Teca (Maria do Carmo das
Primas Miranda),
na Loja de Instrumentos Musicais "Danúbio Queiroz", em São José do Rio Preto-SP, no dia 16/03/2009 (foto de autoria de minha Esposa (a Netinha)):
Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Enúbio Queiroz, Ricardinho, Teca (Maria do Carmo das
Primas Miranda),
e Nilson Toledo, na Loja de Instrumentos Musicais "Danúbio Queiroz" de propriedade do Violeiro Enúbio Queiroz,
em São José do Rio Preto-SP, no dia 16/03/2009 (foto de autoria de minha Esposa (a Netinha)):
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Fernando Caselato:

Esse jovem Solista de Viola, Compositor, Arranjador e Professor é natural de Itajaí-SC e é na
cidade de Bauru-SP que ele vem desenvolvendo um trabalho instrumental na Viola Brasileira com
arranjos que vão do simples ao sofisticado.
Arrasta–Pé, Toada, Chamamé, Cateretê, Guarânia, Baião, Pagode de Viola, Batuque e Polca estão
entre os diversos Ritmos Musicais com os quais Fernando tem trabalhado. E, em suas
composições musicais tem mostrado propostas interessantes relativas às técnicas das mãos,
com espaço também para improvisações em suas apresentações. Seu Aprendizado, no entanto, teve
início de uma forma bem diferente:
Já contando 18 anos de idade, Fernando César Caselato iniciou seus estudos musicais em 1989 na
Capital Paranaense, no Conservatório Villa-Lobos onde estudou Violão Erudito.

Dois anos depois, em 1991 Fernando trocou Curitiba-PR pelo Interior Paulista, mudando-se para
Bauru-SP, onde passou a se dedicar à Música Brasileira, trabalhando com cantores da MPB e
tocando em conjuntos diversos com apresentações em diversos lugares do Brasil.
E foi em 1993 que Fernando Caselato passou a lecionar Música em diversas escolas da região,
atividade que vem exercendo até os dias de hoje. Paralelamente a isso, Fernando deu continuidade
aos seus estudos com músicos de diversas tendências, indo do Erudito ao Jazz, tendo sempre como
foco Boa Música Brasileira. Professores do quilate de Amilton Godoy, Paulo Flores, Aldo Landi,
Valdomiro Prodóssimo, Fernando Correa e Zé Eduardo Nazário estão entre os diversos excelentes
Músicos que contribuíram para a formação musical de Fernando Caselato.
E, a partir de 1999, Fernando Caselato passou a se dedicar exclusivamente ao estudo e à
pesquisa da Viola Caipira, passando também a compor e a fazer arranjos para o tradicional
Instrumento Musical Brasileiro.

Quero aqui destacar o CD "Pé de Viola", no qual Fernando Caselato interpreta, numa Viola de
fabricação JB, as treze Composições Instrumentais, todas de sua autoria, num excelente
trabalho produzido por ele mesmo, gravado e mixado em 2004 na Fábrica de Som Studio de
Bauru-SP, tendo também a participação de Guilherme Soares no Violão e também a Percussão a
cargo dos próprios Fernando Caselato e Guilherme Soares.
A sétima faixa de seu CD é "Novos Rumos", música com a qual Fernando Caselato esteve entre os
dezesseis finalistas e conquistou o Prêmio "Revelação Nacional da Música Instrumental de Viola"
no I-Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola 2004, cuja final teve lugar no Teatro Alfa
na Capital Paulista em 27/10/2004. Na foto abaixo, Fernando Caselato na final do Prêmio Syngenta:

Quero destacar também o CD "Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola 2004" que nos brinda
com a gravação ao vivo dos 16 finalistas, tendo como destaque "Novos Rumos" (Fernando Caselato),
e também as faixas "Esplendor" (Sidnei de Oliveira), "Amazônia" (
Fernando Deghi),
"Moda Barroca" (Renato Aresi), "Bravio" (Márcio Freitas) e "Eta Pagode" (Neto Stefani),
que foram respectivamente a 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª colocadas, todas interpretadas pelos seus
respectivos autores!
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e conheça o
Site Oficial de Fernando Caselato
com informações importantes, além de Partituras e Tablaturas e curiosidades diversas sobre a
tradicional Viola Caipira que Fernando Caselato toca com Maestria!
Contato para shows:
(14) 3276-5183
e-mail:
fcaselato@yahoo.com.br
Fernando Caselato é também professor do "Cumpadre" Luiz Viola de Bauru-SP,
excelente estudioso da Viola e da Cultura Caipira, criador do
Blog
e do
Sítio do Violeiro,
os quais convido também o Apreciador a visitar, opinar e "prosear"! Luiz Viola está na foto
à direita, de camisa vermelha, junto com outros alunos de Fernando Caselato).
E, na foto abaixo, Fernando Caselato e Ricardinho no dia 17/06/2005 por ocasião da Festa Junina
que se realizou no SESC de Bauru-SP.
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Fernando Deghi:

De formação erudita, esse excelente Solista de Viola nasceu em
Santo André-SP
no dia 15/05/1962. Fernando Deghi mora atualmente no belíssimo distrito de Riacho Grande em São Bernardo do Campo-SP.
É considerado atualmente, uma das "jóias raras", que vem contribuindo para o avanço técnico e musical da Viola Caipira em nosso paísl.
Descendente de espanhóis (de Córdoba e Granada) e oriundo de família de músicos, herdou de seus bisavós a influência da Música Espanhola. Dentre eles, destaque para Benita Munhoz, sua bisavó, dançarina e tocadora de castanholas, e Luiz Torres, seu "bisatio", guitarrista flamenco.
Por outro lado, seu avô paterno, Benedito Deghi, foi sanfoneiro que tocava em bailes em Santana do Parnaíba-SP. E seu pai, Benedito Deghi Filho, cultivava a Música Regional quando residia em "Maringá Velho" no Interior do Paraná.
Desde os 5 anos de idade, Fernando já cantava juntamente com seu pai as músicas de duplas
caipiras tais como Tonico e Tinoco, Alvarenga e Ranchinho e Cascatinha e Inhana, entre outras.
E foi nos bailes em terreiros de café que Fernando Deghi observou os conjuntos musicais e
aprendeu a tocar Violão e Viola, cantando em dupla com sua irmã Maria, o belíssimo e
tradicional Cancioneiro Caipira Raiz.
Seu avô materno José Rodrigues também foi acordeonista e ensinou ao neto Rancheiras, Polcas, Mazurcas e Valsas.
E sua mãe, na "rotina doméstica", ouvia discos de óperas e, quando passava roupas, ouvia discos do Violonista Dilermando Reis, sempre com a mais atenta atenção do menino Fernando quando este estava presente.
Outra influência musical foi a Igreja Católica: Fernando estudou dos 7 aos 12 anos em um
Colégio de Freiras Franciscanas e, durante esse tempo também foi "Coroinha", de onde lembra
dos belíssimos Cantos Gregorianos que ouvia. Aos 13 anos, quase foi para o Seminário, para ser
Padre, no entanto, como nos diz o próprio Fernando,
"...fui alertado por uma voz, que
soprou em seus ouvidos, dizendo: seu caminho é outro, aguarde a sua verdadeira missão..."
Foi aos 14 anos que Fernando passou a estudar Violão (por música - lendo partitura). E, aos 16
anos, deu seu primeiro Concerto, no qual participou de um Duo Violonístico, interpretando
obras de compositores espanhóis tais como Manuel de Falla, Ferdinando Carulli, Fernando Sor e
Enrique Granados, e também de compositores brasileiros tais como Zequinha de Abreu e
Dilermando Reis.
Mudou-se então para o Interior Paulista e passou a dar aulas no Conservatório Musical de
Pirassununga, onde foi também responsável pela introdução do Curso de Violão.
Lecionou, ainda, em diversas outras cidades, entre as quais Porto Ferreira, Santa Cruz das
Palmeiras, Tambaú, Casa Grande, São Simão e Santa Rita do Passa Quatro, todas no Interior
Paulista. E, em Santa Rita do Passa Quatro, Fernando teve a oportunidade de conhecer a casa
na qual Zequinha de Abreu (compositor da valsa "Branca" e do chorinho "Tico-Tico no Fubá",
entre muitas outras preciosidades) morou depois de casado, em uma pequenina cidade chamada
Estrela. Teve, nessa época, um contato com a Música Regional das festas folclóricas o que
ajudou em sua formação musical.
Buscando novos rumos para seu trabalho, aprendeu a tocar Bandolim e passou a executar alguns
Choros, atuando em Regionais.
Casou-se aos 21 anos e seu casamento lhe trouxe novas perspectivas musicais, pois seu sogro,
Antonio Pendezza, era Músico de bailes de roça quando morava em Catanduva-SP. Cunhado de João
Cunha, primo direto de "Zico e Zeca", "Liu e Léu" e "Vieira e Vieirinha", Antônio Pendezza
tocava Viola, Cavaquinho e Violão. E Fernando, recordando a infância e, influenciado
diretamente pelas Modas, Catiras, Ponteados e Pagodes Caipiras, decidiu-se pela tradicional
Viola Caipira.
E, segundo João Cunha,
"...O dia que você tocar Viola como toca o seu Violão, vai acontecer
uma parceria de grande importância à Musica Popular Brasileira, e ao avanço da Viola Caipira,
que está precisando de sangue novo..." Fernando Deghi guardou essas palavras e seguiu em
frente com seu Violão e sua Violinha que tocava de vez em quando.
Fernando teve ainda algumas aulas de Violão com Henrique Pinto.
Entre 1984 e 1985, estudou Guitarra Portuguesa com Manuel Marques, após tê-lo visto num programa de TV. Chegou a tocar inclusive famosos Fados e Corridinhos. Manuel Marques incentivou Fernando Deghi a continuar se dedicando ao Violão, depois de ter assistido a um vídeo de seus concertos.
E, em 1986, Fernando interrompeu o trabalho com o Violão nos palcos e restringiu-se a alguns
raros "Concertos Caseiros". E passou a se dedicar à profissão de Afinador de Piano, tendo
inclusive afinado o instrumento para Eudoxia de Barros e Arthur Moreira Lima, entre outros.

E Fernando passou a se dedicar-se ao estudo e aprendizado da Viola Caipira. Segundo
ele,
"...em seu peito estava cravado um espinho, uma cobrança continua que lhe
atormentava, pelo fato de tantos anos de dedicação à Música e, naquele momento, em total
abandono, pois havia cansado de ser intérprete de um instrumento que não mais satisfazia seus
anseios..." E, após profunda reflexão, decidiu se dedicar intensamente à Viola Brasileira
no campo da pesquisa, resgate e novas possibilidades, já que a Viola não é apenas um
instrumento, do contrário, traz consigo uma grande historia, uma filosofia de vida,
um modo se ser simples e original, e a cara de um Brasil que não pode esconder que
grande parte de suas tradições foram acompanhadas ao som deste fantástico instrumento.

Fernando dedica-se intensamente à Viola Caipira desde 1989. É bem verdade que "já poderíamos
conhecê-lo há muito mais tempo", já que ele "teve propostas" de diversas gravadoras e
editoras, pelas quais agradece. Preferiu, no entanto, "esperar mais um pouquinho", adquirir
mais experiência, e lançar seus trabalhos por sua própria produtora e editora: Violeiro
Andante Produções.

Em 1999, lançou o CD "Violeiro Andante - A Viola Brasileira E Suas Possibilidades", contendo
14 composições, sendo 13 de sua autoria e também um arranjo inédito para a célebre "Ave-Maria"
de Gounod. Nesse CD, aparecem as diversas influências musicais presentes em sua vida: o
Regional, o Barroco, o Clássico, o Choro, a Modinha, o Chamamé, o Pagode Caipira, o Conto de
Caboclo e o Flamenco. Destaque para "Não Mexe Comigo" e "Meu Mestre Tião", ambas compostas
por Fernando Deghi e dedicadas a
Tião do Carro
e ao Criador e Rei do Pagode
Tião Carreiro, respectivamente.
"Tião Carreiro foi uma das maiores essências musicais violeirísticas do nosso país. Além de
suas Músicas com letras bem elaboradas em motivos diversos, os solos que antecediam as mais
variadas estrofes, julgo eu, são verdadeiros estudos melódicos, aos que pretendem ingressar
na carreira violeirística, sem contar o famoso ritmo do pagode."
(Palavras de Fernando Deghi, no encarte do CD "Violeiro Andante")
E Fernando Deghi acrescenta:
"Lhe ofereço então este Chamamé ("Meu Mestre Tião")
, e
não um Pagode. Porque no Pagode, só existiu um: você! Obrigado por ter existido."
Quero destacar também "Minuetando em Bá Maior - Nº. 1" (Fernando Deghi - Clodomiro Martins) e
"Minuetando em Bá Maior - Nº. 2" (Fernando Deghi), nas quais, em afinação "Cebolão", Fernando
Deghi nos mostra uma das inúmeras possibilidades da Viola Caipira, com sonoridade que nos faz
lembrar o Cravo Barroco, homenageando o célebre compositor alemão Johann Sebastian Bach
(1685-1750).

Além de "Violeiro Andante - A Viola Brasileira E Suas Possibilidades", Fernando Deghi também
gravou o CD "Brasil Violado - Cantorias e Instrumental, com a participação de Edmauro Lima
(Violeiro da Amazônia).
Ambos os CD's podem ser adquiridos pelo Apreciador no
site oficial de Fernando Deghi,
onde o Apreciador também poderá conhecer mais um pouco sobre esse excelente Solista de Viola!
Fernando Deghi também participou brilhantemente e, com sua belíssima composição "Amazônia",
conquistou o 2º. Lugar no "I-Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola 2004", cuja final
teve lugar no Teatro Alfa em São Paulo-SP. Na foto abaixo, Fernando Deghi na final do Prêmio
Syngenta em em 27/10/2004:
Contato para shows:
Violeiro Andante Produções: (11)4354-0081
e-mail:
violeiroandante@terra.com.br

Tive também a oportunidade de assistir a uma apresentação de Fernando Deghi por ocasição
do II Encontro de Violeiros que teve lugar em Ribeirão Preto-SP nos dias 13 e 14/03/2004.
Na foto à esquerda, Fernando Deghi em Ribeirão Preto, em 14/03/2004 onde ele nos deu uma
amostra do seu excelente conhecimento musical.
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Fernando Sodré:
"Tive o prazer e o privilégio de acompanhar um pouco o processo de gravação do
primeiro CD de carreira do jovem Violeiro Fernando Sodré. Gostaria de destacar o
cuidado profissional que envolveu essa produção (...) que faz a gente pensar em
como a Viola Caipira realmente já ultrapassou as cercanias do Sertão e hoje é um
instrumento, uma sonoridade, que se aplica perfeitamente no melhor da nossa Música
Popular Brasileira. Em canções que namoram com o Sertão mas partem da Cidade Grande,
em solos virtuosos muito bem gravados, Fernando Sodré trilha um caminho que, se bem
cuidado, se bem orientado, pode colocá-lo como mais um dos expressivos nomes do
nosso atual Cenário Musical."
(Comentário do Violeiro
Chico Lobo,
no encarte do CD de Fernando Sodré)
Esse jovem Pesquisador e Solista de Viola é Mineiro nascido em Belo Horizonte-MG.
Começou a tocar Violão com 14 anos de idade e, aos 19 anos, passou a dedicar mais
seriedade ao estudo da Música, passando também a praticar de 8 a 9 horas por dia
a técnica da Viola Caipira.
De início, o Chorinho era o estilo musical preferido de Fernando Sodré que, no
início dos estudos, foi influenciado pelo saudoso Violonista Raphael Rabello.
Como um Bom Músico Clássico, juntamente com a Viola Caipira, Fernando Sodré também
estudou Violão Erudito durante quatro anos com Alexandre Piló, aprendizado esse que
contribuiu bastante com sua criação e composição na Viola Caipira.
Fernando Sodré fez também um curso de Técnica Vocal, o que lhe deu mais experiência,
além de possibilitar algumas apresentações como Cantor, além de Instrumentista.
É curioso como Fernando Sodré fez um "caminho inverso" pouco comum nos Compositores e
Intérpretes da Música Caipira Raiz, já que, após dois anos dedicados ao Chorinho, foi
que esse jovem Solista resolveu se dedicar à Música Caipira, pesquisando e aprofundando
as possibilidades do tão tradicional instrumento musical, a partir da influência de
excelentes Violeiros do quilate de
Tião Carreiro e Pardinho,
Tonico e Tinoco,
Renato Andrade,
Renato Teixeira,
Almir Sater e
Tavinho Moura, apenas para citar alguns.
Além do Chorinho e da Música Caipira Raiz, outro estilo também estudado por Fernando Sodré
é o Flamenco, com influência do Violonista Espanhol Paco de Lucia.

Jovem e, de espírito empreendedor, não se limitando apenas ao que já se apresenta no mercado,
Fernando Sodré também inova e "reinventa" a Viola Caipira: de sua parceria com a Hootz
Lutheria e também de suas incansáveis pesquisas, ele acrescentou mais 4 cordas ao
tradicional Instrumento Musical, criando assim a Viola de 14 Cordas, com maior extensão e
possibilidade de notas e acordes mais graves, e que já vem sendo tocada em diversos lugares
dentro e fora do Brasil.
Fernando Sodré é também um dos vencedores do Prêmio Jovens Instrumentistas do BDMG 2002, o
que proporcionou ao jovem Músico o encontro com o inesquecível violeiro
Renato Andrade,
com quem apresentou seu trabalho, no Teatro Izabela Hendrix, no ano de 2003.
Fernando também já fez parte do Grupo Para-Folclórico "Sarandeiros", com quem viajou em tourneé
pela Itália em Julho de 2003.
Em 2005 Fernando Sodré se sagrou vencedor do VIII Festival de Inverno de Sanfona e Viola
de Mimoso do Sul-ES e, no mesmo ano, participou também do projeto "Violas e Histórias de
Minas", realizado no famosíssimo Canecão, no Rio de Janeiro-RJ, ao lado do Contador de Causos
e Poeta Tadeu Martins e também do violeiro
Chico Lobo.
Em sua brilhante trajetória musical, Fernando Sodré já se apresentou em teatros da Capital
Mineira, como o Palácio das Artes, o Teatro Alterosa, o SesiMinas e a Sala Juvenal Dias, além de
outros teatros no Interior das "Geraes", além de apresentações em São Paulo-SP e Brasília-DF,
dentre diversas outras cidades.
Além da Música Caipira Raiz, Fernando prossegue em sua pesquisa no universo do Choro,
juntamente com o Professor de Violão Erudito Alvimar Liberato da Universidade do Estado
de Minas Gerais (UEMG), com quem desenvolve o "Show 10 x 7", que une a Viola de 10 Cordas
ao Violão de 7 Cordas, interpretando Choros com bastante virtuosismo dos dois Instrumentos Musicais.
Fernando Sodré também participa da
Revista Viola Caipira,
sendo responsável pela seção "Destrinchando Tião Carreiro e Almir Sater", onde transcreve suas
técnicas em partituras incluindo fotos das mãos no braço da Viola!

Quero aqui destacar o primeiro CD de Fernando Sodré o qual nos apresenta não apenas um
maravilhoso repertório composto não apenas por Música Caipira Raiz, mas que também nos
brinda com dois excelentes Choros, que são "O Vôo da Mosca" (Jacob do Bandolim) e
"Graúna" (João Pernambuco), além da demonstração de um virtuosismo fora do comum, com
técnica similar à dos grandes Violonistas Eruditos!
De acordo com o Poeta e Contador de Causos Tadeu Martins, em comentário no encarte do CD,
"Fernando Sodré é mineiro, mas a sua Música é universal, ultrapassa todas as fronteiras,
inclusive a que existe entre os ouvidos e o coração (...) é muita bagagem para sua pouca
idade. Mas pouca gente sabe da dedicação do Violeiro: são muitas horas por dia, todos os
dias do mês, todos os meses dos mais de 10 anos de amor com a Viola. Uma paixão que começou
com os Chorinhos. Depois, um dedilhar firme, uma amaciada nas cordas e... sons de todos os
tons foram traduzidos para o idioma "Violês": MPB, Clássicos, Rock, Blues, Caipiras, Milongas,
Calangos e Lundus, entre tantos outros gêneros musicais dos quatro cantos do mundo (...) Mas
ouvir é pouco; eu lhes dou um conselho: não deixem de ver um show deste grande Violeiro,
Pixinguinha das Dez Cordas, Baden Powell da Viola, Beethoven do Pinho, ou simplesmente
Fernando Sodré, um menino do Planeta Terra que sabe fazer mágicas com as Cordas da Viola."

Quero também destacar o segundo CD de Fernando Sodré, intitulado "Rio de Contrastes", no qual Fernando Sodré nos brinda novamente com um
Repertório Instrumental de altíssima qualidade, na Viola Caipira, contando com as participações de Hamílton de Holanda (Bandolim de 10 Cordas),
Daniel Santiago (Violão), Gabriel Grossi (Harmônica), Márcio Bahia (Bateria) e Thiago do Espírito Santo (Baixo Fretless). E, nas Músicas
"Despedida" (Fernando Sodré), "Baião Quebrado" (Fernando Sodré) e "Rio de Contrastes" (Fernando Sodré - Rafa Duarte), Fernando Sodré toca Viola de
14 Cordas!
De acordo com o Jornalista e Crítico Musical Kiko Ferreira, em comentário no encarte do CD,
"A Viola Caipira é um Instrumento tinhoso, traiçoeiro e feiticeiro. Como os Instrumentos de Cordas do grupo de Choro, não admite enganação. Ou o Caboclo
assume rédeas e aponta caminhos, ou se perde dos pares. Não conquista a confiança do ouvinte. Desanda o molho... Na primeira vez em que ouvi Fernando Sodré,
tocando Choro na Viola, imediatamente identifiquei alí um Músico original, um artesão que domina o Instrumento com intimidade e senso de desafio.
Ao ouvir 'Rio de Contrastes'
, constatei que não só ele continua um Artista de pegada original, capaz de levar a Viola a geografias não exatamente
identificadas com sua trajetória, como vi que ele, aos poucos, foi se aproximando e de outros transcriadores importantes, como Hamílton de Holanda,
Yamandu Costa e Gabriel Grossi. Longa Vida, Sodré! A Música Agradece."
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Site Oficial de Fernando Sodré
contendo fotos, notas da Imprensa e informações diversas desse excelente Violeiro.
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Gedeão da Viola:

Gedeão Nogueira nasceu no dia 16/04/1945 em Limeira-SP. Carregando no sangue desde menino a Cultura Caipira, conheceu com apenas 6 anos de idade a Dança da
Catira, pela qual se apaixonou, dançando junto com os adultos. Gedeão dançou bastante Catira na região de Piracicaba-SP antes de se tornar Violeiro.
Em 1985 Gedeão seguiu para a Capital Paulista onde trabalhou como Artesão, consertando e reformando Instrumentos Musicais de Corda.
Como Artesão, Gedeão trabalhava próximo ao Café dos Artistas, na Praça Júlio de Mesquita, no "Coração da Paulicéia Desvairada", local que era um "reduto de
boêmios", onde se podia encontrar Violeiros, Compositores e Cantadores que ali se reuniam para trocar idéias, vender Instrumentos Musicais, compor novas
Letras e Músicas ou mesmo tomar uma cerveja e cantarolar... E foi nessa época que Gedeão conheceu diversos Músicos da MPB e também da Música Regional, com os
quais chegou mais tarde a dividir o palco. Dentre eles,
Sérgio Reis e
Téo Azevedo,
além de "Castanha e Caju", Saulo Laranjeira, Luiz Vieira, Silvio Brito e outros mais.

Foi nessa lida como Artesão que Gedeão acabou gostando do som do tão tradicional Instrumento Musical Caipira Raiz, do qual foi um aprendiz auto-didata,
depois de afinar Violas de renomados Músicos Caipiras do quilate de Bambico,
Zé do Rancho
e também do Criador e Rei do Pagode que foi o
Tião Carreiro.

E foi no ano de 1988 que Gedeão, incentivado por seu amigo Sayo, gravou "Pau-Brasil" (Gravadora Tocantins - GTL-1155), o seu primeiro LP, com Solos de Viola
Caipira. A faixa-título "Pau-Brasil" (Gedeão da Viola) chegou a ser o tema da abertura do
Viola Minha Viola
na
TV Cultura
de São Paulo-SP, apresentado pela "Madrinha"
Inezita Barroso.
Para nossa felicidade, o LP "Pau-Brasil" foi remasterizado em CD no ano de 1995 e, além da faixa-título, diversas outras Músicas desse disco foram
utilizadas como trilhas sonoras instrumentais em diversos programas de Rádio, além de reportagens rurais em alguns programas de TV.

E, como Solista de Viola, Gedeão se apresentou em recitais e também em programas de TV tais como o inesquecível Som Brasil (na Rede Globo) e o já
mencionado
Viola Minha Viola
(na
TV Cultura
de São Paulo-SP). Gedeão também chegou a coordenar, nessa época, a antiga Orquestra de Violeiros de São Paulo.
Novas amizades e parcerias aconteceram, como por exemplo, na composição de "Dois Irmãos" (Gedeão da Viola - Ranchinho II) em parceria com Homero de Souza
Campos (1930-1997), que foi um dos companheiros com o nome de Ranchinho na inesquecível dupla
Alvarenga e Ranchinho.
Gedeão também foi convidado a se apresentar em Brasília-DF, para representar o Estado de São Paulo, em 1988, na gravação do programa de TV intitulado
"Violeiros do Brasil", ao lado de excelentes Violeiros do quilate de
Almir Sater,
Tião do Carro,
Zé Garoto,
Roberto Correa,
Zé Mulato e Cassiano e
Renato Andrade.
No entanto, devido a problemas de saúde, Gedeão acabou sendo substituído pelo
Tião Carreiro
nesse programa.
E, em 1992, Gedeão trocou a Capital Paulista pelo Interior do Estado, passando a residir em Barretos-SP, a convite do amigo Rose Abraão, que era considerado
o "Pai dos Violeiros" e que foi também o criador do Festival Violeira, considerado o maior festival de Viola do País, que acontece até os dias de hoje,
anualmente, durante a famosíssima Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos-SP.

Em 1996, no entanto, faleceu o amigo Rose Abraão. Vendo-se sem mercado e sem público para a Música Instrumental, Gedeão decide soltar sua voz e cantar,
juntando então a qualidade de sua Viola com a afinação de voz de João Pedro, que era seu colega de Reisados e Cantorias. Estava formada a dupla "Gedeão da
Viola e Sidney", nome artístico que João Pedro já vinha usando e que viria a trazer bastante sorte nos festivais.
No mesmo ano, "Gedeão da Viola e Sidney" conquistaram o primeiro lugar no Festival Violeira Rose Abraão de Barretos-SP, com a música "Mala de Lembranças"
e, no mesmo evento, também foram agraciados com o segundo lugar com a toada "Boiadeiro Sem Boiada". Em 1997, a dupla novamente se consagraria campeã com a
moda "Ponte de Safena", o que firmou Gedeão e Sidney como uma das maiores sensações dos diversos Festivais Regionais, ganhando prêmios diversos em
praticamente todas as competições das quais participassem.
Em 1998, no entanto, a dupla com Sidney se desfez e Gedeão formou uma nova dupla na qual seu filho Fabiano fazia a Voz e o Violão. No mesmo ano, "Gedeão da
Viola e Fabiano" foram agraciados com o primeiro lugar com "Amiga Inseparável" (Gedeão da Viola), uma bela homenagem à Viola Caipira.
E, em 1999, "Gedeão da Viola e Fabiano" ficaram com o quarto lugar no Festival Violeira Rose Abraão, com a música "O Gostoso da Vida".
No ano seguinte, a convite da organização, Gedeão atuou como "garoto-propaganda" do Festival Violeira Rose Abraão, tendo incentivado novas Duplas e
Violeiros de todo o Brasil a participarem do concurso. E, no mesmo ano de 2000, Gedeão gravou seu segundo disco de carreira, que foi o CD "Toque Aranhado",
em Solos de Viola Caipira, tendo sido seu primeiro disco lançado originalmente nesse formato.
Teo Azevedo
participou desse CD na faixa "Versos De Barretos".
Gedeão também passou a ministrar aulas particulares de Viola Caipira e Violão, além de também ensinar a tradicional Dança do Catira para crianças e jovens
carentes da periferia de Barretos-SP, um belíssimo trabalho com forte cunho social, que também ajudou a resgatar as Raízes do Folclore Brasileiro.
Excelente Professor, Gedeão da Viola influenciou toda uma nova geração de Violeiros que não se esquecem do "Velho Mestre", dentre os quais,
Mazinho Quevedo,
Noel Andrade,
Júlio Santim e Rodrigo Azevedo (sobrinho de
Teo Azevedo),
além de outros renomados Violeiros que, apesar de não terem sido seus alunos, buscaram inspiração nas técnicas criadas por Gedeão da Viola, como foi o caso
de
Ivan Vilela e
Levi Ramiro.

Ao final do ano 2000, Gedeão da Viola, formou novamente a dupla com João Pedro (de nome artístico Sidney) e a dupla voltou a participar dos diversos
Festivais de Violeiros, festas de rodeio e programas de TV. Nessa época eles iniciaram o preparo do primeiro CD da dupla, com composições inéditas, a
maioria das quais campeãs do Festival da Violeira Rose Abraão de Barretos-SP. O parceiro Sidney, por sinal, é considerado o maior vencedor do concurso,
com 14 premiações, tendo conquistado 3 primeiros lugares juntamente com Gedeão da Viola, além de outros 3 concursos com outros parceiros.
Um novo primeiro lugar foi conquistado pela dupla na Edição de 2001 do Festival Violeira Rose Abraão, dessa vez com "Caboclo Centenário", uma Música
ponteada de nostalgia, com boiadeiros e boiadas caminhando pelas cordas da Viola Caipira.

Somente em Agosto de 2002 é que foi lançado o CD "Gedeão da Viola & João Pedro - Vol. 1", pela gravadora RB Music de São Paulo-SP, ocasião na qual
Sidney voltou a utilizar seu Nome de Batismo.
Gedeão da Viola, porém, "partiu para o Andar de Cima", na manhã de 27/07/2005, vítima de insuficiência cardíaca, em Barretos-SP, a cidade que havia sido
por ele escolhida para poder levar uma vida um pouco mais confortável, tendo já conquistado um de seus maiores sonhos que era comprar um terreno e ter o
seu próprio cantinho.
Clique aqui,
veja e ouça uma belíssima apresentação de Gedeão no
Viola Minha Viola
na
TV Cultura
de São Paulo-SP.
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Helena Meireles:
"Fui mulher que nasci para agüentar paradas duras, porque nunca aceitei ser mandada
por homem. Nasci prá ser eu, resolver tudo, em qualquer lugar do mundo." Helena Meireles
em entrevista à Rosa Nepomuceno para o excelente livro "Música Caipira - Da Roça ao Rodeio"
citada na página 405.
Essa notável "Diva da Viola Caipira" nasceu no dia 13/08/1924
"no meio da boiaderama",
na Fazenda Jararaca (pertencente a seu Avô Materno) no Pantanal do Mato Grosso do Sul, na
antiga estrada boiadeira que acompanhava o rio Pardo e ligava Campo Grande ao Porto Quinze,
embarcadouro de gado às margens do rio Paraná, na divisa do Mato Grosso do Sul com o Estado de
São Paulo. Faleceu em Campo Grande-MS no dia 29/09/2005.
Estrangeira dentro de seu próprio país,
"sua Viola sempre foi sua Pátria" e ela não dizia
palavra mais precisa do que o Ponteio triste em
"acordes auto-falantes". Na música e no
modo de tocar a Viola é que estava a sua essência.
Helena cresceu rodeada de peões, comitivas e violeiros. Fascinada pelas Violas Caipiras, a
família não permitia que ela aprendesse a tocar. Aprendeu o instrumento, no entanto, por conta
própria, às escondidas, já que esse mundo era
"reservado apenas aos homens", segundo o
preconceito reinante:
"Mulher que aprender a tocar vai roçar nos homens e virar
sem-vergonha", advertiam os pais, quando perceberam na filha o fascínio pelos instrumentos
musicais. Ameaçavam cortar-lhe os dedos e dar-lhe uma surra de lavar o lombo com salmoura, caso
Helena insistisse... Mas Helena, "para nossa felicidade", insistiu:
"Tocarei mesmo com os
tocos..." E, aos poucos ficou conhecida entre os boiadeiros da região.
Ouvidos atentos e olhos sequiosos gravavam os sons e as posições da "afinação Paraguaçu",
empregada nos solos de Viola. Quando a família ia para o campo, Helena se escondia no
mandiocal, tocando sozinha.
Ao velho instrumento que lhe havia sido dado de presente por um paraguaio, adaptava uma linha
de costura que fazia a vez das cordas de Viola.
Casou-se com apenas 17 anos, por pura imposição dos pais. Nesse primeiro casamento, teve
três filhos; como se não bastasse a família, o marido também tentou impedi-la de tocar e
dançar; no entanto, ela queria ser livre e o abandonou poucos anos depois. Juntou-se a um
paraguaio, que tocava violão e violino; era bom companheiro de música e também de copo; e
foram oito anos de convivência. Mais dois filhos e... nova separação.
E, a partir de então, mascava fumo e bebia... Sua índole rebelde não permitiu que tolerasse
a família que fazia total oposição ao seu estilo de vida. Entregou os filhos a pais adotivos e passou a
tocar em bares e viver em bordéis onde, com seu violão, animava a farra dos boiadeiros. E,
nesse processo, conheceu diversos amantes e teve novos filhos, que chegariam a um total de
11.
"Só tocava prá ver a farra, não ganhava nada, mas quando a boiaderama chegava do Pantanal,
de cima da serra ou de baixo, trazendo a boiada que ia embarcar em Presidente Epitácio,
mandava chamar "a Paraguaia"
, como eles me conheciam".
Helena conheceu, no bordel do Porto Quinze, um peão pantaneiro, domador de burros bravos,
chamado Constantino, que veio a ser o seu terceiro marido, e com quem viveu mais de 35 anos;
e seguiram juntos para o Pantanal, onde trabalharam em "retiros" em diversas fazendas nas áreas
mais remotas da região.
Mulher decidida, Helena Meireles também foi parteira - e,
"parteira de si própria", fez
sozinha, por onze vezes, os seus próprios partos - Foi também benzedeira, lavadeira e
cozinheira nas diversas fazendas por onde trabalhou.
Com o passar do tempo, Helena deixou de mascar fumo e abandonou a bebida alcoólica, no entanto,
não aposentou jamais o Violão nem a Viola, que tocava nas festas locais. Desaparecida da
família, acreditavam que ela tivesse sido assassinada por um peão despeitado, na zona do Porto
Quinze. Helena ressurgiu em Piquerobí-SP, próximo à divisa com o Mato Grosso do Sul.
Encontrada por sua irmã Natália, Helena, procedente de Aquidauana-MS, tentava chegar a São Paulo-SP,
onde ouvira dizer que parte da família se estabelecera há 30 anos. Doente e paupérrima,
conservava ainda a destreza instrumental e grande parte do inesgotável e precioso repertório
de "jóias lapidadas" do nosso Cancioneiro Regionalista.

Foi descoberta pela mídia a partir de matéria elogiosa publicada na revista norte-americana
"Guitar Player". Na verdade, uma fita gravada havia sido enviada aos Estados Unidos por
seu sobrinho Mário José, filho de sua irmã Natália; Mário, que já havia morado na
"Terra do
Tio Sam" tinha um amigo que morava lá e este, por sua vez, encaminhou a fita à redação da
revista "Guitar Player". E veio então a fama: Helena
"enfrentou pela primeira vez uma
câmera de TV" e subiu ao palco de um teatro também pela primeira vez quando se aproximava
dos 69 anos de idade. Até então, sua platéia era composta apenas pelos habitantes da Fazenda
Jararaca e fazendas vizinhas, além dos peões da
"velha estrada boiadeira", bem como os
freqüentadores e mulheres de programa das zonas de meretrício e botecos de diversas pequenas
cidades sul-mato-grossenses e também do lado paulista da divisa dos dois Estados.
Foi escolhida pela revista Guitar Player como uma das "100 mais" por sua atuação nas
Violas de 6, 8, 10 e 12 cordas: o prêmio Spotlight Artist (Revelação) da Guitar Player,
em Novembro de 1993, que a incluiu entre as 100 mais da publicação, em meio a "idolatrados"
roqueiros e jazzistas, tais como Eric Clapton, Jeff Beck, George Benson e Steve Ray Vaughan.
A excelente técnica de Viola de Helena Meireles pode ser confirmada já no primeiro CD,
gravado pela Eldorado em Setembro de 1994 em interpretações como "Fiquei sozinha" (Helena
Meireles), "Chalana" (Mário Zan - Arlindo Pinto), "Molequinho Malcriado" (Domínio Público)
e "Fim de Baile" (Helena Meireles), além de podermos também conhecer interessantes "Histórias
e Causos" por ela narrados, como por exemplo, "Parteira de Si Própria". Não obstante o
analfabetismo, Helena possui o dom da oralidade, típico do sertanejo. O acentuado sotaque
do matuto sul-mato-grossense se mostra patente numa narrativa firme e saborosa, que valoriza
nossa cultura regionalista. Narrações essas que não se constituem como "meros causos", mas
passagens reais de uma vida aventurosa e repleta de lições para os corações e mentes
preparados para recebê-las.
E, apesar da crise pulmonar de que foi acometida durante as gravações, oriundas de seqüelas de
uma antiga tuberculose e de várias pneumonias, resultantes da vida desregrada e também dos
incontáveis anos lavando roupas nas lagoas e rios do Pantanal, Helena nos mostrou sua voz com
bastante esforço, em quatro faixas cantadas.
"Estou ficando louca, não lembro a letra. No tempo em que eu bebia uma cachaça não parava
de cantar. Queria era ter vindo para este São Paulo quando ainda era moça. Ia fazer tanto
sucesso! Não acho graça em cantar sem beber. Queria ter descoberto o sucesso moça..."
Frase dita por Helena num show na Paulicéia Desvairada.
"Agora não toco mais de graça em lugar nenhum." Afirmava Helena, orgulhosa de seu talento,
de acordo com Rosa Nepomuceno, na página 402 do seu excelente livro "Música Caipira - da Roça
ao Rodeio". E, na página 400 do mesmo livro, Helena também afirmou: "
Agora posso aceitar os
convites pra churrasco, porque antes não podia comer..." E Helena prosseguia: "
Eu sabia
o tempo todo que eu tinha uma rosa na mão e que essa rosa nunca ia murchar..."
Determinada como ninguém, Helena passou então a viver numa boa casa avarandada, com
churrasqueira e telefone em Presidente Epitácio-SP, próximo à divisa com o Mato Grosso do Sul.
Helena também gostava de ouvir
Pena Branca e Xavantinho e
Milionário e José Rico;
na Música Sentimental, Helena garantia que não havia aparecido até então ninguém melhor do que
Francisco Alves, o Rei da Voz, por quem tinha grande admiração!
E seu gosto por chapéus masculinos pode ter sido herança do tio Leôncio, que morreu em 1998 com
96 anos de idade e que foi
"a Escola de Viola de Helena Meireles". Tio Leôncio
testemunhou a trajetória de Helena e viu também a grande reviravolta em sua vida, tendo
conhecido inclusive sua bela casa às margens do Rio Paraná, em Presidente Epitácio-SP, onde
Helena viveu até o fim de seus dias.

Helena Meireles gravou um total de 4 CD's, tendo sido os três primeiros pela Gravadora Eldorado
e o quarto CD, pela Sapucay; são eles: "Helena Meireles", gravado em 1994; "Helena Meireles -
Flor da Guavira", gravado em 1996; "Helena Meireles - Raiz Pantaneira", gravado em 1997; e
"Helena Meireles - Ao Vivo - De Volta Ao Pantanal", gravado em 2003. A maioria das músicas são
composições de sua própria autoria e Helena também nos presenteou com algumas peças de Domínio
Público, além de composições tradicionais e consagradas da Região Pantaneira como por exemplo
"Chalana" (Mário Zan - Arlindo Pinto) e "Merceditas" (Ramon Sixto Rios). O CD "Raiz Pantaneira"
conta também com a participação especial de
Sérgio Reis
na faixa "Guiomar" (Haroldo Lobo - Wilson Baptista).
E, no dia 23/08/2005, Helena Meireles foi internada na Santa Casa de Campo Grande-MS com
pneumonia crônica aguda em ambos os pulmões, além de insuficiência respiratória; chegou a
apresentar melhoras consideraveis, tendo inclusive deixado o CTI, no entanto, a Diva da Viola
"partiu para o Andar de Cima" na madrugada de 29/09/2005, quando contava 81 anos de
idade, deixando um enorme vazio na Música Caipira Raiz e na Boa Música Brasileira...
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Índio Cachoeira:

José Pereira de Souza, o Índio Cachoeira, nasceu em Junqueirópolis-SP (próximo à divisa entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul) no dia 27/07/1952.
Com apenas 8 anos de idade, José Pereira já teve seu primeiro contato com o Tradicional Instrumento Musical Caipira Raiz, ouvindo um velho Violeiro da
região. Sua mãe, porém, não aprovava que ele ficasse nas Rodas de Viola e Folias de Reis. Sendo assim, ele acabava "fugindo de casa" para poder ouvir de
perto a Viola e os Ponteados...
E, já com 17 anos, José Pereira iniciou sua carreira profissional tocando a Viola em emissoras de rádio locais, já utilizando o nome artístico de Índio Cachoeira.
Ao longo de sua carreira, Índio Cachoeira atuou cantando em algumas Duplas Caipiras e também solando a Viola. A primeira Dupla ele formou com Tião do Gado.
Em 1995, Cachoeira substituiu o
Roque Pereira Paiva,
que foi o "primeiro Pajé" da Dupla
Cacique e Pajé
e que havia falecido em 1994.
Cachoeira já trabalhava como Músico de Estúdio para a dupla
Cacique e Pajé
e, com o nome de Pajé, chegou a gravar dois discos com o
Cacique,
tendo integrado a Dupla até 1997, quando Geraldo Aparecido da Silva assumiu o lugar do Pajé, formando com o
Cacique
a Dupla como é conhecida nos dias atuais.

Quero aqui destacar o CD "Viola de Ouro - Solos de Viola", gravado na Allegretto (ALCD-00068), sob a Direção Artística de Alexandre Nunes, com Arranjos e
Direção Musical de Profeta, no qual Cachoeira nos brinda interpretando diversos Clássicos do Repertório Caipira Raiz, tais como "Tristeza do Jeca"
(Angelino de Oliveira), "Saudade da Minha Terra" (Goiá - Belmonte), "Terra Tombada" (Carlos Cezar - José Fortuna), "Casa de Caboclo" (Nonô Basílio) e "Luar
do Sertão" (Catulo da Paixão Cearense - João Pernambuco), apenas para citar algumas. O CD é todo Instrumental e nele o Índio Cachoeira nos presenteia com
sua excelente Técnica, solando a Viola Caipira.

Quero destacar também o CD
Solos de Viola Caipira - por Índio Cachoeira
lançado no início de 2007 pela gravadora Folguedo (FG4), gravado e mixado nos Estúdios "Bojo Elétrico" e "Música Bacana" por Ricardo Vignini, em Novembro e
Dezembro de 2006, e masterizado no Estúdio "Música Bacana" por André Ferraz. Nesse CD, o Índio Cachoeira toca sua Viola Caipira em todas as faixas; em
algumas faixas toca também o Violão e, além dos Instrumentos de Corda, toca também Instrumentos de Percussão, em todas as faixas do disco!
O CD conta também com a participação de Cuitelinho (Violão), Ricardo Vignini (Violão), Júlio Santin (Violão) e Miltom Araújo (Baixo). Assim como o "Viola
de Ouro - Solos de Viola", esse CD também é todo Instrumental e nele o Índio Cachoeira, além de nos brindar com seu excelente Virtuosismo, também mostra
seu belíssimo trabalho como Compositor, sendo que todas as composições são de sua inteira autoria, com exceção apenas da Faixa 5 (Seleção de Pagodes e
Cururus), que é de sua autoria juntamente com o Índio Cachoeira.
Ricardo Vignini, criador do site
Brasil Festeiro,
menciona na
Página Dedicada à Dupla Índio Cachoeira e Cuitelinho,
que "
...foi uma grande honra ter realizado este trabalho, que eu considero histórico para a Viola Brasileira. José Pereira de Souza (...) é com certeza
o melhor violeiro que eu conheci. A Viola Caipira, nos últimos 15 anos, tem se mostrado o Instrumento de Cordas que mais cresce no Brasil, devido ao
grande número de Violeiros que tem surgido tanto no Interior, quanto nos grandes centros urbanos. Ganhou as grandes Salas de Concerto do Mundo, tornou-se
Erudita, foi abraçada até por bandas de rock tendo-a como espada no lugar da guitarra. Mas o repertório de Viola Instrumental, 'caipira de fato'
,
não é tão grande assim, principalmente imprimindo uma Identidade Única e sincera com os Rítmos Tradicionais. Acredito que este CD tem uma grande
importância neste sentido, pois Índio Cachoeira é um dos maiores conhecedores do gênero em atividade."
Índio Cachoeira, no entanto, não é apenas um Virtuose na Viola Caipira. Além de seus CD's solando o Tradicional Instrumento Musical, Cachoeira trabalhou
bastante em diversos estúdios, tendo realizado inúmeras gravações com Ronaldo Viola e também com
Rodrigo Matos
(que foi, por sinal, o seu aluno mais ilustre), além de diversas outras Duplas. Vários CD's de diversos outros Músicos Caipiras têm a participação da Viola
do Índio Cachoeira fazendo parte da Instrumentação.

Além de Solista e Compositor, o Índio Cachoeira também é Luthier; a própria Viola com a qual se apresenta é de sua fabricação, além de Violas de 10 e 15
cordas, Violão, Cavaquinho, Rabeca, e Harpa, que ele também fabrica de modo artesanal. É considerado um verdadeiro "Artesão de Sons" e "Canaã" é a marca
dos Instrumentos Musicais fabricados por Cachoeira.

E, conforme já mencionei nesse resumo biográfico, Índio Cachoeira também já cantou em Dupla com alguns parceiros. Quero aqui destacar a excelente Dupla que
ele forma atualmente com o Cuitelinho, dupla essa que é um excelente "Casamento de Vozes":
Osvaldo Viotto, o Cuitelinho, nasceu em Duartina-SP no dia 13/11/1942 e formou sua primeira Dupla com Sabiá da Serra no ano de 1970. Osvaldo também cantou
em Dupla durante 25 anos com Tião do Norte, tendo com ele gravado o LP
Filho do Pecado
pela gravadora Brasil Rural - 21.011 - em 1981.
Cuitelinho também formou Dupla com Di Oriente entre 1997 e 2001, além de ter trabalhado também como Radialista, divulgando a Música Caipira Raiz em seus
programas, desde 1991.

E foi no ano 2001 que o Índio Cachoeira formou a Dupla com o Cuitelinho, que havia levado um Violão para que o Índio Cachoeira fizesse manutenção. Os dois
parceiros se identificaram de forma imediata e, naquele lugar e naquele momento, resolveram formar a Dupla "Índio Cachoeira e Cuitelinho".
Curioso que José Pereira e Osvaldo já se conheciam desde 1977, pois ambos eram também Caminhoneiros na época.

Quero destacar também o CD
Convite de Violeiro,
produzido por Ricardo Vignini, lançado em 2006 pela gravadora Folguedo (FG3), gravado, masterizado e mixado no Estúdio "Bojo Elétrico", por Ricardo Vignini
e André Ferraz.
Esse CD não teve participação de nenhum outro Músico! Índio Cachoeira e Cuitelinho soltaram sua voz, tocaram Viola, Violão e Percussão, além de serem os
Compositores de todas as Músicas (exceto apenas a 14ª faixa - "O Cultivo da Maldade" (Celso Versutti)). De acordo com
Ricardo Vignini,
"
...cada seção de gravação foi uma Aula de Sabedoria (...) fico muito feliz em conseguir lançar mais esse CD pelo selo Folguedo, mostrando que ainda
existem Duplas Autênticas pelo Brasil..."

Tanto como Solista de Viola, como também em Dupla com o Cuitelinho, Índio Cachoeira, também realizou diversas apresentações em diversos lugares, tais como
Festas em Barretos-SP, além de programas do quilate do
Viola Minha Viola,
apresentado pela "Madrinha"
Inezita Barroso
na
TV Cultura de São Paulo-SP.

E a Dupla "Índio Cachoeira e Cuitelinho" também participou brilhantemente do show "Brasil com S", produzido por
Téo Azevedo,
em Dezembro de 2005 na
Estância Alto da Serra
em São Bernardo do Campo-SP, apresentação essa que, "para nossa felicidade", foi editada em DVD em dois volumes! Nessa apresentação, a dupla interpretou
"Prelúdio dos Pássaros" (Índio Cachoeira) e "A Viola e o Passarinho" (Índio Cachoeira - Cuitelinho).
Clique aqui
e conheça o
Site Oficial do Índio Cachoeira
com sua biografia, fotos, contato, vídeos, discografia, além de informações importantes sobre a Arte da Fabricação Artesanal da Viola Caipira.
Contato para shows:
Brasil Festeiro Produções Ltda.:
Av. Damasceno Vieira, 44 - 56C - 04363-040 - Aeroporto - São Paulo-SP - Brasil
Fone/Fax: (11) 5031-3905
Cel.: (11) 9204-6411
Falar com Marinéa
e-mail:
marinea@uol.com.br
contato@brasilfesteiro.com.br
thais@brasilfesteiro.com.br
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Ivan Vilela:
"Ele é genial no domínio da Viola de Dez Cordas... já o compararam com Vivaldi, como
compararam Zé Coco do Riachão a um Beethoven do sertão... Ivan Vilela é um virtuose
do instrumento".
Márcia Lage em comentário no Jornal "Hoje em Dia" de Brasília-DF.
Ivan Vilela Pinto é Violonista Clássico, Violeiro, Cantor, Compositor e Arranjador; nasceu
em Itajubá-MG no dia 28/08/1962. É o caçula de uma família de 11 filhos e, ainda garoto,
ganhou de seu pai um Violão, que foi seu primeiro Instrumento Musical. E começou a compor já
aos 11 anos de idade.
Iniciou sua carreira musical quando contava 17 anos, no Grupo "Pedra" e depois no
Grupo "Água Doce", conjuntos que pesquisavam as Raízes da Música do Sul de Minas.

Em 1984, Ivan formou um Duo de Voz e Violão com a cantora Pricila Stephan (Ivan e Pricila),
desenvolvendo um trabalho visando a resgatar o lirismo das canções mineiras. Parte desse
trabalho foi gravada no LP "Hortelã" em 1985.
Cursou Faculdade de História em Campinas-SP na UNICAMP. Mas, como "a Música falou mais alto"
ingressou em 1989 no Curso de Composição da UNICAMP.
Durante o estudo universitário, Ivan Vilela participou de diversos seminários de Musicologia,
Música Contemporânea e Música Brasileira. Teve como professores de Violão Clássico Éverton
Gloeden, Paulo Bellinati e Ulisses Rocha. Ivan também foi aluno do professor e compositor
erudito brasileiro contemporâneo
José Antônio Rezende de Almeida Prado .
Bacharel e Mestre em composição, no seu Mestrado, Ivan Vilela trabalhou com a fusão de linguagens musicais aparentemente
distintas, tendo composto inclusive a "Ópera Caipira" - "Cheiro de Mato e de Chão" sobre libreto de Jehovah Amaral, poeta
regionalista de Capivari-SP.
E em 1991, na UNICAMP, Ivan formou o trio de câmara "Trem de Corda" (atualmente
formado por Ivan Vilela (Violão e Viola), Esdras Rodrigues Silva (Violino) e Lara Ziggiatti
(Violoncelo)), trio esse que une a Música Erudita à Música Popular e que possui um repertório
calcado na MPB, em especial no Chorinho, com intervenções de Música Barroca. O "Trem de Corda"
faz uma verdadeira ponte entre os conceitos musicais "Erudito" e "Popular" com repertório
composto de Chorinhos da "Velha Guarda" (Pixinguinha, Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga,
entre outros) e também compositores contemporâneos, sempre valorizando o potencial
individual de cada instrumento e seu respectivo executante.
Também integrante do "Trem de Corda" (em sua formação inicial), o Violinista José Eduardo
Gramani selou uma amizade duradoura com Ivan e juntos se estimularam a conhecer cada um o
Universo Musical do outro. Ivan enveredou pela Música Erudita e José Eduardo se aventurou,
através das Cordas da Rabeca ao universo da música popular.

Destaque para o CD "Trilhas" lançado em 1994, que teve duas indicações para o Prêmio Sharp em
1994 e 1995, na categoria "Revelação Instrumental".
De 1992 a 1999, Ivan atuou como arranjador e instrumentista do grupo
Anima,
atendendo ao convite de José Eduardo Gramani. O grupo Anima possuía um repertório composto
por Música Medieval e Renascentista.

Ivan recebeu com surpresa o convite, já que não tinha nada em comum com o trabalho do
grupo. Levou
ao grupo Anima um pouco das pesquisas que trazia na Viola e ficou até 1993. Mas o
grupo resolveu fazer a "fusão" da Música Folclórica com a Música Medieval e novamente convidou
Ivan, já que ele era a pessoa certa para fazer a ponte entre os dois universos.

Desde então o grupo Anima vem unindo o Erudito e o Popular, o Medieval e o Folclórico.
Tendo gravado o CD "Espiral do Tempo" em 1998, o mesmo recebeu o prêmio Movimento
(1997/1998) (como Melhor Disco Instrumental), além do prêmio APCA (1998) (Associação Paulista
dos Críticos de Arte).
E o mesmo grupo também gravou em 1999 o CD "Além-Mar", com composições recolhidas desde a época
do Descobrimento do Brasil.

E foi em 1995, que Ivan Vilela assumiu a Viola Caipira como Instrumento Solista.
Desde então tem proporcionado o trânsito da Viola Caipira também para outros segmentos
musicais. Em 1998, Ivan recebeu indicação para o Prêmio Sharp 1998/1999 na categoria
Revelação Instrumental, pelo CD "Paisagens", trabalho instrumental que tem como base o tradicional
Instrumento Musical Caipira.
Também em 1995, Ivan ministrou o curso "Descobrindo Garoto", no SESC São José do Rio Preto-SP
buscando resgatar a obra de
Anibal Augusto Sardinha
(20/06/1915 - 03/05/1955), conhecido também como
Garoto,
um dos maiores compositores e violonistas da MPB, autor de "Gente Humilde",
"Gracioso", "Duas Contas" e "Choro Triste", entre muitas outras preciosidades. Também em 1995,
lecionou o curso "Viola Caipira - Um Resgate", através do Prêmio Estímulo da Secretaria de
Cultura de Campinas-SP.
Um dos trabalhos do qual Ivan se orgulha é a "Musicalização de Crianças", trabalho esse
realizado a partir da construção de instrumentos musicais empregando sucata e também da coleta
do Folclore Infantil local. Esse trabalho foi realizado em Bauru-SP, Taubaté-SP e Carmo da
Mata-MG.

Ao longo de sua carreira musical Ivan Vilela pesquisou inúmeras festas de Folia de Reis,
Congadas, Caiapós, Batuques, Catopés, Vilões, Catiras, Marujadas e Moçambiques no Sul de Minas,
Vale do Jequitinhonha e também no Norte de Minas. De 1987 à 1994, Ivan pesquisou juntamente
com o antropólogo Carlos Rodrigues Brandão, manifestações da Cultura Popular das Minas Gerais.
Viajaram à região do Urucuia, Rio São Francisco e Vale do Jequitinhonha, onde percorreram
inclusive as "trilhas narradas por João Guimarães Rosa", autor do célebre "Grande Sertão:
Veredas".
Profissionalmente, além da composição e interpretação, Ivan Vilela trabalha como Professor
Universitário e ministra cursos e seminários sobre Cultura Popular Brasileira, Harmonia Modal,
Estética e História da MPB e Viola Caipira, em Campinas-SP e região. Também é colaborador de
revistas de música como a Guitar Player.
Também tem participado como jurado em diversos festivais de música nos estados de Minas
Gerais e São Paulo. Já se apresentou também em diversos programas de TV, tais como "Terra
da Gente" (na Globo), "Metrópolis", "Repórter Eco", "Viola minha Viola", e na série "Violeiros do Brasil",
(esses quatro na
TV Cultura
de São Paulo), além de programas especiais na TV Minas, TV Alterosa
e Canal Rural.
Entre suas composições (mais de 100), constam peças instrumentais, trilhas sonoras
para filmes e peças teatrais, além da "Ópera Caipira" "Cheiro de Mato e de Chão".
Quero abrir aqui um parêntesis para falar um pouquinho sobre esse interessantíssimo trabalho de
Ivan Vilela que é a Ópera Caipira "Cheiro de Mato e de Chão":
A proposta partiu da soprano Niza de Castro Tank, que é uma excelente intérprete das Óperas
de
Antônio Carlos Gomes,
compositor nascido em Campinas. Niza participou inclusive da primeira
gravação mundial da ópera "O Guarani" interpretando o papel de Ceci, acompanhada pela Orquestra
Sinfônica de São Paulo sob a regência de Armando Belardi, no início da década de 60.
Ao receber das mãos do Maestro Armando Belardi uma cópia dessa gravação, foi que o então
Presidente da República Juscelino Kubitschék de Oliveira, muito feliz com o presente, decidiu
utilizar a célebre Abertura da Ópera "O Guarany" do renomado compositor campineiro, como prefixo
do programa "A Voz do Brasil".
Mas, "voltando à ópera", tendo Ivan entrado em contato com o texto do libreto (escrito por
Jehovah Amaral, poeta regionalista de Capivari-SP),
pode perceber que a obra havia sido escrita na pura tradição dos romances medievais, além de
exaltar os valores e a Cultura do Homem do Campo.
Ivan Vilela optou por uma "instrumentação mista", combinando os instrumentos tradicionais da
Orquestra Sinfônica com instrumentos encontrados nas festas populares, formando assim uma
"Orquestra Caipira".
Ivan inseriu também citações de clássicos Caipiras famosos para cada gênero visitado e
"Tristezas do Jeca" (
Angelino de Oliveira
), foi por ele escolhida como tema reincidente em
grande parte da narrativa Musical.
A Ópera Caipira de Ivan Vilela, composta de dois atos, trata de estórias de amores e contendas
entre colonos e
senhores, carreiros e berranteiros que cruzam o arraial contando suas histórias, uma feira
com vendedores de frutas, salgados e ervas medicinais, um mascate turco que anima uma festa
e a ópera também recria tradicionais manifestações populares, tais como Procissão, Desafio de Cururu,
Folias do Divino, Festas Juninas.
Ao final da Ópera, todos cantam e dançam a quadrilha ao redor da fogueira, em louvor a São João!!
Clique nos links abaixo e ouça:
Armorial
(Ivan Vilela)
Saudade da Minha Terra
(Goiá - Belmonte)
Voando Com A Asa Branca
(Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira - Ivan Vilela)
Interpretações de Ivan Vilela em Arquivos Musicais pertencentes ao seu
Site Oficial.
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Junior da Violla:

Professor e Violeiro Solista, nascido na Capital Paulista em 02/01/1978, Ernestino
Ciambarella Junior, o Junior da Violla, é conterrâneo de
Inezita Barroso
e também de
Sérgio Reis
e, desde criança, ouvia no
rádio da casa de seu avô autênticas Obras Primas da nossa Música Caipira Raiz nas vozes de Tião
Carreiro, Tonico e Tinoco e Zé Carreiro e Carreirinho, entre outros.
Em 1983, com apenas 5 anos de idade, ganhou um teclado, no qual compôs sua primeira música
("O Amor"). Tinha apenas 6 aninhos!
De 1990 a 1992 foi percussionista no grupo “Sus Four”. Em 1993, com 15 anos de idade, foi que
teve o primeiro contato com o Violão e, aos 17, praticou no Baixo, e participou do grupo de
heavy-metal "Web of Spider".
O interesse pela Viola Caipira surgiu então aos 18 anos de idade, quando viu pela primeira vez
o pantaneiro
Almir Sater.
Junior também levou a Viola através de outros estilos como Blues e Rock, e passou por grupos
como “Blood Eyes” e “Why Rock”.
No ano 2000 conheceu Rui Torneze de Araújo, que se tornou seu mestre e principal influência.
Foi membro efetivo da Orquestra Paulistana de Viola Caipira, entre 2000 e 2001 e, juntamente
com a Orquestra, participou do “Viola Minha Viola”, apresentado pela Comendadora
Inezita Barroso
na
TV Cultura de São Paulo,
e do Programa “Célia e Celma”
no Canal Rural, entre outros programas, além de diversos shows pelo Interior Paulista.
Passou a dar aulas particulares de Viola Caipira em São Paulo, ainda no ano 2000 e, a partir de
Agosto do mesmo ano, ligou-se à Escola de Música Opus. Foi também aluno de Viola Caipira na ULM
(Universidade Livre de Música) em 2001 e assumiu a cadeira de Viola Caipira da Escola Livre de
Música Pich & Bend.
Ainda em 2001, juntamente com o estudo na Faculdade de Música UNICSUL, Junior da Violla
também estudou Violão Erudito tendo o violonista Edílson de Lima como professor. Como, no
entanto, Junior já tocava a Viola Caipira há bastante tempo e “Violão é Violão e Viola é
Viola”, as técnicas são diferentes e, dessa forma, Junior enfrentou um desafio muito
interessante, tendo afinado a Viola na mesma afinação do Violão e, desta forma, conseguiu
desenvolver uma excelente técnica que podemos perceber, por exemplo, no solo de “Chalana”
(Mário Zan – Arlindo Pinto), como será mencionado logo adiante.
Trabalhou também ao lado do flautista Nelson Barbosa e com o grupo “Falsos Profetas” onde
combinou a Viola Caipira Paulista com a Sanfona Nordestina. No mesmo ano, em Novembro, gravou
com Nelson Barbosa para o programa Célia & Celma e, juntamente com a dupla Lulu e Zé Gaucha,
conquistou o primeiro lugar no 7º Festival de Música da UNICSUL, além do prêmio de "Melhor
Arranjo" que lhe foi conferido.
A partir de 16/12/2001 passou a reger a Orquestra Sinfônica Caipira, a qual, em Setembro de 2002,
passou a se chamar Orquestra de Violeiros de São Paulo.
Foi inclusive no primeiro semestre de 2003, numa apresentação da OVSP no Talk-Jazz na Capital
Paulista, que tive a felicidade de conhecer o trabalho de Junior da Violla, ocasião na qual
percebi também seu excelente Solo de Viola, principalmente na interpretação de “Chalana”
(Mário Zan – Arlindo Pinto), com excelente técnica, comparável à de Violonistas Eruditos,
utilizando brilhantemente o recurso de “pizzicatti” com as Cordas da Viola!! Foi realmente
uma das melhores interpretações do célebre sucesso de Mário Zan que tive a oportunidade de
ouvir!!
Voltei também a assistir a OVSP sob a regência de Junior da Violla em Abril de 2003 no
“Chiquinho” (anexo do Parque Chico Mendes) em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.
Em Abril de 2002 gravou para o programa Célia e Celma com o recém fundado grupo
"Som da Terra" e se tornou “endoser” das Violas Rozini. Também ao longo do ano de
2002 passou a estudar Harmonia Funcional e Improvisação com o professor Fábio Negrone.
Assumiu no mesmo ano a cadeira de Viola Caipira da Escola de Música Jam Session.
No início de 2003, passou a ensinar Viola Caipira no Núcleo de Arte Musical (NAM).
Junior da Violla desenvolve atualmente a carreira de Solista e está planejando o lançamento de
seu primeiro CD, o qual será composto de interpretações em Solo de Viola
"sem a ajuda de outros instrumentos de acompanhamento", o que nos mostrará, portanto,
mais uma vez o potencial do tão tradicional Instrumento Musical Caipira Raiz!!
Clique nos links abaixo e ouça:
Calix Bento
(da "Folia de Reis" das Minas Gerais adaptado por Tavinho Moura)
Chão Marcado
(Junior da Violla)
Rio Sorocaba
(Junior da Violla)
Tristeza do Jeca
(Angelino de Oliveira)
interpretações em solo de Junior da Violla em Arquivos Musicais pertencentes ao
Site Oficial de
Junior da Violla, rico em informações sobre o tradicional instrumento musical brasileiro e
também com a agenda de suas apresentações. Convido o Apreciador a visitar também esse site.
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Luciano Queiroz:

Nascido em Paraguaçu Paulista-SP, Luciano Henrique de Queiroz é Violeiro no duplo sentido da palavra, já que na Língua Portuguesa,
esse termo pode designar tanto o "Tocador de Viola" como também o "Construtor de Violas".
Como "Tocador de Viola", sua história se inicia por volta de 1994 quando teve o primeiro contato com o Instrumento Musical, que ganhou
de presente de seus pais. Apesar de ter começado cedo, não possuía ainda aquela sensibilidade suficiente para descobrir que a Viola
passaria a ser a sua companheira para o resto da vida...
Com poucos anos de idade, mudou-se para a cidade de Assis-SP, onde reside atualmente, apesar de já ter residido em diversos outros
lugares, tais como São Bernardo do Campo-SP (onde estudou Engenharia Mecânica na FEI - Faculdade de Engenharia Industrial), Jaboticabal-SP
(onde estudou Zootecnia na UNESP - Universidade Estadual Paulista) e também no Mato Grosso do Sul (onde exerceu por algum tempo a Profissão
de Zootecnista).
Apesar de ser um pouco autodidata na Viola Caipira, Luciano Queiroz faz questão de citar a enorme ajuda que recebeu de grandes Mestres
Violeiros tais como Jorge Rosa (Mestre Folião residente em Paraguaçu Paulista-SP), Mario Carrer (Violeiro que ele conheceu em São Bernardo
do Campo-SP, quando estudava Engenharia Mecânica na FEI), além do Grande Violeiro e Luthier
Levi Ramiro
que, segundo o próprio Luciano, foi um Amigo que lhe abriu as portas para a Arte da Luthieria, um universo que ele sempre quis, mas nunca
tinha tido oportunidade de conhecer.
Como "Luthier", nome de origem francesa dado ao "Violeiro Construtor" (em Francês, para ser mais exato, "Construtor de Alaúde"), começou a
trabalhar por volta de 2003 e 2004, época em que ainda exercia a profissão de Zootecnista. Já no ano de 2005 resolveu abandonar a Zootecnia
para se dedicar exclusivamente à fabricação de Instrumentos Musicais, a Luthieria.
Luciano reside atualmente em Assis-SP com sua Esposa Suzzi e, em sua própria residência, mantém a Oficina na qual, além dos diversos tipos
de Viola Caipira, fabrica também, de forma artesanal, Violões com Cordas de Nylon e também de Aço, além de Bandolins, Cavaquinhos e diversos
outros Instrumentos Musicais de Cordas.
Luciano utiliza matérias-primas oriundas de diversas partes do Planeta, de todos os cinco continentes, trabalhando exclusivamente com
madeiras nobres selecionadas, algumas delas já em fase de extinção, tais como Ébano, Jacarandá, Mogno, Cedro, Abetos, Maple e Imbúia, entre
diversas outras.
No caso específico de madeiras em fase de extinção, as mesmas são obtidas principalmente de imóveis de madeira que tenham sido demolidos, além de
móveis de madeira que tenham sido "descartados" pelos seus proprietários.
Luciano procura trabalhar de forma individual em cada Instrumento Musical, buscando dessa forma alcançar maior qualidade sonora e de acabamento
em cada Instrumento finalizado.
Luciano Queiroz conta hoje com mais de uma centena de Instrumentos Musicais por ele fabricados, distribuídos em cerca de 15 Estados Brasileiros,
além de Países como Japão, Estados Unidos, Inglaterra e Canadá.

Quero aqui destacar o excelente CD "Da Oficina Para O Estúdio", que Luciano Queiroz lançou em 2009 pela Folguedo-Tratore, gravado no
Estúdio Bojo Elétrico em São Paulo-SP por Ricardo Vignini (entre Junho e Agosto de 2009) e também no Estúdio Octans em Assis-SP.
Nesse CD, Luciano se mostra um excelente Solista da Viola Caipira em todas as faixas, que são instrumentais, contando também com
a participação de
Cachoeira
(Violão Base, Violão Baixo e Violão Dinâmico), Marcelo Berzotti (Baixo), Mingo Jacob (Percussão), Claudemir Alevato (Acordeom) e Ricardo Vignini (Violão
Base e Cavaquinho).
Em todas as faixas, Luciano sola a Viola Caipira na afinação "Cebolão", exceto na terceira faixa "Catolé" (Luciano Queiroz), na qual a Viola Caipira é
afinada em "Rio Abaixo". E, na nona faixa "Cocho de Caxeta" (Luciano Queiroz), Luciano sola uma Viola de Cocho fabricada pelo
Braz da Viola!!
E Luciano Queiroz é o Compositor de todas as Músicas desse maravilhoso CD, que pode ser adquirido diretamente do
Site Oficial de Luciano Queiroz!
Clique aqui
e conheça o
Site Oficial de Luciano Queiroz,
excelente Sítio na Internet, onde, além de mostrar (em dois Idiomas) o seu trabalho como Luthier, é também uma excelente Fonte de Pesquisa e Informação
sobre a Cultura Caipira de um modo geral, além da Loja Virtual, na qual o Apreciador pode adquirir raríssimos Livros, CD's e DVD's, muitos dos quais
produzidos de forma independente e de valor inestimável!!
Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Ricardinho, Luciano Queiroz e
Dino Franco,
na residência do Compositor, em Rancharia-SP, no dia 19/10/2008:
Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Ricardinho e a Esposa (Netinha), Suzzi e seu Esposo Luciano Queiroz, Dona Edna e Sr. Expedito (os Pais de Luciano
Queiroz), na Estação Ferroviária de Paraguaçu Paulista-SP, no dia 19/10/2008, ocasião na qual tive a felicidade de conhecer o "Trem Turístico Moita Bonita",
em companhia do "Cumpadre" Luciano Queiroz & Família!!:
Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Fátima (Esposa de
Ramiro Vióla),
Netinha (Esposa de Ricardinho), Suzzi (Esposa de Luciano Queiroz), Ângela Lopes (Esposa de
Chico Lobo)
e, "agachado", Pedro Mestre (Violeiro Português), após a brilhante apresentação que teve lugar no SESC de Bauru-SP em 12/09/2007. À direita, na mesa, Chico Lobo, autografando:
Na foto abaixo, da esquerda prá direita, o Radialista José Francisco (
Rádio Paraná Educativa
de Curitiba-PR), Pedro Mestre (Violeiro Português), José Simião (Estudioso da Cultura da região de Pardinho-SP, Bofete-SP e Botucatu-SP e idealizador do
Projeto de Recuperação da Igreja de
Bom Jesus do Ribeirão Grande),
"Cumpadre" Luiz Viola,
Ricardinho,
Chico Lobo
e o Luthier Luciano Queiroz, após a apresentação de
Chico Lobo
e Pedro Mestre (Violeiro Português) no SESC de Bauru-SP em 12/09/2007:
E, na foto abaixo (de autoria de Helen Lopes),
João Araújo
com seu "Violão Infinito", feito pelo Luthier Luciano Queiroz, sendo que o formato da "boca" do Violão é o símbolo que
representa um número que "tende ao infinito", em Linguagem Matemática:
Esse símbolo matemático (semelhante a um "oito deitado") tem muito a ver com Guimarães Rosa, natural de Cordisburgo-MG e autor do Livro
"Grande Sertão Veredas". Em entrevista à revista "Violão-Pro",
João Araújo
afirma que
"
...Queria um Violão Especial com madeiras usadas em Violas, representando assim minha admiração e respeito. E mais: um desenho exclusivo,
simbolizando meu vínculo com Cordisburgo-MG, terra de meu avô e também de João Guimarães Rosa. A opção foi o símbolo matemático do
infinito, sempre citado pelo grande Escritor. Ele, como todo Artista, queria que sua Obra fosse eterna, infinita - o que acabou acontecendo.
O sonho só se realizou graças à dedicação e empenho do amigo, Violeiro e Luthier Luciano Queiroz que não mediu esforços para tornar
real a idéia de construir um Instrumento correspondente às minhas características e anseios e ainda com uma boca completamente inédita:
um desenho do infinito traçado originalmente pelas próprias mãos de Guimarães Rosa. Luciano personalizou para mim um modelo clássico com
'cutaway'
, com fundo, laterais, escala e cavalete em Jacarandá-Da-Bahia; tampo em abeto Enelmannn, braço em mogno, tarraxas Gotoh e
captador Fishman Prefix Plus Ax4. Isso se deu em 2007, já com vistas ao centenário de Guimarães Rosa, em 2008 - quando gravei com o Violeiro
Rodrigo Delage
e o Maestro Geraldo Vianna o álbum 'Imaginário Roseano'
, homenagem à Literatura e ao Sertão.
"
E, na foto abaixo, da esquerda prá direita, Suzzi (Esposa de Luciano Queiroz), o Luthier Luciano Queiroz,
João Araújo,
"Cumpadre" Luiz Viola,
César (Amigo do
"Cumpadre" Luiz Viola)
e, de costas, Ricardinho, por ocasião de um inesquecível encontro que teve lugar no Rancho do Violeiro do
"Cumpadre" Luiz Viola,
em 06/04/2007, ocasião na qual conheci pessoalmente o Luthier Luciano Queiroz!!
Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Luciano Queiroz,
Tinoco
e o Sr. Expedito (Pai de Luciano), em Assis-SP, no dia 17/10/2008:
E, na foto abaixo, da esquerda prá direita, Suzzi (Esposa de Luciano Queiroz),
Tinoco
e o Violeiro e Luthier Luciano Queiroz, em Cândido Mota-SP, na noite de 17/10/2008:
E a "belíssima Violinha em miniatura" na foto abaixo foi um presente artesanal personalizado do Luthier Luciano Queiroz para o "Cumpadre"
Luiz Viola
de Bauru-SP, para o "Cumpadre" João Araújo (
Viola Urbana) de
Belo Horizonte-MG e também para Ricardinho, o criador desse site!! Muito obrigado, "Cumpadre" Luciano!! Ah, sim: a Pinguinha é Mineira!!)
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Marcus Biancardini:
"Marcus Biancardini é um Violista excepcional, dono de uma técnica extraordinária a serviço
de uma musicalidade igualmente excepcional. Terá um belo futuro no panorama da Música
Instrumental Brasileira."
O comentário acima é do excelente Violonista Erudito Turíbio Santos, que também é Diretor do
Museu Villa-Lobos
do Rio de Janeiro-RJ. Tal comentário se encontra na contra-capa do CD/DVD/CD-ROOM "Viola de
Gravata" de Marcus Biancardini.
Nascido em Goiânia-GO no dia 26/10/1978, Marcus Biancardini, além do virtuosismo no solo de
Viola, também é formado em Administração de Empresas. Marcus se auto-define como Concertista de
Viola.
Autodidata, Marcus começou a tocar Viola aos dezessete anos de idade, inspirado em
Renato Andrade:
"Quando o ouvi pela primeira vez pude sentir o real valor e a beleza da Viola. Renato
redescobriu a Viola, tirando dela sons jamais imaginados, algo que mistura o Caipira com o
Erudito, sem perder a originalidade". (Marcus Biancardini em entrevista concedida ao
Professor Álvaro Catelan em Goiânia-GO).
Foi de seu pai, o professor Maurício Biancardini do Colégio Objetivo que Marcus Biancardini
ganhou sua primeira Viola e foi também de quem ele herdou o gosto pela Música Sertaneja. O
professor Maurício costumava convidar duplas sertanejas diversas para animar as festas na
fazenda da família no interior do Estado de Goiás. E Marcus Biancardini apurou sua técnica
nas audições dos violeiros favoritos, nas quais prestava atenção aos mínimos detalhes.
Tendo se apresentado no Teatro Nacional de Brasília-DF juntamente com
Renato Andrade,
de quem é discípulo, Marcus Biancardini era por ele considerado como o seu mais autêntico
sucessor. De acordo com a escritora e jornalista Rosa Nepomuceno, na página 51 de seu
excelente livro "Música Caipira - Da Roça Ao Rodeio", Renato Andrade considerava Marcus
"... de família de recursos e saiu violeiro. Aprendeu a tocar ouvindo meus discos e
toca com todos os dedos! E olha que tem muita dedeira nesse trem!". Ainda de acordo
com Rosa, Renato Andrade com esse comentário
"... criticava o pessoal que puxa as cordas
com auxílio do acessório." Renato Andrade também dedicou ao jovem Solista de Viola a sua
música "Sentado no Pilão", presente num de seus últimos CD's.

Esse jovem Violeiro de origem italiana nos apresenta em seu primeiro CD (Visom Produções
Artísticas Ltda., sob a Direção de Produção de Carlos de Andrade) 12 músicas quase todas
de sua autoria onde ele mostra seu incrível virtuosismo no tradicional instrumento musical
passando pelos mais diversos ritmos tais como Pagode, Guarânia, Polca e até mesmo os elementos
característicos da Música Espanhola, como é o caso da música "Andaluzia". E, na música "Viola de
Gravata", que é a faixa-título do disco, arranjada por Marcus Biancardini, ele nos mostra
um pot-pourri com a Canzonne Napolitana "Torna A Surriento" (di Curtis), o Fado "Coimbra"
(Raul Ferrão - J. Galhardo), bem como as Eruditas "As Quatro Estações" (Vivaldi) e a célebre
"Serenata" (Franz Schubert)!!
No mesmo disco, também podemos assistir a duas faixas Multimídia, onde podemos ver, durante
cerca de 12 minutos, seus ágeis dedos tanto da mão direita como da mão esquerda passeando
pelas cordas, e pelo braço da Viola!! Dentre outras peripécias, Marcus Biancardini vira a Viola
ao contrário e, passando a mão pela madeira lisa, tira a sonoridade como se as cordas fossem
invisíveis e estivessem realmente no lado de trás do tradicional instrumento caipira! Um
excelente trabalho com a mão esquerda no braço da viola, sem sombra de dúvida!!
Participa também do disco o Violonista e Luthier Roberto de Matthus (Felixlândia-MG - Fone:
(31)3638-6347) que, por sinal, é quem fabrica as Violas que Marcus executa nas afinações "Rio
Abaixo" em Sol Maior e "Cebolão" em Mi Maior. E, além do seu notável virtuosismo, Marcus
Biancardini é também um excelente compositor, cujas músicas revelam não apenas os sons do
Brasil Caipira, mas também a sua origem italiana! Vale a pena ver ouvir o maravilhoso trabalho
musical desse CD/DVD.
Está em fase de lançamento o CD "Viola de Gravata" - Vol. 2 - disponível por enquanto nas lojas de
Goiânia-GO e Brasília-DF. Brevemente será distribuído para todo o Brasil.
E, em 2006, Marcus Biancardini recebeu dos filhos e do neto de
Renato Andrade
a Viola que o acompanhou durante toda a sua carreira no Brasil e
"no Estrangeiro, do outro
lado das águas!", como o inesquecível
Renato
costumava dizer. Dessa forma, o jovem Solista prossegue com a maravilhosa Arte de pontear a Viola, com
esse Ponteado ecoando agora no Instrumento Musical que pertenceu ao seu maior Ídolo e Mestre,
que foi o saudoso
Renato Andrade.
E, para quem quer iniciar a Arte de tocar a Viola Caipira, Marcus Biancardini aconselha:
"Penso que na vida nada vem de graça. Tudo tem o seu preço, seu esforço e dedicação. Com a
Viola não é diferente. Acho que o ponto de partida para aprender tocar Viola é gostar muito da
Viola. Depois muito amor, dedicação e disciplina, pois esses são os Verdadeiros Mestres dos
Violeiros."
Quero aqui convidar o Apreciador a visitar o
Site Oficial de Marcus Biancardini
contendo biografia mais detalhada, agenda de shows, e diversas informações sobre esse
excelente Concertista de Viola!
Contato para shows:
e-mail:
marcusbiancardini@marcusbiancardini.com.br
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Mazinho Quevedo:

Osmar Lucianeti Quevedo nasceu em 28/03/1965 em Adamantina-SP, na barranca do Rio Paraná; em
1987, formou-se em Odontologia pela Unicamp, em Campinas-SP. No entanto, ele garante: não troca
jamais a Viola pelo "Boticão"; e, na Viola Caipira, esse notável solista não se restringe
apenas e tão somente uma única vertente musical. Uniu o Erudito ao Folclórico: a Viola de
Tião Carreiro
ao virtuosismo de Hermeto Pascoal, à Música Erudita de Heitor Villa-Lobos e também à "brejerice"
de
Tonico e Tinoco.
Mazinho foi influenciado também pelo saudoso violeiro Bambico e pela nossa boa MPB, inclusive
pelo Instrumental Brasileiro, além do Jazz e da Música Flamenca Espanhola. Mazinho Quevedo
também é Maestro e fundador da Orquestra de Violeiros de Araras-SP.
Mazinho começou a tocar Viola aos 10 anos de idade, gostando desde cedo de ritmos tradicionais,
tais como Toada, Cateretê, Pagode Caipira, Moda de Viola, Guarânia, Rasqueado, Polca e Catira.
E, através dessa paixão pelo Interior e pela Raiz Folclórica, acabou criando um estilo único.
Tudo começou quando sua vó pediu para que fosse buscar uma lata de massa de tomate no
supermercado... e que voltasse logo, já estava na hora do almoço...
E, na frente do supermercado, estava uma "Variant" azul estacionada, com placa de Piracicaba-SP
e, no bagageiro, além de umas "traia de pesca" e uns trecos de cozinha amontoados,
estava encostada no vidro, sem a capa... uma Viola... que Mazinho reconheceu como tal...
Cintura fina, uma elegância que contrastava com o pé descalço de Mazinho, mas que, ali,
naquela hora, parecia que já o aceitava...
E, após contemplar a Viola por uns intermináveis 10 minutos, saíram dois homens do supermercado
em direção à Variant, e Mazinho perguntou:
- Você toca Viola?
- Não... é ele... Como você sabe que é Viola, menino?
- Tem dez cordas...
- Você toca?
- Um pouquinho - mentiu Mazinho - me deixa ver ela de perto! Deixa?
- É tarde, menino, nós vamos pra Panorama...
Nisso um deles pergunta para o outro:
- Você pegou o álcool?
- Esqueci... - respondeu o outro.
E, enquanto o rapaz foi buscar o álcool, o violeiro desconhecido concordou em tocar...
E Mazinho viu o homem tirar a Viola de dentro do carro e, após uma "ligeira temperada", fez um
ponteado e terminou com uma batida de Pagode (o tradicional ritmo criado por
Teddy Vieira e
Tião Carreiro).
Meio hipnotizado... meio bobo... meio em transe... O fato é que naquele momento Mazinho não
tirava os olhos das mãos do desconhecido Violeiro, como se seus ouvidos estivessem sintonizando
uma "terceira" ou "quarta dimensão"...
"É isso que eu quero, para o resto da minha vida!!! Pronto, estava "feito o pacto"... Dali
para a frente seria sempre o Mazinho Quevedo da Viola..."
Lógico que acabou "tendo um problema"... Mazinho "havia se esquecido da massa de tomate"...
e os avós, preocupados, pois Mazinho tinha demorado demais...
Essa entrevista foi concedida por Mazinho Quevedo à EPTV no
Sítio do Caipira. Não sabemos no entanto quem foram os desconhecidos violeiros que
exerceram influência decisiva em Mazinho Quevedo e em nossa Boa Música Brasileira!!

E os discos de
Tião Carreiro
despertaram em Mazinho o interesse em aperfeiçoar-se no toque da Viola. Em 1984, foi morar em
Araras-SP, onde prosseguiu os estudos do tão tradicional instrumento musical Caipira Raiz. Nesse
mesmo período, começou a compor suas melodias através da observação do cotidiano do Interior
Paulista, com suas "Histórias de Boiadeiros", a Natureza e as Tradições Culturais.
Participou também do "Projeto Terra da Viola" que levou Mazinho a se tornar o primeiro Violeiro
Solista da Orquestra Sinfônica de Piracicaba (entenda-se "Violeiro", como executante de "Viola
Caipira", pois existe também a Viola, tocada com Arco, um pouco maior do que o Violino, que é
integrante permanente da tradicional Orquestra Sinfônica). E, no programa "Terra da Viola",
Mazinho também participou juntamente com
Inezita Barroso
de um especial sobre a obra de
Cornélio Pires,
o grande pioneiro da Música Caipira Raiz.
Entre suas influências musicais estão, além do já mencionado Rei do Pagode, que foi o
Tião Carreiro,
excelentes músicos do quilate de Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Heitor Villa-Lobos, além
dos brasileiríssimos
Tonico e Tinoco,
Waldir Azevedo e Luiz Gonzaga, além de Músicos Eruditos Europeus tais como Maurice Ravel
(o célebre compositor francês, autor do famoso "Bolero") e o excelente Violonista Espanhol
Paco de Lucia!
Mazinho também compôs a trilha sonora do programa "Terra da Gente", da EPTV, de Campinas.
Fez também releitura das obras musicais de Mazzaropi, além de ter também diversas composições
gravadas por variados intérpretes da Música Caipira Raiz.
Mazinho também se apresentou em teatros de diversas cidades, tais como Piracicaba,
Adamantina, Rio Claro, Descalvado e Poços de Caldas, além de diversas participações no
excelente programa "Viola Minha Viola", produzido por Rivaldo Corulli e apresentado por
Inezita Barroso
na
TV Cultura
de São Paulo-SP.
Mazinho é atualmente o Regente da Orquestra de Violeiros de Araras-SP, onde reside.
Contato para shows:
(19) 3541-3235
e-mail:
mazinhoquevedo@itelefonica.com.br
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Nestor da Viola:

Batizado com o nome de Antônio Francisco, esse notável Solista de Viola, Cantor e Compositor
nasceu em Birigui-SP no dia 03/11/1938.
Possuindo apenas um velho Violão como Instrumento Musical, Antônio formou em 1950 a dupla
"Tonico e Arlindo" juntamente com seu irmão Arlindo Francisco (nascido em 1944 também em
Birigui-SP), dupla essa que começou a se apresentar na Rádio Clube de Biriguí-SP (apenas
coincidência de nome com o inesquecível
Tonico
que integrou juntamente com seu irmão
Tinoco
a
Dupla Coração do Brasil).
Buscando novas oportunidades, Antônio Francisco trocou sua cidade-natal pela Capital Paulista,
no início da década de 1960. Em São Paulo-SP, de início, foi faxineiro num edifício na Rua
Direita e, na mesma época, passou a acompanhar, nas horas de folga, o programa "Crepúsculo
Sertanejo", sob a direção de Geraldo Meireles, na Rádio Nove de Julho, que era bem próxima do
local onde Antônio trabalhava.
Foi no "Crepúsculo Sertanejo" que Antônio Francisco conheceu o Compositor José Ferreira Lemos, o
famoso Nízio, que lhe foi apresentado por João Rosante (que era o Marrueiro que integrou a
inesquecível dupla com
Sulino).
Natural de Divinópolis-MG, Nízio já havia formado juntamente com Ludovico Patrinhani (de Lençóis
Paulista-SP) a dupla "Nízio e Nézio". Na ocasião, Nízio procurava por um parceiro: foi formada
então a dupla "Nízio e Nestor", que foi bem sucedida num teste na gravadora Chantecler (hoje
Warner Music). E, em 1964, "Nízio e Nestor" gravaram pelo selo "Sertanejo" o primeiro disco 78
RPM, com a Valsa Rancheira "Teu Infeliz Casamento" (Rubens Armani - João Gonçalves - Onésimo
Davi) e o Huapango "Nem Sempre O Amor É Um Sonho Bom" (Rubens Gonçalves - José Mariano -
Ramiro Rizzo).
Seguiram mais 4 Compactos e 6 LP's, além de apresentações em renomadas emissoras de Rádio, tais
como a Nacional, a Bandeirantes e a Piratininga de São Paulo-SP. E um desses discos, por sinal,
contou com a participação da cantora
Nalva Aguiar,
que iniciava na época sua carreira artística, com repertório predominante no rock da Jovem Guarda.
A dupla, porém, desfez-se repentinamente no ano de 1966, com o falecimento do Nízio.
Vale lembrar que Nízio também foi o compositor da belíssima "Rainha do Paraná" (Nízio) que foi
mais tarde gravada também em Solo de Viola pelo Nestor num excelente CD lançado em 2000, como
será visto logo abaixo.

Antônio Francisco, o Nestor, formou novamente a dupla com seu irmão Arlindo Francisco, que havia
adotado então o nome de Nestorzinho: estava formada a dupla

"Nestor e Nestorzinho" que gravou
mais de 30 Discos em mais de 10 anos de existência. Um dos mais famosos sucessos da dupla foi o
Pagode "O Calhambeque Do Nestor E Nestorzinho" (Nestor), o qual satirizava o sucesso "Festa de
Arromba" (Roberto Carlos - Erasmo Carlos).
E, em 1990, Nestor criou uma Escola de Viola, a qual chegou a ter mais de 80 alunos.
Em 1996, "Nestor e Nestorzinho" lançaram o CD "Relógio Quebrado", com antigos sucessos da
dupla remasterizados, dentre os quais, "Milagre De Tambaú" (Palmeira - Teddy Vieira),
"Nova Flor (Os Homens Não Devem Chorar)" (Palmeira - Mário Zan), "O Calhambeque Do Nestor E
Nestorzinho" (Nestor), além da faixa-título "Relógio Quebrado" (Teddy Vieira - José Russo).

E, em 1997, Solando a Viola Caipira, Nestor lançou pela
Movieplay
o CD "Rei do Gado", que brinda o Apreciador
com primorosas interpretações de inesquecíveis Clássicos do Repertório Caipira Raiz, tais como
"Viola Minha Viola" (Moreno), "Berrante, Catira e Viola" (Moreno), "Chitãozinho e Xororó"
(Serrinha - Athos Campos), "Chalana" (Mário Zan - Arlindo Pinto), "Viola Cabocla" (Tonico -
Piraci), além da faixa-título "Rei do Gado" (Teddy Vieira).

Reconhecido como Instrumentista, Nestor da Viola, com o título de "O Violeiro Mais Sertanejo do
Brasil", gravou mais 4 CD's solando o Tradicional Instrumento Musical Capira Raiz.

Quero aqui destacar também o CD "Solos de Viola Caipira", lançado no ano 2000, também pela
Movieplay,
onde Nestor sola a Viola Caipira acompanhado por Zino Brito (Violão). Gravado no New Studio em
São Paulo-SP, e produzido por Talmo Scaranari, esse CD também brinda o Apreciador com
belíssimas páginas do Repertório Raiz, como por exemplo,
"A Enxada E A Caneta" (Capitão Barduíno - Teddy Vieira), "Rainha do Paraná" (Nízio), "Lembrança"
(José Fortuna), "Saudades de Matão" (Antenógenes Silva - Jorge Gallati - Raul Torres),
"Sementinha" (Itapuã - Dino Franco), "Folias De Reis" (Nestor), "Casinha Pequenina" (Domínio
Público - arranjo: Nestor), "Meu Sertão" (José Lopes) e "Mãe Amorosa" (Tanabi - Aleixinho),
apenas para citar algumas.
Nestor da Viola continua "na estrada" em dupla com Nestorzinho e também como Solista de Viola,
ensinando também a técnica do Tradicional Instrumento Musical Caipira Raiz.
E Nestor toca seu maravilhoso repertório na Viola
Rozini
que, por sinal, está para lançar um modelo ("grife") com o nome "Nestor da Viola".
Contato para Shows e Aulas de Viola Caipira:
Fone: (11) 6918-7493
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Neto Stéfani:

Esse jovem Violeiro Solista, Músico, Arranjador, Compositor e Professor de Viola Caipira,
Marcelo Stefani Neto, nasceu no dia 22/03/1975 em Bragança Paulista-SP, onde foi criado numa
fazenda até os 13 anos de idade.
Seu avô materno lhe deu um Violão quando ele tinha 11 anos de idade, pois havia percebido
que seu neto realmente gostava da Arte. O próprio Neto Stéfani nos conta com emoção:
"...lembro-me como se fosse hoje quando meu avô me deu seu Violão de estimação, com os
olhos cheios de lágrimas e falando que eu era o seu único neto que tinha puxado ele...".
Antes de "abraçar" a Viola Caipira, Marcelo dedicou-se à Formação Acadêmica, tendo se formado em
Técnico Mecânico; cursou também o primeiro ano de Engenharia Mecânica em São Bernardo do
Campo-SP, curso que abandonou em 1996, quando começou a trabalhar como motorista de caminhão
para ajudar a família. Coincidência ou não, foi nesse mesmo ano de 1996 que Neto Stéfani teve
o seu primeiro contato com a Viola Caipira.
Ainda nesse mesmo ano, Neto Stéfani retomou os Estudos Universitários e se formou em
Administração de Empresas, no ano 2000.
Mesmo trabalhando e estudando, Neto Stéfani nunca abandonou o Violão. Seu bom gosto musical
sempre esteve presente em todos os momentos, a começar pela Moda de Viola que ele sempre
gostou de escutar nas vozes de intérpretes do quilate de
Tião Carreiro e Pardinho e
Tonico e Tinoco,
apenas para citar alguns.
Em 1996 Neto Stéfani viu pela primeira vez o violeiro Gedeão da Viola numa apresentação em
Barretos-SP e, desde então, Gedeão passou a ser seu grande amigo e professor. Neto também teve
contato com outros excelentes professores, no entanto, nenhum deles era um "Violeiro Nato"
como o Gedeão da Viola.
Neto Stéfani conquistou sua primeira Viola através de uma
“barganha”: tendo um
Violão bem
“lenhado”, trocou o mesmo por uma Viola Del Vechio mais
“lenhada”
ainda... Era uma Viola típica Nordestina, a qual ele posteriormente rifou e, com o
dinheiro conseguido, comprou uma Viola “Del Vechio” novinha, com a qual ficou durante 06 anos e
que acabou sendo roubada.
Foi no Encontro de Catira em 1998 em General Salgado-SP, juntamente com o grupo de catira
“Espora de Prata” de Barretos-SP que Neto Stéfani interpretou pela primeira vez num palco o
arranjo para Viola do Hino Nacional Brasileiro (Francisco Manuel da Silva - General Osório
Duque Estrada).
E foi no ano seguinte, 1999, que teve início sua carreira como Violeiro profissional, quando
Neto Stéfani passou a executar o Hino Nacional Brasileiro (Francisco Manuel da Silva - General
Osório Duque Estrada) nas aberturas de Festas de Peão de Boiadeiro. Até esse dia,
“Neto – o Menino da Viola” jamais havia imaginado ser um Violeiro profissional,
menos ainda que seu primeiro contato com o público fosse tocando o Hino Nacional Brasileiro
(Francisco Manuel da Silva - General Osório Duque Estrada) para uma platéia composta por cerca
de 20.000 pessoas numa arena de rodeio. De acordo com Neto Stéfani,
“Tudo isso se deve a
um convite e à insistência de um amigo...”.

Neto Stéfani lançou seu primeiro CD ("Capricho de Violeiro") em 2002: uma produção independente
conquistada com bastante esforço; um CD instrumental de Viola Caipira, produzido e "mixado"
por Rodrigo Toledo, gravado no Estúdio P. Arte, sob a Gerência Artística do próprio Neto
Stéfani, tendo Vandão como Técnico de Gravação e Edição Digital. Na Viola Caipira: Neto Stéfani;
no Violão: Joseane Cavalcanti Giani; no Baixo: Vandão; e na Percussão: Rodrigo Toledo. O CD
contém 11 músicas inéditas, nos mais autênticos ritmos caipiras tais como “Pagode de Viola”,
“Cururu”, "Batidão", "Chamamé", "Guarânia" e “Polca Paraguaia”, dentre outros,
compostas pelo próprio Neto Stéfani; e a 12ª. faixa é um arranjo do Hino Nacional
Brasileiro (Francisco Manuel da Silva - General Osório Duque Estrada).
Menos de 1 ano após o lançamento, esse CD fez parte da trilha sonora da novela “Jamais te
Esquecerei”, que foi ao ar pelo SBT em 2003. Neto Stéfani, por sinal, também participou do
elenco da novela, executando seus Solos de Viola Caipira.
Além da novela "Jamais te Esquecerei", Neto Stéfani também participou de diversos programas de
Rádio e TV, dentre os quais, o consagrado "Viola Minha Viola", que vai ao ar aos Sábados, com
reprise aos Domingos pela
TV Cultura
de São Paulo-SP, apresentado pela "Madrinha"
Inezita Barroso.
Além das apresentações solando a Viola Caipira em diversas Cidades Brasileiras, Neto Stéfani
também dá aulas de Música em seu “Espaço Cultural Viola Viva” na Rua Dr. Freitas, nº 513 –
fundos - Bairro Matadouro - 12900-340 - Bragança Paulista-SP - F.: (011) 4603-2704. Além da
Viola Caipira, o aluno de Neto Stéfani também pode aprender Violão, Acordeon, Teclado, Baixo,
bem como Formação de Duplas Caipiras e Técnica Vocal, nesse Espaço Cultural.
Neto Stéfani tem representado Bragança Paulista-SP e região tocando em aberturas de Festas de
Peão e tem participado também de eventos comemorativos tais como: Entrega do Título ao Deputado
Federal Robson Tuma, Comemoração do Dia da Independência, Campanha de Combate ao Câncer
(
"Mc-Dia-Feliz") e também no lançamento da Campanha "Ética na Política" realizada pela
OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), 16ª Sub-Seção de Bragança Paulista-SP, além de
participações em SESC's, Festivais, Palestras, Oficinas de Viola Caipira, e também no II
Encontro de Violeiros que teve lugar em Ribeirão Preto-SP em Março de 2003, onde pude conhecer
pessoalmente e adquirir o CD desse excelente Solista de Viola. Neto Stéfani também tem se
apresentado em shows com Gedeão da Viola, Catira Espora de Prata e
Téo Azevedo,
dentre muitos outros.
Neto Stéfani também teve uma brilhante participação no "I Prêmio Syngenta de Música
Instrumental de Viola 2004", onde conquistou o 5º. lugar com sua composição "Êta Pagode", num
evento que contou com mais de 170 participantes.
Clique aqui
e conheça o
Site Oficial de Neto Stéfani
com informações importantes sobre a Viola Caipira e também sobre o seu “Espaço Cultural Viola
Viva” em Bragança Paulista-SP.
Contato para shows e venda de CD's:
(11) 4033-0594
(11) 4603-2704
Celular: (11) 9502-8466
e-mail:
violeiro@netostefani.com.br
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Paulo Freire:

Paulo de Oliveira Freire nasceu em São Paulo-SP no dia 01/04/1957; sua primeira experiência como escritor foi aos 13 anos, na
revista "Bondinho", onde escrevia sobre histórias em quadrinhos na "Coluna do Paulinho". Estudou Violão Clássico com Henrique
Pinto, em São Paulo (e posteriormente com o uruguaio Betho Davesaky, em Paris, como veremos a seguir).
Em 1977, após largar a Faculdade de Jornalismo (Paulo Freire inclusive já trabalhou como redator e repórter no jornal "Notícias Populares"
em São Paulo, na área de variedades), morou no Norte de Minas Gerais, na região do rio Urucuia, onde aprendeu a tocar Viola e se
aprofundou nos Costumes e Lendas do Sertão. Aliás, foi essa a forma que Paulo Freire encontrou para dar vazão à inspiração que o
romance "Grande Sertão: Veredas" de Guimarães Rosa, havia lhe trazido. Mais especificamente em Porto de Manga, em 1978: com o
livro debaixo do braço, como se fosse uma Bíblia, Paulo Freire conheceu o violeiro Manoel Neto de Oliveira (o "seu Manelim"), morador
do Urucuia, que foi seu professor de Viola na região.
Com seu talento múltiplo, Paulo Freire é Pesquisador, Escritor e Solista de Viola. Desde o Violão Clássico, com pesquisas voltadas para
compositores como Debussy e Brahms (dos quais também escreveu biografias para a coleção "Clássicos", da Editora Nova Cultura) até
a mais elaborada e rica Música Caipira, estão entre os trabalhos de Paulo Freire. Criou também trilhas sonoras para o Globo Rural e
também para alguns seriados da Rede Globo, como por exemplo, "Malu Mulher", "Obrigado Doutor" e "Grande Sertão: Veredas", este
último, feito a partir da obra de Guimarães Rosa - a criação dessa trilha sonora foi em parceria com o Maestro Júlio Medaglia. Atuou
também no espetáculo infantil "História de Lenços e Ventos", pelo qual conquistou os prêmios Mambembe e APCA (Associação Paulista
dos Críticos de Arte), como melhor espetáculo do ano em 1980. Também tocou e atuou na peça "39", Prêmio APCA, como melhor musical
do ano (1981).
Morou em Paris de 1982 a 1985 e, na Capital Francesa, aprimorou o Violão Clássico com Betho Davesaky e atuou também em grupos
de Música Popular Brasileira em vários países da Europa e também na Argélia. Conquistou também em Paris uma medalha no
"Concours de Classes Supérieurs de Paris".
Como Escritor, escreveu dois romances publicados pela editora Guanabara: "O Canto dos Passos" (1988), e "Zé Quinha e Zé Cão, Vai
Ouvindo..." (1993). Escreveu também "Eu Nasci Naquela Serra" (1996), lançado pela
Editora Paulicéia (ver
Referências Bibliográficas
na página
Para Saber Mais... nesse site
), livro esse que é uma excelente biografia de Angelino de Oliveira, Raul Torres e Serrinha, três compositores
que se criaram na cidade de Botucatu-SP.

E em 1993, Paulo Freire participou de uma turnê de Solo de Viola pela Europa, onde se apresentou nos mais importantes festivais de World Music
da Bélgica e Holanda. E em 1995, gravou seu primeiro disco em Solo de Viola: "Rio Abaixo", pelo selo "Pau Brasil", com o qual
conquistou o Prêmio SHARP de Revelação Instrumental. E, na foto à esquerda, Paulo Freire tocando Viola de Cocho numa
excelente apresentação no SESC de Santo André-SP no dia 25/03/2006!
Além de seus trabalhos em Solo de Viola e das participações em CDs de grandes Violeiros, como Pereira da Viola, Passoca e
Braz da Viola (no excelente CD "Feito na Roça"), Paulo Freire também tem gravado trabalhos de artistas que transcendem o
"Universo da Viola", como Arnaldo Antunes, Mônica Salmaso, Luiz Tatit, Maurício Pereira, Titi Walter e outros, além de shows,
palestras e "Oficinas de Viola" que vem realizando pelo Brasil.
Paulo Freire é casado com a cantora e regente Ana Salvagni e tem dois filhos (Laura e Augusto). Integra atualmente a
Orquestra Popular de Câmera, a qual teve seu primeiro CD lançado em dezembro de 1998, que conquistou o prêmio
Movimento, como melhor disco do ano.
Aliás, não há ninguém melhor para falar sobre si próprio do que o próprio biografado, não
é mesmo?
Clique aqui
e conheça o
Site Oficial de Paulo Freire,
contendo não apenas riquíssimas informações sobre
este versátil solista, como também a biografia, com links para que o Apreciador possa
também adquirir os Livros e CD's desse excelente Músico. Conheça também o Blog
Violeiro
desenvolvido também por Paulo Freire, onde o Apreciador poderá conhecer ainda mais sobre esse
"mundão" da Viola Caipira e também
"assuntar" com o Violeiro...
Cliques nos links abaixo e conheça dois artigos interessantes escritos por Paulo Freire no
Site do Globo Rural:
Caipiras x Sertanejos - Os Violeiros vão rompendo os preconceitos
O Caipira e o Pirata
Clique aqui
e ouça "Mosquitão" (Paulo Freire) com Paulo Freire na Viola Caipira, Swami Junior no Violão de 7
Cordas e Adriano Busko no Durbaki, num excelente Arquivo Musical pertencente ao
Site Oficial de Paulo Freire e que faz parte do CD "Rio Abaixo".
Clique aqui
e ouça "Mulher e o Marido" (Domínio Público) com Paulo Freire e Mônica Salmaso num excelente
Arquivo Musical pertencente ao Site
MPB-NET.
E, na foto abaixo, da esquerda prá direita, Tuco Freire no Contrabaixo Acústico, Paulo
Freire na Viola Caipira e Adriano Busko na percussão em excelente apresentação que teve
lugar no SESC de Santo André-SP no dia 25/03/2006:

E, na foto à direita, da esquerda prá direita, Adriano Busko, Tuco Freire, Paulo Freire e Ricardinho, num momento bastante
descontraído, após a excelente apresentação à qual pude assistir no SESC de Santo André-SP no dia 25/03/2006!
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Renato Andrade:

Renato Andrade nasceu em Abaeté-MG na década de 30; estudou Violino em Belo Horizonte-MG, por
imposição da família, desde a infância até os 36 anos.
Após ter estudado Violino, tendo sido o Maestro Flausino Rodrigues Vale seu professor, resolveu
retornar a Abaeté-MG e, em sua pequena cidade natal, não tinha com quem continuar o estudo de
Violino, nem tão pouco para quem tocar o instrumento.
Resolveu então mudar de instrumento, iniciando-se na Viola como autodidata, já que havia
percebido as potencialidades que o tradicional instrumento caipira oferecia ao seu talento
criador. Na verdade, a Viola Caipira, também chamada "Viola de Feira" ou "Viola de Arame"!
"
Prá Viola, não tem professor, o negócio é o olho"; prestava a atenção à maneira como
os violeiros do interior tocavam e nunca teve vergonha de perguntar o que não entendia.
Pesquisando o instrumento pelo Interior Brasileiro, foi realmente um dos grandes Solistas
de Viola do País.
Começou a tocar a Viola na década de 70, ocasião na qual participou da gravação da trilha
sonora do filme "Corpo Fechado" no qual também foi coadjuvante. Também na década de 70, foi
para o Rio de Janeiro onde se apresentou interpretando obras de Compositores Eruditos
Brasileiros tais como Edino Krieger, Guerra-Peixe e Francisco Mignone. Renato Andrade ficou
conhecido como "o Instrumentista que levou a Viola para a Sala de Concertos".

Em suas apresentações, além da excelente Música, também contava piadas e "causos", relacionados
ao universo da Viola, com tiradas engraçadas e inteligentes. Conhecido pelo seu virtuosismo,
já tocou com músicos dos mais variados gêneros. Sua técnica apurada inspirou inclusive a famosa
lenda de que ele também teria
"feito pacto" com o
"coisa ruim" para obter seu
toque tão magistral no instrumento... Renato acrescentava que
"...não sabia bem se havia
feito ou não o pacto, já que na hora de entregar a alma, eu não entreguei..."
Apesar de ter adotado a Viola como seu instrumento, ele já sabia que a tarefa de Músico seria
bastante difícil; "
Estudei muito, às vezes, mais de 20 horas por dia. Sei que infelizmente
muitas pessoas não têm essa paciência; sacrifiquei-me, por amor à arte, enfrentei preconceitos;
lutei muito para alcançar meu objetivo e consegui, mas continuo a estudar, porque o aprendizado
nunca acaba. A Viola é minha Mestra e continuo sempre aprendendo novas técnicas, apesar disso
não pretendo atingir a perfeição".
Renato tocava Violas importadas de Portugal. Em sua técnica, ele utilizava as três afinações
básicas: "Rio Abaixo", "Natural" e "Cebolão" (que é a mais comum na Viola Caipira e que era
também a preferida por ele no palco).

Seu primeiro disco solo, "A Fantástica Viola de Renato Andrade", foi lançado em 1977 e, para
nossa Felicidade, relançado em CD em 1995 juntamente com um LP de Almir Sater, na série "Dose
Dupla" da Warner Music. Nesse disco, Renato gravou 15 excelentes peças de sua autoria, onde
podemos perceber sua formação erudita combinando harmoniosamente com o sentimento musical
interiorano. Em "Relógio da Fazenda" é notável o efeito do "harmônico" imitando a batida do
relógio de pêndulo e, em "Raízes Ibéricas" fazemos uma verdadeira "viagem musical" à Espanha,
numa técnica comparável à dos famosos "Violonistas Flamencos". Isso tudo sem falar nas
composições genuinamente brasileiras, tais como "O Jeca na Estrada" e "Casamento na Roça"!
São 15 Obras de Arte todas de sua autoria, sendo que apenas em "Veredas Mortas" é que Renato
Andrade divide a autoria com Tupy. É realmente difícil definir quais são as melhores músicas
desse disco! Cada uma tem seu encanto!

Outro disco de Renato Andrade que tive a felicidade de adquirir em CD é da série "A Magia" lançada
pela Continental em 1993 e em cujo Volume 1, temos "A Viola de Renato Andrade" (série muito
interessante, fora de catálogo que possui também "O Violão de Dilermando Reis", "A Flauta de
Altamiro Carrilho" e "O Cavaquinho de Waldir Azevedo", entre outros títulos). Nesse CD, são
18 peças magistrais todas de autoria de Renato Andrade, com exceção apenas de Luar do Sertão
(Catulo da Paixão Cearense - João Pernambuco) e "Tristeza do Jeca" (Angelino de Oliveira).
Destaque para "Meu Abraço a Portugal" na qual fazemos uma "viagem musical" à "Terra de Cabral"
e nos dá "aquele sentimento de saudade que só os Portugueses e descendentes sabem o que
significa"; destaque também para "Ponteado Caipira", para "Moto Perpétuo Caipira" e também
para "Viola de Cego" (esta última dedicada ao Maestro Guerra Peixe).
Esperamos que a Warner relance esse trabalho maravilhoso do qual o Apreciador não pode se
privar em hipótese alguma! Isso sem falar nos LP's que não foram lançados ainda em CD!
Em Agosto de 2005 foi diagnosticado um câncer de pulmão que acabou por tirar a vida de Renato
Andrade, no dia 30/12/2005, quando o Mago da Viola Caipira contava 73 anos de idade; Renato
faleceu em sua Abaeté natal, tendo deixado a Esposa, três filhos e vários netos. Seu corpo foi
velado na Câmara Municipal de Abaeté-MG, onde o prefeito decretou Luto Oficial de três dias.
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Roberto Corrêa:

Roberto Nunes Corrêa nasceu em Campina Verde, no Triângulo Mineiro no ano de 1957. Formado em Física, trocou a Carreira
Acadêmica pela profissão de Músico Violeiro. Em 1975 mudou-se para Brasília-DF.
Bastante curiosa foi também a transição de Roberto Corrêa entre e Física e a Viola: Roberto havia proposto uma pesquisa sobre a
Viola Caipira para o Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq). Segundo Roberto, que estava se formando em Física, "
... imaginaram
que era uma pesquisa sobre acústica, tendo a viola como ponto de partida.". De fato o CNPq concedeu a bolsa e Roberto Corrêa
aprofundou a pesquisa.
E foi quando "O Som da Viola entrou em sua cabeça" que passou a dominar a técnica e a desenvolver-se como instrumentista. Concluindo,
porém, o curso de Física, precisou largar a Viola para estudar o Bacharelado. Foi descansar uns dias em Campina Verde-MG, sua cidade
natal. Diploma no bolso, sentou-se na praça da cidade, sozinho com a Viola. E compôs ali mesmo a primeira música de sua vida - e
decidiu naquele momento que seria Violeiro!! Para nossa Felicidade e da Nossa Boa Música Brasileira!!!
Fascinado pelo instrumento, resolveu explorar seus mistérios. Em Brasília-DF, Roberto se formou em Música pela Universidade de
Brasília. Passou então a lecionar na Escola de Música de Brasília, numa iniciativa pioneira do Ensino de Viola em Escola Oficial.
Solista de Viola, Compositor e Pesquisador, Roberto Corrêa tornou-se uma referência nacional e internacional do gênero. Sua trajetória
foi fundamental para que a Viola adquirisse o "Status de Instrumento Solista". Roberto Corrêa não é somente um grande instrumentista.
Suas composições e interpretações têm levado a música do Sertão aos palcos do mundo inteiro.
Foi em 1983 que Roberto Corrêa começou a divulgar seu trabalho com a Viola Caipira
e também com a Viola de Cocho, a qual é confeccionada num tronco de madeira inteiriço
e escavado na parte correspondente à caixa de ressonância, e que, por sua vez, é típica
do Mato Grosso.
Além de suas excelentes composições e interpretações com notável virtuosismo, sua obra também é composta de pesquisas sobre
as tradições musicais do Brasil Interiorano, além da publicação de diversos trabalhos, incluindo o primeiro livro de viola editado no
nosso páis; ao contrário de Renato Andrade, podemos encontrar, para nossa felicidade, uma boa quantidade de CD's de Roberto
Corrêa com excelentes interpretações solistas e também parcerias com importantes nomes da música brasileira como, por exemplo,
Inezita Barroso.

Quero aqui dar destaque a dois excelentes CD's que foram gravados pela RGE (atual Som Livre)
tendo a voz de
Inezita Barroso
acompanhada pela Viola de Roberto Corrêa:
"Voz e Viola"
(gravado em Março/1996) e
"Caipira de Fato"
(gravado em Setembro/1997),
ambos produzidos por J. C. Botezelli, o Pelão. Nesses dois CD's temos uma seleção espetacular
do melhor de Nossa Música Brasileira, com excelentes interpretações de páginas
consagradas tais como "Perfil de São Paulo" (F. A. Bezerra de Menezes), "Chalana" (Mário Zan -
Arlindo Pinto), "Bonde Camarão" (Cornélio Pires - Mariano), "Caipira de Fato" (Adauto Santos) e
"Oi, Vida Minha (Moda do Peão)" (Cornélio Pires), entre outras. Vale a pena ouvir a voz de Inezita
tendo como único acompanhamento instrumental a Viola de Roberto Corrêa.

Juntamente com
Almir Sater,
Chico Lobo,
Helena Meireles,
Heraldo do Monte e
Renato Andrade,
Roberto Corrêa também participa da coletânea "Os Bambas Da Viola" lançada pela inesquecível Gravadora
Kuarup Discos.
E também fazia parte do catálogo da
Kuarup
o CD "Viola Caipira - Um Pequeno Concerto", o qual foi o primeiro disco brasileiro de Viola Pura, produzido por J. C. Botezelli (Pelão) em 1988,
CD esse que foi também o primeiro disco gravado por Roberto Corrêa.
Lamentavelmente, a
Kuarup Discos
se viu obrigada a encerrar suas atividades, no início de 2009, após mais de 30 anos de Excelente Atividade... Resta-nos a esperança de que esse Acervo
Musical não seja perdido e que os respectivos CD's e DVD's sejam adquiridos por outra Gravadora/Produtora o mais breve possível, retornando assim aos
catálogos de vendas...
Viola, Viola de Pinho, Viola Caipira, Viola Sertaneja, Viola de Arame, Viola Nordestina, Viola Cabocla, Viola Cantadeira, Viola de Dez
Cordas, Viola Chorosa, Viola de Queluz, Viola Serena, Viola Brasileira, Viola de Buriti, Viola de Cocho, Viola de Cabaça, Viola de Bambu,
derivadas, das Violas Portuguesas de São Gonçalo do Amarante, além das Violas Campaniças, Beiroas, Braguesas, modificadas pelos
Índios e pelos Africanos no Brasil, conforme o estágio de desenvolvimento das regiões onde chegaram as Violas originais, e também
conforme o tipo de madeira disponível nas regiões. Sem dúvida, "um universo". E sobre esse universo, Roberto Corrêa se dedicou a
escrever o primeiro grande tratado genérico sobre a Viola, um verdadeiro Livro da História Violeira e também um método para o
aprendizado do tradicional instrumento em seus diversos usos, formatos, afinações regionais. Tudo isso e mais ainda as lendas e
os "causos" de grandes violeiros de diversos lugares.
De sua obstinação veio o reconhecimento e, com ele, pode inclusive apresentar seu trabalho, não só no Brasil, mas também em países
como Japão, China e Alemanha, além de convites que já recebeu para representar oficialmente o Governo Brasileiro na Itália, Portugal,
México, além da América do Sul e América Central. Suas composições e interpretações realmente ajudam o Brasil a levar a música do
Sertão para os palcos do mundo inteiro.
O compromisso de Roberto Corrêa com a nossa Cultura Interiorana e com a Viola Brasileira,
certamente transmite, a todos, o mistério e a tradição do Brasil Central e sua música,
inovadora e original e é, por fim, a própria alma do Sertão Brasileiro.
Aliás, ninguém melhor para falar sobre si próprio do que o próprio biografado, não é mesmo?
Clique aqui
e conheça o Site Oficial de Roberto Corrêa, contendo não apenas riquíssimas informações sobre
a Viola e este excelente solista, como também a biografia, com links para que o Apreciador possa
também adquirir os CD's desse Solista de Viola.
Na foto abaixo, Ricardinho e Roberto Corrêa após uma excelente apresentação no
SESC-Pompéia
na Capital Paulista, realizada no dia 29/06/2007, dentro do projeto "Caipiras da Garoa":
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Rodrigo Delage:

Esse Violeiro Solista nasceu em Belo Horizonte-MG e residiu também em algumas cidades do Interior Mineiro, dentre as quais,
Pirapora-MG. A paixão pela Viola Caipira, Rodrigo já possuía desde criança, quando já navegava por entre peixes, lendas e
estórias diversas nas barrancas do Rio São Francisco.
Além do "Velho Chico", Rodrigo Delage percorre também os rios Das Velhas e Urucúia onde ouve os "causos", grava paisagens,
escuta e observa os bichos, trazendo tudo para o universo da Viola.
Rodrigo capta a mística que o rio carrega; estórias de caboclos-d' água, simpatias para se aprender a tocar Viola,
pactos com o
"coisa ruim", violeiros com fitas pretas na viola, "causos" de loangos com mais de cem quilos que
derrubam barcos e arrastam pescadores, além das fantásticas assombrações.
Para Rodrigo Delage, a Viola Caipira não é apenas e tão somente um simples instrumento musical! Com seus "sons
harmoniosos que têm cheiro, gosto e até mesmo sentimentos próprios", ela "carrega o Sertão dentro de seu bojo". O
"Grande Sertão" tão bem imortalizado por Guimarães Rosa (em seu livro "Grande Sertão - Veredas") é ponteado por Rodrigo
em sua Viola, com seus toques que falam dos bichos, rios, "causos", sempre ligados ao Sertão, ao mato, às tradições
populares de quem vive nas "Veredas desse Grande Sertão"...
Rodrigo participou de diversos projetos, dentre eles, "Sons do Horizonte", em Julho de 1999, apresentação essa que foi
exibida na Rede Minas de Televisão através do programa "Especial Rede Minas". Gravou outros programas na mesma emissora
como "Brasil das Gerais" e "Agenda", além de ter participado também dos mais diversos programas dedicados à genuína Música
Caipira Raiz, tais como
Viola Minha Viola,
apresentado pela "madrinha"
Inezita Barroso
na
TV Cultura
de São Paulo-SP; nesse programa, por sinal, Rodrigo chegou a se apresentar juntamente com os Violeiros
Fernando Sodré
e com
Chico Lobo
(que também cantou em dueto com
Tinoco).
Também esteve presente no programa de
Célia e Celma
no Canal Rural, além do "Sala de Cultura", pela TVC, e do "Viola Brasil", pela
STV e
TV Horizonte.

Em 1999, juntamente com os violeiros Claúdio Araújo, Dimas Soares e
Noel Andrade,
todos integrantes do projeto "Canto da Viola", Rodrigo participou do CD
Reinado de
Chico Lobo,
que foi também o mentor do respectivo projeto. Esse, por sinal, também teve a participação de
Pena Branca,
Jackson Antunes,
"Caju e Castanha" e "Renato Borghetti".
Lamentavelmente, a
Kuarup Discos
se viu obrigada a encerrar suas atividades, no início de 2009, após mais de 30 anos de Excelente Atividade... Resta-nos a esperança de que esse Acervo
Musical não seja perdido e que os respectivos CD's e DVD's sejam adquiridos por outra Gravadora/Produtora o mais breve possível, retornando assim aos
catálogos de vendas...
Em outubro de 2000, Rodrigo Delage participou da gravação do CD do projeto "Zás", realizado pela Assembléia Legislativa de
Minas Gerais. Com o escritor mineiro Olavo Romano, tocou Viola, enquanto Olavo declamou textos poéticos sobre o Interior
Mineiro e os rios São Francisco, Jequitinhonha e Araguari, na faixa "Mineira Viagem", pelo São Francisco Rio-Abaixo...

Rodrigo também participou com seu toque na faixa "Na Ponta da Zagaia" (Rodrigo Delage) no disco "Viola Caipira - Tradição, Causos e Crenças",
também do Violeiro
Chico Lobo.
Lamentavelmente, a
Kuarup Discos
se viu obrigada a encerrar suas atividades, no início de 2009, após mais de 30 anos de Excelente Atividade... Resta-nos a esperança de que esse Acervo
Musical não seja perdido e que os respectivos CD's e DVD's sejam adquiridos por outra Gravadora/Produtora o mais breve possível, retornando assim aos
catálogos de vendas...
Seus toques foram utilizados em reportagens dos programas "Globo Rural" e "Mais Você", pela Rede Globo de Televisão, onde
gravou também o programa "Globo Horizontes".
Rodrigo também teve suas composições utilizadas em documentários da Opará Vídeo, de Dêniston Diamantino, exibidos em
festivais nacionais e internacionais de cinema.
Participou do Projeto "Causos e Violas das Gerais", promovido pelo SESC-MG, juntamente com o Grupo Novos Violeiros, que
contou com as violas de Renato Caetano, Cláudio Araújo,
Fernando Sodré
e com a sanfona de Dimas Souza, além dos causos de Tadeu Martins.

Em 2004, Rodrigo Delage lançou seu primeiro CD-Solo, o "Viola Caipira Instrumental" que teve, dentre outras, as
participações de
Pena Branca
e do violeiro
Chico Lobo.
Esse CD foi considerado no "Prêmio Nacional de Excelência da Viola - 2004", de iniciativa da
Revista Viola Caipira
editada pelo Pinho, como o Melhor Disco de Viola do Ano, tendo sido vencedor também na
categoria de Melhor Violeiro.

E em 2007, Rodrigo Delage lançou seu segundo CD-Solo, intitulado "Águas De Uma Saudade", e que teve, dentre outras, as participações de
André Siqueira (Violão e Flauta Transversal), Antônio Viola (Violoncelo), Ricardo Cheib (Percussão), Gabriel Levy (Piano e Acordeon), Max Rosa (Voz),
Rafa Duarte (Voz),
Cláudio Lacerda
(Voz) e Thomas Rohrer (Rabeca).
Esse CD foi gravado e "mixado" no Estúdio Bemol em Belo Horizonte-MG e também na Associação Cultural Cachuera-Salaviva, em São Paulo-SP. Arte e Produção
Gráfica a cargo de Pedro Miranda.
Clique aqui
e conheça o
Site Oficial de Rodrigo Delage
com Biografia Completa, Causos, Discografia e Contatos para Shows. Conheça também a Página de Rodrigo Delage no
MySpace,
onde o Apreciador poderá conhecer um pouco melhor a Obra Musical desse excelente Solista de Viola.
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Zeca Collares:
"De Cabral a Villa-Lobos, de Villa-Lobos a Tião Carreiro, de Tião Carreiro à Nova
Geração de Tocadores no Brasil, a Viola Caipira sempre embalou os sonhos de quem a
embalou."
O texto acima é de autoria do violeiro Zeca Collares em entrevista ao Jornal "Net News" de
Marília-SP.
Violeiro e pesquisador mineiro, José dos Santos Colares da Silva também é artesão de Violas e
Instrumentos de Percussão. Começou a tocar Viola com apenas 9 anos de idade, em 1975, nos
Ternos de Folia de Reis no Norte Mineiro.
Em 1982 Zeca Collares fundou, junto com o compositor e cantor Dino Lopes, o trio de Música
Folclórica "Norte Mineiro" e integrou um grupo de Seresta, no qual ele tocava Bandolim. Zeca
também viajou no mesmo ano pelo Vale do Jequitinhonha, no Norte das Gerais, pesquisando o
“jeito de tocar Viola" daquela gente, da qual ele faz parte.

Em 1986 Zeca gravou, juntamente com o grupo Angicos, o seu primeiro disco, o LP "Brejo Nós
Gostamos de Você" (foto da capa acima à direita), convidado pelo compositor Dino Lopes, disco
esse que contou com a direção do Violeiro e grande pesquisador da Música Raiz Brasileira Téo
Azevedo que, assim como Zeca Collares, também é do Norte das Minas Gerais.

Em 1988 Zeca passou a residir na Capital Paulista, onde participou de diversos Workshops com
grandes músicos do gabarito de Hermeto Pascoal, Toninho Horta e Nelson Ayres, dentre outros.
Em 1990 seguiu para Marília–SP, onde reside atualmente, dando continuidade aos estudos
musicais com o professor Paulo Estêvão (o Tevão - que já integrou o grupo "Língua de Trapo"),
e iniciando no mesmo ano a carreira de professor de Viola e Violão na Escola Tema Centro
Musical de Marília.
Em 1994 viajou por diversas regiões do Brasil pesquisando a Cultura Popular Brasileira
através da Música, iniciando a seguir o curso de Harmonia Funcional com os professores Fábio
Leão e Kiko Loureiro (Grupo Angra).
Em 1995 , juntamente com o compositor Valter Silva, fundou o grupo Mucunã de Música Regional
Brasileira, integrado por Zeca Collares na Viola, Winson Jr. no Violão, Valter Silva no
Violão (e também compositor da maioria das músicas interpretadas pelo grupo), Ricardo Garcia na
Percussão, Michelle Ortega na Rabeca e Luiz Guedes no Baixo; esse grupo foi considerado pelo
Jornal "O Estado de São Paulo", como um dos melhores dos últimos tempos em termos de Música
Regional.

Além do LP "Brejo Nós Gostamos de Você", Zeca Collares gravou mais 4 CD's: "Contos
Sertanejos", com o Grupo Mucunã (1998), "Aboio", também com o Grupo Mucunã (2000), "Mucunã e
Pena Branca Ao Vivo" (2001) e "Primavera Mineira" (2002) (foto da capa acima à direita) que
foi seu primeiro CD em Solo Instrumental de Viola Caipira.

Em sua carreira, Zeca Collares já se apresentou ao lado de grandes Músicos como:
Téo Azevedo,
Dino Lopes,
Ivan Vilela,
Pena Branca,
Inezita Barroso,
Décio Marques,
Levi Ramiro
e muitos outros. Participou também como arranjador de diversos trabalhos gravados por artistas de
vários estilos, além de ter feito parte também de diversas Oficinas de Música e de Teatro. Na
foto acima à direita, Zeca Collares se apresentou em Ribeirão Preto-SP por ocasião do II
Encontro de Violeiros no dia 14/03/2004.
E, na TV, Zeca Collares também já se apresentou em diversos programas dentre eles:
Celia e Celma,
no Canal Rural, "Viola Minha Viola", na
TV Cultura
de São Paulo, Arrumação, na TV Alterosa de Belo Horizonte-MG, apenas para citar alguns.
Contato para shows:
e-mail:
zecacollares@zecacollares.mus.br
Clique Aqui
e ouça "Primavera Mineira" de Zeca Collares, interpretada pelo autor, num arquivo musical
pertencente ao
Site Oficial de Zeca Collares.
Essa gravação é a primeira faixa do excelente CD "Primavera Mineira", lançado em
2002, no qual Zeca Collares nos mostra seu excelente trabalho como Solista de Viola.
Clique Aqui
e ouça "Cantador do Sertão - Homenagem a Xavantinho" de Walter Silva, interpretada por Zeca
Collares, juntamente com o grupo Mucunã, contando também com a participação especial do
Pena Branca,
num arquivo musical pertencente ao
Site Oficial de Zeca Collares.
Essa gravação é a oitava faixa do CD "Aboio", lançado em 2000.
Clique Aqui
e ouça "Chasquento" de Zeca Collares, interpretada pelo autor, num arquivo musical
pertencente ao
Site Oficial de Zeca Collares.
Essa gravação é a décima-primeira faixa do CD "Primavera Mineira", no qual Zeca Collares
nos mostra seu excelente trabalho como Solista de Viola.
Clique Aqui
e ouça "Contos Sertanejos" de Walter Silva, interpretada por Zeca
Collares, juntamente com o grupo Mucunã, num arquivo musical
pertencente ao
Site Oficial de Zeca Collares.
Essa gravação é a quinta faixa do CD "Contos Sertanejos", lançado em 1998.
Clique Aqui
e ouça "Entardecer" de Zeca Collares, interpretada pelo autor, num arquivo musical
pertencente ao
Site Oficial de Zeca Collares.
Essa gravação é a sétima faixa do CD "Primavera Mineira", no qual Zeca Collares
nos mostra seu excelente trabalho como Solista de Viola.

Tive o prazer de conhecer um pouquinho do trabalho de Zeca Collares por ocasião do II Encontro
de Violeiros que teve lugar em Ribeirão Preto-SP nos dias 13 e 14/03/2004. Foi nessa ocasião que
pude adquirir o excelente CD "Primavera Mineira", o qual se encontra disponível à venda no
Site Oficial de Zeca Collares.
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Zé Coco Do Riachão:
"Artista do povo da maior importância, Zé Coco tem uma técnica de execução à Viola tão
desenvolvida que lhe permite tocar certas peças fazendo solo e acompanhamento ao mesmo tempo,
e seus talentos são tantos que em uma das faixas do disco - a intitulada "Guaiano em Oitava"-
ele aparece não apenas na Viola-Solo e fazendo a Viola-Base, mas ainda tocando Rabeca, Caixa de
Folia e Pandeiro".
O comentário acima é do
Jornal do Brasil
feito pelo renomado crítico musical José Ramos
Tinhorão que considerou "Brasil Puro" (o primeiro LP de Zé Coco do Riachão) como sendo o
melhor do ano na categoria autenticidade. E Tinhorão foi mais além afirmando que
"quem
um dia se deleitou com a festa banjistica do som country do LP americano "Dueling Banjos",
lançado pela WEA em 1978, na certa sentirá um frissom ao descobrir a extraordinária
semelhança de efeitos da música dos Caipiras do Sul dos Estados Unidos com a Viola de
Zé Coco".
José dos Reis Barbosa dos Santos nasceu no ano de 1912 em Brasília de Minas-MG, na localidade
de Riachão, no Vale do São Francisco, e faleceu em Montes Claros-MG no dia 13/09/1998.
E quando Zé Coco estava nascendo, passava por perto uma Folia-De-Reis e o menino foi
consagrado por sua mãe aos Santos Reis, por isso José
"dos Reis" foi o seu nome
registrado no cartório.

Além de Compositor e também fabricante e tocador de Rabeca (espécie de Violino Caipira), Viola,
Violão e Cavaquinho, Zé Coco foi também marceneiro, carpinteiro, ferreiro, sapateiro e
fazedor de cancelas, carro de boi, roda de rolar mandioca, etc.
Aprendeu a tocar Viola com seu pai, que também construía o tradicional instrumento musical.
Até que num belo dia, seu pai havia construído e encordoado uma nova Viola, e, quando saiu
para guardar as ferramentas, Zé Coco pegou e tocou o instrumento...
- QUEM TOCOU A VIOLA???!!!
- F-Fui eu... - respondeu o menino assustado que, antes de pegar no instrumento, havia decidido
"...pegar essa viola e tocar aquela música que meu pai tocou...", nem que apanhasse...
E foi então que seu pai pediu para que ele tocasse novamente e... acabou dando a nova Viola
de presente para Zé Coco do Riachão!
Zé Coco acabou assumindo a pequena fábrica de instrumentos musicais de seu pai com 20 anos de
idade.
Não sabendo ler nem escrever, Zé Coco adquiriu sua habilidade do próprio convívio com os
instrumentos musicais, sem nenhum estudo formal. Apesar disso, ele compôs em diversos estilos
(dentre eles, Lundus, Mazurcas, Dobrados, Guaianos, Corta-Jacas, Calangos, Maxixes)
com talento genuíno e apurada sensibilidade. Segundo ele, a única ajuda recebida foi
"através de uma simpatia tradicional entre os violeiros do Vale do São Francisco: pegar
uma cobra e passar entre os dedos. O resultado é a facilidade que o violeiro terá em tocar
seu instrumento..." Em outras palavras, um "pacto com o coisa ruim"... que faz parte do
Folclore da Viola Caipira...
Não teve nenhum professor, mas Zé Coco do Riachão ensinou muita gente a tocar viola!
E deixou discípulos em diversos cantos do Brasil, principalmente nas Gerais, bem como nos
Estados de São Paulo e Goiás. Dentre seus discípulos, podemos citar excelentes músicos dessa
nova geração de Violeiros e Rabequeiros, tais como Marimbondo Chapéu, Sinval de Gameleira,
Paulo Freire,
Roberto Corrêa e
Chico Lobo.

Zé Coco viveu até seus 68 anos como luthier, praticamente no anonimato, construindo e
consertando instrumentos musicais e também animando bailes na região. Também compunha, mas
muitas das suas composições acabaram se perdendo por falta de registro.
Zé Coco expressou também a possibilidade da união do Erudito com o Popular sem que
nenhum dos estilos fosse descaracterizado.

Zé Coco do Riachão foi descoberto quando já tinha quase 70 anos de idade, por Téo Azevedo,
repentista e pesquisador de Cultura Popular e que foi também quem lhe deu o apelido "Riachão"!
E Zé Coco gravou três discos: "Brasil Puro" (Rodeio/WEA em 1980), "Zé Côco do
Riachão" (Rodeio/WEA em 1981), e "Vôo das Garças" (Rima em 1987), por sinal, o que Zé Coco mais
gostou por ter saído "
...do jeitinho que eu queria e não tem gravadora no meio..." E
até o momento, somente o "Vôo das Garças" é que foi remasterizado em CD (pela Lapa Cia de Ação
Cultural em 1997) e com acréscimo de três músicas inéditas até então: "Moda Prá João de Irene",
"Amanhecendo" e "Minha Viola e Eu". Zé Coco, no entanto, deixou muitas musicas que se perderam
sem gravação...
Foi o jornalista Carlos Felipe que conseguiu patrocínio para lançar os dois
primeiros discos de Zé Coco em 1980 e 1981. Já no "Brasil Puro" que foi seu primeiro LP,
a crítica foi praticamente unânime, considerando-o um verdadeiro achado como expressão da
nossa Cultura Popular. Como exemplo, ver no início desse resumo biográfico o comentário de
José Ramos Tinhorão no Jornal do Brasil!
Fora do Brasil, Zé Coco do Riachão também tem seu valor musical reconhecido como por exemplo
uma equipe de reportagem da TV Alemã que o considerou como sendo o "Beethoven do Sertão"
(a partir de um filme com Téo Azevedo sobre Cantigas de Vaqueiro, produzido por Dr. Ralf
do 1º Canal de Baden-Baden). Há quem diga também que Zé Coco está para os Violeiros assim
como Jimmy Hendrix está para os guitarristas!
Apesar de tal prestígio, Zé Côco morreu na pobreza. Deixou, no entanto, um Patrimônio Cultural
inestimável, além de um lote de 1000 CD's, do trabalho que havia sido recém remasterizado
do terceiro LP, "Vôo das Garças". Conta-se que esse lote de CD's ainda está encaixotado na
casa de sua filha Luisa Soares, em Montes Claros-MG, à espera de quem quiser preservar o
que restou do excelente músico.

Em 1997, ano anterior ao seu falecimento aos 86 anos, vítima de um derrame, Zé Coco do Riachão
participou de um excelente show no Sesc-Pompéia em São Paulo, ocasião na qual a gravadora
Núcleo Contemporâneo
lançou o valiosíssimo CD "Violeiros do Brasil", uma edição inédita que reuniu importantes
artistas da Viola Caipira de diversas regiões do Brasil. Nesse CD, Zé Coco interpreta sua
excelente composição "O Amanhecer do Sertão". Também fazem parte do mesmo CD excelentes
Violeiros tais como
Almir Sater,
Roberto Correa,
Adelmo Arcoverde,
Paulo Freire,
Ivan Vilela,
Pereira da Viola,
Passoca,
Renato Andrade
e Tavinho Moura, além de
Braz da Viola
regendo a Orquestra de Viola Caipira de São José dos Campos e também a participação da
excelente Dupla Caipira Raiz
Zé Mulato e Cassiano!
Clique aqui
e ouça Zé Coco do Riachão interpretando "Calix Bento" (adaptado por Tavinho Moura
da Folia de Reis de Minas Gerais) em Solo de Rabeca, numa gravação de vinil
não remasterizada em CD.
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Obs.: As informações contidas no texto desta página são originárias principalmente
do Livro de Rosa Nepomuceno "Música Caipira - Da Roça Ao Rodeio", e também dos sites
Dicinário Cravo Albin de Música Popular Brasileira,
Site Oficial de Ivan Vilela,
Site Oficial de Paulo Freire,
Brasil Festeiro,
Instituto Memória Musical Brasileira,
Site Oficial de Roberto Corrêa e
Viola Caipira - Yassir Chediák.
Ver mais detalhes e links na página
Para saber mais...
onde constam as
Referências Bibliográficas
sem as quais a elaboração desse site teria sido impossível.

Esse "trem" continua sua viagem pelo Interior Musical do Brasil: temos agora um "Trem Moderno",
pois, para nossa felicidade, existem jovens Músicos nos tempos atuais que, seguindo "na
contramão" dos interesses financeiros das gravadoras comerciais, produzem seus trabalhos em
"pequenas gravadoras" que prezam pela Qualidade, e/ou até mesmo lançam seus CD's de forma
independente! Esses jovens talentos estão enriquecendo e mantendo viva a Boa Música Brasileira,
defendendo "com unhas e dentes" a nossa Música Caipira Raiz, evoluindo sem ferir o Estilo.
Clique aqui
e pegue esse trem pois ele agora irá para diversas cidades, nem sempre interioranas,
onde nasceram e se criaram os
Novos Caipiras.
Ou então, se você preferir outro compositor ou intérprete,
clique aqui
e "pegue outro trem para outra estação", na
Página-Índice dos Compositores e Intérpretes.