Duplas Femininas









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Ouvir Música Caipira





Nessa página será mostrado um pouquinho do legado de algumas mulheres batalhadoras que, em dupla, fizeram (e algumas delas continuam fazendo!) um excelente trabalho pela nossa Música Caipira Raiz.

Como se sabe, ambos os sexos têm sido vítima de preconceitos simplesmente por pertencer à classe artística, principalmente na primeira metade do Século XX; Cascatinha que o diga, pois trabalhava em um circo quando conheceu Inhana em Araras e enfrentou também preconceitos por parte da família da moça, apesar do casamento maravilhoso que durou 40 anos e que teve fim somente quando do falecimento de Inhana.

As mulheres realmente enfrentaram e ainda enfrentam uma infinidade de preconceitos; as Irmãs Galvão, retratadas nessa página, foram determinadíssimas, como poucas! De acordo com Mary Galvão, "... a Dupla Feminina chegava e, quando ficava famosa, aparecia aquele "bonitinho", "maravilhoso", "glorioso" que dizia: "Eu vou casar com você, mas você não vai mais cantar..." e ela parava. Muitas acabaram assim, como as Primas Miranda. Quando a colega aparecia com uma aliancinha, pronto! A gente já sabia que ia largar tudo..." - depoimento citado na página 151 do excelente Livro de Rosa Nepomuceno: "Música Caipira - Da Roça Ao Rodeio".

Nesta página o Apreciador conhecerá um pouquinho do perfil de algumas Duplas Femininas que, mesmo tendo tido pouca duração, deixaram um trabalho inesquecível que faz parte do Repertório Caipira Raiz e com bastante qualidade. E também estão nessa página excelentes duplas que continuam firmes "na estrada", como é o caso das Irmãs Galvão e também de Celia e Celma que, por sinal, já trilharam outros caminhos em nossa Boa Música Brasileira além da Música Caipira.



Alzira e Tetê Espíndola

Celia e Celma

Duo Ciriema

Duo Irmãs Celeste

Irmãs Barbosa

Irmãs Castro

Irmãs Freitas

Irmãs Galvão

Juliana Andrade e Jucimara

Leyde e Laura

Mara e Cota

Pininha e Verinha

Primas Miranda

Rosalinda e Florisbela

Sandra Reis e Jucimara

Xandica e Xandoca



Alzira e Tetê Espíndola:

Filhos de Alba e Francisco Espíndola, os 8 irmãos Gílson, Jerry, Sérgio, Alzira, Humberto, Tetê, Geraldo e Celito, juntamente com Iara Rennó (Iara Espíndola Rennó - filha de Alzira Espíndola e Carlos Rennó) e Dani Black (Daniel Espíndola Black - filho de Tetê Espíndola e Arnaldo Black), formam uma Família de Músicos cuja criação musical confere à Nossa Terra uma Identidade Cultural própria, influenciada pela Música Regional de Raiz, além de Serestas e Boleros, tudo isso conectado a uma Memória Auditiva que vem desde os tempos da infância vivida no bairro Amambaí na cidade de Campo Grande-MS.

Da imensa Riqueza Musical cultivada pela Família Espíndola, será dado destaque nesse resumo biográfico às irmãs Alzira e Tetê Espíndola que, além de suas respectivas carreiras-solo na Fina Flor da MPB, vêm dando uma contribuição bastante significativa à Música Caipira Raiz, cantando em dupla principalmente o tradicional Repertório Musical que faz parte do Estado do Mato Grosso do Sul e do Pantanal Matogrossense.

Alzira Maria Miranda Espíndola nasceu em Campo Grande-MS no ano de 1957. Notával Cantora, Alzira Espíndola também toca Viola, Violão, Percussão e Craviola (Instrumento de cordas criado pelo Violonista Paulinho Nogueira, com som misto de Cravo e Viola), sendo também Compositora, tendo como parceiros Músicos do quilate de Itamar Assumpção, Alice Ruiz, Tetê Espíndola, Jerry Espíndola, Carlos Rennó e Arrigo Barnabé.

Diversos caminhos influenciaram o gosto de Alzira pela Música, como por exemplo, os Teatros que sua mãe Alba criava para entreter os filhos, os discos do Roberto Carlos, da Tropicália e dos Beatles, que ela escutava desde a infância, além dos irmãos Sérgio e Geraldo tocando Violão no ambiente familiar.

Em 1973, Alzira já compunha e em 1977 passou a integrar junto com seus irmãos o Grupo "Luzazul", grupo esse que acabou se transferindo para a Capital Paulista, tendo mudado o nome para "Tetê E O Lírio Selvagem". O grupo gravou um LP pela Phillips em 1978 ("Tetê E O Lírio Selvagem" produzido por Luiz Carlos Maluly) e se desfez logo em seguida.

No mesmo ano de 1979, Alzira e o Músico amigo Almir Sater criaram o show "Vozes E Violas" e realizaram diversas apresentações pelas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, tendo sido bastante aclamado pela Crítica Paulista.

Alzira também participou do LP de Tetê Espíndola "Piraretã" (Nº 6349 429 - gravado em 1980 pela Philips), juntamente com seu irmão Geraldo Espíndola, nas faixas "Refazenda" (Gilberto Gil) e "Aratarda" (Tetê Espíndola - Alzira Espíndola).

Em 1983, Alzira gravou o Compacto Duplo "Terra Boa" (Indepedente - BNCD-001) com as Músicas "Terra Boa" (Almir Sater - Paulo Simões), "Nossa Senhora Do Pantanal" (Alzira Espíndola - Orlando Antunes Batista), "Pai Da Natureza" (Alzira Espíndola) e "Luzmarina" (Alzira Espíndola).

Em 1985 Alzira passou a residir em definitivo na Paulicéia Desvairada e, nesse ano, participou da faixa "Benzinho" (Almir Sater) do excelente LP de Almir Sater "Instrumental" (Gravado em 1985 pela gravadora Som Da Gente - SDG 025/85).

E foi no ano de 1987 que Alzira gravou seu primeiro LP solo, "Alzira Espíndola", lançado pela gravadora 3M (3M3.0026), produzido por Almir Sater, com composições de renomados autores do quilate de Arrigo Barnabé, Paulo Simões, Guilherme Rondon, Kapenga Ventura, Renato Teixeira e Almir Sater, além da própria Alzira Espíndola.

Em 1990 Alzira Espíndola realizou uma tourneé pela Alemanha, Áustria e Suíça, juntamente com Itamar Assumpção e a Banda "Isca de Polícia". No ano seguinte, Alzira gravou o LP "Amme" (em 1991 pela gravadora Baratos Afins - BA-049), com participações de Tetê Espíndola, Jerry Espíndola e Itamar Assumpção, que foi o produtor do disco. Nesse LP, Alzira mostrou uma estética musical um tanto inversa do LP de 1987, com um "alinhamento mais abusado" nos temas musicais. Com esse disco, Alzira foi indicada ao Prêmio Sharp 1992 na categoria de Melhor Cantora Pop.

Cinco anos depois, Alzira gravou o CD "Peçamme" (gravado em 1996 também pela Baratos Afins - BACD-018), com participações de "Luli e Lucina", Tetê Espíndola e Jerry Espíndola, também com composições de Itamar Assumpção, Jerry Espíndola, Humberto Espíndola, Luli, Lucina, Alice Ruiz, Paulo Salles e Alzira Espíndola.

E foi em 1998 que Alzira lançou juntamente com Tetê Espíndola o excelente CD "Anahí" pela gravadora Dabliú Discos (DB0057), o qual será comentado logo abaixo com mais detalhes.

Alzira continua seguindo sua carreira solo na Fina Flor da MPB, tendo gravado inclusive no ano 2000 o CD "Ninguém Pode Calar" (Dabliú Discos - DB0079) com 9 composições da inesquecível Maysa que é a grande homenageada desse disco, no qual Alzira, com sua voz delicada, substitui a "gravidade fossenta" de Maysa por um certo "sabor mais agridoce e leve".

Os Arranjos Orquestrais, tão característicos das memoráveis gravações de Maysa, deram lugar à simplicidade sonora dos Violões tocados por Luís Waack e pela própria Alzira, além das participações de Paulo Lepetit e Mintcho Garramone (Baixo), Simone Soul e Ricardo Garcia (Percussão) e Mário Manga (Violoncelo).

Além de belíssimas composições do Song-Book de Maysa, tais como "Meu Mundo Caiu" (Maysa), "Felicidade Infeliz" (Maysa), "Ouça" (Maysa) e "Voltei" (Maysa - Henrique Simonetti), Alzira completa o repertório do CD com três belíssimas Músicas consagradas que conferem uma "afinidade temática" com o repertório do disco e que também foram gravadas por Maysa: "Bom Dia Tristeza" (Adoniran Barbosa - Vinícius de Moraes), "Quem Quiser Encontrar O Amor" (Carlos Lyra - Geraldo Vandré) e, como vinheta, "Chão De Estrelas" (Silvio Caldas - Orestes Barbosa).

Teresinha Maria Miranda Espíndola nasceu em Campo Grande-MS no dia 11/03/1954. Notável Cantora, Compositora e Instrumentista, Tetê Espíndola iniciou sua Carreira Musical integrando o já mencionado Grupo "Luzazul", tocando Craviola (Instrumento de cordas criado pelo Violonista Paulinho Nogueira, com som misto de Cravo e Viola, conforme já mencionado).

Com raríssima voz sopraníssimo, considerada como "A Voz que tem "Pássaros na Garganta", Tetê soube como poucos capturar em suas composições e interpretações a densidade e a "atmosfera espiritual" e cantar o intuitivo das paisagens da belíssima Região Centro-Oeste do Brasil, região essa cercada de grandes planícies de horizontes infindos e natureza exuberante, onde se localiza o maravilhoso Pantanal Matogrossense.

Tetê cresceu ouvindo Guarânias, Polcas e Serestas em família. Não tinham Rádio em casa, porém, o canto popular de seu país chegou aos seus ouvidos principalmente através da mãe Alba, que cantava os sucessos das grandes interpretes de sua época, despertando o interesse da filha pelo canto.

Tetê também sentiu o encanto proporcionado pelo Piano tocado a Seis Mãos pelos tios trigêmeos. Passava horas a fio acocorada ao lado do Instrumento Musical que era tocado.

Não tendo tido nenhum estudo formal de Música, Tetê fez do contato com a Natureza a sua "Escola Musical" onde ela "aprendeu a cantar com os passarinhos", cri-cris dos grilos, trinados, coaxar de sapos e os sons das cachoeiras que completavam o clima de realismo fantástico que envolveu a sua Formação Musical.

O irmão mais velho, Humberto Espíndola, Artista Plástico, havia comprado um Violão para os irmãos e, em pouco tempo, Geraldo e Sérgio já tocavam o Instrumento, com Tetê como intérprete e, em pouco tempo, já participavam dos festivais organizados em Campo Grande-MS.

Geraldo, Sérgio e Tetê formaram então o Grupo Acústico "Luzazul", do qual também passaram a fazer parte os irmãos Celito (Baixo Acústico) e Alzira (Violão de 12 Cordas), além de Jerry, que trouxe o "lado pop" para o universo musical dos Espíndolas.

Tetê também passou a gostar da Craviola, Instrumento Musical que Geraldo já tocava há algum tempo. Geraldo Espíndola era também o Compositor da maior parte das Músicas interpretadas pelo grupo, e que eram inspiradas nos sons e nas paisagens do Centro-Oeste Brasileiro.

Além da beleza natural da região, a proximidade com as fronteiras do Brasil com o Paraguai e Bolívia, influenciaram o grupo na recriação das Polcas e Guarânias, transformando esses ritmos em algo como "Blues Exóticos", que passaram a ser a "marca registrada" da família.

Tetê Espíndola gravou, juntamente com o grupo, em 1978, o já mencionado LP "Tetê E O Lírio Selvagem" (Philips - Nº. 6349 364). Em 1980, gravou o LP "Piraretã" (Phillips - Nº 6349 429), com as participações de Geraldo e Alzira Espíndola.

Em 1981, Tetê participou do Festival MPB-Shell defendendo a valsa "Londrina" (Arrigo Barnabé), composição que foi agraciada com o prêmio de Melhor Arranjo, para o Maestro Cláudio Leal Ferreira.

Em 1982, gravou o LP "Pássaros Na Garganta" (pela gravadora Som Da Gente - SDG 012/82), com composições de Carlos Rennó, Geraldo Espíndola, Arrigo Barnabé, Celito Espíndola e Tetê Espíndola, com destaque para uma interpretação sui-generis da belíssima "Sertaneja" (René Bittencourt). Esse disco foi considerado pela crítica como o melhor de Tetê.

Em 1985 Tetê Espíndola conquistou o Primeiro Lugar no "Festival Dos Festivais", promovido pela Rede Globo, com a canção "Escrito Nas Estrelas" (Arnaldo Black - Carlos Rennó), que bateu recordes de execução e vendagem, conferindo-lhe também um Disco de Ouro.

Tetê Espíndola gravou também os LP's "Gaiola" (em 1986 pela Barclay/Ariola - Nº 829 053-1) e "Ouvir" (em 1991 - LuzAzul - 804.221) e os CD's "Só Tetê" (em 1994 pela Camerati - TCD 1010-2) e "Canção Do Amor" (em 1995 pela JHO Music - JHO-OT-5014).

Nesse período, Tetê participou como Representante Brasileira do "Festival The Concert Voice", em Roma, no ano de 1988. No ano seguinte, apresentou-se em Paris no "New Morning" e no "Festival de Jazz" na Bélgica.

Com uma bolsa da Fundação Vitae, Tetê Espíndola desenvolvou em conjunto com Marta Catunda e Humberto Espíndola um projeto muito interessante sobre a Instrumentalidade da Voz Humana e a Musicalidade dos Pássaros da Amazônia e do Pantanal, catalogados em tons. O resultando dessas pesquisas podem ser ouvidas no já citado CD "Ouvir", editado também com o nome "Ouvir/Birds", que foi distribuído em diversos países da Europa.

E em 1998 Alzira e Tetê Espíndola juntaram suas vozes e gravaram o excelente CD "Anahí" pela gravadora Dabliú Discos (DB0057). Gravado ao vivo no Itaú Cultural - São Paulo-SP, nos dias 17 e 18/01/1998, o CD registrou o encontro de duas vozes bem diferentes, harmonizando porém duas sensibilidades que "beberam na mesma fonte"!

O resultado foi um trabalho primoroso, na interpretação de belíssimas Páginas Musicais que fazem parte do Repertório Pantaneiro, com destaque para "Pé De Cedro" (Zacarias Mourão - Goiá), "Chalana" (Arlindo Pinto - Mário Zan) e "Ciriema" (Nhô Pai - Mário Zan), além das paraguaias "Meu Primeiro Amor (Lejania)" (Hermínio Gimenez - versão: José Fortuna - Pinheirinho Jr.), "Merceditas" (Ramon Sixto Rios), "Índia" (Manuel Ortiz Guerrero - José Asunción Flores - versão: José Fortuna), "Galopera" (Maurício Cardozo Ocampo) e a faixa-título "Anahí (Leyenda De La Flor Del Ceibo)" (O. J. Sosa Cordero - versão: José Fortuna). Merece destaque também a interpretação sui-generis de "Serra Da Boa Esperança" (Lamartine Babo) e "Mágoas De Caboclo" (Leonel Azevedo - J. Cascata).

Alzira e Tetê Espíndola prosseguem em suas belíssimas Carreiras Artísticas, tanto em Carreira-Solo, como em Dupla, intepretanto tanto a Música Regional do Mato Grosso do Sul como também a Fina Flor da MPB.

Tetê Espíndola também atuou como Atriz nos filmes "Mônica e a Sereia do Rio" de Maurício de Souza, dirigido por Walter Hugo Khoury e no curta-metragem "Caramujo-Flor", de Joel Pizzini.

Merece destaque também a participação de Tetê no CD "O Mestre Leo Peracchi e a Jazz Sinfônica - Canções De Tom E Vinícius" (gravado em 2001 pela Dabliú Discos - DB0106), com arranjos originais escritos pelo Maestro Léo Peracchi para as Músicas de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, gravado ao vivo no Teatro do SESC Pompéia de São Paulo-SP, juntamente com a Orquestra Jazz Sinfônica sob a regência do Maestro João Maurício Galindo. O CD também conta com a participação das Cantoras Céline Imbert, Mônica Salmaso, Ná Ozzetti, Vânia Bastos, Jane Duboc e Myriam Peracchi.

Clique aqui e conheça o Site Oficial da Família Espíndola, com biografias de cada um dos dez componentes, além de fotos diversas, e detalhes sobre o Show e o CD "Espíndola Canta" gravado no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo em Campo Grande-MS no dia 22/07/2003.

Clique aqui e conheça o Site Oficial de Tetê Espíndola com biografia mais detalhada, discografia, fotos e agendas de shows da excelente cantora.

Clique aqui e conheça o Site Oficial de Alzira Espíndola com biografia mais detalhada, discografia, e fotos da excelente cantora.

Clique aqui e ouça "Pé de Cedro" (Goiá - Zacarias Mourão) na interpretação de Tetê e Alzira Espíndola, que é a primeira faixa do CD "Anahi", num Arquivo Musical pertencente ao excelente Site MPB-Net.

E, na foto abaixo, Alzira Espíndola, Helena Meirelles e Tetê Espíndola:





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Celia e Celma:

As irmãs gêmeas Celia Mazzei e Celma Mazzei nasceram em Ubá-MG, que também é a cidade natal do grande Ary Barroso, compositor de “Aquarela do Brasil” e “No Rancho Fundo” (em parceria com Lamartine Babo), e que foi homenageado por Celia e Celma num de seus melhores CD’s.

Celia e Celma são filhas do renomado fotógrafo profissional da Zona da Mata Mineira Celidonio Mazzei, que também tocava Bombardino numa Banda da Cidade de Ubá-MG. E, sendo italiano, Celidônio também ensinou as filhas a cantar nesse idioma.

Desde crianças, acompanhavam as Manifestações Folclóricas de Ubá e região: no dia 13 de Maio, por exemplo, pulavam atrás do grupo de Congados; cantavam e dançavam a Quadrilha nas Festas Juninas; e também dançavam o Calango (dança típica do Norte Mineiro – bastante divulgada por Téo Azevedo).

Tinham apenas 5 anos de idade quando pela primeira vez cantaram em público, o que se deu num concurso infantil que foi promovido por um circo que fazia uma “tourneé pela cidade. Ganharam o primeiro lugar, cantando em dueto e em italiano a música "Babbo Non Vuole".

A irmã mais velha, Adélia, trabalhava como locutora e também como atriz na Rádio Educadora de Ubá e, no programa "A Hora do Guri" as irmãs gêmeas cantavam ao vivo os “jingles” de propaganda do "Abacatinho", que era um refrigerante fabricado e comercializado na região.

Apresentavam-se também no coro da Igreja Nossa Senhora do Rosário, nas Encenações Litúrgicas. Também cantavam no coral do Colégio Sacrè-Coeur de Marie, onde estudaram e se formaram Professoras Primárias, aos 17 anos de idade. Não demorou para trocarem o Magistério pela Carreira Artística.

Durante o Curso Ginasial criaram o “Conjunto Garotas", um grupo instrumental que se tornou sucesso na região. Celma tocava Baixo Acústico e Percussão; Celia tocava Bateria e teve também aulas em Juiz de Fora com Miltinho, que atualmente faz parte do famoso Sexteto do Jô Soares.

Enquanto estudavam em Ubá, Celia e Celma apresentavam-se esporadicamente nas TV’s do Rio de Janeiro, no final da década de 60 com um repertório que incluía músicas de Ary Barroso, Pixinguinha, Luiz Gonzaga, Joubert de Carvalho, Catulo da Paixão Cearense, Tom Jobim, Vinícius de Morais e Chico Buarque, além de Canções Italianas.

A partir do final da década de 60, tiveram importantes contatos artísticos com o pianista Luiz Carlos Vinhas na extinta TV Tupi; com Miéle e Ronaldo Bôscoli na boate Blow Up na Capital Paulista; novamente na Cidade Maravilhosa, com Carlos Imperial (formando o grupo vocal "A Turma da Pesada", do qual também faziam parte Ângelo Antônio e Gastão Lamounier).

Dentre as diversas experiências artísticas que tiveram, no ano de 1975, Celia e Celma fizeram também uma temporada na casa de shows "Saci Pererê", em Tóquio, onde passaram seis meses.

Na década de 80, dividiram o palco com Cauby Peixoto (no espetáculo "Dance com Cauby") e também com Emílio Santiago (dentro do Projeto Pixinguinha).

O primeiro LP foi gravado em 1987 pela gravadora 3M. A escolha do repertório foi “um tanto difícil”, pois afinal cantavam a Boa Música Brasileira em diversos estilos, além da Música Internacional. Fizeram opção por uma volta às nossas Raízes Interioranas e gravaram Toadas, Guarânias, Valseados e Rasqueados. A partir de então, passaram a residir na Paulicéia Desvairada e passaram a se dedicar exclusivamente ao estudo e à difusão da Música Regional e do nosso riquíssimo Folclore.

O segundo LP foi uma produção independente. Não encontrei até o momento nada sobre remasterização em CD do primeiro e segundo LP's de Célia e Celma.

Em 1988, foram até Brasília e apresentaram ao Ministro da Cultura (professor Celso Furtado, tendo José Sarney como Presidente da República, na época) um projeto de criação do "Museu de Imagens e do Som do Sertão". A idéia das irmãs era antiga, pois elas sempre observavam nas suas andanças, que a Música Caipira vinha se transformando e se perdendo cada vez mais da Memória Brasileira, como também as nossas Manifestações Folclóricas que estavam se extinguindo de modo vertiginoso. O projeto teve total apoio do Ministro, no entanto, como não poderia deixar de ser, devido às “mudanças políticas” e a “outras dificuldades em viabilizá-lo”, ficou “arquivado”.

Também atuaram na TV como atrizes em alguns quadros do programa "Os Trapalhões" na Globo; e em 1990 participaram da novela "Ana Raio e Zé Trovão", na extinta TV Manchete onde interpretaram a dupla "Luminosa e Luminada". Almir Sater também participou da mesma novela.

Em 1994, lançaram o livro "A Cozinha Caipira de Celia e Celma" pela Editora Nova Fronteira: com 160 receitas tradicionais recolhidas de famílias da Zona da Mata Mineira, o livro foi bastante elogiado pela simplicidade e pelo sabor das 160 receitas que nos são apresentadas.

Em 1995, receberam em Belo Horizonte-MG o título "Embaixador do Centenário", pelo trabalho de resgate dos variados segmentos da Cultura Mineira.

Em 1996, no Espaço Cultural Armazém Bar, em São Paulo, gravaram ao vivo o CD "Caipirarte" (feito graças à “Lei de Incentivo à Cultura”). Esse trabalho antológico contou com a participação de Mestres da Música Caipira Raiz, tais como João Pacífico, Adauto Santos, Lourival dos Santos e Moacyr dos Santos. O CD inicialmente havia sido denominado "Na Cozinha Caipira de Célia & Celma" e é comercializado pela gravadora do CPC-Umes.

Em Dezembro de 1997, Celia e Celma receberam a “Comenda Ary Barroso”, da Câmara dos Vereadores de Ubá-MG. E no mesmo ano gravaram o CD "Ary Mineiro" a partir de uma pesquisa sobre a Música do ilustre conterrâneo de Ubá-MG, com músicas de cunho interiorano, algumas inéditas, tendo inclusive o “Linguajar Caipira”. O CD é comercializado pela Revivendo.

Desde Abril de 1998, as irmãs gêmeas apresentam o "Programa Celia & Celma", no Canal Rural (Canal 35 da SKY/NET), onde são mostrados nossos artistas populares, que fazem a cultura do interior do Brasil. As gêmeas são responsáveis pela produção e a direção musical do programa, que vai ao ar às Segundas às 13h00 e às 21h30; às Terças às 13h30; às Sextas às 13h00 e às 21h30; e aos Sábados às 13h30. O programa também pode ser captado pelas Antenas Parabólicas. Só é uma pena um programa excelente como esse não ser apresentado também na chamada “TV aberta”, mas apenas nas TV’s por assinatura e parabólicas...

"Brasil Na mesma Toada" é o mais recente trabalho discográfico de Celia e Celma, com um repertório de toadas brasileiras, daquelas que não se ouve mais no rádio. “Um Agradinho é Bom” (Folclore – Adaptação de Almirante), "Coisas da Roça" (João de Barro, o Braguinha), "Maringá", (Joubert de Carvalho), "Menino do Braçanã" (Luiz Vieira - Arnaldo Passos), e “Alpendre da Saudade” (Edmundo Souto - João Pacífico) estão entre as faixas deste CD gravado pela gravadora do CPC-Umes.

Quero destacar também o CD "Lembrai-vos das Procissões e Devoções de Minas" que Célia e Celma gravaram em 2010, no qual elas deixam registrados, belíssimos Cânticos da Tradição Popular e Eclesiástica, cantados nas cerimônias da Igreja Católica, das quais participaram ativamente, durante sua infância e adolescência nasMinas Gerais.

No repertório de quinze Músicas, destaque para o poema latino de São Tomás de Aquino intitulado "Tantum Ergo", com Melodia composta por Franz Josef Haydn, Compositor Austríaco, e "Ó Maria Concebida Sem Pecado" de autoria de Lamartine Babo, consagradíssimo Compositor Popular Brasileiro!!!

Os delicados arranjos são do Maestro Geraldo Vianna e a produção é do Músico Rubinho do Vale. Celia e Celma pesquisaram o Repertório e assinam a Direção Artística deste álbum que certamente, encherá de enlevo as almas, religiosas ou não!!!

O novo projeto que está em andamento e em busca de patrocínio é o CD "Cantando Receitas com Celia & Celma". Uma idéia original e muito interessante, pois "as receitas estão musicadas", têm rima, e contém todos os ingredientes. Com certeza, teremos um CD excelente e, muito "gostoso de se ouvir"...

Clique aqui, veja e ouça a Receita do Tutu de Feijão que faz parte do Programa Delícias Cantadas Minas Gerais que Celia e Celma passam a apresentar na TV Futura a partir de 15/12/2009!

No dia 04/11/2003 o "Programa Celia & Celma" celebrou seu 5º aniversário na Praça Caipira do Vila Country, na Paulicéia Desvairada, ocasião na qual Celia e Celma autografaram seu novo livro "Por Todos Os Cantos - Crônicas A Quatro Mãos", editado pela IBRASA (Instituição Brasileira de Difusão Cultural Ltda.).

Nesse livro, as excelentes intérpretes contam de maneira bem descontraída várias experiências de vida, incluindo um encontro com Pena Branca e Xavantinho em sua residência, além do mesmo ser ricamente ilustrado por diversas fotos em Ubá-MG, de autoria de seu pai, Celidonio Mazzei que, conforme já foi mencionado, foi renomado fotógrafo naquela Cidade Mineira que também é a terra natal de Ary Barroso!

Foi com imensa satisfação que recebi o convite para o evento, ao qual compareci juntamente com minha esposa e que contou também com a participação de Pena Branca, João Mulato e Douradinho, As Galvão, Cacique e Pajé, Zé Geraldo, Tetê Espíndola e Alzira Espíndola, além da Orquestra Sanfônica de São Paulo e também da Orquestra Paulistana de Viola Caipira, entre muitos outros!


Na foto abaixo, Celia, Ricardinho e Celma na Praça Caipira do Vila Country em São Paulo-SP, no dia 04/11/2003, por ocasião do 5º aniversário do programa por elas apresentado no Canal Rural:




Na foto abaixo, Marília Pêra, Celia, Celma, Elza Soares e o Presidente da República em Exercício José de Alencar, em Novembro de 2003, na Cidade de Ubá-MG, no evento comemorativo do Centenário de Nascimento de Ary Barroso (07/11/1903 Ubá-MG - 09/02/1964 Rio de Janeiro-RJ). O célebre compositor de “Aquarela do Brasil” e “Na Baixa do Sapateiro” entre muitas outras Obras-Primas que, conforme já foi mencionado, além de ser conterrâneo da excelente dupla, também era amigo pessoal do renomado fotógrafo Celidônio Mazzei, pai de Celia e Celma:




Na foto abaixo, Celia e Celma no Restaurante Consulado Mineiro em São Paulo na Noite de Autógrafos de 17/03/2004, onde também estiveram presentes Marcos Mesquita, Téo Azevedo, Jackson Antunes e o excelente grupo de chorinho "Balaio de Gato".




E, na foto abaixo, da esquerda prá direita, Celma, Jackson Antunes, Celia, Téo Azevedo e a jovem Elisa, excelente Bandolinista do grupo de chorinho "Balaio de Gato", no Consulado Mineiro, também na Noite de Autógrafos de 17/03/2004. Na extrema direita, o meu "cumpadre" Joselito (In Memoriam), Irmão de minha Esposa (Netinha) e também Apreciador da Música Caipira Raiz. O "Cumpadre" Joselito passou para o Oriente Eterno.·. no dia 22/01/2014, após mais de 2 anos de sofrimento com hemodiálises e lutando contra o mieloma múltiplo, do qual foi vítima...




Na foto abaixo, Celia e Celma num excelente show no dia 17/06/2005 por ocasião da Festa Junina do SESC de Bauru-SP, onde tive mais uma vez a felicidade de rever as célebres irmãs gêmeas de Ubá-MG, mostrando seu talento tanto na Fina Flor da MPB, como também na genuína Música Caipira Raiz. Excelente, por sinal, a bem humorada interpretação das inesquecíveis "Moda Dos Meses" (Horóscopo) e "Moda Das Línguas", ambas as compostas por Ariowaldo Pires, (o Capitão Furtado), Alvarenga e Ranchinho.




Na foto abaixo, Celia, Ricardinho e Celma após a apresentação de 17/06/2005 na Festa Junina do SESC de Bauru-SP:







Voltei a me encontrar com as Irmãs Gêmeas de Ubá-MG, em Belo Horizonte-MG, no dia 18/01/2011, por ocasião do Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira!

Na foto abaixo, Ricardinho e a Dupla "Celia e Celma", que foi agraciada na Categoria "Dupla Feminina" e também na Categoria "Produtos (CD/DVD/Livro)", pelo Livro e CD "Do Jeitinho de Minas"!




E, na foto abaixo, o Radialista Roldão Bueno e a Dupla "Celia e Celma", na mesma inesquecível noite de 18/01/2011! Roldão Bueno foi premiado na Categoria "Programa De Rádio" pelo seu excelente Programa Casa de Caboclo, que vai ao ar aos Sábados, das 13:00 às 14:30, nos 1380 kHz da Rádio Integração AM de Toledo-PR!




Quero também convidar o Apreciador a visitar o Site Oficial de Celia & Celma, o qual nos mostra lindas fotos e a trajetória artística da excelente dupla, além de algumas raridades musicais de seus primeiros discos (LP's e Compactos), lançados em vinil, fora de catálogo e não disponíveis em CD.


Contatos para show:
(11) 3256-5113
e/ou (11) 9227-5622



Ouça essa interpretação consagrada de Celia e Celma clicando no nome da música em verde:

Recordação
(Nenete - Goiá)
Celia e Celma
9ª faixa do CD "Caipirarte"
Arquivo Musical pertencente ao Site Oficial de Celia & Celma.








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Duo Ciriema:

Aparecida Martins Batista nasceu em Franca-SP, no dia 22/05/1940, e faleceu em São Paulo-SP, no dia 17/07/2011. Irene Campos Mendonça também nasceu em Franca-SP, no dia 11/12/1939.

Cida e Irene Campos eram primas e essa foi a formação inicial do Duo Ciriema que iniciou sua carreira artística no final da década de 1950. Porém, por motivos familiares, Irene Campos foi substituída logo depois pela sua xará Irene Lopes, também nascida em Franca, no ano de 1941.

As duas primas trabalhavam numa empresa de tecelagem no bairro do Belenzinho, na Capital Paulista. Na época, era muito comum faltar energia elétrica e, na escuridão, as duas aproveitavam e cantavam as mais belas Modas de Viola...

Os colegas de trabalho se perguntavam de quem seriam as "vozes misteriosas", até que, num belo dia, elas ainda cantavam quando as luzes haviam acendido novamente, e um menino que as ouvia acabou dando a ideia à Irene de que procurassem a Rádio Nacional e se inscrevessem no programa de calouros!

E, no Programa "A Hora do Pato", Irene Campos inscreveu a Dupla como sendo "Cida e Irene" e não demorou muito para que elas fossem novamente chamadas para o Domingo seguinte! E ainda ganharam um cachê.

Nessa época, o Acordeonista Orlandinho havia se encantado com a jovem Dupla "Cida e Irene", ao ouví-las na Rádio Nacional (Rádio Globo). Após conhecê-las pessoalmente, através da própria emissora, ele as convidou para com ele formar um trio que, de início foi denominado "Orlandinho, Geni e Gessi".

O trio realizou alguns shows em diversas cidades, sempre com bastante entusiasmo! Nessa época Cida e Irene já cantavam "Não Beba Mais Não" (Jeca Mineiro - Orlandinho) que veio a ser o maior sucesso do Duo Ciriema, e que fez parte do primeiro Disco 78 RPM, que foi gravado em 1961! E, no outro lado, outro grande sucesso: "Mais Uma Lição" (Nonô Basílio)!!!

Na foto abaixo, Cida, com 19 anos, e Irene Campos Mendonça, com 20 anos, foto essa que foi feita por ocasião do primeiro Disco da Dupla, e que faz parte do excelente Site Dedicado ao Duo Ciriema, elaborado por Ângela de Mello Annibal:



Até que um dia, numa apresentação em Jundiaí-SP, Irene Lopes, também prima de Cida e Irene Campos, juntou-se à elas, inicialmente para assistir ao show. Na volta, porém, Orlandinho havia tido uma longa conversa com a Irene Campos Mendonça, alegando que sentia que sua família não a aprovava no trio e que preferia que tudo fosse feito "dentro dos conformes"...

Orlandinho não deu maiores explicações... Só que ele havia dispensado a Irene Campos Mendonça e convidado a Irene Lopes...

Um episódio que, sem dúvida, chateou muita gente, já que essa história nunca foi "passada a limpo", de acordo com a biógrafa Ângela de Mello Annibal, em seu excelente Site Dedicado ao Duo Ciriema: "Quem tinha mais lutado pelo início da Dupla não podia mais continuar..."

Apesar de tudo, a amizade continuou, e Irene Campos também foi madrinha de um dos filhos da Cida. Ela também costuma se encontrar com freqüência com Irene Lopes e seus filhos.

Quem "batizou" a Dupla com o nome Duo Ciriema foi Tito Neto, do jornal Gazeta Esporiva.

Com o Acompanhamento de Orlandinho, no Acordeon, o Duo Ciriema, formado pela Cida e pela Irene Lopes, participou de diversos programas de rádio na Capital Paulista, em diversas emissoras, entre as quais, a já mencionada Rádio Nacional (hoje Globo) e também a Rádio Bandeirantes.

Ainda em 1961, viajaram à Região Nordeste do Brasil e mostraram a Música Sertaneja, onde, até então, predominavam o Frevo e o Forró. Nessa excursão, a Dupla percorreu os Estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

Após o lançamento de dois LP’s e após o retorno de uma temporada em Assuncion no Paraguai, em 1964, o Duo Ciriema deixou a carreira artística, retomando-a porém em 1972, a convite da gravadora Continental.

No final da década de 1970, no entanto, o Duo Ciriema abandonou em caráter definitivo a carreira artística. Ficaram as gravações (para nossa felicidade, remasterizadas em CD) que continuam fazendo sucesso até hoje tais como "Não Beba Mais Não" (Jeca Mineiro – Orlandinho), "Mais Uma Lição" (Nonô Basílio), "Colcha de Retalhos" (Raul Torres), “O Vai e Vem do Carreiro" (Carlos Cezar - José Fortuna), “Tardes Morenas de Mato Grosso” (Goiá - Valderi), "Os Homens Não Devem Chorar (Nova Flor)" (Palmeira - Mário Zan) e “Ciriema” (Mario Zan - Nhô Pai).

Aparecida Martins Batista passou para o Oriente Eterno às 18:30 do dia 17/07/2011, na Capital Paulista, onde estava internada desde o dia 02/07/2011, com diagnóstico de câncer, já avançado, com metastase por todo o corpo...

Aparecida: receba de Ricardinho essa singela homenagem...

Algum tempo depois, Irene Lopes passou a cantar em Dupla com Iara Aparecida Benedeti Cunha, formando o novo Trio "Irene, Iara e Pontelli", que conta com o Acompanhamento Musical do Acordeonista Pontelli e também do Violonista Valmir!!!

Importante lembrar que Iara era esposa de Dorinho, de Saudosa Memória, inesquecível por ter cantado em Dupla com o saudoso Nenete e por ter formado também com sua Esposa o inesquecível Trio Dorinho, Iara e Pontelli!!!

Clique aqui e assista à primeira apresentação do Trio "Irene, Iara e Pontelli", a qual se deu no Programa Essência Cultural, gravado em Araguari-MG, no dia 21/03/2012 às 20:00!!! Apresentado por João Gonçalves, produzido e dirijido por Baltazar Brazão, esse programa foi o de número 60 e foi ao ar no mês de Abril de 2012, podendo também ser apreciado na íntegra no Site do Programa Essência Cultural!!!

O mesmo programa também contou com a participação das Duplas "Ada e Bruno" (Araguari-MG) e "Odair e Odilon" (Campinas - SP)!!!

Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Irene, Iara, João Pontelli e Walmir, no Programa Essência Cultural supra-mencionado:




Clique aqui e conheça esse excelente Site Dedicado ao Duo Ciriema, elaborado por Ângela de Mello Annibal, com biografia mais detalhada, fotos diversas, clipes musicais, discografia e bastante informação sobre essa inesquecível Dupla que foi o Duo Ciriema!!!


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Duo Irmãs Celeste:

Diva Araújo e Geisa Araújo, ambas nascidas em Sacramento-MG. Diva, ainda criança, já se apresentava nos programas de rádio na cidade de Uberaba-MG para onde havia se mudado juntamente com a família.

Mais tarde, tendo se mudado para São Paulo, Diva começou a cantar na Rádio Nacional no programa do Dr. José Rosa. Na Capital Paulista formou a dupla com sua irmã Geisa.

Dotadas de vozes bastante afinadas, com agudos que nos fazem lembrar interpretações de Operetas, Diva e Geísa agradaram de imediato e receberam o convite de Blota Jr. para atuar na Rádio Record.

Por sua beleza encantadora, as irmãs Diva e Geísa também ficaram conhecidas como "As Bonecas Que Cantam".

Nessa época conheceram o inesquecível Compositor e Acordeonista Mário Zan que passou a ser o Empresário do Duo Irmãs Celeste.

E o primeiro disco foi gravado em 1957; um 78 RPM com a Valsa "Cantando" (Mário Zan - Arlindo Pinto), e o Rasqueado "O Trem Apitou" (Mário Zan - Arlindo Pinto). “Cantando” fez bastante sucesso e foi (para nossa felicidade) remasterizada no Volume 2 da série “Meio Século de Música Sertaneja”, lançada em LP em 1979 e mais recentemente, em 1996, em CD pela BMG. É a 20ª. Faixa do respectivo CD.

E passaram a se apresentar por todo o Brasil. E em 1958, gravaram a valsa "Calendário da Vida" (Mário Zan - Nonô Basílio) e o rasqueado "Nova Flor (Os Homens Não Devem Chorar)" (Palmeira - Mário Zan); esse rasqueado alcançou enorme sucesso e foi gravado por muitos outros intérpretes, inclusive no exterior, onde recebeu uma versão em Espanhol (feita por Pepe Ávila: “Los Hombres No Deben Llorar”) e também uma versão em Inglês (feita por Hamilton) com o título “Love Me Like A Stranger”.

Gravaram também "Beijinho Doce" (Nhô Pai) e "Roceira" (Capitão Furtado).

Foi também o Duo Irmãs Celeste que gravou "Alvorada Tupi" (Mário Zan / Nonô Basílio) em 1958 pela RCA-Victor - Disco 78 RPM Nº. 80-1961-A - que foi a primeira Tupiana gravada, ritmo esse criado por Mário Zan e Nonô Basílio.

A dupla seguiu se apresentando ao longo de seis anos, gravando ainda 8 LPs e em seguida se desfez.

“Prá variar”, o casamento parece ter sido mais uma vez o motivo da tão curta existência de uma boa Dupla Feminina: Geisa casou-se com Mário Zan e passou a seguir carreira solo, tendo se apresentado inclusive na Alemanha. Mais tarde, porém ela se separou do Acordeonista e acabou abandonando a carreira artística. Ver à direita a capa da Revista Sertaneja - Ano II - Nº 13 – Abril/1959 com Mário Zan e o Duo Irmãs Celeste.

Diva permaneceu na carreira tendo sido contratada pela Rádio São Paulo, onde se apresentou como cantora e atriz de rádio.

E, na televisão, Diva atuou na TV Record e também na extinta TV Tupi, onde fez parte do elenco das novelas "O Punhal de Prata", "A Fábrica" e "O Hospital".

Participou também da revista "No País dos Bilhetinhos" e foi "crooner" em boates.

Realmente, existem pouquíssimas referências ao Duo Irmãs Celeste, tanto na literatura como na Internet; “Cantando” (Mário Zan – Arlindo Pinto) era, até o momento em que elaborei esse resumo biográfico, o único trabalho que conhecia da Dupla em termos de gravação remasterizada em CD; outra gravação em CD que surgiu posteriormente foi "Desilusão" (Mário Zan - Orlando Barros) no CD "Mário Zan - 60 Anos de Gravações" - LCD 50.279 - lançado em 2004 pela Laser Record. E foi somente no Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira que encontrei informações sobre o Duo Irmãs Celeste, até o momento em que redigi esse resumo biográfico.


E, com diversos problemas de saúde e depressão, Geisa Araújo veio a falecer aos 74 anos de idade, no dia 01/01/2011, na Cidade de Sorocaba-SP, onde residia... bem longe dos "holofotes da fama" com os quais ela havia convivido no passado...





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Irmãs Barbosa:

"Edna e Dinah formam um Duo perfeito. É difícil encontrar duas vozes que combinam tanto! Elas são as nossas queridas 'Meninas Barbosa', como são chamadas no programa Viola Minha Viola. Têm uma carreira brilhante desde muito pequenas, se não me engano há vinte e três anos. Sempre muito bem acompanhadas pelo pai 'Seu Barbosa', gravaram pela primeira vez o Viola em 1981. Desejo mais e mais sucesso a essas meninas que cantam e transmitem sentimentos lindos, sem gritos e trejeitos inúteis. Beijos da Inezita!!!"

O comentário acima é da "Madrinha" e "Comendadora" Inezita Barroso, Apresentadora do excelente Programa Viola Minha Viola, que vai ao ar aos Sábados e Domingos pela TV Cultura de São Paulo-SP, comentário esse publicado no Site Porteira Brasil!!!

Desde cedo, com bem pouca idade o talento de Edna e Dinah foi reconhecido por Oswaldo Barbosa (conhecido artisticamente como Oswaldinho dos Santos), pai dessas duas meninas de belíssima voz, nascidas na Capital Paulista!!!

Seu Oswaldo foi quem deu as primeiras orientações vocais às suas filhas, já que, ainda crianças, elas ajudavam a mãe na arrumação da casa, cantando, "para verem o tempo passar mais depressa"... Dinah fazia a primeira voz e Edna, a segunda, sendo que essa "escolha" acontecia como que intuitivamente...

Seu Oswaldo, além de tocar Clarinete e Acordeon, era também um Amante da Música Caipira Raiz, e, desse modo, ele começou a mostrar às suas filhas a beleza que existe nos Sons da Terra e, aos poucos, foi "lapidando o diamente" que existia no talento de Edna e Dinah!

Como é fundamental a todo Estudo Musical, foram horas intermináveis de estudo de voz, afinação e ensaios. Aos poucos, Edna e Dinah, com a orientação de Seu Oswaldo, foram preparando o terreno para o que viria. E, sem perda de tempo. Seu Osvaldo logo inscreveu suas filhas em festivais de Música Sertaneja, nos quais elas freqüentemente conquistavam as primeiras colocações!!!

Destaque para o Festival Arizona, promovido pela Rádio Globo de São Paulo-SP, no qual elas conquistaram o Segundo Lugar em 1979 e o Primeiro Lugar em 1980!!!

E, em 1983, as Irmãs Barbosa gravaram pela RCA Camden o primeiro LP (106.0133), intitulado "As Pioneiras", com destaque para "Viva o Nosso Amor" (Carlos César - José Fortuna), a faixa-título "As Pioneiras" (José Fortuna - Carlos Cézar), além de uma versão em Português do Clássico Andino "O Condor Passa (El Condor Pasa)" (Daniel Alomia Robles - Versão: M. D. Maldonado) e também "Sanfona Xonada" (José Felipe - Paulo Gaúcho), que é sem dúvida o maior Sucesso de Edna e Dinah, até hoje!!!

A sensibilidade na interpretação das Irmãs Barbosa impressionou profissionais da gravadora Continental, que convidaram a Dupla a gravar, no ano de 1985, o segundo LP (1.11.405.643), intitulado "Flor Morena". E, ainda pela Continental, mais exatamente, no Selo Sertanejo/Chantecler, Edna e Dinah gravaram o terceiro e o quarto LP em 1986 e 1988, respectivamente: "Irmãs Barbosa - Vol. 3" (2.11.405.742) e "Irmãs Barbosa - Vol. 4" (2.11.405.774). E, nesse quarto LP, as Irmãs Barbosa regravaram o sucesso "Sanfona Xonada" (José Felipe - Paulo Gaúcho).

O quinto LP foi gravado na RGE (hoje Som Livre) e os dois Discos seguintes, que foram também os primeiros CD's de Carreira, As Irmãs Barbosa gravaram na Gravadora Velas, primando sempre pelo esmero, no que diz respeito ao Repertório e à Interpretação!



As Irmãs Barbosa também estiveram presentes na Semana Nenete de Música Caipira, no dia 10/07/2011, em Pirassununga-SP, evento esse que ocorre anualmente, em homenagem ao inesquecível Nenete, e que, nesse dia, contou com a participação do Trio Dorinho, Iara e Ponteli. A participação nesse evento foi também a última aparição em público do inesquecível Dorinho, que já havia formado Dupla com Nenete...


Clique aqui, e conheça o Blog das Irmãs Barbosa, com informações mais detalhadas sobre Edna e Dinah. E, dentro em breve, deverá estar no ar o Site Oficial das Irmãs Barbosa, atualmente em construção.


Clique aqui, veja e ouça a participação das Irmãs Barbosa no excelente Programa "Brasil Caipira", apresentado pelo Luiz Rocha, na TV Câmara, no dia 21/06/2009, programa esse que também contou com a participação de "Mozart e Marcelo" e do Duo Corumbá! Nesse Programa, as Irmãs Barbosa interpretaram "O Cio da Terra" (Chico Buarque - Milton Nascimento), "Carretão da Saudade" (Donizete - Bil - Sebastião Ferreira da Silva) e "Trem Esquisito" (Guy Boaventura - Edna Barbosa) essa última, inédita, até então!!!




Contato para shows:
(11) 2669-2134
(11) 95366-6643
(11) 99534-1202





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Irmãs Castro:

Maria de Jesus Castro nasceu em Itapeva-SP em 1926 e Lourdes Amaral Castro nasceu em Bauru-SP em 1928.

Começaram em 1938 na Rádio Clube de Bauru, onde venceram o concurso de calouros “Descobrindo Astros do Futuro”, cantando “O Que É Que A Baiana Tem” (Dorival Caymmi).

Deve ser lembrado que elas participaram do concurso "escondidas dos pais". Após o concurso, continuaram cantando em inglês numa outra emissora de rádio local.

Em 1940, Maria de Jesus e Lourdes, com 14 e 12 anos de idade, respectivamente, mudaram-se para a Capital Paulista, onde tiveram que enfrentar os "famosos preconceitos" por serem do sexo feminino e, além disso, menores de idade.

Mas foi em São Paulo que Nhô Pai (compositor de sucessos como "Beijinho Doce") viu as irmãs cantando e gostou do dueto perfeito de suas vozes. Pediu então autorização aos pais delas para poder ensinar a elas o Gênero Sertanejo. E as Irmãs Castro apresentavam-se em programas diversos, sempre acompanhadas pelo Nhô Pai; e, lógico, também pela mãe delas!

E foram convidadas então para cantar no Rio de Janeiro. Devido à idade, falsificaram as Certidões de Nascimento para poder cantar nos cassinos. Na Cidade Maravilhosa também cantaram em emissoras de Rádio como a Tupi, a Globo e a Mayrink Veiga.

E, de volta à Paulicéia Desvairada, passaram pelas Rádios Cultura, Tupi e Bandeirantes e foram contratadas com exclusividade pela Rádio Record.

O primeiro disco das Irmãs Castro foi gravado pela Continental em 1944 quando elas tinham 18 e 16 anos de idade. Nesse 78 RPM, gravaram o corrido "Não Me Escrevas" (Gabriel Ruiz - Nhô Pai) e o rasqueado "Che Camba (Vem cá)" (Nhô Pai).

No ano seguinte, gravaram um novo disco 78 RPM contendo o valseado "Faz um ano" (F. Valdez Leal - Nhô Pai), e o corrido "Beijinho Doce" (Nhô Pai), clássico da Música Caipira que foi o maior sucesso das Irmãs Castro e que as transformou rapidamente em estrelas, tal a vendagem de “Beijinho Doce”.

Fato curioso é que Música Caipira não era o estilo preferido das Irmãs Castro. Elas preferiam outros estilos de Música Brasileira. O convite para a carreira sertaneja, no entanto, partiu de Nhô Pai que viu nelas o potencial e elas acabaram aceitando.

E, com o crescente sucesso que vinham obtendo, passaram a receber vários convites e a se apresentar em circos e rádios por todo o Brasil e também em outros países da América Latina, tais como Paraguai, Uruguai e Argentina.

No Paraguai, por sinal, elas foram para se apresentar por uma semana no Teatro Vitória (o maior de Assuncion), mas acabaram permanecendo um mês por lá. A apresentação das Irmãs Castro foi transferida então para o Teatro Municipal de Assuncion, já que o excelente conjunto vocal americano “The Platers” tinha uma apresentação programada no Teatro Vitória. E as Irmãs Castro acabaram "roubando a platéia" do "The Platters", pois o conjunto americano, além de ter tido que aguardar a transferência das Irmãs Castro para o outro teatro, ainda teve no show lotação abaixo da esperada, enquanto as Irmãs Castro se apresentavam com mais platéia no Teatro Municipal!

E, na volta ao Brasil, voaram num avião cedido pelo Governo Paraguaio! No Paraguai fizeram sucesso principalmente com "Che Yara Porã Tupy" (Capitão Furtado – Riellinho) e "Che China Mi" (Antônio Cardoso – Capitão Furtado).

A dupla se desfez em 1985. Porém as Irmãs Castro compõem um "capítulo" muito importante na História da Música Caipira Raiz, pois, além delas terem sido a primeira Dupla Feminina a gravar Música Caipira, as Irmãs Castro também foram as pioneiras no ritmo “Corrido” (o mesmo ritmo de "Beijinho Doce" (Nhô Pai)).


E, na foto abaixo, Mary Galvão, Maria de Jesus Castro, Lourdes Amaral Castro e Marilene Galvão: as Irmãs Castro e as Irmãs Galvão, por ocasião do lançamento do Livro de José Hamilton Ribeiro "Música Caipira - As 270 Maiores Modas de Todos os Tempos" - Editora Globo - 2006:





Clique aqui e ouça a Toada Histórica "A Morte da Lurdinha" (Francisco Ribeiro) interpretada pelas Irmãs Castro, acompanhadas pelo Conjunto Rielinho, numa gravação histórica do Disco 78 RPM - 16238 - Lado A - Gravadora Continental - Gravado em 17/05/1950 - do Acervo de José Ramos Tinhorão - num excelente Arquivo Musical pertencente ao IMS - Instituto Moreira Salles, excelente site que se preocupa com a Preservação de Inestimáveis Acervos Brasileiros em termos de Música, Fotografia, Artes Plásticas e Biblioteca, o qual convido o Apreciador a visitar!


Clique aqui e ouça o Baião "Pinheiro Que Dá Uma Pinha" (Irmãs Castro) interpretado pelas Irmãs Castro, acompanhadas pelos "Ases do Ritmo" e pelo Conjunto Rielinho, numa gravação histórica do Disco 78 RPM - 16238 - Lado B - Gravadora Continental - Gravado em 17/05/1950 - do Acervo de José Ramos Tinhorão - num excelente Arquivo Musical pertencente ao IMS - Instituto Moreira Salles, excelente site que se preocupa com a Preservação de Inestimáveis Acervos Brasileiros em termos de Música, Fotografia, Artes Plásticas e Biblioteca, o qual convido o Apreciador a visitar!

Lourdes Amaral Castro partiu para o Oriente Eterno às 10:50 da manhã do dia 30/08/2011, quando contava 83 anos de idade, no Hospital Municipal de Jarinu-SP, tendo sido vítima de um enfarte agudo do miocárdio e deixando um enorme vazio na História da autêntica Música Caipira Raiz...

Lourdes: Receba de Ricardinho essa singela homenagem...


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Irmãs Freitas:

Ana Lúcia e Luciana são os nomes artísticos escolhidos pelas irmãs Alice de Freitas Machado (nascida em Taquaral–GO, no dia 11/11/1961) e Ilda de Freitas Machado (nascida também em Taquaral–GO, no dia 24/02/1958).

Filhas de João de Freitas Machado e Maria José Pereira: uma família humilde e numerosa, composta por mais 10 irmãos, e que tiveram suas infâncias bastante ocupadas com o trabalho na lavoura, trabalho esse bastante pesado e exercido desde os 6 anos de idade, mas que não as impediu de desenvolver o Gosto Musical nem de participar das festas de Folias de Reis!

Irmãs de André e Andrade, Alice e Ilda iniciaram a Carreira Musical no ano de 1976, cantando em circos e festas no Estado de Goiás, com apenas 15 e 18 anos de idade, respectivamente!

Dois anos depois, em 1978, as Irmãs Freitas gravaram seu primeiro disco, pela Gravadora RDG (RDG-2035), com destaque para a Música "Canoeira da Araguaia" (Albertino Soares - André - Andrade), cujo sucesso proporcionou à jovem Dupla a contratação pela gravadora Chantecler, na qual elas gravaram os LP's seguintes.

Foi a partir dessa época que as Irmãs Freitas passaram a gravar e se apresentar em companhia do saudoso Sanfoneiro Voninho, que enfeitava os arranjos e valorizava suas apresentações.

Além de ter atuado junto com as Irmãs Freitas, Ivone Ferreira Dias, o Voninho, natural de Jataí-GO, também integrou "Os Filhos de Goiás", "Carlito, Baduí e Voninho" e o "Trio Alto Astral", além de ter gravado alguns discos em carreira-solo, tendo sido também Compositor de belíssimas Músicas para solo de Acordeon.

Além de atuar como Acordeonista, Voninho também foi uma espécie de "Empresário" das Irmãs Freitas, marcando shows, escolhendo o Repertório, e às vezes até "atuando como guarda-costas". De acordo com o que ele mesmo disse à inesquecível Revista "Moda e Viola", "...tem hora que a barra pesa, quando se viaja com duas mulheres bonitas...".

Voninho havia iniciado sua carreira artística em 1963 em Jataí-GO, sua cidade-natal, tendo logo se entrosado no Meio Musical, com o apoio dos Radialistas Jerônimo Gonçalves Assis, Edgard de Souza e José Béttio.

Voninho, porém, partiu para o "Andar de Cima" por volta das 23:00 no dia 23/04/2008, na Santa Casa de Misericórdia de Goiânia-GO, onde já estava internado havia quase dois meses, com graves problemas de saúde, incluindo dengue hemorrágica.

Consideradas como sendo "As Musas da Música Caipira", com um Repertório selecionado, além de irradiar beleza e simpatia, as Irmãs Freitas fizeram e ainda fazem bastante sucesso em todo o país.

O jeito de cantar no Estilo Goiano, proporcionou às Irmãs Freitas uma característica muito especial que serviu para projetá-las no Meio Artístico Musical.

Seus irmãos André e Andrade, também ajudaram bastante no início da carreira das Irmãs Freitas, passando-lhes a experiência e tendo sido responsáveis pelo lançamento da Dupla. O pai (João de Freitas Machado), apesar de ter sido, de início, contra a Carreira Musical das filhas, acabou também sendo um grande incentivador, além de ter sido um dos Compositores de seu Repertório desde o primeiro LP.

Após algum tempo sem gravar, as Irmãs Freitas retornaram aos palcos com nova formação: Luciana (Mãe) e sua filha Ourina e, com essa nova formação, elas se apresentaram no excelente Programa Viola Minha Viola que foi ao ar no dia 10/01/2010 pela TV Cultura de São Paulo-SP, apresentado pela "Madrinha" Inezita Barroso!

Quero aqui reproduzir o artigo "Jataí Na TV Cultura", escrito pelo Apreciador Maurílio Alves Neto, artigo esse que havia sido disponibilizado no site Diamantina Net - Turismo & Notícias, no dia 16/01/2005. Repare como Maurílio elogia a Dupla André e Andrade, as Irmãs Freitas e a "Madrinha" Inezita Barroso:

Sábado, 15 de janeiro de 2005, estava assistindo ao Programa, Viola Minha Viola na TV Cultura, dirigido pela Artista Inezita Barroso, quando, de repente, ela convidou para cantar a Dupla Caipira, formada pelos goianos André e Andrade que, meritoriamente, é considerada uma das melhores Duplas que cantam a genuína Música Raiz no Brasil. Depois da apresentação da primeira Música, a Dupla mandou um recado para seus pais que residem em Jataí-GO.

Por isso só, já fiquei arrepiado ao ouvir o nome de minha cidade ser comentado e levado aos mais longínquos lugares desse Brasil gigante. Logo após, a apresentadora convidou também para adentrar ao palco, outra Dupla goiana não menos famosa, as Irmãs Freitas, para que cantassem juntos, os quatro, a Música, 'Visita De Reis' (André - Andrade). Muito aplaudidos, os Cantores mencionaram novamente o nome de Jataí-GO. Depois dos elogios do público e da apresentadora, eis que ouço de viva voz, a própria Inezita mandar seu abraço aos pais das Duplas e ao Povo Jataiense em geral. Confesso que essa saudação encheu-me de orgulho, pois, embora distante há muito tempo de Jataí-GO e residindo atualmente em Goiânia-GO, capital de Goiás, nunca perdi o vínculo com a minha querida cidade, pela qual sou um apaixonado confesso.

Sou fã da dupla André e Andrade desde o ano 2000 quando lançaram no mercado um CD com as Músicas, 'Fim de Semana' (Luis Carlos), 'É Sempre Assim' (Luis Carlos - André), 'Terra' (André - Mozart), 'Dose Dupla' (André - Cacilda), etc.

Pouco tempo mais tarde, na festa de Barretos-SP de 2002, foi lançado um CD com vários cantores, os melhores do Brasil, inclusive a Música de número 10 do CD, 'Paixão Caipira' (Rick) com André e Andrade.

Depois eles lançaram o Álbum 'Paixão Caipira' pela Warner em CD com vários sucessos, tais como, 'Velho Rancho' (André - Mozart), 'Viola e Cantador' (Chico Amado - Anna Fernandez) e 'Visita de Reis' (André - Andrade), dentre outras.

Já as Irmãs Freitas, por serem goianas, acompanho-as desde algum tempo, aproximadamente 1976, quando ainda davam shows em circos e não eram famosas ainda. Relembro que fizeram muito sucesso com a Música, 'Canoeiro do Araguaia' (Albertino Soares - André - Andrade).

Hoje, suas Músicas são ouvidas nos vários municípios do Brasil, sendo que algumas dessas Músicas são verdadeiros sucessos, tais como, 'Amor Dividido' (Luciana - Pedro de Freitas), 'Velho Cuiabá' (Ilda Freitas - Alice Freitas - André Freitas - João Freitas), 'Amando em Segredo' (João de Freitas - Irmãs Freitas), etc.

Os nomes verdadeiros dessas musas da Música Caipira são, Alice de Freitas Machado e Ilda de Freitas Machado. Agora sobrou para a senhora, Ignez Magdalena Aranha de Lima, que atende pelo nome artístico de Inezita Barroso, que, a bem da verdade, é a grande Fada Madrinha da Música Regional do Brasil.

Essa digna Paulistana dispensa maiores comentários, pois além de Cantora é Atriz, Escritora e, desde 1980, comanda o Programa Viola Minha Viola, que se tornou o Templo Sagrado da Música Raiz no Brasil.

Sendo assim, como Jataiense gratificado, só posso mesmo desejar um Feliz e exitoso 2005 para as Duplas citadas acima, extensivos ao Programa Viola Minha Viola, na pessoa iluminada de Inezita Barroso, verdadeiro Patrimônio Artistico-Cultural do Brasil!



Na foto abaixo, de autoria de Sandra Cristina Peripato, André e Andrade ao lado das Irmãs Freitas e do Violeiro Arnaldo Freitas, no camarim do Programa Viola Minha Viola no dia 14/10/2009:



Arnaldo Freitas é um excelente Músico e toca Viola Caipira (junto com Valdir Batista Lemos "Escurinho" na Percussão, Andrezinho no Baixo e Joãozinho no Violão) no "Regional do Tico-Tico", no Viola Minha Viola, apresentado pela "Madrinha" Inezita Barroso e que vai ao ar pela TV Cultura de São Paulo-SP. E, na Viola Caipira, além do autêntico Repertório Caipira Raiz, Arnaldo Freitas também interpreta belíssimas Composições de Johann Sebastian Bach e Chorinhos tais como "Odeon" (Ernesto Nazareth)!!


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Irmãs Galvão:

"Brasileiro curte modismo, mas depois acaba voltando para o sertanejo" – Marilene Galvão.

Ícones da Música Sertaneja, as Irmãs Galvão (ou “As Galvão”, como o Apreciador preferir) são consideradas pelo comunicador Toni Gomide da Rádio Tupy como sendo “As Vozes do Século”.

Mary Zuil Galvão (nascida em Ourinhos-SP no dia 04/05/1940) toca o Acordeon e Marilene Galvão (nascida em Palmital-SP em 27/04/1942) toca o Violão. Com o incentivo dos pais, o alfaiate Bertholdo e a costureira Maria, a dupla se formou em 1947 quando elas tinham 7 e 5 anos de idade, respectivamente, na pequena cidade de Sapezal-SP (hoje Distrito de Paraguaçu Paulista-SP).

Na verdade, Mary já "soltava a voz" para os parentes e amigos do Sr. Bertholdo em Sapezal, quando num belo dia, a irmãzinha Marilene, sem que tivesse sido planejado, entrou cantando em dueto quando Mary estava cantando e... nascia então, naquele exato momento, aquela que se tornou uma das melhores duplas femininas brasileiras.

Com mais de 60 anos de carreira, “As Galvão” formam a mais antiga Dupla Caipira Feminina em atividade no Brasil, e continuam afinadíssimas e tocando da mesma forma como faziam no início.

Fizeram as primeiras apresentações na Rádio Paraguaçu Paulista-SP e também na Rádio Difusora, de Assis-SP e na Rádio Cultura de Maringá-PR.

O pai, Bertholdo, cheio de sonhos, vendeu tudo o que tinha e arriscou a mudança para a Capital Paulista, investindo nas duas filhas. Era o ano de 1952 e, com uma carta de apresentação do Dr. Miguel Leuzzi (radialista incentivador da música cabocla), tentou o primeiro contato na Rádio Piratininga, cujo diretor não quis ouvi-las, por se tratar de apenas duas criancinhas...

Mas, “Seu” Bertholdo não desistiu: confiava no talento de Mary e Marilene e inscreveu as meninas no programa de calouros “Torre de Babel” apresentado por Salomão Esper: o programa era para adultos e, com apenas 12 e 10 anos de idade, elas não poderiam ser inscritas.

“Comovido”, porém com as duas menininhas, perguntou se elas “queriam cantar”... E elas cantaram e encantaram a todos os que ali estavam, e... foram contratadas!

No “Torre de Babel”, as Irmãs Galvão atuavam juntamente com gente já famosa e respeitada como Dolores Duran e Nelson Gonçalves.

Daí pra frente, atuaram no programa “Tenda de Salomão”, também na Rádio Piratininga. Seguiram para a Rádio Nacional (hoje Globo) onde participaram de programas como “Ronda dos Bairros” e “Caravana da Alegria”. Ainda no mesmo ano de 1952, seguiram para a Rádio Bandeirantes, onde participaram do programa “Serra da Mantiqueira” sob o comando de Biguá e do Capitão Barduíno. Cantaram também no programa “Brasil Caboclo”, comandado pelo Capitão Barduino, e que era na época o programa de maior audiência no Brasil, com bastante correspondência que recebia de todo o Território Nacional.

Ouvindo esse programa, Diogo Mulero, o Palmeira, diretor artístico da RCA Victor, ofereceu a elas a oportunidade de uma gravação. E, no Rio de Janeiro, saiu o primeiro 78 RPM das Irmãs Galvão.

Foi também nessa época que as Irmãs Galvão conheceram pessoalmente gente como “Tonico e Tinoco” e “Cascatinha e Inhana”, cuja voz elas já conheciam do rádio quando ainda moravam no Interior.

"Uma Sanfona, um Violão;
Duas jovens criativas que formam o duo Irmãs Galvão!"

Esse slogan foi criado por Oswaldo Soares em 1953, quando Mary e Marilene participaram do programa “Domingo Alegre” na Rádio Cultura. Passaram também um curto período de tempo na Rádio América e retornaram à Bandeirantes por onde permaneceram por um período de 10 anos. Nessa emissora, Irmãs Galvão também interpretaram obras primas de nossa Boa Música Brasileira acompanhadas pela Orquestra de Sílvio Mazzuca; porém, não abandonaram jamais a Música Caipira.

Além de diversos prêmios que ganharam em festivais como intérpretes, as Irmãs Galvão também ganharam o “Troféu Oceania” da UASP (União dos Artistas Sertanejos Paulistas), “Disco de Ouro” com a lambada “No calor dos teus abraços”, “Prêmio Sharp” como “Melhor Dupla Sertaneja (em 1994), o “Disco do Ano” 2002 ("Nóis e a Viola"), “Prêmio Caras de Música” como Melhor Dupla e também receberam indicação para o “Grammy Latino” de Los Angeles como Melhor Álbum de Música Regional ou Raiz, tendo ficado entre cinco finalistas.

Em 1981 Mário Campanha, Maestro e Arranjador e também esposo de Mary Zuil Galvão, passou a produzir os discos da dupla que passou a se apresentar como sendo “As Galvão”, já então bastante conhecidas não apenas no Brasil, mas também em outros países como Portugal, Canadá e Suíça.

A comemoração dos seus 50 anos de carreira se deu em 1997 no parque da Água Branca em São Paulo-SP, show no qual estiveram presentes cerca de 6 mil pessoas, sendo homenageadas por diversos intérpretes renomados da Música Caipira Raiz, entre eles, Tinoco e Tinoquinho.

As Galvão gravaram ao longo de sua carreira artística 10 discos 78 RPM, 22 LPs e 3 novos CDs (fora algumas remasterizações de antigos discos de vinil).


Tive a felicidade de conhecer pessoalmente as Irmãs Galvão por ocasião do show "Encontro de Gerações" realizado no dia 24/07/2003 no Theatro São Pedro na Barra Funda, na Capital Paulista, apresentação que também contou com a participação do jovem violeiro Yassir Chediák. Além dos sucessos tradicionais das Galvão, e dos toques humorísticos das irmãs, entre uma música e outra, nesse show também tive o prazer de conhecer uma excelente revelação em Solo de Viola que é Yassir Chediák que interpretou composições conhecidas de Almir Sater e Renato Teixeira, além de seu sucesso "Estradas" que também é tema do seriado "Carga Pesada", na Rede Globo, em sua reedição a partir de 2003.


Na foto abaixo, Marilene, Mary Zuil Galvão e Ricardinho no Theatro São Pedro em 24/07/2003:




Na foto abaixo, As Irmãs Galvão e o Radialista e Pesquisador Maikel Monteiro (que apresenta o Programa Brasil Caboclo nos 630 kHz da Rádio Paraná Educativa (e-Paraná) - AM de Curitiba-PR, no ar todos os Domingos das 07:00 às 09:00 da manhã). Foto de autoria do Radialista José Francisco (que também apresenta o mesmo programa juntamente com o Maikel Monteiro).





Tive a felicidade de rever as Irmãs Galvão em Curitiba-PR no dia 07/09/2005, ocasião na qual também pude conhecer pessoalmente o excelente Radialista, Produtor e Pesquisador Maikel Monteiro (ver mais detalhes abaixo nas referências bibliográficas), além de sua esposa Juliana (na foto à esquerda com as Irmãs Galvão, quando da gravação do programa "Enfoque", apresentado por Mariana Gotardo e que vai ao ar às Quartas-Feiras às 22:15, pela TV Paraná Educativa).

Maikel Monteiro (na foto à direita, juntamente com as Irmãs Galvão e Ricardinho, o criador desse site) conhece a fundo a trajetória artística além de ter uma grande amizade com essa excelente Dupla Feminina que, por sinal, também destaca o excelente pesquisador na Coluna do Fã no Site Oficial das Galvão.

Nesse período em Curitiba, além de ter conhecido pessoalmente o Maikel Monteiro, sua esposa Juliana e o amigo José Francisco, também revi, juntamente com minha esposa, a Netinha (na foto à esquerda junto com as Irmãs Galvão na casa de Maikel), a belíssima Capital Paranaense e tive um excelente contato com a Cultura Caipira através de uma "prosa" bastante agradável com toda essa gente boa! Foi realmente um aprendizado maravilhoso!

Também tive a oportunidade de assistir a uma apresentação bem humorada da excelente Dupla Feminina no Pesqueiro Peixe Dourado próximo à Capital Paranaense, no mesmo dia 07/09/2005, juntamente com a dupla "Nhô do Rodo e Zé Paviu" (foto à direita), na gravação do programa "Brasil Viola" que vai ao ar aos Domingos às 12:00 pela TV CNT de Curitiba-PR.


Quero aqui convidar o Apreciador a visitar o Site Oficial das Irmãs Galvão, que nos mostra uma biografia com bastante riqueza de detalhes, bem como a agenda de shows, discografia, premiação, diversas fotos interessantes e coluna do fã.


Quero convidar o Apreciador a conhecer o Passeio de Maria-Fumaça que se realiza todos os Domingos às 09:00 da manhã no "Trem Turístico Moita Bonita" - F.: (18) 3361-6165 - percorrendo 12 Km de muita emoção, revivendo os "bons tempos" da Estrada de Ferro Sorocabana, no trecho entre Paraguaçu Paulista e Sapezal, tracionado pela "Dona Lina", a Locomotiva N° 23, fabricada na Inglaterra em 1879 e que é a mais antiga em operação no Brasil.

Sapezal, conforme já foi dito, é hoje um Distrito de Paraguaçu Paulista-SP, no entanto já foi um Município Paulista e as Irmãs Galvão passaram uma boa parte da infância nesse lugar do qual elas gostam e têm em consideração, como se fosse a terra-natal!

O "Cumpadre" Luciano Queiroz, que é Violeiro e Luthier, residente em Assis-SP, esteve presente na Inauguração do "Trem Turístico Moita Bonita", no dia 17/08/2008, ocasião na qual as Irmãs Galvão estiveram presentes!


Na foto abaixo, feita pelo "Cumpadre" Luciano Queiroz, as Irmãs Galvão e o Carro de Passageiros do "Trem Turístico Moita Bonita" na inauguração do Passeio no dia 17/08/2008:




Na foto abaixo, gentilmente fornecida pelo "Cumpadre" Luciano Queiroz, o interior do Carro de Passageiros do "Trem Turístico Moita Bonita" na inauguração do Passeio no dia 17/08/2008: da esquerda prá direita, Luciano, Mary Zuil Galvão, Sr. Expedito (Pai de Luciano), Marilene Galvão e Suzzi (Esposa de Luciano):




Na foto abaixo, também fornecida pelo "Cumpadre" Luciano Queiroz, da esquerda prá direita, Marilene Galvão, Mary Zuil Galvão, Sr. Expedito (Pai de Luciano) e Dona Edna (Mãe de Luciano):




Tive a alegria de conhecer o "Trem Turístico Moita Bonita" no dia 19/10/2008, em companhia do "Cumpadre" Luciano Queiroz & Família!!


Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Ricardinho e a Esposa (Netinha), Suzzi e seu Esposo Luciano Queiroz, Dona Edna e Sr. Expedito (os Pais de Luciano Queiroz), na Estação Ferroviária de Paraguaçu Paulista-SP, no dia 19/10/2008:




Na foto abaixo, feita pelo "Cumpadre" Luciano Queiroz, Ricardinho na Maria-Fumaça "Dona Lina", no dia 19/10/2008:




Na foto abaixo, feita pela minha Esposa (Netinha), Ricardinho e o Carro de Passageiros do "Trem Turístico Moita Bonita", no dia 19/10/2008; acenando na janela do trem, ao fundo, a "Cumadre" Suzzi (Esposa do "Cumpadre" Luciano Queiroz):




Na foto abaixo, Netinha e Ricardinho e a Maria-Fumaça N° 23, no dia 19/10/2008:




Na foto abaixo, a placa da Estação de Sapezal, com o nome praticamente ilegível, no dia 19/10/2008; ao fundo, o futuro "Museu As Galvão":




Na foto abaixo, o futuro "Museu As Galvão", em Sapezal, no dia 19/10/2008:




Na foto abaixo, a Igreja e o Coreto de Sapezal, no dia 19/10/2008; dentro do Coreto, Netinha e Ricardinho:




Na foto abaixo, Netinha e Ricardinho na Estação de Sapezal, no dia 19/10/2008:




Na foto abaixo, feita pelo "Cumpadre" Luciano Queiroz, Netinha e Ricardinho, na janela do Carro de Passageiros do "Trem Turístico Moita Bonita", novamente em Paraguaçu Paulista-SP, no dia 19/10/2008:




Tive a felicidade de rever As Galvão, dessa vez na cidade onde moro, a menos de 2 Km de minha residência! Na foto abaixo, as Irmãs Galvão e o Maestro Mário Campanha, em Santo André-SP, no Evento da 10ª JOTISA - Jogos da Terceira Idade de Santo André-SP - no dia 14/05/2009:




Na foto abaixo, as Irmãs Galvão, o Maestro Mário Campanha e o Prefeito de Santo André-SP Aidan Ravin, no Evento da 10ª JOTISA - Jogos da Terceira Idade de Santo André-SP - no dia 14/05/2009:




Na foto abaixo, as Irmãs Galvão, a Dupla Moacyr e Sandra e Ricardinho em Santo André-SP, no Evento da 10ª JOTISA - Jogos da Terceira Idade de Santo André-SP - no dia 14/05/2009:




E, na foto abaixo, as Irmãs Galvão e Ricardinho, em Santo André-SP, no Evento da 10ª JOTISA - Jogos da Terceira Idade de Santo André-SP - no dia 14/05/2009:




Na foto abaixo, as Irmãs Galvão e Inezita Barroso, por ocasião da comemoração dos 30 anos do programa Viola Minha Viola no Auditório Ibirapuera, em São Paulo-SP, no dia 17/06/2010:





Contato para shows (falar com Clodoaldo):
(11) 3221-0727
(11) 3221-4017
(11) 3337-7309
(11) 9601-3653

e-mail: [email protected] [email protected]





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Juliana Andrade e Jucimara:

“Estamos na contramão dos gêneros que estão na moda e tocam no rádio. Não quero falar mal de ninguém; só acho que existe espaço para todos.” (Juliana Andrade).

A autora da sábia frase acima, a jovem Violeira, Cantadora e Compositora Juliana Andrade, nasceu em Taboão da Serra-SP e começou a tocar Viola Caipira com apenas 14 anos de idade, influenciada pelo bom gosto de seu pai, “Seu” Francisco Andrade, que também se dedicava ao tradicional instrumento musical Caipira Raiz, apesar de não ser “conhecido pelo grande público”. A própria Juliana nos conta: "Meu pai era Violeiro, mas queria que meus irmãos aprendessem. Comecei a pegar a Viola escondida e, quando ele percebeu, já tinha uma Violeira em casa."

Inezita Barroso conheceu Juliana quando ela tinha apenas 15 anos de idade, em 1995, quando o “Viola Minha Viola” da TV Cultura de São Paulo homenageava João Pacífico, de quem a jovem Violeira é grande apreciadora. “Inezita me deu a honra de ser minha “Madrinha Musical”.

Juliana também recebeu no ano 2000 o título de Princesa da Viola que foi concedido pelos ouvintes e telespectadores da Rádio e TV Cultura de São Paulo. E este título foi registrado em cartório!

Jucimara Aparecida de Souza Lins, natural de Lins-SP, começou a cantar com apenas 6 anos de idade, tendo formado algumas duplas provisórias, além de também ter feito carreira-solo, a exemplo de Juliana Andrade.

Apreciadora das Irmãs Freitas e também de Tião Carreiro e Pardinho, Jucimara faz a segunda voz, além de tocar a Viola e o Violão.

Juliana Andrade e Jucimara foram as primeiras mulheres a vencer o Festival de Barretos, o que aconteceu na edição de 2001, o 19º Festival “Violeira Rose Abrão”, que fez parte da 47ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos-SP.

Além do primeiro lugar, "Juliana Andrade e Jucimara" receberam também o título de “As Melhores Violeiras do Brasil”. E foi a primeira vez que uma dupla feminina não apenas esteve entre os dez primeiros colocados na história desse festival, como também conquistou o primeiro lugar. Essa vitória em Barretos abriu as portas e impulsionou Juliana e Jucimara para a gravação do primeiro CD, “As Violeiras do Brasil” (foto acima à direita). “Ganhar o festival foi um marco na nossa carreira, foi sem dúvida um dos momentos mais importantes”.

Para Juliana, a vitória não apenas serviu como uma arma contra o preconceito que ainda se tem contra a mulher, mas também foi de encontro à discriminação dos jovens e da mídia. De acordo com a jovem Violeira, (e para nossa grande alegria), as pessoas estão "perdendo a vergonha de gostar das Modas de Viola". "Nos shows, muitos jovens participam e gostam do nosso trabalho".

Além da “Madrinha” Inezita Barroso, Juliana de Andrade e Jucimara tiveram também o apoio do Praiano (que foi parceiro de Tião Carreiro no início da década de 90) e de Jesus Belmiro que cedeu inclusive uma composição sua para o trabalho da dupla: "Diamante Verde" (Jesus Belmiro - Juliana Andrade). O primeiro CD, além de composições próprias, traz também raridades como “Felicidade”, composta por Raul Torres em 1932” e também duas composições instrumentais em Solo de Viola: "Brincando Com A Viola" (Gedeão da Viola) e Herança De Pai (Francisco Andrade).

A dupla Juliana Andrade e Jucimara se desfez algum tempo depois. Juliana Andrade seguiu carreira-solo por algum tempo, enquanto que Jucimara formou por algum tempo a dupla com Sandra Reis.

E, no início de 2006, a dupla Sandra Reis e Jucimara se desfez e Jucimara reatou a dupla com Juliana Andrade, renascendo então essa excelente dupla feminina. Quero destacar o novo CD da dupla ("As Violeiras do Brasil") que é uma reedição do primeiro CD, contendo algumas faixas-bonus. Destaque para "Bolha de Sabão" (José Caetano Erba - Tião do Carro), "Ninho de Saudade" (Pardinho - Mairiporã), "Canoeira do Araguaia" (Albino Soares - André - Andrade) e "Invernada da Recordação" (Ronaldo Viola).

A título de informações complementares, sugiro ao Apreciador que conheça também os resumos biográficos de Juliana Andrade (sua "carreira-solo", na página dedicada aos Novos Caipiras) e da dupla Sandra Reis e Jucimara (nessa mesma página dedicada às Duplas Femininas).


Clique aqui e conheça o Site Oficial de Juliana Andrade e Jucimara, com a biografia detalhada das duas integrantes da Dupla, Discografia, Fotos, Vídeos e contatos para shows.


Parabéns, Juliana!! Parabéns, Jucimara!! Continuem defendendo firmemente a nossa Música Caipira Raiz, a Viola e a Boa Música Brasileira como vocês vêm fazendo!!!





Na foto abaixo, Inezita Barroso e a Dupla "Juliana Andrade e Jucimara", por ocasião da gravação do Viola Minha Viola no dia 03/09/2008:




Na foto abaixo, a Dupla "Juliana Andrade e Jucimara", na gravação do Viola Minha Viola no dia 03/09/2008:




E, na foto abaixo, da esquerda prá direita, Juliana Andrade, Ricardinho e Jucimara, na ocasião em que a excelente Dupla foi agraciada com o Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira, na Categoria "Dupla Feminina", na memorável noite de 18/01/2011, que teve lugar no Minas Centro em Belo Horizonte-MG!





Contato para shows:
(11) 9489-0346
(11) 7343-5376
(11) 4787-5961
e-mail: [email protected]



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Leyde e Laura:

Lucineide (Leyde), nascida em Guiratinga-MT no dia 04/08/1973, e Marinilza (Laura), nascida em Pedra Preta-MT no dia 18/08/1970, eram ligadas à Música desde a infância e formaram a dupla, cujo nome é possivelmente uma "citação mercadológica" à Mãe do famoso cantor e compositor Roberto Carlos, que ele carinhosamente chama de Lady Laura, em seu famoso sucesso composto em parceria com Erasmo Carlos.

Filhas do Sr. José e de Dona Sidelina, Lucineide e Marinilza foram criadas na “roça” juntamente com seus dez irmãos trabalhando no plantio de arroz, feijão e milho. Seus pais eram também os "Rezadores de Terço" da região.

Dessa forma, o primeiro contato de Leyde e Laura com a Música foi através dos Cânticos Religiosos, além dos "causos" de fim de tarde, Rodas de Viola nas reuniões de família e também da influência do irmão mais velho Sandro Lúcio, que sempre esteve envolvido com a Música.

Ainda na infância, Lucineide e Marinilza faziam "backing" vocal para os irmãos Sandro Lúcio e Mateus. E elas percorreram o Interior do Brasil apresentando-se em diversas cidades dos Estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.

Lucineide e Marinilza trocaram seu Estado-Natal de Mato Grosso pela Capital Paulista no ano de 1992, incentivadas pelo Empresário e Produtor Oswaldo Galhardi, Esposo de Laura.

A jovem dupla feminina lançou seu primeiro disco no mesmo ano de 1992, com destaque para "Porque Você Não Gosta De Mim" (Carlos Cezar - José Fortuna), "Na Luz Do Teu Olhar" (Paraíso - Wally Macedo), "Chove Não Molha" (J. Luís) e "Confiei Demais" (Nino e Jeferson).

Interpretando um misto de "pop-sertanejo" com ritmos da autêntica Música Caipira-Raiz, dentre seus maiores destaques, podemos citar "Mistérios" (Zezé di Camargo - Fátima Leão), "Eu Não Sabia Que Você Existia" (Tony - Renato Barros) e "Férias na Praia" (Sérgio de Freitas), além de belíssimas Jóias Musicais tais como "Terra da Padroeira" (Tião do Carro - João Miranda), "Viola e Cantador" (Chico Amado - Anna Fernandêz), "Pé de Cedro" (Zacarias Mourão - Goiá), "Tardes Morenas de Mato Grosso" (Goiá - Valderi), "Viola Pura" (José Caetano Erba - Paraíso), "O Caso Irmãos Naves (Erro Judiciário)" (Sulino - Dr. Antônio Carlos) e "A Força do Amor" (Jesus Belmiro - Paraíso), apenas para citar algumas!

Leyde e Laura interpretam ritmos da genuína Música Caipira Raiz (incluindo a Moda de Viola) e também Músicas românticas e dançantes e já foram agraciadas com diversos troféus tais como o "Prêmio Ary Barroso", e "Estrada Boiadeira" esse último como a "Melhor Dupla Sertaneja Feminina Do Brasil".

Quero aqui destacar o CD "Viola Pura" que é um excelente trabalho da jovem dupla feminina com arranjos do compositor Paraíso, e com as participações de João Mulato (Viola), Araguary e João Bosco (Violões), Maestro Adeildo (Requinto), Nabar (Contrabaixo), Walter Brunelli (Percussão) e Liu (Berrante). O CD apresenta ao Apreciador um repertório de 14 faixas no autêntico Estilo Caipira Raiz, incluindo "A Mão do Tempo" (Tião Carreiro - José Fortuna), "O Menino da Porteira" (Teddy Vieira - Luizinho), "Tardes Morenas de Mato Grosso" (Goiá - Valderi), "Vá Pro Inferno Com Seu Amor" (Meirinho), "A Força do Amor" (Jesus Belmiro - Paraíso) e "O Caso Irmãos Naves (Erro Judiciário)" (Sulino - Dr. Antônio Carlos), além da faixa-título "Viola Pura" (José Caetano Erba - Paraíso), apenas para citar algumas.

Quero destacar também o DVD "Meu Canto Caipira", que foi gravado ao vivo por Anjos Studio, no Teatro Municipal de Mauá-SP, em 16/12/2009! Produzido por Beto Contessotto (Betinho), o DVD brinda o Apreciador com uma belíssima apresentação que se inicia com a declamação de um texto de Guimarães Rosa, a cargo de Ivanna Calado. Logo depois, Leyde e Laura mostram suas belíssimas e entrosadíssimas vozes, cantando "a capela" (sem acompanhamento instrumental) a faixa-título "Meu Canto Caipira" (Batista dos Santos).

Gravado pela Allegretto, o DVD conta com a participação de excelentes Músicos do quilate de Marcílio Zarpelão (Violão com Cordas de Aço), Carlos Magno (Violão com Cordas de Nylon), Arnaldo Freitas (Viola Caipira), Dr. Júlio Santin (Viola Caipira), André Fernandes (Baixo), Walter Brunelli (Teclado), Mingo Jacób (Percussão), Doniseti Juvino (Percussão), Marcelo Rosner (Violino), Jair Ferro Meira (Violino), Manoela Bonina (Violino) e Aline Siqueira (Violino). E, durante o show, as participações especiais do Grupo "Os Favoritos do Catira" e também da Dupla Mocóca e Paraíso.

E, nos "extras" do DVD, o Apreciador conhece mais um pouquinho do valor da excelente Dupla que é "Leyde e Laura", através de depoimentos de Jackson Antunes, Oswaldo Galhardi, Téo Azevedo, Tinoco, Paraíso, Irmãs Galvão, e também da "Madrinha" Inezita Barroso!!!


Quero aqui convidar o Apreciador a visitar o Site Oficial da Dupla "Leyde e Laura", com release, fotos, vídeos, discografia, contatos e Músicas disponíveis para download.


Clique aqui e ouça "Meu Canto Caipira" (Batista dos Santos) interpretada pela Dupla "Leyde e Laura", num Arquivo Musical pertencente ao Site Oficial de Leyde e Laura.

Clique aqui e ouça "Justiça Divina" (João Miranda - Oswaldo Galhardi - Ciro Rosa) interpretada pela Dupla "Leyde e Laura", num Arquivo Musical pertencente ao Site Oficial de Leyde e Laura.

Clique aqui e ouça "Viola e Cantador" (Chico Amado - Anna Fernandêz) interpretada pela Dupla "Leyde e Laura", num Arquivo Musical pertencente ao Site Oficial de Leyde e Laura.

Clique aqui, veja e ouça a participação da Dupla "Leyde e Laura", junto com o "Cumpadre" Ramiro Vióla, no "Amigos Da Viola", que foi ao ar no dia 29/03/2009, ocasião na qual esse Programa comemorava 8 anos, no SBT de Jaú-SP!!! Esse Vídeo foi disponibilizado por Antonio Lança no YouTube e o link me foi enviado pelo "Cumpadre" Ramiro Vióla!!!


E, nas Ondas do Rádio, o Apreciador também pode ouvir a Dupla "Leyde e Laura" no programa que elas apresentam e que vai ao ar todos os Domingos das 16:00 às 17:00 pela Rádio Terra - FM de São Paulo-SP - 98,1 MHz, e que pode ser ouvida também pela Internet!


Contato para Shows:
(falar com Oswaldo Galhardi)
(11) 3331-2391
(11) 3445-6604
(11) 9545-8004

e-mail:
[email protected]
[email protected]





Na foto abaixo, Ricardinho e Laura, na Churrascaria Tião Carreiro, na Avenida Rio Branco N° 694, em São Paulo-SP, no dia 26/03/2008, por ocasião do lançamento do segundo CD de Poemas de autoria de José Caetano Erba, Declamados por Kleber Oliveira.




Na foto abaixo, Laura e Ramiro Vióla na Churrascaria Tião Carreiro em São Paulo-SP, no dia 26/03/2008.




Na foto abaixo, Laura e o Radialista José Francisco (que apresenta junto com Maikel Monteiro o Programa Brasil Caboclo nos 630 kHz da Rádio Paraná Educativa (e-Paraná) - AM de Curitiba-PR, no ar todos os Domingos das 07:00 às 09:00 da manhã), na Churrascaria Tião Carreiro em São Paulo-SP, no dia 26/03/2008.




E, na foto abaixo, da esquerda prá direita, Ricardinho, o Compositor Ademar Braga, Laura e o Radialista José Francisco, na Churrascaria Tião Carreiro em São Paulo-SP, no dia 26/03/2008.




Na foto abaixo, Sérgio Reis e a Dupla "Leyde e Laura", no dia 27/11/2008, por ocasião da gravação do Programa "Raízes do Sertão", que o Serjão apresentava nos 1000 kHz da Rádio Record de São Paulo-SP:




Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Ricardinho, Leyde, Laura e Sérgio Reis, também no dia 27/11/2008, por ocasião da gravação do Programa "Raízes do Sertão":




Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Leyde, Arnaldo Freitas e Laura, por ocasião da apresentação que teve lugar na Churrascaria Tião Carreiro (na Avenida Rio Branco N° 694, em São Paulo-SP), no dia 27/11/2008. Arnaldo Freitas é excelente Músico e toca Viola Caipira (junto com Valdir Batista Lemos "Escurinho" na Percussão, Andrezinho no Baixo e Joãozinho no Violão) no "Regional do Tico-Tico", no Viola Minha Viola, apresentado pela "Madrinha" Inezita Barroso e que vai ao ar pela TV Cultura de São Paulo-SP. E, na Viola Caipira, além do autêntico Repertório Caipira Raiz, Arnaldo Freitas também interpreta belíssimas Composições de Johann Sebastian Bach e Chorinhos tais como "Odeon" (Ernesto Nazareth)!!




Na foto abaixo, a Dupla "Leyde e Laura" e o Radialista José Francisco (que apresenta junto com Maikel Monteiro o Programa Brasil Caboclo nos 630 kHz da Rádio Paraná Educativa (e-Paraná) - AM de Curitiba-PR, no ar todos os Domingos das 07:00 às 09:00 da manhã), no Memorial Tião Carreiro (no piso superior da Churrascaria Tião Carreiro, na Avenida Rio Branco N° 694, em São Paulo-SP), no dia 27/11/2008:




Na foto abaixo, a Dupla "Leyde e Laura" e o Colecionador Fábio Porangaba, criador do excelente Site Os Reis do Cururu, no Memorial Tião Carreiro (no piso superior da Churrascaria Tião Carreiro, na Avenida Rio Branco N° 694, em São Paulo-SP), no dia 27/11/2008:




Na foto abaixo, a Dupla "Leyde e Laura" e minha Esposa (Netinha), no Memorial Tião Carreiro (no piso superior da Churrascaria Tião Carreiro, na Avenida Rio Branco N° 694, em São Paulo-SP), no dia 27/11/2008:




Na foto abaixo, Leyde, seu Esposo Walter e sua Filha Maria Luíza, num encontro descontraído na residência de Laura, no dia 27/11/2008:




Na foto abaixo, Laura e seu Esposo e Produtor Oswaldo Galhardi, num encontro descontraído em sua residência, no dia 27/11/2008:




E, na foto abaixo, da esquerda prá direita, o Radialista José Francisco (que apresenta junto com Maikel Monteiro o Programa Brasil Caboclo nos 630 kHz da Rádio Paraná Educativa (e-Paraná) - AM de Curitiba-PR, no ar todos os Domingos das 07:00 às 09:00 da manhã), Leyde, Ricardinho, Arnaldo Freitas (que toca Viola Caipira junto com Valdir Batista Lemos "Escurinho" na Percussão, Andrezinho no Baixo e Joãozinho no Violão, no "Regional do Tico-Tico", no Viola Minha Viola) e Laura, num encontro descontraído na residência de Laura, no dia 27/11/2008:




Na foto abaixo, da esquerda prá direita, a Dupla "Leyde e Laura" e o Radialista Valdecir Matioli (que apresenta seu programa "Madrugada Especial" simultaneamente na Rádio ABC de Santo André-SP e na Rádio Atlântica de Santos-SP, diariamente das 00:00 às 05:00 da manhã), por ocasião da posse da Diretoria da ASESP - Associação Dos Sertanejos Da Música Raiz Do Estado De São Paulo-SP, no Teatro da UNIP (Campus Anchieta), no dia 21/11/2009:




Na foto abaixo, a Dupla "Leyde e Laura, por ocasião da gravação do excelente programa Viola Minha Viola, no dia 27/10/2010, programa esse que irá ao ar no dia 14/11/2010, pela TV Cultura de São Paulo-SP, apresentado pela "Madrinha" Inezita Barroso:




Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Leyde, Ricardinho e Laura, por ocasião da gravação do mesmo programa Viola Minha Viola, no dia 27/10/2010:




Na foto abaixo, a "Madrinha" Inezita Barroso, Laura e sua filha Joana, por ocasião da gravação do mesmo programa Viola Minha Viola, no dia 27/10/2010:




E, na foto abaixo, da esquerda prá direita, Ricardinho, Oswaldo Galhardi (esposo de Laura), Joana, Laura e Teotônio Paranhos (primo de Zé do Cedro e também proprietário da Gravadora Gogó de Ouro), por ocasião da gravação do mesmo programa Viola Minha Viola, no dia 27/10/2010:





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Mara e Cota:

Apesar de ter existido apenas como uma "brincadeirinha" e ter gravado apenas um disco, que foi um "bolachão" 78 RPM, em 1959, a dupla "Mara e Cota" faz parte da História da Música Caipira Raiz e da Boa Música Brasileira, não podendo deixar de ser citada nessa página dedicada às Duplas Femininas.

O repertório do disco gravado "não nasceu Caipira" mas foi arranjado como tal: trata-se de duas belíssimas composições de Antônio Carlos (Tom) Jobim e Vinícius de Moraes: "Eu Não Existo Sem Você" e "Eu Sei Que Vou Te Amar". E, para nossa grande alegria, essas duas gravações foram remasterizadas em CD e estão disponíveis no álbum triplo "Tom Jobim - Raros Compassos" lançado pela excelente gravadora Revivendo de Curitiba-PR.

De acordo com Ruy Castro, no jornal O Estado De São Paulo, a dupla "Mara e Cota" "...não existiu. Nem em 1959, nem nunca. Pelo menos, nunca foi vista ao vivo, nunca cantou em rodeios e nunca se apresentou no rádio, nem mesmo naqueles programas às 5 da manhã, patrocinados por vendedores de adubos ou fabricantes de arreios. Mara e Cota só existiram por algumas horas (...), exagerando na caipirice, duas canções do já então mais sofisticado compositor brasileiro e seu parceiro Vinícius de Morais..."

Se a dupla passou despercebida do grande público, as duas integrantes são consagradíssimas em nossa Boa Música Brasileira, já que foram as excelentes cantoras Sylvinha Telles e Stellinha Egg!

De acordo com Ayrton Mugnaini Jr., nas páginas 59 e 60 de seu livro "Enciclopédia das Músicas Sertanejas", no verbete "Bossa Nova e Música Sertaneja", "...a Bossa Nova, apesar de sua sofisticação harmônica e rítmica e do elitismo de vários de seus fãs e praticantes, sempre se fascinou pela Música de Raiz...".

Ayrton menciona também o excelente compositor Tom Jobim que, "...além de ter composto toadas como "A Chuva Caiu", compôs também "Boto" em parceria com o Jararaca..." (da inesquecível dupla Jararaca e Ratinho).

E, mais adiante, Ayrton também cita Mário Albanese, o célebre criador do ritmo Jequibau (em compasso 5/4), e que também compôs algumas músicas que foram gravadas por renomados intérpretes tais como Tonico e Tinoco e Zé do Rancho e Mariazinha, utilizando no entanto o pseudônimo de Nhô Mário, "...devido ao preconceito de muitos contra a Música Sertaneja na épóca...".

Sylvinha Telles nasceu no Rio de Janeiro-RJ no dia 27/08/1935 e faleceu em Maricá-RJ no dia 17/12/1966, com apenas 32 anos de idade, vítima de um acidente de carro.

Uma das principais intérpretes de Antônio Carlos Jobim, de quem gravou cerca de 50 composições, incluindo as duas que "se tornaram caipiras" na gravação feita juntamente com Stellinha Egg.

Antes mesmo da Bossa Nova passar a ser conhecida pelo grande público, Sylvinha, com 19 anos de idade, chegou a namorar com o cantor João Gilberto e, na mesma época, tentava iniciar a carreira de cantora "às escondidas dele".

Se o namoro não foi em frente, a influência musical permaneceu, já que foi no ano de 1955 que Sylvinha iniciou de fato a sua carreira profissional, participando da revista musical "Gente de Bem e Champanhota", no Teatro Follies, no Rio de Janeiro-RJ. Nesse mesmo ano gravou, pela Odeon, o 78 RPM com as músicas "Amendoim Torradinho" (Henrique Beltrão) e "Desejo" (Garoto - José Vasconcelos - Luiz Cláudio), acompanhada pelo Violonista Candinho, que veio a ser seu primeiro esposo e também o pai da excelente intérprete Claudinha Telles.

Apresentando-se em diversos teatros, o talento de Sylvinha Telles começou a se fazer notar até que, com o LP "Carícia", lançado em 1957 e, considerado por muitos como precursor da Bossa Nova, ela se tornou bastante conhecida das rodas musicais e do grande público. Dentre outras belíssimas músicas desse LP, podemos mencionar "Chove Lá Fora" (Tito Madi), "Se Todos Fossem Iguais A Você" (Tom Jobim - Vinicius de Moraes) e "Canção Da Volta" (Ismael Neto - Antonio Maria).

Sylvinha e Candinho se separaram quando Claudinha tinha apenas 3 meses de idade e, dois anos depois, ela se casou com o produtor Aloysio de Oliveira, que já havia integrado o famosíssimo conjunto "Bando da Lua", celebrizado principalmente por ter acompanhado a inesquecível Carmem Miranda nos Estados Unidos.

Após uma carreira um tanto tumultuada nos anos 60, um acidente de automóvel na Rodovia Amaral Peixoto, no Estado do Rio de Janeiro, tirou a vida de Sylvinha Telles que contava apenas 32 anos de idade, deixando um enorme vazio em nossa Boa Música Brasileira. E Claudinha Telles tinha apenas 9 aninhos...

De acordo com a filha Claudinha, "Lembro de minha mãe sorrindo, brincando e cantando pra mim. Sei que ela desejava me ver como sua herdeira musical, me ensinou Violão aos seis anos de idade". Sylvinha comentava que Claudinha "...seria cantora, pois chorava em Lá Menor e não desafinava".... Isso na época em que Claudinha Telles tinha apenas um aninho de idade...

Clique aqui e conheça o Site Oficial da excelente cantora Claudinha Telles, que contribuiu bastante na elaboração desse resumo biográfico. Convido o Apreciador para visitar esse site, que é também bastante interativo, podendo o Apreciador participar desse trabalho muito bom que Claudinha Telles faz pela Boa Música Brasileira, bem como adquirir seus CDs cujo repertório é repleto de excelentes compositores da MPB, tais como Cartola, Nélson Cavaquinho, Garoto, Carlos Lyra, Ronaldo Bôscoli, Roberto Menescal, Vinícius de Moraes, Aloysio de Oliveira e Tom Jobim, apenas para citar alguns!

Stella Maria Egg nasceu em Curitiba-PR no dia 18/07/1914 e faleceu no dia 17/06/1991, também na Capital Paranaense.

Influenciada pelo ambiente musical familiar, com apenas cinco anos de idade, Stellinha já cantava em festas da Igreja Evangélica.

Iniciou a carreira artística na Rádio Clube Paranaense em Curitiba-PR. Após vencer um concurso de Melhor Intérprete do Folclore Brasileiro, Stellinha foi contratada pela Rádio Tupi de São Paulo-SP. E, na Capital Paulista, trabalhou também na Rádio São Paulo e na Rádio Cultura até se transferir, no início da década de 1940, para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro-RJ, onde ela se apresentou ao lado de Dorival Caymmi e Sílvio Caldas.

Em 1944, Stellinha gravou seu primeiro disco, pela Continental, interpretando a toada "Uma Lua No Céu... Outra Lua No Mar" (Jorge Tavares - Alaíde Tavares) e o coco "Tapioquinha De Coco" (Jorge Tavares - Amirton Valim).

Stellinha se casou em 1945 com o maestro Lindolpho Gaya (06/05/1921 - Itararé-SP; 15/09/1987 - Curitiba- PR) e, a partir de então, passou a trabalhar nos arranjos de suas músicas e, dentre as quais, gravou "Não Consigo Esquecer Você" (Lindolpho Gaya) e "Mais Ninguém" (Lindolpho Gaya - Eme de Assis).

E entre 1955 e 1956 Stellinha viajou pela Europa, apresentando-se na extinta União Soviética, e também na França, Polônia, Finlândia, Itália e Portugal, sempre acompanhada do maestro e esposo Lindolpho Gaya.

Empenhada com o estudo e a pesquisa do riquíssimo Folclore Brasileiro, Stellinha também gravou diversas composições folclóricas e de Domínio Público, tais como "Garoto da Lenha de Angico", "Boi Barroso", "Samba-Lelê", "A Moda da Carranquinha", "Cantigas do Meu Brasil", "Prenda Minha" e "Fiz a Cama na Varanda" (Ovídio Chaves - Dilu Melo), além de composições de Catulo da Paixão Cearense, Ernesto Nazaré, Anacleto de Medeiros e Dorival Caymmi, em diversos LPs dedicados aos mais variados aspectos da Música Popular e Folclórica do Brasil.

E, ainda sobre a dupla "Mara e Cota", de acordo com Ruy Castro, "...Por que as duas se meteriam a gravar em estilo caipira (...) estraçalhando duas canções ultra-elaboradas, com letras tão longas e caprichadas? Por um misto de brincadeira e jogada comercial. (...) Por mais conhecidas e admiradas, as duas não eram grandes vendedoras de discos. Faziam parte do elenco que dava "prestígio" à gravadora (...) mas, em termos de vendas, não podiam competir com Dalva de Oliveira, Anísio Silva e outros que atingiam as grandes massas. (...) A idéia de reuni-las numa dupla caipira partiu, quase que involuntariamente, do artista gráfico e capista da Odeon César Villela (...) que sugeriu (...) acoplar Sylvinha a alguma outra cantora para formar uma dupla caipira. (...) Aloysio [de Oliveira] gostou da idéia. Mas só podia fazer isso com gente de sua confiança, como Stellinha e Gaya. E, sendo Aluísio quem era, jamais as deixaria cantar o repertório de arraial das duplas caipiras. Podiam cantar caipira, mas as canções teriam de ser de, imagine, Tom e Vinícius. O resultado foi o 78 rpm 14.556 da Odeon, tendo no lado A 'Eu Não Existo Sem Você' e, no lado B, 'Eu Sei Que Vou Te Amar', lançado um mês depois, em novembro."

Clique aqui e conheça na íntegra o interessantíssimo artigo escrito por Ruy Castro do jornal O Estado De São Paulo - Caderno 2 - Sábado, 27/05/2000 - Página D5 - com o título "Quem É Esta Dupla Caipira Cantando Tom Jobim?", de onde foi extraído o comentário do parágrafo acima. Esse artigo é reproduzido no site da excelente gravadora Revivendo de Curitiba-PR.


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Pininha e Verinha:

Nascidas respectivamente em São Paulo-SP e em São João da Bocaina-SP, Felipina Varela Maciel, a Pininha, e Cleonice Soares da Silva, a Verinha, são excelentes Cantoras e também Compositoras.

Pininha (foto à esquerda) iniciou a carreira incentivada pelo seu pai Arlindo Thomáz Vianna, o Zelão, Sanfoneiro, Humorista e Radialista natural de Guaxupé-MG. Tendo atuado nas Rádios Bandeirantes, Nacional e Nove de Julho, na Capital Paulista, e também na Rádio Boa Nova de Guarulhos-SP, Zelão era bastante conhecido no Meio Sertanejo, além de ter sido amigo de grandes nomes da Música Caipira Raiz, tais como Tião Carreiro e Pardinho, Tonico e Tinoco, Dino Franco e Mouraí e Liu e Léu, apenas para citar alguns.

Em 1958, Pininha formou uma dupla inicialmente com Cidinha, com quem gravou o corrido "Meu Cavalinho" (J. M. Alves - Lourdes Guimarães) e o rasqueado "Desengano Cruel" (Pininha - Cidinha).

Em seguida, Pininha passou a formar dupla com Verinha, com quem gravou no ano seguinte, o arrasta-pé "Moreno do Paraguai" (Dois Coringas - R. Gonçalves) e o valseado "Me Leva" (Priminho - Elpídio dos Santos), que foram dois grandes sucessos consagrados da nova dupla.

As apresentações de Pininha e Verinha eram freqüentemente acompanhadas por Zelão, que era também orientador e animador dos shows da dupla (também conhecida como o trio "Zelão, Pininha e Verinha"). Zelão (foto à esquerda) também compunha, como foi o caso da guarânia "Sou Eu" (Zelão - Roque de Almeida) também gravada por Pininha e Verinha, no ano de 1960. Zelão também é autor de outras Músicas de gênero, tais como "Moço Bonito" (Zelão - Francisco Lacerda) e "Desconfiada" (Jeca Mineiro - Zelão), também gravadas por Pininha e Verinha. E, no repertório de Tião Carreiro e Pardinho, Zelão é também co-autor de "Viola Chic-Chic" (Zelão - Tião Carreiro - Lourival dos Santos).

Foram diversos os sucessos gravados pela dupla, dentre os quais "Quero Seu Amor" (Zelão - Anísio Teodoro), "Disco Antigo (Zelão - Orlandinho)", "A Solidão Me Tortura" (Jeca Mineiro - Sebastião Vitor), além das já mencionadas "Moço Bonito" (Zelão - Francisco Lacerda) e "Desconfiada" (Jeca Mineiro - Zelão).

Desnecessário dizer quão importante foram os circos no desenvolvimento da Trajetória Artística de Zelão, Pininha e Verinha!

Em 1958, a inesquecível "Revista Sertaneja" elegeu Pininha e Verinha como o Melhor Duo do Ano, e elas receberam com muita honra o troféu "Viola de Ouro", troféu esse que era bastante cobiçado pelas Duplas Sertanejas de um modo geral.

Vivendo atualmente uma nova fase, Pininha e Verinha se vêem novamente livres para se dedicar à Carreira Artística; elas estão voltando e, em 2005, apresentaram-se no programa "Raízes do Brasil" (que, na época, ia ao ar no horário das 05:00 às 07:00 da manhã, sob o comando do saudoso Muibo César Cury, um dos mais tradicionais apresentadores do Rádio Paulista (e também compositor de "João de Barro" juntamente com Teddy Vieira)), na Rádio Cultura-AM de São Paulo-SP (1.200 kHz), ocasião na qual elas também apresentaram seu novo CD com músicas remasterizadas às quais gravaram ao longo da carreira.

Pininha e Verinha também se apresentaram no Viola Minha Viola que foi ao ar pela TV Cultura de São Paulo-SP nos dias 10 e 11/01/2004, apresentado pela "Madrinha" e Comendadora Inezita Barroso. No programa elas interpretaram "Moreno do Paraguai" (Dois Coringas - R. Gonçalves) e "É Brincadeira" (Muniz Teixeira - Maracaí).

Além do belíssimo Repertório Musical, a Dupla "Pininha e Verinha" também diverte o Apreciador com diversos esquetes cômicos entre uma Música e outra, com destaque também para a voz bastante aguada infantil que a Pininha imita...

Quero aqui agradecer ao Violeiro Cleber Vianna que é primo de Pininha e me forneceu informações adicionais sobre essa excelente Dupla Feminina, além da foto do Zelão. Clique aqui e conheça o excelente site Casa dos Violeiros elaborado por Cleber que também é um Sítio riquíssimo em informações sobre a nossa Música Caipira Raiz!


Contatos para shows:
(11) 3936-6824
(11) 3998-7058
(11) 9429-8264
e-mail: [email protected]





Na foto abaixo, Ricardinho com a Dupla "Pininha e Verinha", que foi premiada na Categoria "Dupla Feminina" no Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira, no dia 18/01/2011, em Belo Horizonte-MG!




Na foto abaixo, Cacique, Verinha, Pajé e Pininha, na mesma tarde descontraída de 18/01/2011, no SESC Venda Nova, momentos antes da Premiação que teve lugar no Minas Centro, na Capital Mineira!




E, na foto abaixo, Verinha e Ricardinho, no Minas Centro, após a Premiação em 18/01/2011!




Voltei a me encontrar com a Dupla "Pininha e Verinha" no "PO", em Santo André-SP, no dia 12/10/2011. "PO" é o "apelido carinhoso" da Sociedade Amigos do Bairro do Parque Novo Oratório, e fica na Rua Jerusalem Nº 100 - esquina com a Rua Araucária, na Cidade de Santo André-SP.

Nesse lugar, aos Domingos e Feriados, a partir das 15:00, diversas Duplas Caipiras se apresentam, proporcionando ao Apreciador uma tarde bastante agradável com bastante Música Caipira Raiz de Qualidade! Ricardinho, o criador desse site, foi, gostou e recomenda!

Nas fotos abaixo, Pininha, Verinha e Ricardinho, no "PO", no dia 12/10/2011:








Na foto abaixo, Ricardinho e Verinha, no "PO", também no dia 12/10/2011:




Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Verinha, Evaristo e Netinha, no "PO", na mesma tarde do dia 12/10/2011. O Sr. Evaristo é o Presidente da Sociedade Amigos do Bairro do Parque Novo Oratório de Santo André-SP.






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Primas Miranda:

Em primeiro lugar, quero deixar aqui meu agradecimento ao Radialista, Produtor e Pesquisador Maikel Monteiro (ver mais detalhes abaixo nas Referências Bibliográficas) que me forneceu fotos e diversas informações que tornaram possível esse resumo biográfico das Primas Miranda! Parabéns mais uma vez, Maikel, por ajudar de forma brilhante na preservação da Memória Musical Brasileira e em especial, à Nossa Música Caipira Raiz!! De acordo com Maikel Monteiro, "As Primas Miranda com certeza precisavam embarcar nesse trem e a elas, nessa nova etapa em suas vidas, desejamos toda a sorte e sucesso do mundo!".

As primas Maria do Carmo Miranda e Sérgia Aparecida Miranda nasceram em Catanduva-SP nos dias 20/06/1941 e 07/04/1941, respectivamente.

Contando apenas 14 anos de idade, as duas primas estrearam num programa infantil da Rádio Difusora de Catanduva-SP, no ano de 1955. Fizeram enorme sucesso e, como "cantavam como gente grande", assinaram contrato no mesmo ano e passaram a integrar o elenco profissional da emissora, na qual comandaram durante quatro anos o programa "Primas Miranda Cantam Para Você", programa exclusivo que proporcionou a elas bastante sucesso na região.

Os convites para shows passaram a ser cada vez mais freqüentes e no ano de 1958 as Primas Miranda venceram o torneio "Roda de Violeiros" em Sorocaba-SP, ocasião na qual o célebre Comendador Biguá conheceu a jovem dupla feminina e convidou-as para irem à Capital Paulista cantar em seu programa "Serra Da Mantiqueira", na "Mais Popular Emissora Paulista" da época, a Rádio Bandeirantes.

O Comendador Biguá criou para as Primas Miranda o Slogan: "As garotas que cantam e encantam"!

Lembrar que as Primas Miranda, na época, eram moças criadas no interior, ainda com 17 anos; sendo assim, a oportunidade surgiu somente no ano seguinte, quando fizeram sua primeira apresentação na emissora paulistana. E o destino das duas já estava traçado: por coincidência ou "capricho do destino", Luizinho, que na época era diretor da gravadora Odeon, ouvia o programa naquele instante. Tomou logo um táxi e foi ao encontro das duas jovens cantoras. Conhecendo-as pessoalmente, convidou-as para a gravação do primeiro Disco.

E assim nasceu o primeiro disco das Primas Miranda, gravado na Odeon: o 78 RPM Nº. 14.467, em 13/05/1959, com o maior sucesso da dupla: "Aliança Contrariada" (Lourival dos Santos - Nízio) e, no outro lado, "Gotinhas de Saudade" (Bolinha - Sueli).

Aliás, antes mesmo da gravação do primeiro Disco, as Primas Miranda já haviam entrado no Estúdio, a convite de Campanha e Cuiabano, e participaram da gravação de "Genuína Cana Verde" (Lázaro Franco De Godoy - Celinho), no Lado A do 78 RPM Odeon N° 14.447, gravado em 19/03/1959 e lançado em Abril de 1959.

No mesmo ano de 1959, as Primas Miranda receberam o "Troféu Revelação do Ano". Gravaram mais dois discos na Odeon e dois na Orion. E em 1962 foram para o selo "Sertanejo" da gravadora Chantecler (hoje Warner Music), onde gravaram "Faz Um Ano" (Waldick Soriano - Teddy Vieira) e "Coisas Do Destino" (Goiá - Clóvis Pontes), essa última imortalizada também na interpretação de Zilo e Zalo. Lançaram o sétimo 78 RPM também no selo "Sertanejo", antes de encerrarem a carreira musical.

Luizinho foi um grande amigo e também um grande fã das Primas Miranda. E em 18/07/1960 participou com seu trio Luizinho, Limeira e Zezinha da gravação da música "Que Me Importa" (Valdir Machado), verdadeira "jóia lapidada" na Música Caipira Raiz, no Lado A do Disco 78 RPM Nº. 14.657 na Odeon. No Lado B do mesmo disco, "Recordação" (Luizinho - Alfredo Borba).

E em 1963, por motivos particulares, as Primas Miranda, do mesmo modo que diversas jovens duplas femininas da época, encerraram a carreira maravilhosa que iniciavam, deixando 7 discos 78 RPM, com 14 Músicas gravadas e muitas saudades aos Apreciadores. Na foto à esquerda, as Primas Miranda na Rádio Tupi de São Paulo-SP.



Eis abaixo a discografia completa das Primas Miranda:


Disco 78 RPM Odeon Nº. 14.467 de 13/05/1959:
  • Lado A: Aliança Contrariada (Lourival dos Santos - Nízio) - Rancheira
  • Lado B: Gotinhas De Saudade (Bolinha - Sueli) - Guarânia

    Disco 78 RPM Odeon Nº. 14.584 de 23/12/1959:
  • Lado A: Sou Demais Em Teu Caminho (Lourival dos Santos - Nízio) - Rancheira
  • Lado B: Consciência (Zé Coqueiro) - Bolero

    Disco 78 RPM Odeon Nº. 14.657 de 18/07/1960
    (com a participação especial de Luizinho, Limeira e Zezinha):
  • Lado A: Que Me Importa (Valdir Machado) - Guarânia
  • Lado B: Recordação (Luizinho - Alfredo Borba) - Bolero

    Disco 78 RPM Orion Nº. R-9 de 12/05/1961:
  • Lado A: Perto De Ti (Florentina Gimenez - Molar - Hilton Behring) - Guarânia
  • Lado B: Doce Veneno (Capitão Furtado - Zé do Rancho) - Rancheira

    Disco 78 RPM Orion Nº. R-31 de Nov/1961:
  • Lado A: Batuca, Meu Bem (Serrinha) - Cateretê
  • Lado B: Colibri (Nonô Basílio - Zé do Rancho) - Rasqueado

    Disco 78 RPM Sertanejo Nº. 10.304 de Set/1962:
  • Lado A: Faz Um Ano (Waldick Soriano - Teddy Vieira) - Rasqueado
  • Lado B: Coisas Do Destino (Bolinha - Sueli) - Canção Rancheira

    Disco 78 RPM Sertanejo Nº. 10.344 de Abr/1963:
  • Lado A: O Adeus Do Meu Bem (Goiá - Tomaz) - Polca Paraguaia
  • Lado B: Luar De Aquidauana (Zacarias Mourão - Anacleto Rosas Jr.) - Guarânia


    No período em que permaneceram em atividade, as Primas Miranda conviveram com grandes nomes da Música Caipira Raiz, sempre muito queridas e respeitadas por todos eles.


    Maria do Carmo, a "Téca", reside atualmente em São José do Rio Preto-SP, com seu Esposo, o renomado Fotógrafo Dilson Vaz Cipolli. E Sérgia mora em Ribeirão Preto-SP, casada com o Acordeonista Clóvis Pontes. E, para nossa felicidade, no ano de 2002, elas iniciaram a retomada da carreira, tendo participado do "Viola Minha Viola" na TV Cultura de São Paulo-SP em 2003. E elas estão preparando um CD com lançamento previsto para breve. Vamos aguardar e divulgar! Sejam bem vindas, Primas Miranda, de volta à brilhante Carreira Musical!


    Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Ricardinho, Teca (Maria do Carmo) e minha Esposa (a Netinha), num momento descontraído na residência de Teca em São José do Rio Preto-SP, no dia 16/03/2009 (foto de autoria de seu esposo Dilson):




    Na foto abaixo, Teca (Maria do Carmo) e Ricardinho, num momento descontraído na residência de Teca em São José do Rio Preto-SP, no dia 16/03/2009 (foto de autoria de minha Esposa (a Netinha)):




    Na foto abaixo, da esquerda prá direita, o Violonista Nilson, Teca (Maria do Carmo), o Violeiro Solista Enúbio Queiroz, o Harpista Arsênio, minha Esposa (a Netinha) e Ricardinho, na Loja de Instrumentos Musicais "Danúbio Queiroz" de propriedade de Enúbio Queiroz, em São José do Rio Preto-SP, no dia 16/03/2009 (foto de autoria de Dilson Vaz Cipolli):




    Na foto abaixo, Ricardinho, Enúbio Queiroz e Teca (Maria do Carmo), na Loja de Instrumentos Musicais "Danúbio Queiroz" de propriedade do Violeiro Enúbio Queiroz, em São José do Rio Preto-SP, no dia 16/03/2009 (foto de autoria de minha Esposa (a Netinha)):




    Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Enúbio Queiroz, Ricardinho, Teca (Maria do Carmo) e Nilson, na Loja de Instrumentos Musicais "Danúbio Queiroz" de propriedade do Violeiro Enúbio Queiroz, em São José do Rio Preto-SP, no dia 16/03/2009 (foto de autoria de minha Esposa (a Netinha)):




    Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Valdemar Reis, Ricardinho, Dilson Vaz Cipolli e sua Esposa Teca (Maria do Carmo), num momento descontraído na residência do Compositor Valdemar Reis, em São José do Rio Preto-SP, no dia 16/03/2009 (foto de autoria de minha Esposa (a Netinha)). Ricardinho segura o Violão que pertenceu ao saudoso Mouraí, que cantava em Dupla com Dino Franco.





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    Rosalinda e Florisbela:

    Apesar de não ter gravado nenhum disco, a dupla "Rosalinda e Florisbela" existiu na década de 1940 e faz parte da História das Duplas Femininas na Música Caipira Raiz.

    Hebe Camargo nasceu no dia 08/03/1929 na cidade de Taubaté-SP. Filha de Ester e Sigesfredo Monteiro de Camargo (o Fego Camargo que era Violinista do Cinema Politeama em Taubaté-SP, na época em que os filmes eram realmente mudos, e também Compositor da Toada "Pinho Sofredor" (Fego Camargo - Capitão Furtado), gravada pelas Irmãs Galvão em 1979), Hebe formou, juntamente com sua irmã Estela Camargo, a Dupla "Rosalinda e Florisbela".

    Tudo começou quando a Família Camargo trocou sua Taubaté natal pela Paulicéia Desvairada no ano de 1943, quando Fego passou a fazer parte da Orquestra da Rádio Difusora de São Paulo-SP.

    Foi em 1944, ano seguinte ao da mudança para a Capital, que Hebe passou a se apresentar em programas de calouros em emissoras de rádio da Capital Paulista, imitando a "Pequena Notável" Carmen Miranda. Após ganhar diversos prêmios como caloura, Hebe formou o Quarteto "Dó-Ré-Mi-Fá" junto com a irmã Stela e as primas Helena e Maria, cantando músicas do grupo feminino americano "Andrews Sisters". E o quarteto foi contratado pela Rádio Tupi.

    "Dó-Ré-Mi-Fá" no entanto encerrou as atividades três anos depois, por ocasião do casamento de uma das primas que, conseqüentemente, acabou deixando a Carreira Artística. Formou-se então o trio "As Três Américas", mas, pouco tempo depois, a outra prima também deixou o conjunto, tendo restado apenas as irmãs Hebe e Estela, que formaram finalmente a Dupla "Rosalinda e Florisbela".

    Em 1939, Ariowaldo Pires, o Capitão Furtado apresentava nas tardes de Domingo na Rádio Difusora de São Paulo-SP o seu célebre programa "Arraial da Curva Torta", programa esse que permaneceu no ar durante 12 anos e, nesse período, revelou-nos diversos talentos, dentre os quais, o Acordeonista "italiano naturalizado caipira" Mário Zan e o Sambista Blecaute (Vale lembrar que Blecaute (do inglês "Black-Out") também foi um apelido sugerido ao Sambista pelo Capitão Furtado, criticando os racionamentos de energia elétrica que eram comuns no Brasil durante a segunda guerra mundial).

    A dupla "Rosalinda e Florisbela" foi contratada pelo Capitão Furtado para substituir Xandica e Xandoca (Dupla que havia deixado repentinamente o Programa "Arraial da Curva Torta" na Rádio Difusora de São Paulo-SP). Fego Camargo, Pai de Hebe e Estela, tocava Violino no Programa "Saudade" na mesma emissora (razão pela qual a Família Camargo havia se mudado para a Capital Paulista em 1943, conforme já foi mencionado). Na foto à esquerda (do Site Oficial de Hebe Carmargo, dentro do site do SBT), Hebe e Estela relembram a antiga Dupla Caipira ("Anos depois, 'Rosalinda e Florisbela' brincam de túnel do tempo", como era mencionado no próprio site de Hebe Camargo).

    E, na foto histórica abaixo, Tonico e Tinoco, "Rosalinda e Florisbela", Capitão Furtado e Lulu Benencase (apresentador do "Arraial da Curva Torta"). E, à frente, Os "Águias da Meia Noite":



    A foto acima, se encontra na seção Fatos e Fotos de Tonico e Tinoco no excelente Site de Paulo Roberto Moura Castro dedicado à Dupla Tonico e Tinoco, o qual recomendo ao Apreciador que não deixe de visitá-lo!

    E, por falar na célebre Dupla Coração do Brasil, de acordo com o livro de Tonico e Tinoco "Da Beira Da Tuia Ao Teatro Municipal" (Editora Ática - 1984 - fora de catálogo) e citado também no excelente livro de Rosa Nepomuceno "Música Caipira - Da Roça Ao Rodeio" (Editora 34 - pág. 138), "... Tonico caiu de amores por Estela Camargo, mas 'cadê a coragem de falar com a moça?' (...) Pediu ao pandeirista Zé Pretinho que ficou encarregado de levar bilhetes à amada, em troca de almoços, todos os Domingos, num restaurante perto da rádio. As respostas nunca vinham e, meses depois, a moça ficou noiva. Tonico pediu uma explicação ao amigo, dizendo que estava muito aborrecido com aquilo. 'Mais que eu, não! Agora fiquei sem meu almoço dos domingos!' respondeu Zé..."

    Êh, tempinho... E, na foto à direita, Tonico e Tinoco no programa de Hebe Camargo, na época, no SBT. Mas havia também quem dissesse que "Rosalinda e Florisbela" eram bonitinhas, engraçadinhas e... valiam mais pela beleza do que pelo que cantavam... O fato é que a dupla durou pouco tempo (sem ter gravado nenhum Disco, pelo que consta) e acabou se desfazendo...

    Estela chegou a formar com outras duas irmãs, Helena e Norma Avian, o "Trio Itapuã", em 1955. Hebe seguiu carreira-solo com a ajuda de Gilberto Martins (o homem que havia lançado a Radionovela no Brasil). Gilberto, no entanto, achava que o nome da Hebe "não combinava, precisava mudar" e sugeriu a ela o nome artístico de Magali Prado. Tendo lutado bastante sem os resultados esperados, Magali Prado acabou chegando à conclusão de que seu próprio nome legítimo funcionava bem melhor e começou a crescer por si só no bairro Sumaré, até se tornar a "Estrela de São de Paulo". Lembrar também que seu "Nome de Batismo", Hebe, era o mesmo nome da Deusa da Juventude na Mitologia Grega!!!

    Se Estela Camargo não levou prá frente a Carreira Artística, Hebe Camargo (que aos 15 anos de idade era também conhecida como "A Moreninha do Samba" - ela tingiu os cabelos de loiro pela primeira vez em 1957 e nunca mais mudou o visual...) seguiu como excelente Cantora da Fina Flor da nossa Boa Música Brasileira e continuou apresentando seu inesquecível programa semanal no SBT e também na RedeTV, lembrando também que seu Programa já foi ao ar durante vários anos em diversas outras emissoras, como por exemplo, a TV Record de São Paulo-SP, isso na década de 1960!!!

    De fato, Hebe Camargo acabou deixando de lado a Carreira Musical dado o estrondoso sucesso que passou a obter como Apresentadora de Programas de Televisão!!!

    Merece destaque também o fato histórico de que, em 1950, Hebe foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da Primeira Transmissão Ao Vivo da Televisão Brasileira, na extinta TV Tupi - Canal 3 - de São Paulo-SP. Hebe acabou gostando e optando por permanecer nos Estúdios de TV!!!

    E, dentre os vários prêmios que a Hebe Camargo recebeu durante sua Carreira Artística, o que mais a deixou emocionada foi ter sido eleita, numa pesquisa realizada 1990, como sendo "A Cara de São Paulo". E, em 1994, Hebe também recebeu da Câmara Municipal o título de Cidadã Paulistana!!!


    Quero aqui agradecer ao Apreciador Eymard Breda de Belo Horizonte-MG, pelo material enviado contendo diversas biografias, incluindo uma biografia de Hebe Camargo, oriunda do Dicinário Cravo Albin de Música Popular Brasileira, e que ajudou bastante na elaboração desse resumo biográfico de "Rosalinda e Florisbela"!!!

    Muito obrigado, "Cumpadre" Eymard!!


    Hebe Camargo passou para o Oriente Eterno no dia 29/09/2012, após sofrer uma parada cardíaca em sua casa, na Capital Paulista. A inesquecível Artista vinha lutando bravamente contra um câncer no peritônio desde 2010 e passou por várias cirurgias, tendo sido a última em Junho de 2012, quando extraiu a vesícula.

    Foram 83 anos de vida e 61 anos de brilhante Carreira Artística!!! Seu sorriso, sem dúvida, deixou muita saudade no Meio Artístico de um modo geral, assim como na História da Televisão Brasileira, na Fina Flor da MPB e também na Autêntica Música Caipira Raiz!!!

    Hebe Camargo: receba de Ricardinho essa singela homenagem...


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    Sandra Reis e Jucimara:

    Sandra Cristina Moises, natural de São Paulo-SP, e Jucimara Aparecida de Souza Lins, natural de Lins-SP, começaram a cantar com apenas 6 anos de idade. Ambas formaram algumas duplas provisórias e também fizeram carreira solo.

    Sandra Reis foi vencedora do Clube do Bolinha em 1992 na TV Bandeirantes (programa apresentado pelo saudoso apresentador Edson "Bolinha" Cury). Jucimara, por outro lado, foi a primeira mulher a vencer o Festival de Barretos em 2001, que foi na verdade o 19º Festival “Violeira Rose Abrão” que fez parte da 47ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos.

    Jucimara na verdade participou desse festival formando dupla com a também excelente violeira Juliana Andrade, que hoje segue carreira-solo. Além do primeiro lugar, "Juliana Andrade e Jucimara" receberam também o título de “As Melhores Violeiras do Brasil” e essa conquista abriu as portas e impulsionou a jovem dupla à gravação do primeiro CD, intitulado “As Violeiras do Brasil”.

    Foi na Cidade de Botucatu-SP, num churrasco, que Sandra Reis e Jucimara, por brincadeira, começaram a cantar juntas a célebre música "O Ipê E O Prisioneiro" (Dino Franco - Paraíso) e perceberam o quanto as vozes combinaram. A dupla se formou de imediato e elas fizeram já no dia seguinte o primeiro show, naquela cidade. E o nome artístico Sandra Reis foi uma sugestão do compositor Valdemar Reis

    Seguiram-se então diversos festivais, programas de Rádio e TV e também o crescente reconhecimento do talento da jovem dupla, o que é sem dúvida altamente gratificante para o artista.

    Sandra Reis e Jucimara são conhecidas carinhosamente como "As Violeiras do Brasil", e têm em comum a paixão pela Música Caipira Raiz. No repertório constam belíssimas composições de Tião do Carro, José Caetano Erba, Nelson Luiz Lopez, Antônio Teodoro, Poeta e Jacira Amaral, dentre muitos outros.

    Dupla autêntica, Sandra Reis e Jucimara se apresentam com a Viola e o Violão em punho, e jamais se esquecem das grandes duplas que fizeram e continuam fazendo a História do nosso belíssimo e riquíssimo Cancioneiro Caipira Raiz.

    Quero aqui destacar o CD "As Violeiras" - BRCD 641 - produzido pela Zan-Brasidisc, sob a diração geral de Osmar Zan e coordenação geral de Marcelo Zan, no qual a jovem Dupla Feminina nos brinda com um belíssimo repertório incluindo várias músicas inéditas. O CD contou com a participação do Maestro Mário Campanha (esposo de Mary Zuil Galvão) nos Arranjos e Regências e também tocando Viola e Violão, além das participações de Cláudio Rocha Gresemberg no Contra-Baixo, Wilsinho no Acordeon, James Curuça na Percussão e Filipe Viola também na Viola Caipira. Destaque para "Bolha de Sabão" (Tião do Carro - José Caetano Erba), "Festival No Céu" (Nelson Luiz Lopez) e "Violeiras Do Brasil" (Antônio Teodoro).

    Soube da existência da dupla Sandra Reis e Jucimara graças ao programa "Viola Minha Viola" que foi gravado na Fazenda Lajeado em Botucatu-SP e que foi ao ar nos dias 11 e 12/10/2003 pela TV Cultura de São Paulo, produzido por Rivaldo Corulli e apresentado pela "Madrinha" Inezita Barroso, no qual elas interpretaram "Felicidade" (Raul Torres) e "Nelore Valente" (Sulino - Antônio Carlos). Tive também a felicidade de conhecer pessoalmente essa excelente Dupla Feminina no programa "Viola Minha Viola" que foi gravado no dia 17/03/2004 no Teatro Franco Zampari da TV Cultura e que foi ao ar nos dias 03 e 04/04/2004 no qual elas interpretaram "Pescador e Catireiro" (Cacique - Carreirinho), "Beleza Divina" (Loiro - Tenente Rael) e "Festival No Céu" (Nelson Luiz Lopez).


    Contatos para shows:
    (11) 4787-5961
    (11) 9249-4585
    (14) 9671-1224





    Tive a honra de conhecer, no ano de 2005, na Cidade de Pardinho-SP, por ocasião do III FESMURP (Festival de Música Raiz de Pardinho-SP), a Violeira Bárbara Patrícia Moisés Dos Santos, de nome artístico Bárbara Viola, filha de Sandra Reis, que, na época com apenas 12 anos de idade, já vinha cantando e tocando o Tradicional Instrumento Musical Caipira Raiz!!!

    Seguindo também os passos da mãe, defendendo a Genuína Música Raiz, com certeza Bárbara será um futuro talento defendendo esse Maravilhoso Estilo Musical Brasileiro!!!



    Clique aqui, veja e ouça a participação da Dupla "Bárbara Viola e Sandra Reis" no excelente Programa Viola Minha Viola que foi ao ar pela TV Cultura de São Paulo-SP no dia 09/06/2013, apresentado pela "Madrinha" e Comendadora Inezita Barroso!!! Quem postou o clip no YouTube foi o "Cumpadre" Ramiro Vióla!!!


    Contatos para shows:
    (14) 99738-4826



    Na foto abaixo, no Teatro Franco Zampari, da TV Cultura, em 17/03/2004, da esquerda para a direita: Ricardinho, Sandra Reis, Jucimara e o meu "Cumpadre" Joselito (In Memoriam), Irmão de minha Esposa (Netinha) e que foi um grande Apreciador da Música Caipira Raiz; nesse dia foi gravado o programa "Viola Minha Viola" que foi ao ar nos dias 03 e 04/04/2004. O "Cumpadre" Joselito passou para o Oriente Eterno.·. no dia 22/01/2014, após mais de 2 anos de sofrimento com hemodiálises e lutando contra o mieloma múltiplo, do qual foi vítima...





    E, na foto ao lado, da esquerda prá direita, o compositor Valdemar Reis, Jucimara, Sandra Reis e Ricardinho, após a apresentação que teve lugar no dia 10/06/2005 por ocasião do III FESMURP - Festival de Música Sertaneja Raiz de Pardinho-SP, ocasião na qual pude rever essa excelente Dupla Feminina Raiz.








    E, no início de 2006, a dupla Sandra Reis e Jucimara se desfez Jucimara formou novamente a dupla com Juliana Andrade, renascendo então a dupla Juliana Andrade e Jucimara, inclusive com novo CD já lançado.



    A título de informações complementares, sugiro ao Apreciador que conheça também os resumos biográficos de Juliana Andrade (sua "carreira-solo", na página dedicada aos Novos Caipiras) e da dupla Juliana Andrade e Jucimara (nessa mesma página dedicada às Duplas Femininas).



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    Xandica e Xandoca:

    Pouquíssimo se sabe sobre essa dupla formada pelas irmãs Odete Namur e Selma Namur, ambas nascidas em Assis-SP em 1932 e 1928, respectivamente.

    Odete e Selma iniciaram a Carreira Musical na própria cidade-natal cantando em diversas festas com repertório internacional, com as letras das músicas em Inglês, Francês e Castelhano.

    Tendo se mudado mais tarde para a Capital Paulista juntmente com a família, as duas irmãs se apresentaram num programa de calouros da Rádio Difusora de São Paulo-SP (PRF-3) e, com o êxito alcançado, foram rapidamente contratadas por Ariowaldo Pires (o inesquecível Capitão Furtado) para atuarem no seu inesquecível programa "Arraial da Curva Torta", ocasião na qual Odete e Selma adotaram os nomes artísticos de Xandica e Xandoca, respectivamente.

    Na foto abaixo, Xandica e Xandoca, junto com Piraci, Palmeira, Capitão Furtado e Lulu Benencase, em 1942. Ao que consta, esse parece ser o único retrato conhecido da dupla Xandica e Xandoca, que faz parte do excelente site dedicado ao Compositor Piraci. E, mais uma vez, meu agradecimento ao Radialista Maikel Monteiro de Curitiba-PR (ver logo abaixo nas referências) que localizou e me forneceu a foto de indiscutível Valor Histórico:



    Xandica e Xandoca foram a primeira dupla feminina naquele programa e, com o sucesso obtido, foram convidadas a gravar os dois primeiros discos 78 RPM na gravadora Colúmbia (hoje Warner Music), no ano de 1943, com destaque para o famoso sucesso "Bate Co Pé, Bate Co A Mão" (Capitão Furtado). E a jovem dupla feminina também gravou na Continental outro disco com as músicas "Meu Bandoleiro" (Capitão Furtado - Anthony Sergi) e "Moreninho" (Anthony Sergi - Xandoca). Ao que consta, parece ter ficado em apenas três "bolachões" 78 RPM a discografia completa de Xandica e Xandoca:

    "Que Raio!" (Valsa) (C. Monge - Adaptação: Ariowaldo Pires)
    Gravadora: Colúmbia
    Número: 55.439-A
    Matriz: 10145
    Lançamento: Jun/1943

    "Rancho Alegre" (Corrido) (F. Bermejo - Adaptação: Ariowaldo Pires)
    Gravadora: Colúmbia
    Número: 55.439-B
    Matriz: 10144
    Lançamento: Jun/1943
    Com a participação de Marino Gouveia

    "Meu Burrinho (El Burrito)" (Corrido) (F. Valdez Leal - Adaptação: Ariowaldo Pires)
    Gravadora: Colúmbia
    Número: 55.451-A
    Matriz: 10147
    Lançamento: Jul/1943

    "Bate Co Pé, Bate Co A Mão" (Samba Sertanejo) (Ariowaldo Pires)
    Gravadora: Colúmbia
    Número: 55.451-B
    Matriz: 10143
    Lançamento: Jul/1943

    "Meu Bandoleiro" (Corrido) (Ariowaldo Pires - Anthony Sergi)
    Gravadora: Continental
    Número: 15.361-A
    Matriz: 10402
    Data da Gravação: 24/05/1945 Lançamento: Jun/1945

    "Moreninho" (Valsa) (Anthony Sergi - Xandoca)
    Gravadora: Continental
    Número: 15.361-B
    Matriz: 10401
    Data da Gravação: 23/05/1945 Lançamento: Jun/1945

    Obs.: Os Discos 55.439 e 55.451 da Colúmbia, foram relançados com os números 15.060 e 15.058, respectivamente pela gravadora Continental.


    Apesar do sucesso e da popularidade rapidamente conquistados, Xandica e Xandoca abandonaram a Carreira Artística, por volta do ano de 1956, sendo que já haviam largado antes (e repentinamente) o "Arraial da Curva Torta". Como curiosidade, vale lembrar que a dupla Xandica e Xandoca foi logo substituída pela jovem dupla Rosalinda e Florisbela, que eram Hebe e sua irmã Estela Camargo, filhas do Violinista Sigesfredo Monteiro de Camargo (conhecido carinhosamente como Fego Camargo).

    Apesar de curtíssima duração, Xandica e Xandoca fazem parte da História das Duplas Femininas na Música Caipira Raiz.

    Embora pequena e incompleta, a única biografia que encontrei da dupla Xandica e Xandoca foi no site da excelente gravadora Revivendo de Curitiba-PR e que por sua vez é originária da Enciclopédia Musical Brasileira- Erudita, Folclórica e Popular - São Paulo-SP - Art Ed. - 1977.


    Clique aqui e ouça o Corrido "Meu Burrinho" ("El Burrito") (F. Valdez Leal - Adaptação: Ariowaldo Pires) interpretado pela dupla Xandica e Xandoca, numa gravação histórica do Disco 78 RPM - 15.058 - Lado A - Gravadora Continental - Gravado em 1943 (Relançamento) - do Acervo de Humberto Franceschi - num excelente Arquivo Musical pertencente ao IMS - Instituto Moreira Salles, excelente site que se preocupa com a Preservação de Inestimáveis Acervos Brasileiros em termos de Música, Fotografia, Artes Plásticas e Biblioteca, o qual convido o Apreciador a visitar!


    Clique aqui e ouça o Samba Sertanejo "Bate Co Pé, Bate Co A Mão" (Ariowaldo Pires) interpretado pela dupla Xandica e Xandoca, numa gravação histórica do Disco 78 RPM - 15.058 - Lado B - Gravadora Continental - Gravado em 1943 (Relançamento) - do Acervo de Humberto Franceschi - num excelente Arquivo Musical pertencente ao IMS - Instituto Moreira Salles, excelente site que se preocupa com a Preservação de Inestimáveis Acervos Brasileiros em termos de Música, Fotografia, Artes Plásticas e Biblioteca, o qual convido o Apreciador a visitar!






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    Obs.: As informações contidas no texto dessa página são originárias principalmente do Livro de Rosa Nepomuceno "Música Caipira - Da Roça Ao Rodeio", do Livro de Ayrton Mugnaini Jr. "Enciclopédia das Músicas Sertanejas" e também dos sites Dicinário Cravo Albin de Música Popular Brasileira, João Vilarim, Cleber Viana - Casa dos Violeiros, IMMUB - Instituto Memória Musical Brasileira, Fundação Joaquim Nabuco, Instituto Moreira Salles e Viola Caipira - Yassir Chediák. Quero agradecer também pelas preciosíssimas colaborações que foram enviadas pelo Radialista, Produtor e Pesquisador Maikel Monteiro (na foto à esquerda ao lado de Ricardinho e do amigo José Francisco) que apresenta o programa Brasil Caboclo que vai ao ar aos Domingos às 07:00 da manhã pela Rádio Paraná Educativa (e-Paraná) de Curitiba-PR (AM 630 kHz), e que conhece a fundo a trajetória de diversos excelentes intérpretes da Música Caipira Raiz, tais como as Irmãs Galvão, Tonico e Tinoco, Nhô Belarmino e Nhá Gabriela, Tuta e Tota, Jacó e Jacozinho, Leôncio e Leonel, Abel e Caim, Mogiano e Mogianinho, Mensageiro e Mexicano, Nízio e Nézio, Mineiro e Manduzinho e Luizinho, Limeira e Zezinha. Maikel também me forneceu as preciosíssimas informações sobre Pininha e Verinha, e sobre as Primas Miranda, além de esclarecimento de dúvidas que ocorreram durante a elaboração dos respectivos resumos biográficos! O resumo biográfico das Primas Miranda, por sinal, foi fornecido na íntegra por Maikel Monteiro!!! Muito Obrigado, mais uma vez, "Cumpadres" Maikel e Zé Francisco!!! Parabéns por esse gesto que enriquece e ajuda cada vez mais e de forma brilhante a Preservação da Memória Musical Brasileira!!!

    Ver mais detalhes e links na página Para saber mais... onde constam as Referências Bibliográficas sem as quais a elaboração deste site teria sido impossível.


    Essa "viagem de trem" pelo Interior Musical do Brasil não pára por aqui: o Apreciador agora está convidado a conhecer excelentes Músicos, os quais nem sempre "soltam sua voz", no entanto, mostram excelente destreza com seus dedos, solando as cordas da Viola, em interpretações virtuosísticas que nos fazem lembrar até mesmo os Músicos Eruditos. Clique aqui e pegue o trem que ele agora irá para as cidades dos grandes Solistas de Viola em nossa Música Caipira Raiz.


    Ou então, se você preferir outro compositor ou intérprete, clique aqui e "pegue outro trem para outra estação", na Página-Índice" dos Compositores e Intérpretes.













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